Empresas Em Primavera do Leste
FS inicia operação de sua terceira unidade industrial no Mato Grosso
Empresa reduz os custos da obra, previstos em R$ 2,3 bilhões, para R$ 1,9 bilhão, antecipa inauguração e amplia capacidade produtiva total para mais de 2 bilhões de litros de etanol/ano.

A FS, uma das principais produtoras de etanol e nutrição animal do Brasil, expande seus negócios com o início da operação, em 1º de maio, de sua terceira indústria, também em Mato Grosso, no município de Primavera do Leste.
Foram investidos R$ 1,9 bilhão na nova fábrica, que durante as obras gerou cerca de 8 mil empregos indiretos, além de 205 empregos diretos para o início das operações. A capacidade total de produção da unidade por ano é de 585 milhões de litros de etanol e 570 mil toneladas de DDGs (Dried Distillers Grains, grãos secos de destilaria). A redução de investimento com relação ao provisionado – R$ 2,3 bilhões – foi fruto de otimização de custos e ainda houve ganho com a antecipação do início de operação, que estava previsto para julho deste ano.
“Inicialmente prevista para o final desse semestre, conseguimos trabalhar de forma eficiente e antecipar o início das operações”, afirma o CEO da FS, Rafael Abud. O executivo ainda complementa: “Primavera do Leste é uma região muito importante para a FS devido à grande oferta de milho e sua localização estratégica para distribuição dos nossos produtos”, afirma Abud.
A FS possui outras duas unidades industriais em Mato Grosso, nos municípios de Lucas do Rio Verde e Sorriso, que juntas somam 1,5 bilhão de capacidade produtiva de litros de etanol por ano. Com a entrada em operação da unidade de Primavera do Leste, a empresa se torna uma das quatro maiores produtoras de etanol do Brasil, alcançando capacidade produtiva de mais de 2 bilhões de litros de etanol/ano. O plano de expansão contempla a abertura de mais unidades industriais no estado de Mato Grosso, com o objetivo de atingir capacidade produtiva de 5 bilhões de litros de etanol por ano, até 2026.
Capacidade produtiva da unidade de Primavera do Leste:
1,3 milhão de toneladas de milho
585 milhões de litros de etanol
18 mil toneladas de óleo de milho
570 mil toneladas de DDGs
191 megawatts de energia elétrica

Empresas Investimento no Agro
LCA e cooperativismo fortalecem o agronegócio e elevam renda fixa do Sicoob
Crescimento de 17% em nove meses reflete a confiança dos cooperados e o papel do crédito cooperativo no financiamento seguro e sustentável do campo.

A carteira de renda fixa do Sicoob registrou um salto de 17% em apenas nove meses, passando de R$ 187,98 bilhões, em dezembro de 2024, para R$ 219,98 bilhões, em setembro de 2025. O desempenho expressivo confirma a preferência dos cooperados por produtos que oferecem segurança, liquidez e estabilidade.
Do total, 81% da carteira é composta por RDC (Recibo de Depósito Cooperativo), título exclusivo das cooperativas financeiras, tradicionalmente associado a proteção e previsibilidade. Outros 18,5% correspondem às LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), instrumento essencial para financiar o agronegócio e muito buscado por investidores que priorizam isenção de IR e rentabilidades competitivas. Na comparação de setembro de 2024 a setembro de 2025, o avanço na captação total chega a 19%.
“Os cooperados reforçaram sua confiança na renda fixa, que oferece maior previsibilidade e equilíbrio às carteiras. Esse movimento evidencia como o cooperativismo financeiro se consolidou como uma alternativa sólida, competitiva e eficiente para quem busca segurança e bons retornos”, afirma Francisco Reposse Junior, diretor Comercial e de Canais do Sicoob.
A base de cooperados investidores também cresceu: passou de 1,54 milhão para 1,67 milhão no período analisado. Hoje, 18% de todos os cooperados do Sicoob utilizam produtos de renda fixa da instituição.
“A ampliação da base impulsionou também o crescimento dos fundos de investimento. Desde 2023, o patrimônio líquido dos fundos renda fixa distribuídos pelo Sicoob cresceu mais de 346%, mostrando que estamos democratizando o acesso a soluções antes restritas aos grandes centros financeiros”, destaca Mario Sergio Dornas, diretor de Gestão De Recursos De Terceiros do Sicoob.
O avanço dos fundos ganhou tração a partir da ampliação do portifólio e a criação da plataforma de investimento, em junho de 2023. Naquele ano, o patrimônio líquido dos fundos distribuídos pelo Sicoob era de R$ 307,9 milhões. Em setembro de 2025, esse valor chegou a R$ 1.065,8 bilhões. Do total, quase 99% dos recursos dos fundos de varejo renda fixa estão alocados no Fundo DI, reforçando a busca por liquidez e estabilidade. “Nosso compromisso é continuar oferecendo produtos alinhados à realidade dos cooperados, com alternativas que tragam segurança e retornos consistentes para quem cresce junto com o Sicoob”, Reposse.
Empresas Desempenho
C.Vale reúne associados para apresentar resultados e estratégias em Assembleia Geral Ordinária
Cooperativa vai apresentar aos associados os resultados de 2025 e os investimentos previstos para 2026

A Cooperativa Agroindustrial C.Vale realiza, na próxima sexta-feira, 6 de fevereiro, a 59ª Assembleia Geral Ordinária (AGO). O encontro acontece a partir das 14 horas, no salão principal da Asfuca, em Palotina (PR), e será conduzido pelo presidente do Conselho de Administração, Alfredo Lang.
Durante a assembleia, a diretoria apresentará aos associados o relatório de desempenho da cooperativa referente ao exercício de 2025, com destaque para os resultados econômicos, financeiros e operacionais do período.
Em miniassembleia realizada no dia 30 de janeiro, Lang já havia antecipado que, mesmo diante de fatores adversos ao longo do ano, a C.Vale conseguiu ampliar o faturamento, além de registrar crescimento nas sobras e nos benefícios destinados aos cooperados.
Segundo o presidente, o desempenho obtido em 2025 “mantém a boa saúde financeira e a eficiência operacional da C.Vale”, reforçando a solidez do modelo cooperativista adotado pela instituição.
Lang também adiantou que, ao longo de 2026, a cooperativa deverá realizar novos investimentos, com foco na modernização e melhoria das unidades de recebimento de grãos, visando ampliar a eficiência logística e o atendimento aos associados.
Além do presidente, participaram da miniassembleia o vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron, o secretário do Conselho de Administração, Walter Dal’Boit, e o diretor-executivo (CEO), Édio Schreiner.
Empresas
Vetanco analisa 32 mil amostras de grãos e comprova cenário crítico de micotoxinas na América Latina
E-book Micotoxinas – Prevalência na América Latina, de 2025, conta com dados de 10 países e análise dos riscos para aves, suínos e bovinos (corte e leite)

As micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos e muitos deles são altamente tóxicos e estão mais prevalentes do que nunca, elevando significativamente o risco à saúde e ao desempenho produtivo de aves, suínos, bovinos de leite e bovinos de corte. Esta informação é respaldada pelos dados de 2025 presentes no e-book Micotoxinas – Prevalência na América Latina, elaborado pela Vetanco Brasil e apresentado ao mercado durante a Exposição Internacional de Produção e Processamento (IPPE), um dos maiores eventos da indústria de proteínas animais, realizada em Atlanta (EUA).
O levantamento analisou 32.301 amostras coletadas em dez países (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru e Uruguai), em 2025. Esse volume de dados é recorde, o que confere solidez estatística e alto valor preditivo aos resultados observados.
Do total de amostras analisadas, 85% apresentaram pelo menos uma micotoxina e 66% evidenciaram cocontaminação com duas ou mais micotoxinas, confirmando que a exposição múltipla continua sendo a regra e não a exceção. Este cenário reforça a complexidade do desafio e a necessidade de abordagens de controle integrais”, alerta a Vetanco.
“O desafio é estrutural, multifatorial e dominado pela coexposição, com um claro protagonismo das toxinas de Fusarium, tanto por prevalência quanto por carga tóxica, exigindo estratégias de combate simultâneo sobre diferentes micotoxinas e mecanismos de ação”.
Em termos de prevalência geral, as micotoxinas mais frequentes no levantamento de 2025 foram as Fumonisinas – FUM (61%), seguidas pelas Aflatoxinas – AFLA (46%), Zearalenona – ZEA (34%) e Deoxinivalenol – DON (31%). Este padrão confirma o predomínio de micotoxinas associadas ao Fusarium spp., particularmente em cereais energéticos.
Por tipo de alimento, o milho apresenta o maior risco para Fumonisinas, tanto em prevalência (77%) quanto em concentração (≈2.090 ppb), enquanto o trigo e a soja mostraram perfis mais equilibrados, mas com presença significativa de DON, ZEA e T-2 (tricoteceno).
Risco elevado para avicultura, suinocultura e pecuária
Comprometimento da saúde intestinal, indução de processos inflamatórios e prejuízo da resposta a desafios bacterianos, reduzindo, assim, a eficiência produtiva. Estes são os principais problemas associados à presença das micotoxinas na nutrição das aves, o que mostra uma situação preocupante. Foram relatados altos níveis de FUM e a presença concomitante de DON, T-2 e AFLA, num contexto de 66% de cocontaminação.
Os bovinos de corte e de leite também estão em perigo. Destaque para DON e FUM, cujos níveis médios superam os limiares de risco para esses animais, particularmente em dietas baseadas em milho e subprodutos. “Estas micotoxinas associam-se principalmente à redução do consumo, menor eficiência alimentar e alterações metabólicas, efeitos que podem ser amplificados em sistemas de alta produção leiteira ou confinamento intensivo. Já ZEA, com prevalência de 34% e valores médios acima do limite mínimo, representa um fator de risco reprodutivo, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes”.
No caso dos suínos, a situação é igualmente crítica. Individualmente, valores médios de ZEA superam amplamente os níveis de segurança para porcas e fêmeas de reposição, afetando a taxa de reprodução e o tamanho da leitegada. Por outro lado, os níveis de FUM triplicam os limites de segurança, afetando tanto o aparelho respiratório quanto o sistema imune.
Detoxa Plus é um eficaz aditivo antimicotoxinas da Vetanco indicado para inativação de ZEA, T2, FUM, OTA e Adsorção de AFLA em produtos destinados a alimentação animal. Trata-se de uma ferramenta de escolha para o manejo integral do risco micotoxicológico, pois oferece abordagem ampla frente a cenários de alta prevalência, elevada concentração e cocontaminação, permitindo proteger a saúde animal e sustentar o máximo potencial produtivo em sistemas cada vez mais exigentes.




