Notícias Plantio
Fundação MT realiza evento sobre estratégias para plantio da próxima safra de soja
A inscrição para participar é gratuita e pode ser feita no local do evento

A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, realizará a partir da próxima semana o É Hora de Plantar 2019. Pesquisadores da instituição percorrerão 15 cidades de Mato Grosso para levar informações que ajudarão os produtores a traçarem estratégias da safra 2019/2020, que começará a ser plantada na segunda quinzena de setembro. Produtores rurais da região do Parecis serão os primeiros a receber as informações técnicas.
“Integração: a chave que abre novos horizontes” é o tema central do evento deste ano. De acordo com Leandro Zancanaro, diretor Técnico da Fundação MT, a escolha do tema se deve ao fato que tudo na agricultura está interligado, que uma ação depende da outra, que não é possível fazer alguma atividade na lavoura ou fora dela de forma isolada. “Esse slogan é para reforçar a importância da integração das áreas de conhecimento e de todos os envolvidos na cadeia produtiva”, conta.
Para essa fase da produção, o foco do evento será tratar de assuntos sobre os cuidados que antecedem o plantio da soja. Pesquisadores da Fundação MT irão expor aos participantes do É Hora de Plantar 2019 informações sobre plantas daninhas, doenças e adubação e nutrição da cultura soja.
“Nas palestras técnicas há apresentação dos resultados de pesquisas, mas também é um momento de troca de informações, de tira dúvidas, relatos de experiências e de interação entre especialistas e o público. Após cada palestra teremos um debate com um mediador local, com objetivo de abordamos melhor a situação de cada região”, pontua Zancanaro.
A largada do É Hora de Plantar será na próxima segunda-feira (19), quando a equipe técnica do circuito se deslocará até o município de Sapezal (situado na região do parecis de Mato Grosso) onde será realizado o primeiro evento a partir das 18h30 na Câmara Municipal. No dia seguinte pela manhã (20), o grupo da Fundação MT estará em Campo Novo do Parecis, onde acontecerá o segundo evento do Plantar 2019 a partir das 07h30 na Câmara Municipal. “Fazemos uma verdadeira turnê para difundir tecnologia agrícola e dar vida aos resultados das pesquisas que realizamos. Mais uma vez estamos do lado de toda a classe produtora”, afirma o diretor técnico.
O É Hora de Plantar 2019 será realizado nos principais municípios produtores de soja do estado de Mato Grosso em duas etapas, de acordo com a época de plantio dessas regiões. Na primeira etapa será de 19 a 23 de agosto e a segunda de 23 a 29 de setembro. A inscrição para participar é gratuita e pode ser feita no local do evento.

Colunistas
Eficiência na pecuária de cria começa com planejamento e manejo adequado
Meta de um bezerro por vaca ao ano depende de nutrição equilibrada, estação de monta organizada e gestão eficiente.

A Pecuária de Cria é mais do que a base da cadeia da carne. É o início de um ciclo que representa o futuro da pecuária brasileira, o nascimento do bezerro que simboliza o resultado de um ano inteiro de trabalho, planejamento e respeito ao ritmo da natureza. Alcançar a meta de um bezerro por vaca ao ano é o objetivo de milhares de produtores e o reflexo da eficiência, da boa gestão e do equilíbrio entre todos os componentes da fazenda.
Atrás desse indicador estão a ciência, sensibilidade e visão de longo prazo. A cria é uma etapa que exige harmonia entre reprodução, manejo e nutrição. Entre a concepção da vaca e a desmama do bezerro, passam-se aproximadamente 530 dias, um ciclo longo, que requer decisões precisas e sustentadas por conhecimento técnico e planejamento rigoroso.

Artigo escrito por João Paulo Barbuio, consultor Nacional de Bovinos de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal.
Organizar a Estação de Monta é um passo essencial nesse processo. Quando o período de acasalamento é planejado e concentrado, toda a produção ganha ritmo e previsibilidade. Os nascimentos ocorrem em janela definida, os manejos tornam-se mais eficientes, os custos são reduzidos e os lotes de bezerros apresentam melhor padronização. Experiências de campo indicam que estações de monta mais curtas, preferencialmente entre 90 e 120 dias, oferecem melhores resultados reprodutivos e econômicos.
A nutrição, por sua vez, é o pilar que sustenta todo o sistema. Em um país de dimensões continentais e clima marcado por períodos alternados de chuvas e secas, o equilíbrio nutricional das matrizes é determinante para o desempenho reprodutivo. Avaliar e monitorar o Escore de Condição Corporal (ECC), mantendo os animais entre 3 e 4, em uma escala de 1 a 5, é essencial para garantir maior taxa de prenhez e retorno produtivo. Um plano nutricional estruturado, capaz de equilibrar oferta e demanda de matéria seca, favorecer a suplementação mineral e respeitar as condições de cada propriedade, fortalece a eficiência e a resiliência do rebanho.
Essa compreensão mais ampla da cria também reflete um compromisso com a sustentabilidade. Sistemas equilibrados e produtivos utilizam os recursos de forma mais racional, preservam a fertilidade do solo, otimizam o uso das pastagens e reduzem desperdícios. Ao promover uma reprodução eficiente e bem planejada, o produtor contribui para uma pecuária mais responsável, lucrativa e adaptada aos desafios do futuro.
O avanço da cria no Brasil depende, cada vez mais, da soma de conhecimento técnico, gestão profissional e inovação no campo. A pecuária do futuro está sendo moldada por produtores que entendem que investir em eficiência reprodutiva é investir em qualidade, sustentabilidade e prosperidade. Cada bezerro nascido de uma vaca bem manejada, saudável e em boa condição corporal é um símbolo do que o setor tem de melhor: a capacidade de evoluir com inteligência, propósito e respeito às raízes que sustentam a produção de carne no país.
Notícias
Vendas externas do Paraná avançam em mercados asiáticos e europeus
Exportações para seis países cresceram significativamente no primeiro bimestre e já representam mais de 10% do total embarcado pelo estado.

As exportações paranaenses para alguns mercados asiáticos e europeus cresceram de forma significativa neste ano. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as vendas estaduais para Japão, Singapura e Filipinas avançaram, respectivamente, 107%, 103% e 124% no 1º bimestre de 2026, em comparação a idêntico período de 2025. Ou seja, dobraram de tamanho.
No caso das vendas para o mercado japonês, o aumento foi sustentado principalmente pela carne de frango, enquanto as exportações para Singapura e Filipinas apresentaram crescimento alicerçado no petróleo e na carne suína, respectivamente.
Em trajetória similar à desses países asiáticos, as receitas geradas pelo comércio com a Noruega progrediram 176% no 1º bimestre, posicionando-se entre as taxas de crescimento das vendas estaduais para a Polônia (282%) e a Dinamarca (130%). Para a Noruega, o destaque é o incremento das exportações de torneiras e válvulas, e para a Polônia e a Dinamarca a ampliação do comércio envolve o farelo de soja.
Juntos, os seis mercados passaram a responder por 10,1% das exportações totais do Paraná, muito acima da participação de 4,1% registrada nos dois primeiros meses de 2025.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, um dos diferenciais das exportações do Estado diz respeito à diversidade de mercados e produtos, o que as tornam menos dependentes de compradores específicos. “Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, as mercadorias paranaenses alcançaram 183 mercados, em transações que envolveram cerca de 3 mil itens diferentes”, afirma.
Balança comercial
De maneira geral, o Paraná alcançou US$ 3,1 bilhões em movimentação de vendas para outros países em 2026. Apenas em fevereiro foram US$ 1,7 bilhão. Os principais produtos exportados foram carne de frango (US$ 698 milhões), soja em grão (US$ 425 milhões), farelo de soja (US$ 191 milhões) e papel (US$ 137 milhões). Entre os principais produtos o maior aumento de vendas aconteceu cm óleo de soja bruto, com 98% (de US$ 55 milhões para US$ 110 milhões).
OS principais destinos no primeiro bimestre foram China (US$ 581 milhões), Argentina (US$ 130 milhões), Índia (US$ 108 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 106,8 milhões) e México (US$ 106,6 milhões). O comércio com a Índia também registrou crescimento expressivo em 2026, chegando a um aumento de 95%.
A balança comercial está no patamar de US$ 434 milhões, que é a diferença entre US$ 3,1 bilhões de exportações e US$ 2,7 bilhões de importações.
Notícias
Levantamento nacional quer medir impactos dos javalis na agropecuária brasileira
Pesquisa conduzida pelo Mapa reúne informações de produtores e manejadores para subsidiar ações de controle.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está conduzindo uma pesquisa nacional para mapear a presença de javalis no meio rural, iniciativa fomentada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Javalis do Paraná. A importância do levantamento fez parte da reunião do GT, na terça-feira (10), como forma de reunir informações quantitativas e qualitativas sobre a presença do animal e os impactos no campo. A previsão é que os resultados sejam divulgados no segundo semestre deste ano.
Posteriormente, os dados coletados vão ajudar a dimensionar o avanço da espécie no país e na construção de propostas e pleitos voltados ao enfrentamento do problema que afeta diretamente a produção agropecuária. O questionário está disponível para participação de produtores rurais e manejadores autorizados até 31 de maio.

Presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette: “Esse levantamento é fundamental para que possamos dimensionar o problema” – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“Esse levantamento é fundamental para que possamos dimensionar o problema. Com a participação dos nossos produtores, teremos um retrato mais claro da presença dos javalis no campo e dos prejuízos causados. A partir dessas informações, será possível discutir medidas mais eficazes para o controle dessa espécie”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
O Sistema Faep orienta que produtores rurais que já tenham avistado javalis em suas propriedades e/ou que tenham registrado prejuízos causados pelos animais respondam ao questionário. Mesmo aqueles que não tenham tido contato direto com os animais podem contribuir divulgando a iniciativa para outros produtores que enfrentam essa situação.
A mobilização também inclui os manejadores autorizados que atuam no controle populacional da espécie. Caso o produtor conheça profissionais que realizam esse trabalho, a recomendação é compartilhar o link da pesquisa para ampliar o alcance do levantamento e fortalecer a base de informações sobre o tema.
“Os dados até o momento são preliminares, e o levantamento depende desses questionários complementares”, destaca a representante do Mapa, Juliane Galvani.
Pesquisa para produtores rurais
Cartilha orienta produtores sobre riscos e controle
Como parte das ações de orientação aos produtores rurais, o Sistema Faep elaborou uma cartilha que aborda os riscos causados pelos javalis em diferentes áreas, incluindo impactos econômicos, ambientais e sanitários.
Disponibilizado gratuitamente no site da entidade, o material tem caráter orientativo e reúne informações que vão desde o histórico da presença do animal no Brasil até as normas que regulamentam o controle populacional por meio da caça.



