Suínos
Frimesa alcança 80% das granjas certificadas em biosseguridade
Com o programa “Suíno Certificado”, a cooperativa reforça compromisso com a qualidade, sustentabilidade e inovação na suinocultura paranaense.

Continuando com seu pioneirismo em sustentabilidade e reafirmando seu compromisso de garantir a qualidade e segurança dos alimentos, a Frimesa atingiu, no mês de julho, a marca de 80% de granjas certificadas, tendo como um dos pilares a implementação da biosseguridade, que é o conjunto de práticas e procedimentos adotados por granjas para protegerem seus rebanhos contra enfermidades, atingindo mais uma meta estabelecida nos seus objetivos para 2025.
Fruto do esforço da equipe técnica da Frimesa, de suas filiadas e dos suinocultores, o avanço contou com treinamentos a produtores, que realizaram consideráveis avanços estruturais em suas granjas para se adaptar às novas diretivas. Desde 2012, a Frimesa conta com o programa “Suíno Certificado”, uma certificação anual interna que segue padrões de biosseguridade estabelecidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A equipe técnica da Frimesa visita as propriedades que, após serem auditadas e atingirem a pontuação determinada, são habilitadas para o programa que premia produtores pela qualidade do suíno produzido.

Programa “Suíno Certificado” premia suinocultores – Foto: Arquivo Frimesa
A conquista faz parte de uma série de avanços recentes feitos pela cooperativa em sustentabilidade, tema na qual a Central é referência no âmbito agroindustrial, tendo se firmado como a primeira cooperativa brasileira do ramo a assumir publicamente o compromisso com o futuro sustentável, lançando o Roadmap Frimesa ESG 2040, que norteia ações de curto, médio e longo prazo a serem adotadas e implementadas para a garantia da preservação do meio ambiente e de um futuro seguro.
A Gerente de Suprimentos Suínos da cooperativa, Luana Torres da Rocha, projeta que a próxima marca em biosseguridade está bem próxima de ser cumprida. “A perspectiva é que no próximo ano 100% das propriedades estejam com a biosseguridade implementada e que sejam feitas avaliações do cumprimento dos requisitos em todas as granjas” Uma novidade destacada por Luana é a tecnologia da Embrapa, o BiosSui.
Desenvolvido em parceria com a Frimesa, que participou dos testes e da validação da aplicação, ele realiza a coleta de dados e apresenta relatórios de desempenho e sugestões de melhorias “Utilizando-se dessa plataforma que demonstra através de notas a pontuação da propriedade em relação a biosseguridade e os pontos que devem ser melhorados, nós iremos evoluir cada vez mais no tema.”.

Suínos
Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.
Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.
O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.
Resiliência
Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.
A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.
Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Suínos
Exportações recordes sustentam mercado do suíno no início de 2026
Em meio à estabilidade das cotações internas, vendas externas de carne suína alcançam volumes e receitas históricas, impulsionadas pela forte demanda internacional.

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira (06), com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025.
No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína. Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período.
De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024, dados da Secex.
Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025.
No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual.
Suínos
Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro
Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.






