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Frango vivo e carne registram novas altas com demanda firme no início do mês

O aumento de preços, observado desde agosto, é puxado pela maior demanda do início de mês e pela oferta reduzida, segundo levantamento do Cepea.

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Foto: Shutterstock

Os preços do frango vivo e da carne registram novos aumentos na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, o impulso vem da maior demanda típica de início de mês. Pesquisadores ressaltam que o movimento de alta tem se sustentado desde o início de setembro, atravessando inclusive a segunda quinzena – período em que o consumo tradicionalmente recua devido ao menor poder de compra da população.

No mercado de pintainhos de corte, levantamentos do Cepea mostram que o animal completou o segundo mês consecutivo de valorização (agosto e setembro).

De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, o comportamento é resultado de uma oferta reduzida e de uma demanda firme pelo produto.

Fonte: Assessoria Cepea

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Indústria de ovos do Rio Grande do Sul avalia desacelerar produção

Setor cita alta dos custos, impactos do tarifaço sobre as exportações aos Estados Unidos e retração no consumo como fatores que pressionam a atividade.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

A indústria de ovos do Rio Grande do Sul avalia reduzir o ritmo de produção diante do cenário de instabilidade econômica e do aumento dos custos. O tema foi debatido na terça-feira (07), durante reunião da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs/Ovos RS), na Serra Gaúcha, que reuniu representantes do setor para discutir o mercado, a produção e questões técnicas e econômicas.

Entre os fatores que preocupam o segmento estão os impactos remanescentes do tarifaço que inviabilizou as exportações de ovos para os Estados Unidos, a alta nos custos de produção, incluindo embalagens plásticas, e a cautela dos consumidores diante da situação econômica, o que tem refletido no consumo.

Foto: Giovanna Curado

Segundo a entidade, esse cenário poderá levar produtores e indústrias a desacelerarem a produção como forma de enfrentar o momento. A definição sobre eventuais ajustes será feita individualmente por cada empresa, conforme sua realidade e plano de contingência.

“Estamos atravessando um momento de instabilidade no comércio de um dos alimentos que é base para muitas refeições e preparo de muitos outros alimentos. Assim, medidas de mitigação serão necessárias para evitar danos maiores na oferta de ovos no mercado”, afirma o presidente executivo da Organização Avícola do RS, José Eduardo dos Santos.

A entidade destaca ainda que, caso o cenário atual persista, os reflexos no mercado e no comércio de ovos deverão ser percebidos gradualmente.

Em relação ao mercado externo, as exportações gaúchas de ovos no primeiro semestre de 2026 seguem em recuperação em volume na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2025, o setor foi afetado pela suspensão das exportações para diversos países após o registro sanitário de Influenza Aviária, em maio.

Fonte: Assessoria Asgav/Sipargs/Ovos RS
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Exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul atingem US$ 731 milhões no semestre

Volume embarcado cresceu 7,8% na comparação anual, enquanto junho registrou alta de 41,2% nas vendas externas.

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Foto: Shutterstock

As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul seguiram em ritmo de recuperação no primeiro semestre de 2026, consolidando o avanço da avicultura gaúcha no mercado externo. Os resultados registrados em junho e no acumulado do ano demonstram a manutenção da demanda internacional pela proteína produzida no Estado, refletindo a competitividade, a qualidade e a segurança sanitária da produção gaúcha.

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Os resultados do primeiro semestre confirmam a força da avicultura do Rio Grande do Sul e a confiança dos mercados importadores na qualidade dos nossos produtos” – Foto: Divulgação/Asgav

No comparativo entre junho de 2025 e junho de 2026, o volume exportado de carne de frango passou de 40.152 toneladas para 56.696 toneladas, representando crescimento de 41,2%. A receita acompanhou esse desempenho, saltando de US$ 69,6 milhões para US$ 115,5 milhões, alta de 66%.

No acumulado de janeiro a junho, as exportações gaúchas totalizaram 374.593 toneladas, frente às 347.618 toneladas embarcadas no mesmo período de 2025, avanço de 7,8%. Em receita, o setor alcançou US$ 731 milhões, crescimento de 17,1% em relação aos US$ 624,2 milhões obtidos no primeiro semestre do ano anterior.

Foto: Divulgação

Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, os números demonstram a trajetória da recuperação do setor e a capacidade da avicultura gaúcha de ampliar sua presença no mercado internacional.

“Os resultados do primeiro semestre confirmam a força da avicultura do Rio Grande do Sul e a confiança dos mercados importadores na qualidade dos nossos produtos. O crescimento expressivo tanto em volume quanto em receita, evidencia o fator resiliência das indústrias locais e reforça o compromisso do setor com a excelência produtiva, a biosseguridade e o abastecimento regular dos mercados internacionais”, destaca.

Mercado internacional

No cenário nacional, as exportações brasileiras de carne de frango também encerraram o primeiro semestre de 2026 com desempenho histórico. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 2,936 milhões de toneladas entre janeiro e junho, volume 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 5,7 bilhões, crescimento de 17%, configurando o melhor resultado da série histórica tanto em volume quanto em faturamento. Somente em junho, os embarques brasileiros somaram 482,8 mil toneladas, com receita de US$ 985,5 milhões, altas de 40,6% e 54,7%, respectivamente, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Fonte: Assessoria Asgav/Sipargs
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Cotações dos ovos têm variação de até 1,73% nas principais praças

Ovos brancos registraram baixas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, enquanto vermelhos alternaram altas e quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços médios dos ovos registraram variações discretas nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na segunda-feira (6).

No mercado de ovos brancos, as cotações recuaram em todas as regiões pesquisadas. A maior queda foi registrada em Recife (PE), de 0,89%, com o produto cotado a R$ 144,38. Em seguida aparecem Santa Maria de Jetibá (ES), com recuo de 0,60% e preço médio de R$ 140,56, Grande São Paulo, com queda de 0,29% e cotação de R$ 141,82, Bastos (SP), com baixa de 0,03% e preço de R$ 133,21, e Grande Belo Horizonte (MG), onde o valor ficou em R$ 146,17, após leve recuo de 0,02%.

Para os ovos vermelhos, o comportamento foi misto. A maior alta ocorreu na Grande São Paulo, onde a cotação avançou 1,73%, para R$ 155,27. Também houve valorização em Grande Belo Horizonte (0,40%), com preço médio de R$ 157,88, e em Recife (0,25%), onde o produto foi negociado a R$ 163,14. Já em Santa Maria de Jetibá (ES), a cotação apresentou leve recuo de 0,02%, para R$ 160,46, enquanto em Bastos (SP) a queda foi de 0,40%, com preço médio de R$ 149,29.

Fonte: Assessoria Cepea
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