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Frimesa é a primeira cooperativa a anunciar diligência, gestão de riscos socioambientais e compliance ESG

Companhia divulgou o seu legado de responsabilidade e transparência em evento que reuniu 400 pessoas em Curitiba (PR).

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Foto: Ari Dias/AEN

O cooperativismo no estado do Paraná desempenha um papel vital na economia e na sociedade local, com a Frimesa Cooperativa Central se destacando como um exemplo de excelência e compromisso sustentável. Com 45 anos de trajetória no mercado, a Frimesa não apenas ampliou significativamente suas operações, abrangendo múltiplos estados da Federação, mas também fez história ao se tornar a primeira cooperativa a anunciar metas ESG para um futuro mais sustentável.

A Frimesa, que é reconhecida como uma das primeiras empresas no Paraná em abate de suínos pelo Ministério da Agricultura, continua firme em seu compromisso de fornecer produtos de excelência e segurança aos consumidores. Ao mesmo tempo, a cooperativa desempenha um papel crucial alinhado com os princípios fundamentais do cooperativismo.

O modelo cooperativo oferece uma série de vantagens sociais e econômicas. Através da colaboração e do compartilhamento de recursos, as cooperativas podem aproveitar a economia de escala, agregar valor à produção e promover uma competição justa no mercado. Esses fatores, por sua vez, têm um impacto direto na qualidade e no preço dos produtos disponibilizados ao consumidor final. Assim, as cooperativas desempenham um papel significativo em promover tanto o bem-estar econômico quanto social, proporcionando um caminho sólido em direção a um futuro mais equitativo e sustentável.

Futuro mais sustentável com a Frimesa – um legado de responsabilidade e transparência

A cooperativa anunciou em agosto, em um evento que reuniu mais de 400 pessoas em Curitiba, no Paraná, suas metas para impulsionar os critérios ESG, abrangendo a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa em todas as suas operações até 2040

Um exemplo tangível deste compromisso é a meta estabelecida de atingir 100% de rastreabilidade em sua cadeia de abastecimento até 2030. O objetivo reafirma o compromisso da empresa em compartilhar e documentar todo o percurso de qualidade que cada alimento percorre até chegar na mesa do consumidor.

Até 2025

Além disso, tem como alvo estabelecer um Comitê de Sustentabilidade, implementar práticas de biossegurança em 80% das suas granjas para prevenir doenças, como a peste suína. Isso demonstra o compromisso da empresa em estar sempre preparada, mesmo que o país não tenha casos registrados. A empresa busca também reduzir em 25% a gravidade dos acidentes, atingir um índice de reutilização de água de 10% e implementar diligência, gestão de riscos socioambientais e conformidade com os princípios ESG (ambientais, sociais e de governança). Outro importante meta é certificar todas as unidades fabris em bem-estar animal, demonstrando a preocupação da empresa com o tratamento ético e digno dos animais em sua cadeia de produção.

Até 2030

Alcançar uma marca de 100% de rastreabilidade em toda a cadeia de suprimentos. Diminuir em 50% as ocorrências de acidentes de trabalho. Realizar auditorias abrangentes em 100% dos fornecedores críticos, abordando questões relacionadas aos direitos humanos, condições trabalhistas e impacto ambiental. Reduzir o consumo de água nas operações industriais em 10%. Cumprir a meta de 95,7% de fontes de energia provenientes de recursos renováveis nas indústrias. Alcançar um sistema de logística reversa para embalagens, abrangendo 26% do total. Promover a presença de mulheres e outras minorias em cargos de gestão, buscando atingir 30% de representação.

Até 2040

Alcançar a utilização de embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis em 50%. Atingir a neutralidade de carbono no escopo 1.

“Na Frimesa, acreditamos que o futuro da agricultura e da indústria está intrinsecamente ligado à responsabilidade socioambiental e à integridade nos negócios. Como presidente da Cooperativa, com uma trajetória de dedicação e compromisso, tenho a honra de liderar a primeira cooperativa a adotar de forma pioneira a diligência, gestão de riscos socioambientais e o compromisso com as práticas ESG. Estamos moldando um futuro mais sustentável para nossa comunidade e nossa indústria, onde o sucesso vai além dos números, e se traduz em um legado de responsabilidade e transparência”, finaliza Elias José Zydek, presidente Executivo da Frimesa Cooperativa Central e que é colaborador da Frimesa há 45 anos e esteve envolvido ativamente no projeto de constituição da Central em 1977 quando fundada por quatro cooperativas no sudoeste do Paraná.

Reconhecimento

Após a divulgação de suas metas significativas em agosto, a Frimesa Cooperativa Central recebeu, em 5 de setembro, um reconhecimento da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná por se tornar a primeira cooperativa do Brasil a estabelecer um compromisso claro e mensurável para promover os critérios ESG. Esses critérios englobam um conjunto de ações e boas práticas relacionadas à sustentabilidade ambiental, climática, social e à governança cooperativa em todas as suas operações até 2040, abordando assim questões relacionadas à responsabilidade social.

Fonte: Assessoria

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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Foto: Divulgação

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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