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Fundepag comemora 45 anos contabilizando R$ 1,53 bilhão investidos em ciência, tecnologia e inovação no agronegócio e meio ambiente
Fundação captou nos últimos 20 anos recursos bilionários para serem investidos em mais de quatro mil projetos.

A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), entidade que viabiliza projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no agronegócio e meio ambiente, contabilizou um montante de R$ 1,53 bilhão em recursos financeiros captados para projetos de Ciência, Tecnologia & Inovação desde 2004. A Fundação comemora 45 anos de história, em 24 de outubro, como um dos principais viabilizadores de pesquisa do País.
Nos últimos 20 anos, 4.360 projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em agronegócios e meio ambiente foram apoiados pela Fundepag. Os números revelam também o atendimento de mais de 30 mil clientes nesse período, mais de 79 mil contratos de prestação de serviços, 35 instituições de Ciência, Tecnologia & Inovação apoiadas, além de mais de 19 mil pessoas treinadas nos últimos 10 anos e 344 cursos e eventos promovidos no período.
“A Fundepag atua como um facilitador na aproximação entre instituições de pesquisa e setor produtivo para favorecer a inovação aberta. Possui competência técnica e jurídica para atender às iniciativas pública e privada, com ênfase em Propriedade Intelectual, Transferência de Tecnologia e Cooperação Científica e Tecnológica. Temos muito orgulho em ter contribuído para promover o desenvolvimento sustentável do agronegócio e do meio ambiente”, destaca o diretor presidente da Fundepag, Antônio Álvaro Duarte de Oliveira, enfatizando: “Nosso papel é gerar e conectar conhecimentos, expandir ideias e gerar valor, impulsionando a inovação”.
Monitoramento de pesca e Águas da Mantiqueira
Um dos destaques da Fundepag é o Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira da Bacia de Santos (PMAP-BS), que completa 15 anos em 2023. A Fundepag executa o monitoramento da atividade pesqueira nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, ao longo de uma linha de costa de aproximadamente 1.600 km. Ao todo, são abrangidos 36 municípios e em média registra-se mensalmente 2.360 viagens pesqueiras no Paraná, 6.060 em São Paulo e 3.000 no Rio de Janeiro.
Nestes 15 anos, o PMAP, em todos os estados cobertos, além do acompanhamento da atividade pesqueira industrial e artesanal, registrou o monitoramento de 16.134 unidades produtivas (pescadores e/ou embarcações), além de 796 locais de descarga e 276 empregos gerados.
Outro projeto de destaque é o Águas da Mantiqueira, da Fundação Toyota do Brasil em parceria com a Fundepag. Trata-se de um trabalho inédito de pesquisa de longa duração para a produção de diagnósticos dos municípios da Serra da Mantiqueira com o objetivo de conservação da biodiversidade necessária à manutenção de serviços ecossistêmicos, particularmente recursos hídricos – e o estabelecimento de diretrizes de gestão territorial de forma sustentável para governos e comunidades locais. Além disso, o projeto é um Programa de Restauração Ecológica e Biocultural. São mapeados remanescentes de vegetação natural e a fauna de mamíferos, aves, anfíbios, peixes e insetos nas bacias hidrográficas abrangidas. Esses inventários se constituem como base para a elaboração de diretrizes de uso e ocupação do solo, além da restauração ecológica da paisagem. As informações coletadas e processadas são transmitidas à população por meio de oficinas mensais.
“Olhando para o futuro, vamos continuar impulsionando a pesquisa e a inovação aberta para o desenvolvimento sustentável do Brasil, em especial no agronegócio e meio ambiente. Queremos acelerar os modelos de negócios com parcerias público-privadas, apoiando a inovação tecnológica e colocando nossa expertise a serviço”, conclui Oliveira.
Sobre a Fundepag
A Fundepag foi criada em 1978, a partir dos esforços de grupos empresariais, representantes da agropecuária, da indústria, do comércio e das finanças para somar esforços do Estado e da iniciativa privada no desenvolvimento de projetos de pesquisa.
Apoia e executa diversos tipos de projetos, serviços tecnológicos, capacitações e eventos. Além de contar com seu próprio Núcleo de Inovação Tecnológica Fundepag – NIT, expandido para Centro de Inovação Tecnológica – Conexão.f – reconhecido pelo Governo paulista, oferece uma estrutura de apoio administrativo-financeiro, de gestão de pessoas, consultoria jurídica e ferramentas informatizadas, com a qualidade e ética assessoradas pelas ISO 9001:2015 (qualidade), ISO 37301:2017 (compliance) e ISO 37001:2017 (antissuborno).

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





