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Frente Parlamentar faz nova reunião para discutir embargo à carne de frango

Baixa do preço reflete diretamente na manutenção dos 60 mil empregos diretos e cerca de 600 mil indiretos, alertam representantes de entidades de classe

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A Frente Parlamentar do Paraná instituída para discutir o embargo à exportação da carne de frango pela União Europeia se reuniu na segunda-feira (07) na Assembleia Legislativa, em Curitiba. O deputado Elio Rusch, vice-presidente da Comissão, presidiu os trabalhos que discutiu encaminhamentos de reuniões anteriores e novas deliberações. Das 20 plantas frigoríficas embargadas, oito são do Paraná, que é o maior Estado produtor brasileiro.

“Precisamos continuar debatendo a situação do embargo à carne de frango. Nossa carne não apresenta contaminação sanitária. As restrições estão na questão comercial, como relatam os representantes das entidades. Os encaminhamentos que fizemos reforçam o entendimento de todos”, disse Rusch.

Encaminhamentos

Como resultado da última reunião, realizada no dia 25 de abril, a Comissão fez encaminhamentos ao ministro da Agricultura Blairo Maggi para que se estabeleça medidas no sentido de aumentar o consumo interno de carne de frango, abertura de novos mercados e ampliação dos já existentes, revisão da legislação pertinente e apoio às ações junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

No âmbito estadual, a Comissão oficiou a governadora Cida Borghetti quanto a estudos juntamente à União para que se estabeleça política da merenda escolar visando aumento do consumo aos produtos embargados enquanto perdurar a restrição. Também foi solicitado estudos sobre a possibilidade de revisão tarifária de energia elétrica às unidades frigoríficas de abate de frango.

Relatos

A Frente Parlamentar ouviu relatos de todos os presentes. Entre os depoimentos o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cleverson Freitas, informou que 300 médicos veterinários foram convocados para auditorias fiscais. Desse total, 52 auditores serão destinados ao Estado do Paraná. O superintendente também relatou que diversas medidas estão sendo tomadas em relação ao embargo.

Outro relato é de Nelson Costa, superintendente da Ocepar, que apresentou dados do reflexo negativo ocasionado pelo embargo europeu. Segundo ele, de fevereiro a abril deste ano, houve redução em média de 21% no preço da carne de frango no mercado interno.

O Paraná tem 19 mil avicultores, entre integrados e cooperados. A produção é de mais de quatro milhões de toneladas de carne ao ano. A baixa do preço da carne reflete diretamente na manutenção dos 60 mil empregos diretos e cerca de 600 mil indiretos, conforme registros da Ocepar e demais representantes.

No encerramento da reunião o deputado Elio Rusch pediu que o empenho da bancada federal paranaense deve continuar na defesa dos produtores avícolas. “O agronegócio paranaense é responsável por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Os representantes na Câmara Federal devem agir com firmeza nas tratativas para sairmos desse embargo o quanto antes”, finalizou Rusch.

A reunião contou também com a presença dos representantes Icaro Fiechter (Sindiavipar), Rafael Gonçalves Dias (Adapar), Alexandre Lobo (Faep/Senar), Marcos Junior (Fetaep) e Francisco Simioni (Deral/Seab).

Fonte: O Presente

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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