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Avicultura

Frigoríficos de frango discutem produtividade e controle de contaminação na Conbrasfran

Programação aborda inovação, inspeção industrial e exigências sanitárias do setor.

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Foto: Divulgação

A busca por maior eficiência industrial aliada ao controle sanitário na produção de carne de frango estará no centro dos debates do 6º Encontro de Qualidade Industrial na Avicultura – Frigoríficos, que integra a programação da 2ª Conbrasfran, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que vai ser realizada de 23 a 25 de novembro. O evento propõe discutir desafios operacionais e soluções tecnológicas em um momento em que a indústria enfrenta pressão crescente por produtividade, segurança alimentar e padronização de processos.

No primeiro dia, a programação aborda temas diretamente ligados ao desempenho industrial, como inspeção e eficiência em abatedouros de aves, com foco em inovação e melhoria de processos. Também entram em pauta estratégias práticas para o controle de contaminação no abate, um dos pontos críticos para garantir qualidade e atender exigências sanitárias cada vez mais rigorosas nos mercados interno e externo.

Já no segundo dia, os debates avançam para uma visão mais ampla da cadeia avícola, incluindo tendências de consumo, novas tecnologias e o papel do bem-estar animal na eficiência produtiva. A proposta é integrar diferentes etapas da produção, do campo ao abate, em uma abordagem que conecta qualidade, sustentabilidade e competitividade.

Segundo o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador da Conbrasfran 2026, José Eduardo dos Santos, o evento busca alinhar conhecimento técnico e demandas de mercado. “A indústria avícola vive um momento em que eficiência e qualidade não são mais diferenciais, mas requisitos básicos. O encontro foi estruturado para discutir soluções práticas e aplicáveis à realidade das empresas”, afirma. As inscrições para a Conbrasfran serão abertas em breve.

Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.

Fonte: Assessoria Conbrasfran

Avicultura

Avicultura de Mato Grosso do Sul cresce 6,97% no abate no início de 2026

Exportações somam 28 mil toneladas e faturam US$ 62,8 milhões, com alta de 9,1% na receita.

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Fotos: Jonathan Campos

A avicultura de Mato Grosso do Sul começou 2026 mantendo trajetória de expansão, com crescimento no abate de frangos e melhora no desempenho das exportações, mesmo diante de leve redução no volume embarcado.

Dados do boletim Casa Rural Avicultura, da Famasul, mostram que o Estado abateu 30,6 milhões de frangos no primeiro bimestre do ano, alta de 6,97% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reforça a continuidade do avanço da atividade dentro da cadeia de proteínas animais no agronegócio estadual.

No comércio exterior, foram exportadas cerca de 28 mil toneladas de carne de frango no período, com receita de US$ 62,8 milhões. Apesar da pequena queda no volume enviado ao exterior, o faturamento cresceu 9,1%, sustentado pela valorização do produto no mercado internacional.

O desempenho das exportações está associado à demanda firme de mercados estratégicos para o Brasil, com destaque para China e Japão, que permanecem entre os principais destinos da carne de frango sul-mato-grossense.

Foto: Shutterstock

Segundo a Famasul, o agronegócio respondeu por 94,5% das exportações totais do Estado no período analisado, evidenciando o peso das cadeias produtivas, especialmente das proteínas animais, na balança comercial de Mato Grosso do Sul.

O início do ano confirma a relevância da avicultura dentro da economia estadual, com resultados sustentados pela demanda externa e pela manutenção da competitividade do setor no mercado internacional.

Fonte: O Presente Rural com informações Famasul
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Avicultura

Queda no preço dos ovos reduz poder de compra de avicultores em abril

Mesmo com insumos mais baratos, recuo mais intenso nas cotações dos ovos pressionou a relação de troca, segundo o Cepea.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, recuou na parcial de abril (até o dia 22), após registrar avanço por dois meses consecutivos.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora os preços dos insumos também tenham diminuído entre março e a parcial deste mês, a queda mais intensa dos ovos pressionou a relação de troca frente ao cereal e ao derivado da oleaginosa.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a combinação de oferta mais elevada e demanda retraída tem pressionado as cotações dos ovos nesta parcial de abril.

Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar, negociando apenas de forma pontual, quando há necessidade de recomposição de estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura

Salmonella expõe limites de coordenação da cadeia avícola

Persistência da bactéria revela falhas de integração entre áreas e reacende debate sobre gestão centralizada do problema dentro das agroindústrias.

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Foto: Shutterstock

A avicultura brasileira construiu, ao longo das últimas décadas, um dos sistemas sanitários mais organizados entre os grandes produtores globais. Protocolos, monitoramentos e rotinas estão bem estabelecidos em praticamente todas as etapas. Ainda assim, um dado insiste em permanecer: a Salmonella segue presente. Não por ausência de controle, mas, cada vez mais, por limites na forma como esse controle se articula ao longo da cadeia.

Foi nesse ponto que o médico-veterinário Marcos Dai Pra concentrou sua análise durante o Seminário Facta sobre Salmonelas, realizado em 19 de março, em Toledo (PR). Ao reunir dados de campo acumulados ao longo de anos dentro da agroindústria, ele trouxe uma leitura direta: o problema não está concentrado em um elo específico, mas está distribuído.

Médico-veterinário Marcos Dai Pra durante o Seminário Facta sobre Salmonelas – Foto: Giuliano De Luca/OP Rural

“Qual é a origem da Salmonella que aparece no frango de corte? A gente tem transmissão vertical, transmissão horizontal, mas a grande dificuldade está justamente em entender essa relação”, afirmou. Embora a transmissão vertical ainda exista, Dai Pra destacou que a maior pressão sanitária hoje vem da transmissão horizontal, que ocorre dentro da própria granja e no ambiente ao redor. “É contaminação lá na granja, que é o grande problema”, disse.

Segundo ele, o desafio não está apenas dentro dos galpões. Tudo o que circunda a produção interfere diretamente nos índices sanitários. “Tudo que está no entorno da granja acaba influenciando nos índices de Salmonella”, pontuou, citando presença de outros animais, lavouras e estruturas próximas como fatores de risco. De acordo com o palestrante, essa característica difusa da contaminação dificulta a rastreabilidade precisa das origens e reforça a necessidade de abordagem sistêmica.

Controle existe, mas dados ainda são fragmentados

Um dos pontos mais críticos levantados na palestra foi a fragmentação das informações ao longo da cadeia produtiva. Cada área, como fábrica de ração, granja, transporte e abatedouro, realiza seus próprios monitoramentos. No entanto, essas informações nem sempre convergem de forma estruturada. “Com esse conjunto de informação, a gente consegue trabalhar muito bem o programa de controle”, afirmou, ao apresentar resultados internos. Ainda assim, a fala revela um ponto implícito: os dados existem, mas nem sempre estão conectados.

Para ele, essa desconexão limita a eficiência das ações e ajuda a explicar por que a Salmonella persiste mesmo em sistemas altamente tecnificados.

Biosseguridade vai além do galpão

Dai Pra detalhou a estrutura operacional das granjas em três níveis: interior do aviário, zona de segurança (dentro do cercado) e área externa. Todos, sem exceção, influenciam os resultados sanitários. “Tudo isso tem uma grande interferência”, ressaltou.

Ele reforçou que medidas básicas continuam sendo decisivas: controle de acesso, troca de calçados, barreiras sanitárias e manutenção de áreas limpas, sem abrigo para pragas. “Tem que ter uma barreira sanitária, tem que ter uma cerca, não pode passar nada direto de fora para dentro”, destacou.

Intervalo sanitário curto aumenta risco

Entre os pontos mais sensíveis da palestra está o intervalo sanitário — período entre a saída de um lote e a entrada do próximo. “Na minha opinião, o desejável seria 18 dias”, afirmou. Na prática, no entanto, esse tempo raramente é alcançado. O próprio palestrante reconheceu a limitação estrutural do setor. “Nas condições de hoje é praticamente impossível conseguir 18 dias.”

Ele alertou que trabalhar com menos de 12 dias já compromete o controle adequado e que ciclos ainda mais curtos elevam significativamente o risco sanitário. “Com oito dias é crítico. Não tem como fazer um controle adequado.”

Cama, ambiência e manejo

Outro eixo importante da apresentação foi o papel da cama e da ambiência dentro do aviário. O frango passa praticamente toda sua vida em contato direto com esse ambiente, o que transforma a qualidade da cama em um fator central. “Se a cama tem boa qualidade, o frango vai ter boa qualidade. E o contrário também é verdadeiro”, explicou. Ventilação, umidade e execução dos procedimentos completam esse conjunto de fatores que impactam diretamente o status sanitário.

Cascudinho e roedores

Entre os vetores, o cascudinho aparece como um dos principais desafios. Dados apresentados por Dai Pra indicam alta taxa de positividade para Salmonella nesse inseto. “O cascudinho, disparadamente, é o elemento que tem mais problema”, afirmou.

O controle de pragas, segundo ele, precisa seguir etapas bem definidas – da inspeção à avaliação – e não pode ser tratado como ação isolada.

Mudança de prática reduziu índices

Um dos pontos mais relevantes da palestra foi a revisão de um procedimento tradicional: o uso de água no intervalo sanitário. “A gente só conseguiu reduzir os índices de Salmonella quando abandonou o uso de água no intervalo sanitário”, afirmou. A mudança, segundo ele, não foi simples dentro da agroindústria, mas trouxe resultados consistentes.

Dia zero

Dai Pra também apresentou o conceito de “dia zero” – etapa inicial do processo, quando o aviário é fechado, baseada em diagnóstico, definição de ações e avaliação de resultados. “É diagnóstico, ação e resultado”, resumiu. O uso de mapeamentos epidemiológicos permite identificar pontos críticos dentro da granja e direcionar intervenções com maior precisão.

Problema exige coordenação

Ao longo da palestra, ficou evidente que o controle da Salmonella já é tecnicamente conhecido. O que está em jogo agora é a capacidade de coordenar essas ações dentro de um sistema complexo. A dispersão do problema entre ambiente, manejo, nutrição, pragas e logística indica que soluções isoladas tendem a perder eficiência.

Por isso, ganha força dentro do setor a discussão sobre a necessidade de uma gestão mais integrada, capaz de conectar dados e decisões ao longo de toda a cadeia produtiva. Mais do que novos protocolos, na opinião de Dai Pra, o desafio passa a ser articulação.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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