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Fundação MT em Campo 2018 apresenta resultados de dez anos de pesquisas

Fundação MT irá mostrar a campo os resultados de dez anos de pesquisas em sistema de produção de grãos com rotação de culturas

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A Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, realiza nos dias 1 e 2 de fevereiro, em Nova Mutum (MT), e nos dias 8 e 9 de fevereiro, em Rondonópolis (MT), o Fundação MT em Campo 2018. ‘O tempo em movimento’, tema da edição, retrata a transformação da lavoura ao longo do tempo e, em especial, a Fundação MT irá mostrar a campo os resultados de dez anos de pesquisas em sistema de produção de grãos com rotação de culturas. Os eventos são gratuitos e as inscrições são feitas na hora.

Em Nova Mutum o evento é realizado a partir de 7h, no Centro de Aprendizagem e Difusão da Fundação MT (CAD-Médio Norte), localizado na BR 163, no km 619, Fazenda Três Irmãos. Neste evento, o público poderá conferir nove estações de pesquisa com os seguintes experimentos: Níveis de correção e seus efeitos para o sistema soja/milho safrinha – 5º ano; Readequações no arranjo espacial de plantas e adubação visando altas produtividades – 4º ano; Níveis de adubação no sistema soja/milho safrinha – 5º ano; Influência das culturas de cobertura, velocidade de plantio e mecanismos sulcadores sobre o estabelecimento da soja; Desenvolvimento da soja e do milho em solos compactados com diferentes mecanismos sulcadores; Avaliação de diferentes manejos para controle de mosca branca e lagartas; Manejo de doenças; Nematoides x culturas de cobertura x produtos químicos x biológicos e a cultura da soja; e Influência do manejo na incidência de mancha alvo.

Em Rondonópolis, o evento também inicia às 7h e acontece no CAD-Sul, Fazenda Cachoeira, BR 163, km 40. Neste CAD, o evento contará com os experimentos: Sistemas de rotação de culturas no desenvolvimento e produtividade da soja e do milho – 10º ano; Acidez do solo em áreas com a fertilidade química construída. Após 6 anos: Fazer calagem? Calagem superficial? Calagem incorporada? Gessagem? O que considerar nas interpretações e recomendações?; Fatores envolvidos na alta produtividade de grãos de soja e milho – 3º ano; Correção prévia do solo em diferentes profundidades e modos de aplicação de fósforo na cultura da soja e do milho – 8º ano; Dinâmica de nematoides nos sistemas de produção após 10 anos; Condições físicas do solo em diferentes sistemas de produção; Interação de herbicidas, qualidade de gotas e volume de calda em diferentes condições de campo; Controle de danos de percevejos e manejo para o complexo de lagartas na cultura da soja; Regulagem de máquinas para aplicação de fertilizantes à lanço; e Discussão técnica: Panorama das doenças na cultura da soja – safra 2017/18.

Dez anos

A Fundação MT comemora este ano um importante marco, os dez anos de resultados de trabalhos com sistemas de produção de grãos com rotação de culturas no CAD-Sul. Ao longo do tempo, estes experimentos mostraram dados sobre o desenvolvimento e produtividade da soja e do milho em Mato Grosso, os quais foram todos compartilhados com a classe agrícola, assim como será nesta edição do Fundação MT em Campo, no evento de Rondonópolis.

“Os anos de pesquisas nos ensinaram a ter persistência e paciência para colher e informar resultados mais consistentes para a classe produtora. Além disso, buscamos no dia a dia da pesquisa agronômica encontrar soluções para o melhor desenvolvimento do campo. É neste contexto que estamos mais uma vez preparando dois grandes eventos para pensarmos juntos com os agentes da agricultura o que podemos fazer para melhorar, pois o futuro está em função do que se faz hoje, o tempo está em constante movimento”, exemplifica Leandro Zancanaro, gestor de Pesquisa da Fundação MT.

Fonte: Assessoria

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Transnordestina alcança 82% das obras com novo trecho entregue no Ceará

Ferrovia soma 777 quilômetros concluídos, terá 1.206 km de extensão e deve ser finalizada até o fim de 2027 para ampliar a logística de grãos e fertilizantes.

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Foto: Divulgação/TLSA

A construção da primeira fase da ferrovia Transnordestina, no ramal que conecta o interior do Piauí ao litoral do Ceará, atingiu 82% de obras físicas concluídas. 

O trecho mais recente, de pouco mais de 100 quilômetros (km), entre as cidades cearenses de Acopiara e Quixeramobim, foi inaugurado nesta quinta-feira (2), em um evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Elmano de Freitas. “Essa é uma estrada de ferro vital para a perspectiva de desenvolvimento dessa região”, afirmou Lula na cerimônia em Quixeramobim.

Foto: Divulgação/TLSA

Considerada a maior obra de infraestrutura linear em execução no país, a Transnordestina terá 1.206 quilômetros de extensão, ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), e atravessará 53 municípios nordestinos, incluindo o oeste de Pernambuco, pela cidade de Salgueiro.

Com a entrega dos novos trechos, a ferrovia passa a contar com 777 quilômetros de infraestrutura física finalizada, de acordo com o Ministério dos Transportes. A previsão é que o total de 1,2 mil km de trilhos esteja concluído até o fim do ano que vem.

Segundo o governo federal, o investimento total na obra está estimado em R$ 15 bilhões, com R$ 9,8 bilhões desembolsados até março de 2026.

Foto: Yasmin Fonseca/MIDR

A agenda desta quinta também marcou a entrega de 100 vagões graneleiros destinados ao transporte de grãos e fertilizantes e o anúncio da produção de outros 370 vagões. Além disso, foi assinada a ordem de serviço do Ramal Nelog, que fará a ligação da ferrovia ao Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog, no Complexo do Pecém, e a assinatura de protocolo de intenções para implantação do Porto Seco de Quixeramobim, empreendimento com previsão de R$ 1 bilhão em investimentos privados para melhorar a logística regional e estimular a instalação de novos empreendimentos industriais.

Ligação com Porto de Suape

Originalmente, o projeto da ferrovia Transnordestina, iniciado há 20 anos, previa um ramal de mais 500 km ligando o oeste de Pernambuco, a partir de Salgueiro, ao Porto de Suape, na região metropolitana do Recife, mas o trecho foi retirado na gestão anterior. A contratação permanece suspensa por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte: Agência Brasil
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Mudança no crédito rural abre discussão sobre direito à prorrogação de dívidas

Resolução do CMN passa a tratar alongamento como decisão das instituições financeiras e reacende debate jurídico no setor.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

No dia 25 de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) editou a Resolução 5.314, que alterou um dos itens mais importantes para os produtores rurais, ou seja, a regra do Manual de Crédito Rural -MCR que trata do alongamento de dívidas. A nova redação passou a prever que a instituição financeira está autorizada, “por sua conveniência e decisão”, a prorrogar a dívida referente à operação de crédito rural.

Será que o produtor perdeu o direito à prorrogação?

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Há anos o Superior Tribunal de Justiça – STJ (Súmula n. 298) fixou um entendimento que continua em vigor, afirmando que “o alongamento de dívida originada de crédito rural não constitui faculdade da instituição financeira, mas, direito do devedor nos termos da lei”.

Então, o entendimento do judiciário para situações dessa natureza de alongamento de débito, após muitos anos de discussão, firmou-se no sentido de que aquilo que a norma trata como faculdade da instituição financeira converte-se em obrigação, desde que o produtor preencha os requisitos legais.
E os requisitos são dificuldade de comercialização, frustração de safras, ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das lavouras e dificuldades no fluxo de caixa devido ao impacto acumulado de perdas de safra.

Devidamente comprovada a necessidade de prorrogação, assim como comprovada a capacidade de pagamento, o produtor tem direito ao benefício.
Contudo, a nova redação do MCR poderá levar a arbitrariedades e subjetividades por parte das instituições financeiras que poderá prejudicar muitos produtores com eventuais negativas aos pedidos de prorrogação.

Isso levará a um processo de judicialização das questões e o judiciário será obrigado a enfrentar a questão e decidir sobre a aplicação do entendimento que permite ao produtor o alongamento da dívida, desde que preenchidos os requisitos legais. Ou seja, não pode ficar a critério e conveniência da instituição financeira.

O entendimento vigente tem caráter objetivo e assim precisa ser tratado na prática, sob pena de aumentar ainda mais a inadimplência de um setor que tem sofrido de forma drástica com o elevado custo de produção e baixo preço de venda dos produtos (o que dá direito ao alongamento do débito, desde que comprovado e solicitado à instituição financeira).

Diante disso, cabe ao produtor seguir o entendimento vigente e, em sendo o caso, tecnicamente amparado, notificar a instituição financeira para que cumpra com a obrigação (e não faculdade) de alongar o débito, desde que preenchidos os requisitos legais e, se preciso, em caso de negativa, procurar socorro do judiciário para que a questão seja, de fato, definida.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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Cooperativas do Rio Grande do Sul apontam insuficiência de recursos no Plano Safra 2026/27

FecoAgro/RS afirma que programa preserva desenho dos últimos anos e não atende à expansão da demanda por financiamento no campo.

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Foto: Gilson Abreu

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) avalia que o Plano Safra 2026/202, embora traga avanços pontuais, como a redução das taxas de juros em algumas linhas de financiamento e a ampliação dos limites de crédito para cooperativas, mantém praticamente a mesma arquitetura dos últimos anos e foi lançado com um volume de recursos abaixo das necessidades do setor agropecuário.

Foto: Shutterstock

Para a Federação, a redução dos juros em programas como Prodecoop, Procap-Agro, PCA e Pronaf, entre outras é positiva, especialmente para investimentos de longo prazo. No entanto, esses avanços não compensam a falta de mudanças estruturais nem a insuficiência dos recursos disponibilizados para atender à demanda crescente por crédito rural.

A FecoAgro/RS também manifesta forte preocupação com a redução dos recursos destinados à equalização das taxas de juros. Em um ambiente de juros elevados, a diminuição desse orçamento compromete a competitividade das linhas oficiais de crédito, restringe investimentos e reduz a capacidade de crescimento dos produtores e das cooperativas.

Outro ponto crítico é o seguro rural. Embora a dotação orçamentária da subvenção seja definida por orçamento específico, a sequência de cortes nos recursos destinados ao programa enfraquece um dos principais instrumentos de gestão de risco da atividade agropecuária, justamente em um cenário de maior frequência de eventos climáticos extremos.

A Federação reforça que as cooperativas agropecuárias são protagonistas na operacionalização do crédito rural e no atendimento aos produtores. Por isso, defende um Plano Safra com recursos compatíveis com a realidade do campo, maior orçamento para a equalização dos juros e fortalecimento do seguro rural, condições indispensáveis para garantir investimentos, produção e competitividade ao agro.

Fonte: Assessoria FecoAgro/RS
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