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Fundecitrus inaugura laboratório de controle biológico

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O Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura inaugura, nesta quarta-feira (25), em Araraquara/SP, o seu laboratório de Controle Biológico, onde funcionauma biofábrica de criação de Tamarixia radiata, vespinha que parasita o psilídeo Diaphorina citri,inseto transmissor da bactéria do greening (huanglongbing/HLB). 
A Tamarixia radiata foi encontrada no Brasil em 2005 e é uma forma eficiente e sustentável para controlar a população do psilídeo.Pesquisas desenvolvidas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ/USP comprovaram que há a eliminação de 70% das ninfas (fase jovem do desenvolvimento do psilídeo), em média, nos locais onde há a presença da vespinha, podendo atingir picos de 90%.
Foram investidos R$ 460 mil na implantação e manutenção do projeto no primeiro ano. Parte dos recursos foram destinados pela Bayer CropScience, como parte da parceria “Citrus Unidos”, firmada entre as instituições com o objetivo de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias sustentáveis.
“Esse é um dos resultados de uma parceria firmada em prol do setor, com o objetivo de trazer soluções sustentáveis e tecnológicas para os citricultores. A iniciativa reforça o compromisso da Bayer CropScience com um dos mais importantes cultivos do agronegócio brasileiro”, afirma André Brante, diretor de Negócios da região Centro da Bayer CropScience.
O novo laboratório está instalado em uma área de342 m2 etem capacidade para criar 100 mil Tamarixiasradiataspor mês. Cada uma consegue parasitar até dez ninfas de psilídeo. As vespinhas serão liberadas em áreas com citros e murta que não recebem controle químico, como pomares abandonados, espaços urbanos, chácaras e sítios que têm plantas de citros ou murta podem servir de criadouros do inseto transmissor do greening. 
Controle natural
A Tamarixia radiata é um inimigo natural do psilídeo, pois utiliza a ninfa do inseto para o desenvolvimento das suas larvas. Para isso,a vespinhadeposita o ovo embaixo da ninfa de psilídeo, prendendo-a com uma película. Ao sair do ovo, a larva vai se alimentando do corpo da ninfa até se tornar adulta, e, desse modo, reduz a multiplicação de Diaphorina citri e consequentemente sua disseminação para pomares de citros. 
A liberação de Tamarixia radiata não causa impacto ambiental pois só parasita o psilídeo Diaphorina citri.
“O objetivo do laboratório é contribuir com o manejo sustentáveldo HLB, proporcionando um meio natural de reduzir a população de psilídeo e consequentemente diminuir a necessidade de pulverizações nos pomares”, diz a bióloga e coordenadora do laboratório, Ana Carolina Pires Veiga. 
A técnica aplicada no laboratório de criação de Tamarixia radiatafoi desenvolvida no departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq/USP em Piracicaba/SP, pela equipe do professor José Postalli Parra, responsável pelo aperfeiçoamento do método de criação da vespinha com apoio do Fundecitrus.
Ao todo, o Fundecitrus possui mais de 1.085 m2de laboratórios. Além do Controle Biológico possui um especializado emDiagnóstico, um de Biotecnologia e um de Ecologia Química, que é dedicado apesquisas sobre substâncias atraentes e repelentes às pragas da citricultura.

Fonte: Comunicação Fundecitrus

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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