Suínos
Frimesa renova marca para acelerar expansão e fortalecer conexão com o consumidor
Com a essência “cooperação que alimenta, do campo à mesa”, nova identidade visual traz o roxo na cor principal da marca.

A Frimesa, uma das maiores cooperativas brasileiras do setor de proteína animal, anuncia o lançamento de seu novo posicionamento de marca e identidade visual. O projeto de rebranding e abertura estratégica de um escritório corporativo em São Paulo, consolida a transição de uma força produtiva regional para uma marca presente no maior mercado consumidor do país, com foco em valor agregado e sustentabilidade.
O Roxo como Identidade Estratégica
A mudança mais emblemática da nova identidade é a adoção do roxo como cor proprietária. A escolha é fundamentada na psicologia do consumo e no comportamento de gôndola: no imaginário coletivo, os tons de roxo e vinho já se consolidaram como a principal referência de qualidade para carnes suínas e lácteos premium.
Ao assumir este color code, a Frimesa alinha sua estética à percepção de “comida de verdade”, unindo a sofisticação de uma marca contemporânea à praticidade exigida pelo dia a dia. O novo visual funciona como um farol nos pontos de venda, facilitando a identificação de um portfólio que atende a mais de 48 mil clientes.
Tradição e Modernidade: “Do Campo à Mesa”
Sob a essência da “cooperação que alimenta”, o reposicionamento da marca busca humanizar toda a cadeia produtiva. A nova logomarca apresenta traços modernos e sutis que respeitam os quase 50 anos de tradição da cooperativa, mas que agora conversam com um consumidor mais exigente quanto à origem e aos valores de ESG (Governança, Ambiental, Social e Corporativa).
“O rebranding expõe de forma clara a consistência de uma marca que não se transforma apenas para se modernizar, mas se adequa à sua própria evolução. Deixamos de ser vistos apenas como uma indústria de processamento para nos posicionarmos como um ecossistema que gera valor do campo à mesa”, afirma o Presidente Executivo, Elias José Zydek.
O trabalho de marca reflete a maturidade da Frimesa diante do seu Plano 2032, que estabelece a meta de faturamento de R$ 15 bilhões. Segundo Zydek, a nova comunicação traduz a “Força do Coletivo”, dando clareza ao consumidor de que, ao escolher um produto Frimesa, ele apoia um ciclo sustentável que envolve milhares de famílias produtoras.
O movimento em direção ao maior mercado consumidor do país (São Paulo) reforça o compromisso da marca em oferecer qualidade e transparência em cada etapa, unindo a alta tecnologia industrial ao propósito humano do cooperativismo.

Suínos
Carne suína ganha destaque na Páscoa diante do alto preço do bacalhau
Com cortes nobres do peixe ultrapassando R$ 400 o quilo, consumidores brasileiros buscam alternativas mais acessíveis, e a suinocultura aposta em marketing estratégico para aumentar vendas.

O aumento expressivo no preço do bacalhau nesta Páscoa, com cortes nobres ultrapassando R$ 400 o quilo, tem provocado uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro. Diante do impacto no orçamento familiar, cresce a busca por alternativas mais acessíveis, abrindo espaço para a carne suína ganhar protagonismo na data.
Atenta a esse cenário, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), com apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), produziu o primeiro pacote de marketing do ano, voltado especialmente para a Páscoa. A iniciativa transforma o momento de mercado em oportunidade estratégica para toda a cadeia.

O material reúne conteúdos prontos para uso, incluindo reels, posts estáticos, carrosséis e stories, além de sugestões de receitas que vão do almoço principal às sobremesas com chocolate. A proposta é mostrar, de forma prática e inspiradora, como a tradição pode ser reinventada sem abrir mão do sabor. Além de destacar o custo-benefício, o pacote reforça atributos como versatilidade e facilidade de preparo. Cortes como lombo e filé mignon suíno permitem desde preparações clássicas até combinações criativas, como receitas com toque agridoce e sobremesas inovadoras, ampliando as possibilidades para o consumidor.
A estratégia dialoga diretamente com o momento do mercado. Com preços até oito vezes menores que o bacalhau, a carne suína se consolida como uma alternativa viável para o almoço de Páscoa. Para a contribuinte do FNDS pela Del Veneto e especialista em cortes suínos Flávia Brunelli, essa mudança reflete uma nova lógica de consumo. “O consumidor passa a avaliar o conjunto da experiência e entende que pode construir um prato principal completo com outras proteínas”, afirmou em entrevista.
Exclusivo para contribuintes do FNDS, o pacote foi entregue no mês de março e contempla um conjunto completo de peças digitais, com reel, posts estáticos, carrosseis e stories, além de textos prontos para uso. Os conteúdos abordam desde comparativos entre bacalhau e carne suína até ideias de receitas para o almoço de Páscoa e sobremesas que misturam bacon com chocolate, oferecendo suporte prático para campanhas e ações promocionais para potencializar as vendas de carne suína neste período.
Suínos
Riscos sanitários crescem com expansão da população de javalis em Santa Catarina
Além dos danos a lavouras, animais podem transmitir peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa, ameaçando estabilidade econômica e saúde dos plantéis comerciais.

Desde 2010 uma praga infesta a maioria dos municípios de Santa Catarina: o javali. Uma crescente e descontrolada população desses animais está atacando propriedades rurais e destruindo plantações em todas as regiões catarinenses e, notadamente, na serra e no meio oeste, causando pesadas perdas aos produtores e criadores.
A situação preocupa a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Carina (Faesc) porque, além de danificar plantações, os javalis são agressivos, significam um risco às pessoas e podem transmitir doenças aos planteis comerciais de suínos. Agora, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou em março de 2026 uma pesquisa nacional para mapear a presença e os impactos da invasão de javalis (e javaporcos) no meio rural brasileiro.
O objetivo é dimensionar o avanço da espécie no campo, identificar os prejuízos causados à produção agropecuária e subsidiar políticas públicas para o controle da população de javalis, que é considerada uma praga exótica invasora. A pesquisa está aberta para receber informações até 31 de maio de 2026. O público-alvo é formado pelos produtores rurais, manejadores autorizados e moradores da zona rural.

Vice-presidente Clemerson Argenton Pedrozo: “A situação é preocupante e seguimos à disposição para debates que contribuam para resolver essa questão de forma definitiva”
O vice-presidente Clemerson Argenton Pedrozo disse que a pesquisa é vista como essencial para superar a falta de dados precisos sobre a dimensão da praga e para conter os danos, que afetam desde pequenos produtores até a biodiversidade local.
Clemerson Pedrozo participou, no ano passado, de audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o controle da população de javalis no Brasil. O encontro foi proposto pelos deputados federais Rafael Pezenti (MDB) e Zé Trovão (PL) e reuniu representantes do Ibama, do Exército, da Polícia Federal, de órgãos responsáveis pela regulação de armas e licenças, além de controladores e entidades do agronegócio.
Apesar de Santa Catarina ocupar apenas 1,12% do território nacional, o estado é o maior produtor e exportador de suínos do Brasil, o segundo maior produtor de frangos e o terceiro maior produtor de leite, além de se destacar em diversas outras cadeias produtivas. “Por isso nossa preocupação é tão grande. Sabemos dos riscos sanitários envolvidos. Celebramos há mais de 20 anos o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e também somos livres da peste suína clássica. Qualquer contaminação em nossos plantéis poderia gerar enormes prejuízos para toda a cadeia produtiva, colocando em risco os negócios dos produtores rurais e a estabilidade das agroindústrias catarinenses”, alerta Clemerson Pedrozo.
A Lei nº 18.817/2023, sancionada pelo governador Jorginho Mello, autoriza o controle populacional e o manejo sustentável do javali-europeu (sus scrofa), mas a maioria dos produtores não está abatendo os animais e prefere chamar a Polícia Militar Ambiental porque, além de uma série de requisitos e procedimentos para o abate, a tarefa é perigosa. Com frequência os javalis matam os cães de caça e investem com ferocidade contra os caçadores. O dirigente considera fundamental que a Câmara dos Deputados avance no mesmo caminho e reforça ainda que “o papel da União deve ser o de legislar normas gerais, deixando aos estados a aplicação de medidas específicas, respeitando as realidades locais. Precisamos desburocratizar para que as ações ocorram de fato na ponta”, recomenda.
Preocupação
Os javalis podem transmitir doenças economicamente graves como a peste suína africana (PSA), peste suína clássica (PSC) e febre aftosa. Por isso, não se recomenda o consumo da carne dos javalis abatidos. Eventual contaminação dos plantéis comerciais de suínos traria enormes prejuízos para a cadeia produtiva e colocaria em risco os negócios dos produtores rurais e a estabilidade do imenso parque agroindustrial.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
De 2019 a 2024, foram abatidos mais de 120 mil javalis em Santa Catarina. Ainda assim, estima-se que existam mais de 200 mil animais espalhados por 236 municípios. “A situação é preocupante e seguimos à disposição para debates que contribuam para resolver essa questão de forma definitiva. Queremos preservar a economia, garantir a segurança sanitária e evitar acidentes no meio rural. Estamos unidos em prol dessa causa. Santa Catarina já deu o exemplo e continuará atuando para que esse problema seja efetivamente enfrentado”, frisou o dirigente.
Essa situação está quase fora de controle. Esse problema surgiu em 2010 na região do planalto catarinense, quando, atendendo apelo da FAESC, a Secretaria da Agricultura declarou o javali sus scrofa nocivo à agricultura catarinense e autorizou seu abate por tempo indeterminado, objetivando o controle populacional. A decisão está de acordo com a instrução normativa 141/2006 do Ibama que regulamenta o controle e o manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva.
Os javalis que aterrorizam o território barriga-verde são da espécie exótica invasora sus scrofa, que provoca elevados prejuízos às lavouras. Vivem em varas (bandos) de até 50 indivíduos. São consideradas espécies “exóticas” (portanto, não protegidas por leis ambientais), porque cruzam com porcos domésticos e até outros animais selvagens, como porco de mato, o que gera filhos conhecidos com “javaporcos”. As fêmeas produzem em média duas ninhadas por ano e uma média de oito filhotes em cada uma. Por isso, o controle se torna difícil. O macho adulto pesa entre 150 e 200 quilos e a fêmea entre 50 e 100 quilos. Os javalis vieram do Rio Grande do Sul e se tornaram uma presença mortal em Santa Catarina.
Suínos
Suíno vivo registra queda nas principais praças
Cotações recuam no dia e no mês, enquanto São Paulo apresenta leve alta mensal.




