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Notícias Atualização do SIF

Frigoríficos testam procedimentos de modernização do abate de frangos

Entre as mudanças estão a participação proativa da garantia da qualidade das empresas na identificação e controle dos riscos para a saúde do consumidor que contará com um médico veterinário responsável, mediante supervisão dos auditores fiscais federais agropecuários.

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Durante três semanas, frigoríficos de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul que abatem frangos de corte atuaram como pilotos para validar procedimentos de modernização do Sistema de Inspeção Federal (SIF). Os testes fazem parte da etapa final do projeto que visa a atualização do SIF para identificação e controle mais eficazes de riscos de contaminação da carne por microrganismos na avicultura industrial. O trabalho é coordenado pela Embrapa Suínos e Aves (SC) e pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a colaboração de especialistas de universidades públicas.

Entre as mudanças estão a participação proativa da garantia da qualidade das empresas na identificação e controle dos riscos para a saúde do consumidor que contará com um médico veterinário responsável, mediante supervisão dos auditores fiscais federais agropecuários (AFFA). Além disso, estão previstas as ações dos AFFA mediante auditorias no abate e de avaliações microbiológicas que medem a eficiência da higiene nesse processo.

O primeiro piloto foi iniciado na última semana de setembro de 2021, em Lajeado (RS), no frigorífico Minuano Alimentos. Os testes encerraram em 15 de outubro de 2021 e foram acompanhados por especialistas da Embrapa, do Dipoa e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Além do Frigorífico de Aves da Minuano Alimentos, o projeto piloto também foi realizado no Frigorífico Macedo em São José (SC) (da Seara Alimentos) e na cooperativa C.Vale em Palotina (PR).  “O objetivo é colocar em prática o que foi proposto como modelo de inspeção baseada em risco, considerando todo o trabalho que desenvolvemos até agora”, explicou o pesquisador da Embrapa, Luizinho Caron que lidera o projeto. Esses procedimentos que estão sendo aplicados nos frigoríficos contemplam principalmente a etapa de post mortem. “(Com o novo protocolo) muitos dos procedimentos realizados deixam de ser feitos por agentes públicos, porque não oferecem perigos identificados pela análise de risco. A linha de abate ficará com mais foco e mais precisa”, comenta Caron.

Para que os procedimentos possam ser institucionalizados pelo Mapa, a validação precisa ser feita por meio de testes-piloto, momento em que os procedimentos serão avaliados pelos frigoríficos e ajustados, caso haja a necessidade. Caron comenta que essa é uma fase necessária e a participação dos frigoríficos é fundamental. “E essa participação está ocorrendo de forma voluntária, ou seja, cada participante aceitou realizar testes em seus estabelecimentos e contribuir com o projeto”, destaca.

Sobre o atual sistema de inspeção, o pesquisador destaca que é realizada principalmente de forma visual, observando-se lesões na carcaça e órgãos das aves. Na inspeção moderna, preconizada pela coletânea internacional de padrões Codex Alimentarius, a inspeção deve ser baseada em uma análise de risco e avaliar os perigos microbiológicos, como Salmonella e Campylobacter, entre outros microrganismos que, em geral, não deixam lesões visuais na carcaça. “Desse modo, a inspeção moderna vai se basear no risco microbiológico dos lotes e na eficiência do abatedouro em não aumentar esse risco,” detalha o cientista. Não quer dizer que lesões inflamatórias, por exemplo, não serão mais removidas, mas serão removidas pela garantia da qualidade e o processo será auditado pelo serviço oficial.

Ao validar os procedimentos nos testes-pilotos, a equipe espera auxiliar diretamente na publicação de uma norma de inspeção baseada em risco, a exemplo da Instrução Normativa de número 79, que entrou em vigor em dezembro de 2018 para frigoríficos de abate de suínos, e teve como base científica um projeto da Embrapa e do Mapa.

“O nosso propósito é fornecer bases técnico-científicas para a elaboração de uma nova norma, a qual tenha como principal premissa o risco do alimento para a saúde do consumidor”, frisa Caron.

Projeto
O projeto Revisão e modernização do Sistema de Inspeção Federal de abatedouros de aves está em andamento desde 2014, quando a Embrapa foi demandada pelo Dipoa/Mapa a elaborar uma proposta de modernização da inspeção que seja baseada no manejo do risco. A proposta de inspeção desenvolvida será colocada em prática para avaliar sua eficácia com base na análise de carcaças para detecção de Salmonella spp. e Campylobacter termotolerantes “Esses gêneros de bactérias são os principais causadores de doenças transmitidas por alimentos no Brasil e em outros países, sendo também uma importante causa de notificações de inconformidades da carne “in natura” de frango brasileiro na Europa e Japão, principalmente a Salmonella”, explica Caron.

Liderado pela Embrapa e Dipoa/Mapa, o projeto tem como parceiros: a UFRGS, o Instituto Federal Catarinense – Campus Concórdia (IFSC), a Universidade de São Paulo (USP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em Chapecó (Senai-SC).

Projeto embasa norma de condenação de carcaças por Miopatia
A equipe do projeto atuou também em outras frentes, como na elaboração de uma Nota Técnica que corrobora a inocuidade para à saúde pública das miopatias e a possibilidade de aproveitamento de graus iniciais da alteração, bem como se oferece uma forma de classificação das alterações. A nota técnica serviu de base para a um ofício-circular do Dipoa.

As miopatias são uma alteração muscular observada em frangos de corte. A condição é caracterizada por diferentes graus de degeneração e até necrose nos graus mais avançados. Elas são classificadas de acordo com suas características observadas visualmente e pela localização.

De acordo com os pesquisadores, as miopatias representavam a sétima causa de condenação de frangos de corte na indústria, de acordo com avaliação dos anos de 2012 a 2015, com 0,31% das carcaças de aves abatidas condenadas por esse motivo, equivalente a 4,32% de todas as condenações. Porém, em análise recente, entre 2016 e 2019, essa causa já representava 0,77% das carcaças de aves abatidas, ou 8,28% de todas as condenações, ou seja, a quarta causa de condenação.

A partir de estudos realizados, foi elaborada uma Nota Técnica sugerindo a condenação das carcaças, ou partes, de acordo com os graus. O descarte da carcaça ou partes dela ocorre em situação mais graves da alteração. Já, em seu grau médio, as alterações são removidas e podem ser aproveitadas em produtos industrializados. Nos graus leves podem ser liberadas para consumo “in natura”. “Apesar de as miopatias não serem um transtorno do tecido muscular de causa infecciosa, os graus mais severos são alterações incompatíveis com o consumo devido ao edema e hematomas presentes no tecido acometido. Esse procedimento pode, agora, ser feito pela indústria em virtude de proposta aprovada anteriormente no âmbito desse projeto e que permite à indústria realizar essas atividades, sob a supervisão do serviço de inspeção”, explica.

Antes desse Oficio-Circular 17/219, qualquer alteração perceptível que indicasse diagnóstico de miopatia na linha de inspeção condenava a parte afetada. A norma agora prevê ainda que para uma melhor eficiência dessa operação ela não será realizada pelo Serviço de Inspeção, mas delegada para o abatedouro a tarefa de classificação e a remoção, quando necessário. Também será de responsabilidade do frigorífico o destino preconizado, mediante supervisão do Serviço de Inspeção, por não ser uma condição relacionada à saúde pública. De acordo com o pesquisador, isso permitirá uma classificação mais eficiente e o Serviço de Inspeção focará o trabalho em alterações com maior impacto na saúde pública.

Outro apontamento desse trabalho é que essa nova classificação terá impacto na produtividade dos abatedouros, aumentando a quantidade de carne produzida com a manutenção da qualidade sanitária do produto e reduzindo as perdas. “A norma é relevante por estabelecer padrões objetivos para que todo o serviço cumpra de forma padrão a classificação, evitando problemas de julgamento entre diferentes abatedouros”, enfatizou.

Conheça o SIF
Conhecido pela sigla SIF, o Serviço de Inspeção Federal é vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) e o responsável por assegurar inocuidade e a qualidade desses produtos comestíveis e não comestíveis destinados ao mercado interno e externo, bem como importados. Atualmente, o SIF atua em mais de cinco mil estabelecimentos brasileiros, todos sob a supervisão do Dipoa.

O selo surgiu quando foi editado o primeiro regulamento para a criação do serviço de inspeção dentro dos estabelecimentos processadores. Até receber o carimbo do SIF, o produto atravessa diversas etapas de fiscalização e inspeção, cujas ações são orientadas e coordenadas pelo Dipoa, da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa).

Todos os produtos de origem animal sob responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento são registrados e aprovados pelo SIF, visando a garantir produtos com certificação sanitária e tecnológica para o consumidor brasileiro, respeitando as legislações nacionais e internacionais vigentes.

Atualmente, o Brasil exporta seus produtos de origem animal para mais de 180 países, destacando-se como um dos principais exportadores mundiais.

Fonte: Mapa/Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Eficiência

Resultados das provas de avaliação de desempenho da raça Charolês são divulgados

Participaram das provas 23 touros jovens da raça provenientes de oito selecionadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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A Embrapa Pecuária Sul e a Associação Brasileira de Criadores de Charolês (ABCC) divulgaram na noite desta quinta-feira (26) os vencedores da 5ª edição da Prova de Avaliação a Campo (PAC) e da Prova de Eficiência Alimentar (PEA) da raça. As provas de desempenho animal foram realizadas nos campos experimentais da Embrapa, em Bagé (RS), e buscam identificar animais geneticamente superiores em diferentes características dentro de um mesmo ambiente e manejo. A divulgação dos resultados foi feita por meio de um dia de campo virtual, transmitido pelos canais da Embrapa e da ABCC.

Participaram das provas 23 touros jovens da raça provenientes de oito selecionadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Na PAC, o vencedor, “VLD 500 Delegado No Doubt FIV” (EC No Doubt 2022 P x Lutece Labor M) e o segundo colocado, seu irmão completo “VLD 501 Detetive No Doubt FIV”, são oriundos da propriedade de Valdir Magro, a Cabanha VLD, de Concórdia (SC), ambos classificados como “elite” na prova. Na terceira colocação ficou o animal “Namuncurá 511 Patron #” (LT Bluegrass 4017P x Neve Labor 2M), classificado como “superior”, proveniente da seleção de Rosalina e Joaquin Villegas da Estância Namuncurá de Itacurubi (RS).

Já na PEA, o vencedor foi o reprodutor “SáBrito Absoluto 4620 IM” (Impecable x SáBrito Bolonhesa Hindú 3699 BR), oriundo da Estância Sá Brito de Alegrete (RS), classificado como “elite”. Da seleção de Cesar Adams Cezar, proprietário da Cabanha Cézar de Vacaria (RS), vieram “Cezar Vista 2029 Quarterback” (LT Vista 5319 PLD x Cezar Paladin Haia), classificado como “elite” e “Cezar Lunch 2003 Quantum” (Harms Lunch Money 5530 x Cezar 980 Firestill Jordana), classificado como “superior”, segundo e terceiro colocados, respectivamente.

Para o coordenador das provas, o analista da Embrapa Pecuária Sul, Roberto Collares, um dos destaques dessa edição foi a padronização dos touros participantes. “Anualmente estamos presenciando uma evolução nos animais que participam nas provas, especialmente nas questões relacionadas a conformação e padronização”. Além disso, Collares ressaltou que o Charolês é uma raça que se destaca pelo ganho de peso, o que se confirmou nas provas, além da facilidade do manejo dos animais.

De acordo com o presidente da ABCC, Cesar Adams Cezar, a realização das provas de desempenho são extremamente importantes para o melhoramento da raça como um todo, uma vez que são identificadas características genéticas de uma forma objetiva e imparcial. “A parceria com a Embrapa possibilita testarmos os animais sem a interferência de avaliações subjetivas e de ambiente. Por isso é possível identificar de forma mais concreta os animais que realmente são mais eficientes em diferentes características, dados que os produtores procuram para melhorar seus rebanhos”, disse.

Já o produtor Leandro Magro, da propriedade que levou as duas primeiras colocações na PAC, participar das provas possibilita reconhecimento e ganho de novos mercados para o criatório. “Com o destaque nas provas, os animais também são valorizados e elevados para outros patamares, principalmente para quem trabalha com comercialização de genética”.

A metodologia da PAC testa touros manejados em um mesmo ambiente com o objetivo de avaliar características como ganho diário de peso, área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea, entre outros. Na avaliação 80% são de dados objetivos e 20% características subjetivas como conformação, padrão racial e pelame, essas últimas aferidas por técnicos da associação.

Já o objetivo na PEA é identificar animais mais eficientes na conversão alimentar, ou seja, aqueles que precisam de menos alimentação para obter um maior ganho de peso. Uma novidade nesse ano foi a avaliação da emissão de metanos pelos touros que participaram das provas. Durante uma semana foram coletados dados sobre a emissão do gás, um dos responsáveis pelo aquecimento global, informações que estão sendo avaliadas e que serão divulgadas posteriormente.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Cadeia de suínos lança parceria com varejo brasileiro para impulsionar as vendas da proteína de 1º a 17 de junho

A Semana Nacional da Carne Suína chega a sua 10ª edição ao lado de 27 bandeiras de varejo, que irão impulsionar as vendas da proteína, impactando 145 milhões de consumidores em todo o país.

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Representando produtores, associações, frigoríficos e empresas do setor em todo o Brasil, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), lança no dia primeiro de junho, a décima edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), uma iniciativa consagrada no agronegócio brasileiro por estabelecer uma parceria de educação e engajamento, que leva as maiores e melhores redes de varejo do país a promoverem a carne suína, impactando consumidores e impulsionando as vendas e o consumo per capita, que já cresceu em 32% desde que a cadeia suinícola decidiu criar a estratégia para se comunicar com os consumidores brasileiros. Apenas no ano passado, a SNCS foi responsável por gerar 13 milhões de reais em vendas de carne suína no varejo nacional.

Este ano, ao lado dos 9 maiores grupos de varejo do país, a SNCS estará nas gôndolas de 27 bandeiras, que irão alcançar 145 milhões de consumidores em todas as regiões brasileiras com o tema “Festival de Oferta? Suíno na Certa”. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que a ABCS utilizou o gancho da economia e preço baixo para se comunicar com os consumidores que passam por um momento onde é necessário priorizar a compra de proteínas com maior custo-benefício, e também para auxiliar a cadeia produtiva que precisa escoar o excedente de produção para equilibrar o mercado interno. “A nossa estratégia é democrática, assim como a nossa proteína. Consumidores, varejistas e a cadeia de suínos irão se beneficiar da SNCS, que está sendo antecipada para o período de junho justamente para atender a essa necessidade. Ampliamos o nosso alcance, levamos a SNCS para novas redes de varejo, treinamos os times de colaboradores e com o auxílio de todos os agentes envolvidos, estamos preparados para alavancar as vendas da proteína suína de norte a sul do Brasil”, conclui.

O lançamento acontecerá no dia 1 de junho, às 16:30 na Casa Bisutti em São Paulo, e contará com a presença do Ministro da Agricultura, Marcos Montes, de lideranças da suinocultura nacional e também dos diretores comerciais do Pão de Açúcar, Mercado Extra, Compre Bem, Oba Hortifruti, Carrefour, Hortifruti, Natural da Terra, Big, Big Bompreço, Super Bompreço, Nacional, Dia Supermercados, Prezunic, Super Nosso, Apoio Mineiro e da Companhia Sulamericana de Distribuição. O evento também será transmitido ao vivo pelo YouTube e poderá ser acessado neste link: sncs2022.link/lancamento

Fonte: ABCS
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Colunistas Opinião

ICMS dos combustíveis de 29% para 17%: uma luz

É preciso criar políticas públicas que sejam assertivas para reduzir a inflação no país e diminuir os gastos dos brasileiros com itens essenciais.

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Giuliano De Luca/OP Rural

O preço dos combustíveis tem sido um dos maiores vilões do brasileiro há um bom tempo. Os aumentos sucessivos registrados nos postos tornou a ação de encher o tanque praticamente uma ostentação. Pior que isso, a inflação dos combustíveis tem um efeito cascata, que desemboca nos alimentos, roupas, equipamentos, em tudo o que a sociedade consome, degradando a renda do brasileiro como fungo no pão velho.

Não resta dúvidas que os combustíveis são essenciais para viver em sociedade, assim como a energia elétrica, o gás natural, comunicações e transporte coletivo. São coisas básicas que fazem parte da natureza da vida em sociedade. Sem esses bens, praticamente nada do que se faz hoje existiria.

Mas, para a legislação brasileira, até agora, esses bens são considerados supérfluos. Ou seja: dispensáveis, desnecessários, entre outros sinônimos. No entanto, uma luz.

A Câmara dos Deputados aprovou, e agora segue para o Senado, o projeto que torna esses itens essenciais e necessários, impedindo que Estados cobrem taxa superior à alíquota geral do ICMS, que varia entre 17% e 18%. Ou seja, teórica e tecnicamente, caso aprovado e sancionado, o brasileiro vai começar a pagar menos impostos nesses itens essenciais.

No Paraná, para se ter uma ideia, o ICMS sobre os combustíveis é de 29%. Cairia pelo menos em 11%, o que reduziria substancialmente o preço pago na bomba do posto. Além disso, o projeto pode reduzir os gastos na hora de cozinhar, tomar um banho quente ou até mesmo fazer uma viagem de avião.

O projeto é uma iniciativa do governo federal e seus aliados para tentar reduzir a inflação no Brasil, além, é claro, de colaborar com as famílias brasileiras, reduzindo o peso dessas contas básicas no salário do mês.

Muitos vão dizer que o projeto é uma manobra para garantir a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, outros vão dizer que o problema do preço dos combustíveis é a política de preços da Petrobras, que segue o mercado internacional, ao invés de cobrar pelo que gasta para extrair mais algum lucro. E essas pessoas até podem ter razão.

Mas o fato é que reduzir o preço dos combustíveis e da energia elétrica são uma necessidade extrema e urgente para o Brasil. Esses dois itens têm elevado a inflação vertiginosamente nos últimos meses. É preciso criar políticas públicas que sejam assertivas para reduzir a inflação no país e diminuir os gastos dos brasileiros com itens essenciais, como alimentos, combustíveis e energia elétrica.

O cenário está longe do ideal, mas é importante comemorar cada avanço que o Brasil dá para tentar sair desse atoleiro. É muito complexo sair de uma situação de inflação, de preços nas alturas, mas parado não dá pra ficar.

A sociedade brasileira tem que comemorar cada avanço (ainda não foi sancionado), mas especialmente cobrar ainda mais atitudes em prol da sociedade. É preciso agir, com pulso firme e coerência, para equilibrar precisamente a arrecadação dos governos e a renda da população brasileira.

Fonte: Por Giuliano De Luca, editor do Jornal O Presente Rural
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