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Frigorífico Minerva é liberado a exportar para a Rússia

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O site do serviço sanitário russo (Rosselkhoznadzor) publicou quarta-feira (27), a liberação de um frigorífico brasileiro para exportar carne bovina desossada e in natura ao país europeu. O estabelecimento é da empresa Minerva S.A., no município de Bataiporã (MS). Esta unidade estava com restrições temporárias para embarque à Rússia desde outubro de 2012. A liberação foi feita após o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entregar às autoridades daquele país os documentos necessários para comprovar que foram corrigidos os problemas que motivaram a suspensão das vendas. O estabelecimento deve ser liberado pelo Mapa para retomada das exportações ao mercado russo nos próximos dias.
Essa é a sexta liberação dos russos de estabelecimentos brasileiros, em novembro, em relação a locais com restrições temporárias. Na última sexta-feira (22), já haviam sido reabilitados duas unidades de produção de origem suína: Alibem, de Santo Ângelo (RS) – suspenso desde 2011, e da Pamplona Alimentos, de Rio do Sul (SC) – suspenso desde 2012. Ainda este mês, outros três frigoríficos de carne bovina foram liberados: Mataboi (desde 2011), em Goiás, Marfrig (desde 2011), no Mato Grosso, e JBS (desde 2009), em Rondônia.
Em outubro, os russos já haviam liberado seis frigoríficos brasileiros para exportarem carne bovina ao país europeu. A Rússia é um dos principais compradores desse tipo de produto do Brasil. Entre janeiro e outubro deste ano, foram US$ 1,52 bilhão em vendas, alta de 6,2% sobre o mesmo período de 2012.

Fonte: Mapa

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Governo de SP anuncia pacote de ações para fortalecer o agro paulista na abertura da Feicorte 2026

Entrega de títulos de propriedade rural, regularização fundiária e ampliação do Projeto Cozinhalimento marcam a participação do Estado na maior feira de pecuária de corte do mundo

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Foto e texto: Assessoria

O Governo de São Paulo anunciou ontem (23) um pacote de ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio paulista durante a abertura da 22ª edição da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), em Presidente Prudente. As iniciativas incluem regularização fundiária e segurança alimentar, reforçando o compromisso da gestão estadual com o desenvolvimento rural, a segurança jurídica no campo e a geração de oportunidades para produtores.

“A Feicorte já faz parte do nosso calendário e celebra um agro que nos orgulha: forte, tecnificado e diversificado. Um setor que representa quase 20% do PIB paulista e que tem na pecuária de corte um dos seus grandes destaques. É uma oportunidade de mostrar a evolução da nossa produção, com mais tecnologia e sustentabilidade. Temos muito orgulho do que estamos construindo no campo e da qualidade daquilo que produzimos”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

“O agronegócio precisa de estabilidade, e temos conseguido proporcionar isso com regras claras para o produtor. Estamos fortalecendo o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que oferece crédito para financiar iniciativas como irrigação, mecanização e apoio a quem mais precisa, além de taxas que podem chegar a 20% abaixo das menores encontradas no mercado”, completou.

Entre as entregas realizadas durante o evento está a emissão de 20 títulos de regularização fundiária rural para médias e grandes propriedades. A ação, viabilizada pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), garante segurança jurídica aos produtores, amplia o acesso ao crédito rural e estimula novos investimentos no campo.

Com as entregas promovidas desde 2023, o Estado ultrapassa a marca de 6,3 mil títulos rurais emitidos, beneficiando milhares de famílias e promovendo a regularização de mais de 276 mil hectares em todas as regiões paulistas.

“A Feicorte é um espaço para discutir o futuro da pecuária, mas também para transformar esse futuro em ações concretas. Hoje avançamos na regularização fundiária, fortalecemos os municípios e ampliamos investimentos que chegam diretamente ao produtor rural e às famílias do campo” acrescentou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

A programação da Feicorte inclui ainda a formalização da regularização da área do Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente, por meio da assinatura da escritura de doação ao município. A medida garante segurança jurídica para a utilização do espaço, referência regional para a realização de eventos agropecuários, feiras, exposições e atividades de interesse público.

Outro destaque da agenda foi o descerramento das placas de três unidades do Projeto Cozinhalimento nos municípios de Presidente Prudente, Presidente Epitácio e Murutinga do Sul. Desenvolvido pelo Governo do Estado, o programa promove segurança alimentar, qualificação profissional e geração de renda por meio da implantação de cozinhas industriais destinadas ao processamento, aproveitamento integral e produção de alimentos.

Parcerias fortalecem agro sustentável

Além das entregas realizadas durante a cerimônia de abertura, o Governo de São Paulo anunciou a ampliação de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável do Pontal do Paranapanema.

Entre elas está a assinatura de convênio para entrega futura de 14 kits operacionais de combate a incêndios destinados a 13 municípios da região, com investimento superior a R$4,4 milhões. Os equipamentos incluem tratores, tanques-pipa, roçadeiras hidráulicas, carretas agrícolas e sopradores costais para apoio às ações de prevenção e combate a incêndios em áreas rurais.

A abertura da feira também foi marcada pela assinatura de protocolo de intenções com a empresa Vista Alegre para implantação de projetos produtivos em assentamentos estaduais. A parceria prevê o cultivo de 150 hectares de batata-doce destinados à produção de etanol e biometano e o plantio de 80 hectares de eucalipto para geração de biomassa, beneficiando 45 lotes rurais.

Durante os quatro dias da Feicorte, os visitantes também poderão conhecer, no estande da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, programas, serviços, pesquisas e tecnologias desenvolvidos pelas coordenadorias e institutos vinculados à Pasta, com foco no aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade do agronegócio paulista.

 

Fonte: Assessoria
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O Brasil alimenta o mundo. Quem alimenta o Brasil?

Enquanto lidera exportações agrícolas, Brasil importa fertilizantes e tecnologias essenciais para manter a produtividade no campo.

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Foto: Divulgação

Para o bem ou para o mal, o Brasil continua sendo o celeiro do mundo. Em 2024, a China comprou US$ 94 bilhões em produtos brasileiros, dos quais uma parcela expressiva esteve associada ao agronegócio. A soja sozinha respondeu por aproximadamente US$ 31 bilhões desse total. O desempenho reforça a posição do Brasil como uma das maiores potências alimentares do século XXI.

Foto: Claudio Neves

Existe, porém, uma fissura estrutural nessa narrativa que merece atenção de analistas e formuladores de políticas públicas. O Brasil exporta alimentos, mas importa uma parcela significativa dos insumos necessários para produzi-los. Isso não representa, por si só, um problema econômico, tendo em vista que a especialização produtiva e o comércio internacional permitem que países importem bens e insumos de forma eficiente.

No entanto, a preocupação surge quando parte relevante dessa dependência se concentra em insumos estratégicos de baixa substitutibilidade no curto prazo e em um número restrito de fornecedores. Nessas condições, choques geopolíticos, interrupções logísticas ou restrições de oferta podem afetar diretamente a capacidade produtiva do agronegócio nacional.

Em 2024, o país importou cerca de 44 milhões de toneladas de fertilizantes do complexo NPK ao custo de

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aproximadamente US$ 13,5 bilhões. As exportações do setor somaram apenas US$ 278 milhões, resultando em um déficit comercial próximo de US$ 13,2 bilhões. Atualmente, o Brasil produz apenas cerca de 8% do nitrogênio, 44% do fósforo e 3% do potássio que consome.

O problema não é trivial. O Cerrado, responsável por grande parte da produção agrícola nacional, possui solos naturalmente pobres em nutrientes, o que faz com que sucessivas safras recordes dependam diretamente do fornecimento contínuo de fertilizantes. Essa vulnerabilidade torna-se ainda mais evidente quando se observa a origem desses insumos, uma vez que Rússia e países do Leste Europeu figuram entre os principais fornecedores estratégicos do mercado global.

Foto: Claudio Neves

A guerra na Ucrânia demonstrou de forma concreta os riscos associados a essa dependência. Entre o final de 2021 e meados de 2022, o preço internacional da ureia, principal fertilizante nitrogenado utilizado no mundo, mais do que dobrou. Como os fertilizantes representam aproximadamente 23% a 24% dos custos de produção da soja, do milho, do algodão e do café, choques de oferta tendem a ser transmitidos diretamente às margens dos produtores e, em alguma medida, aos preços dos alimentos.

O paradoxo torna-se ainda mais profundo quando se observa a relação com a China. Pequim é simultaneamente uma das principais compradoras de alimentos, energia e minerais brasileiros e uma fornecedora cada vez mais relevante de máquinas, equipamentos, insumos industriais e tecnologia para a economia nacional.

Em 2024, as exportações brasileiras de soja para a China alcançaram aproximadamente US$ 31 bilhões. Ao

Foto: Claudio Neves

mesmo tempo, a China consolidou sua posição como principal origem das importações brasileiras de produtos de média-alta e alta tecnologia. Entre 2019 e 2024, o volume importado pelo Brasil da China cresceu cerca de 98%, enquanto os preços desses produtos recuaram aproximadamente 11%, em contraste com a elevação observada nas importações provenientes do restante do mundo.

A dependência deixou de ser apenas comercial para assumir um caráter estrutural. A relação entre Brasil e China avança para uma integração econômica cada vez mais complexa, que ultrapassa os benefícios tradicionais do comércio internacional e passa a envolver elementos centrais da capacidade produtiva brasileira.

Foto: Divulgação

Nesse contexto, o agronegócio nacional, frequentemente apresentado como símbolo de competitividade global, opera sobre uma cadeia de insumos estratégicos que não controla integralmente. O Plano Nacional de Fertilizantes, lançado em 2022, estabeleceu a meta de elevar a participação da produção doméstica para aproximadamente 50% da demanda nacional até 2050. Trata-se, contudo, de um horizonte distante para um risco que já está presente, sobretudo em um país que historicamente encontra dificuldades para sustentar políticas de longo prazo.

A pergunta relevante para o mercado não é apenas quanto o Brasil ganha exportando soja, minério de ferro ou carnes, mas quanto perde em autonomia, margem de rentabilidade e resiliência ao depender da importação de insumos estratégicos indispensáveis à sua própria capacidade produtiva.

Nesse sentido, não se trata de defender políticas desenvolvimentistas datadas, mas de reconhecer uma nova realidade. Em um cenário de reorganização da ordem internacional, que parece caminhar para uma configuração cada vez mais multipolar e menos liberal, a capacidade de controlar insumos estratégicos pode tornar-se tão importante quanto a capacidade de produzir alimentos.

Fonte: Artigo escrito por Allan Gallo, professor de Economia e Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica e coordenador do Núcleo de Estudos sobre a China.
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Brasil assume liderança regional da agenda climática para a agricultura na América Latina

País receberá a presidência da PLACA para o biênio 2026-2027 e pretende ampliar a cooperação entre 19 nações em temas como resiliência climática, segurança alimentar e agricultura sustentável.

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O Brasil se prepara para assumir um papel de destaque nas discussões sobre agricultura e mudanças climáticas na América Latina e no Caribe. Em videoconferência realizada na terça-feira (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Felipe Millan, trataram da transição da presidência da Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA).

Foto: Carolina Antunes/Mapa

Atualmente presidida pelo Peru, a iniciativa reúne 19 ministérios da Agricultura da região e atua na promoção de uma agricultura mais produtiva, sustentável e resiliente diante dos impactos das mudanças climáticas. O Brasil ocupa hoje a copresidência da Plataforma e assumirá oficialmente o comando do grupo durante a Assembleia Anual da PLACA, marcada para ocorrer entre os dias 30 de junho e 2 de julho, em Lima.

Criada em 2019, a Plataforma conta com o apoio técnico da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), responsável pela secretaria da iniciativa.

Compromisso com a continuidade

Durante a reunião, André de Paula informou que não participará presencialmente do encontro no Peru devido a compromissos oficiais em Brasília. O Ministério da Agricultura será representado pelo secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro.

Ao comentar a futura presidência brasileira, o ministro destacou o compromisso do país com a continuidade das ações desenvolvidas pela Plataforma. “Eu queria destacar a honra que representa para mim e para o Brasil receber a presidência da PLACA, sobretudo pelas mãos de um país tão querido quanto o Peru. Reafirmo o nosso firme compromisso com a PLACA e com a agenda de ação climática para a agricultura na América Latina e no Caribe. Assumiremos essa responsabilidade com espírito de cooperação e continuidade. Nosso objetivo será fortalecer ainda mais as ações da Plataforma”, afirmou.

Ministro da Agricultura e Pecuária André de Paula: “Estamos seguros de que a experiência e a liderança do Brasil contribuirão para fortalecer ainda mais a agricultura regional e a cooperação entre os países no âmbito da PLACA” – Foto Carolina Antunes/Mapa

Segundo André de Paula, a gestão peruana consolidou a PLACA como uma referência regional na construção de uma agricultura capaz de conciliar produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar.

Cooperação entre Brasil e Peru

O ministro peruano Felipe Millan ressaltou a parceria entre os dois países e afirmou que a atuação conjunta tem sido importante para fortalecer os sistemas agroalimentares da região. “A coordenação entre os dois países tem sido fundamental para impulsionar uma agenda regional voltada ao fortalecimento da resiliência dos sistemas agroalimentares frente às mudanças climáticas e à promoção de soluções sustentáveis para os nossos agricultores”, declarou.

Millan também reconheceu a contribuição brasileira durante o período de copresidência, especialmente em temas relacionados à segurança hídrica, inovação e agricultura familiar.

Ao comentar a transferência do comando da Plataforma, o ministro peruano demonstrou confiança na liderança brasileira. “Estamos seguros de que a experiência e a

Foto: Carolina Antunes/Mapa

liderança do Brasil contribuirão para fortalecer ainda mais a agricultura regional e a cooperação entre os países no âmbito da PLACA. O Peru seguirá como parceiro disposto a oferecer todo o apoio e colaboração necessários durante a presidência brasileira”, frisou.

Agenda regional

Ao final da reunião, Brasil e Peru reafirmaram o compromisso de manter a cooperação em temas estratégicos para a adaptação da agricultura às mudanças climáticas, o fortalecimento da segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável dos países da América Latina e do Caribe.

Sugestão de legenda para foto de André de Paula:

Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante reunião virtual com o ministro peruano Felipe Millan sobre a transição da presidência da Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA).

Fonte: O Presente Rural
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