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Frangos, suínos… destaque do Paraná agora é o peixe

Com produção crescente, a piscicultura é mais uma cadeia que os produtores brasileiros têm investido pesado

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Há três anos trabalhando com piscicultura, os produtores Wanderlei André Gregory e Jaina Hermann Gregory já conseguem sentir a diferença no bolso com a atividade. Com 14 mil metros quadrados de lâmina d'água e uma produção de 30 mil quilos por ano, o casal vê na produção de tilápias uma ótima opção para garantir mais renda na pequena propriedade rural em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná. A região tem quase 50% do Valor Bruto de Produção (VPB) da piscicultura do Paraná, Estado que deve registrar o maior aumento da atividade no país em 2016: 22%.

Apesar de integrado, Wanderlei está na dúvida se continua com o modelo ou se parte para a produção independente. “Temos parceria com cooperativas, que nos auxiliam tanto na parte de alevinos quanto de ração, além de levarem os peixes até o frigorífico. Mas estou pensando em começar a fazer sozinho, pois acredito que o lucro é maior”, explica Gregory.

É na propriedade que, além dos peixes, os dois também se dedicam à avicultura, suinocultura e plantação de um pequeno pedaço de terra.

O caminho que o casal começou a trilhar há três anos têm sido o mesmo que outros produtores da região. “A piscicultura ainda é uma atividade pequena no Estado, mas que está em franco desenvolvimento. O movimento começou com o advento dos pesque-pagues na década de 90 e, depois, com campanhas de fomento e investimentos em abatedouros”, diz o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), responsável pelos estudos no setor, Edmar Gervásio.

Maior produtor do Estado, o município de Maripá, aumentou em 27% a produção de peixes em 2015, para 6,65 mil toneladas. Atualmente são 89 famílias envolvidas diretamente com a atividade. O principal destino dos peixes são os cerca de 18 frigoríficos de pequeno, médio e grande portes em atividade na região, que compram 80% da produção dos piscicultores. Os 20% restantes são vendidos para outros Estados, como São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

“A produção cresce com a combinação da boa rentabilidade da atividade nos últimos anos com a expansão dos abatedouros”, diz Cesar Ziliotto, chefe do Instituto Emater em Maripá. A empresa de assistência vem trabalhando com os piscicultores para aprimorar a tecnologia de produção, com acompanhamento dos custos e construção dos viveiros. O apoio técnico tem garantido maior produtividade. “Há potencial para a região dobrar a produção nos próximos cinco anos”, diz.

E a população do município acredita nisso. O piscicultor Sandro Rohling, que trabalha há 16 anos na atividade, tem investido pesado. A propriedade do maripaense possui cinco hectares com 50 mil metros de lâminas d'água. “Percebi que com o passar do tempo, outros produtores também foram aderindo a piscicultura aqui no município, o que foi muito positivo, porque notamos que houve profissionalização da atividade. Agora, as pessoas sabem o que estão fazendo, não é amadorismo”, comenta. A propriedade é tocada por ele, e pelo pai, seu Eleutério Rohling, que juntos produzem cerca de 500 toneladas de tilápia por ano.

Apesar da quantidade de cooperativas que existem na região que apoiam e auxiliam produtores, pai e filho preferem a produção independente. “Não somos cooperados a ninguém, fazemos a atividade por conta própria”, conta. A família sustenta a propriedade somente com a piscicultura, não tendo nenhuma outra atividade desenvolvida. “Temos um pouco de soja e milho plantados, mas o nosso foco é mesmo a piscicultura, é nela que investimos”, afirma.

Para se atualizar de assuntos referentes a atividade, os Rohling participam da Associação dos Aquicultores de Maripá (Aquimap), que reúne produtores de todo o município para auxiliar na assistência técnica, mas principalmente na troca de informações sobre piscicultura.

Investimentos

Pelo menos dois grandes investimentos de cooperativas devem impulsionar a produção de peixes no Estado. A Copacol, que em 2008 inaugurou seu abatedouro em Nova Aurora (PR), tem planos de dobrar a produção – para 140 mil tilápias por dia – até 2018. A cooperativa está investindo R$ 80 milhões na expansão. A ideia é dar alternativas de renda para o cooperado. Hoje são 170 integrados na produção de peixes da cooperativa. O objetivo, de acordo com a Copacol, é que esse número chegue a 300 em 2018.

A C.Vale, de Palotina, prepara sua estreia no setor e iniciou a construção de um abatedouro de peixes com investimento de R$ 80 milhões. A cooperativa vai processar, inicialmente, 50 toneladas por dia. O complexo, que deve ser inaugurado no primeiro trimestre de 2017, vai ficar junto ao parque avícola da cooperativa e gerar 250 empregos diretos.

 

Mais informações você pode conferir na edição impressa de Suínos e Peixes de maio ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Suínos

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

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Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

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A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello

produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho

Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.

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Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão superiores aos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho.

Segundo o Cepea, esse comportamento foge do padrão do setor, já que, normalmente, o mercado independente (spot) registra cotações mais elevadas devido aos maiores custos e riscos assumidos pelos produtores.

De acordo com os pesquisadores, essa inversão vem sendo observada ao longo de 2026 em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte (SC).

O Cepea atribui esse cenário às dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, que segue pressionado pela elevada oferta de suínos e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido os preços em patamares baixos ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso

Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.

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Foto: Divulgação/Acrismat

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer,

Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer: “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor” – Foto: Divulgação/Acrismat

apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações.

Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins: “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção” – Foto: Divulgação/Acrismat

o mercado interno. “Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho: “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas” – Foto: Divulgação/Acrismat

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.

Fonte: Assessoria Acrismat
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