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Fundepag celebra 45 anos evidenciando impacto da ciência e inovação na qualidade do alimento que chega à mesa do brasileiro
Ao longo de sua trajetória, a Fundação gerenciou mais de seis mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, totalizando mais de R$ 1,53 bilhão em investimentos.

Ao completar 45 anos de atuação, a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), entidade que viabiliza projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no agronegócio e meio ambiente, promoveu um jantar comemorativo, em São Paulo, com um cardápio elaborado especialmente para a ocasião com produtos produzidos por produtores artesanais paulista.
Ao longo de sua trajetória, a Fundação gerenciou mais de seis mil projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, totalizando mais de R$ 1,53 bilhão em investimentos.
Para o presidente do Conselho da Fundepag, Francisco Maturro, a Fundação se tornou um catalisador, estabelecendo uma ponte sólida entre a teoria e a aplicação prática. “Exemplos em nosso portfólio evidenciam o modo como nossas colaborações estratégicas impactam positivamente a eficiência e a competitividade do setor produtivo paulista e do Brasil. Além disso, é essencial destacar nosso compromisso com a integração harmoniosa entre o agro e o meio ambiente. A Fundepag não é apenas um agente de progresso econômico: somos defensores ativos de práticas sustentáveis, pois reconhecemos a importância do equilíbrio entre o desenvolvimento e a preservação ambiental”.

Diretor-presidente da Fundepag, Antônio Álvaro Duarte de Oliveira no jantar de 45 anos da Fundação: “É importante destacar e agradecer os institutos de ciência tecnológica com quem trabalhamos porque são os principais responsáveis pelo sucesso da nossa missão de gerar valor com ciência e tecnologia” – Fotos: Divulgação
“É importante destacar e agradecer os institutos de ciência tecnológica com quem trabalhamos porque são os principais responsáveis pelo sucesso da nossa missão de gerar valor com ciência e tecnologia. E tudo só é possível com a força e dedicação de nossos 367 colaboradores, presentes em quatro estados da federação, além da afinidade e competência de nossos parceiros no desenvolvimento de plataformas digitais, comunicação, processos de design e aplicações administrativas, financeiras e de recursos humanos”, destaca o diretor-presidente da Fundepag, Antônio Álvaro Duarte de Oliveira.
Cardápio com produtos artesanais paulistas
Na ocasião, produtos como queijos, charcutaria, frutas, sementes, derivados de cana, arroz, palmitos, batatas, mel, molhos, azeites, doces, vinhos, café, cachaça e gin, provenientes de pequenas e médias propriedades paulistas, foram utilizados para compor o menu, assinado pelo chef do restaurante Zucco, José Meirelles. “Tudo o que servimos no evento foi escolhido com muito carinho. A originalidade dos ingredientes elevou o padrão das preparações, agradando o público pelo sabor e alta qualidade. Estou muito satisfeito com os alimentos que utilizei e pretendo seguir com eles nos pratos que servirei em meus restaurantes”, ressalta o chef.
Segundo o proprietário da Charcutaria Prelúdio, Cassio Carvalho, que teve a sua copa lombo utilizada no cardápio do jantar, o Brasil tradicionalmente não tem uma cultura de valorização do pequeno produtor e da produção artesanal, algo muito comum na Europa, por exemplo. “Porém, quando as pessoas conhecem um alimento produzido de forma artesanal, reconhecem o seu valor porque são feitos com técnicas eficientes e são mais saudáveis e saborosos. Estou grato por mostrar a um público tão seleto todo o potencial dos produtos artesanais”.
Diretamente da Clamar Conservas veio a geleia de uva, receita desenvolvida pela filha de Clara Padovan Pavan, que deu o toque adocicado à salada que abriu o menu do jantar. “Estamos muito felizes por essa oportunidade de apresentar o nosso produto. Somos uma empresa pequena, que tem produtos feitos de forma natural e trabalha com foco na qualidade”, detalha.

O chef do restaurante Zucco, José Meirelles, que desenvolveu os pratos com produtos artesanais paulistas
A degustação de bebida ficou por conta da tradicional cachaça paulista, representada pelo proprietário e produtor da Cachaça Sapucaia, Alexandre Bertin, que destacou a importância da presença dos produtos no jantar, tendo em vista a visibilidade oferecida. “Tivemos aqui a oportunidade de mostrar o resultado do nosso trabalho a pessoas que talvez não teriam a chance de conhecer. Além disso, é importante destacar a possibilidade de levar a pesquisa e os conceitos de ESG, ampliar o conhecimento e a capacitação do pequeno produtor, pois, apesar de focado sempre na sua própria sobrevivência, ele está aberto a receber e a ouvir esses conceitos”.
Sobre a Fundepag
A Fundepag foi criada em 1978, a partir dos esforços de grupos empresariais, representantes da agropecuária, da indústria, do comércio e das finanças para somar esforços do Estado e da iniciativa privada no desenvolvimento de projetos de pesquisa.
Apoia e executa diversos tipos de projetos, serviços tecnológicos, capacitações e eventos. Além de contar com seu próprio Núcleo de Inovação Tecnológica Fundepag – NIT, expandido para Centro de Inovação Tecnológica – Conexão.f – reconhecido pelo Governo paulista, oferece uma estrutura de apoio administrativo-financeiro, de gestão de pessoas, consultoria jurídica e ferramentas informatizadas, com a qualidade e ética assessoradas pelas ISO 9001:2015 (qualidade), ISO 37301:2017 (compliance) e ISO 37001:2017 (antissuborno).

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



