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Avicultura

Frango e ovos sustentam desempenho da avicultura e reforçam projeções de crescimento para 2026, aponta ABPA

Produção, consumo interno e exportações registraram resultados históricos em 2025, consolidando o ano como um marco para o setor e criando bases sólidas para a expansão da avicultura brasileira.

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Fotos: Shutterstock

As cadeias brasileiras de carne de frango e ovos encerraram 2025 com um desempenho histórico, marcado por recordes de produção, consumo interno e exportações. Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam avanço em praticamente todos os indicadores, consolidando o ano como um marco para o setor e criando bases sólidas para a expansão em 2026.

O resultado ganha ainda mais relevância em um contexto de desafios logísticos e restrições sanitárias pontuais enfrentados ao longo do ano passado. Ainda assim, segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a combinação entre resiliência produtiva e competitividade internacional foi determinante para sustentar o desempenho. “O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional”, enfatizou.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Na carne de frango, principal segmento da proteína animal brasileira, a produção chegou a 15,320 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 2,2% em relação a 2024. Para 2026, a entidade projeta novo avanço, com volume podendo alcançar até 15,600 milhões de toneladas, alta de 2%. O movimento reflete tanto a estabilidade do consumo doméstico quanto a manutenção do Brasil como fornecedor relevante no comércio internacional.

As exportações acompanharam o ritmo. Em 2025, os embarques somaram cerca de 5,324 milhões de toneladas, com expectativa de atingir 5,5 milhões de toneladas em 2026. “O crescimento previsto é de 3,4% em 2026, reflexo da demanda internacional aquecida e da competitividade brasileira”, ressaltou Santin.

Apesar do aumento em volume, a receita total das exportações apresentou leve recuo, somando US$ 9,790 bilhões no ano passado, 1,4% abaixo do registrado em 2024. A redução está associada, sobretudo, a ajustes de preços no mercado global.

Do ponto de vista sanitário, 2025 também foi marcado pelo registro de um foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais, episódio já superado. Para Santin, o fato de o setor ter fechado o ano com números positivos, mesmo diante desse cenário, reforça a robustez da cadeia. “Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano”, disse.

No mapa das exportações, os Emirados Árabes Unidos lideraram como principal destino da carne de frango brasileira em 2025, com importações de 479,9 mil toneladas, crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior. Na sequência vieram Japão, com 402,9 mil toneladas e recuo de 9,1%; Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas e alta de 7,1%; África do Sul, com 336 mil toneladas, crescimento de 3,3%; e Filipinas, com 264,2 mil toneladas, aumento de 12,5%.

De acordo com Santin, o bom desempenho nos Emirados Árabes Unidos reforça o peso estratégico do Oriente Médio para a avicultura brasileira, enquanto a retração no Japão sinaliza desaceleração em um mercado tradicional. Já o crescimento nas Filipinas evidencia a expansão da presença brasileira em regiões com consumo em trajetória ascendente.

Entre os estados exportadores, o Paraná manteve a liderança nacional, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás, confirmando a concentração regional da produção e da logística de exportação.

Mercado interno aquecido

A disponibilidade interna de carne de frango atingiu cerca de 9,980 milhões de toneladas no ano passado, variação de 3,1% em relação ao ano anterior. Para 2026, a projeção aponta para um aumento de 1,2%, podendo chegar a 10,1 milhões de toneladas. “Esse crescimento deve refletir diretamente no aumento do consumo nacional”, frisou Santin.

O consumo per capita acompanhou essa trajetória, subindo de 45,5 quilos por habitante em 2024 para 46,8 quilos em 2025, com expectativa de atingir aproximadamente 47,3 quilos em 2026. “O crescimento do consumo interno reforça a importância da carne de frango como proteína acessível para o consumidor brasileiro, especialmente em cenários econômicos desafiadores”, salientou o presidente da ABPA.

Avicultura de postura

A produção brasileira de ovos atingiu cerca de 62,250 bilhões de unidades em 2025, alta de 7,9% em relação às 57,683 bilhões de unidades produzidas em 2024. Para 2026, a expectativa é de nova expansão, com a produção podendo alcançar até 66,5 bilhões de unidades, aumento de 6,8% sobre o ano anterior. “Estamos vendo um setor que cresce sobre bases sólidas. A modernização das granjas, o avanço tecnológico e a profissionalização do manejo estão impulsionando sua expansão sustentável”, afirmou Santin.

As exportações do setor alcançaram 40.894 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 121,4% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto no ano passado.

A receita chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, quando chegou a US$ 39,282 milhões. “O mundo está descobrindo o ovo brasileiro. Temos escala, qualidade sanitária e competitividade. É um mercado que tende a crescer e no qual o Brasil tem vantagem”, exaltou Santin.

Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com o maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas, um salto de 826,7% em relação a 2024. Na sequência, aparecem Japão, com 5.375 toneladas e alta de 229,1%; Chile, com 4.124 toneladas e queda de 40%; México, com 3.195 toneladas, aumento de 495,6%; e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas e crescimento de 31,5%. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, celebrou Santin.

O presidente da ABPA reforça que com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos ao longo deste ano. “Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, avalia Santin.

Entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos

Já o consumo per capita saltou para 287 unidades em 2025, alta de 6,7% em relação a 2024, consumo que fez o Brasil entrar no ranking, pela primeira vez, entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo. Para este ano, a projeção aponta para 307 unidades por habitante, número 7% superior ao registrado no ano passado. “O ovo se firmou como uma proteína nutritiva, acessível e presente no prato das famílias brasileiras. Esse reconhecimento se reflete no aumento do consumo ano após ano”, salientou Santin.

Com produção ampliada, exportações mais que dobradas e forte avanço no consumo interno, 2025 se desenha como um ano-chave para a consolidação do setor no Brasil. E, diferentemente de outras cadeias que enfrentam oscilações cíclicas, o segmento de ovos deve continuar crescendo em 2026. “O setor de ovos está preparado para um ciclo prolongado de expansão. Estamos entregando mais, exportando mais e abastecendo melhor o país. A tendência é que 2026 reafirme essa curva de crescimento”, frisou Santin.

versão digital está disponível gratuitamente no site de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Recorde histórico

Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre

Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.

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Mesmo diante de um cenário geopolítico considerado desafiador, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram volume recorde no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o país embarcou 1,45 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Foto: Shutterstock

O resultado supera em 0,7% o recorde anterior para o período, registrado em 2025, quando foram exportadas 1,44 milhão de toneladas, considerando a série histórica iniciada em 1997. O desempenho chama atenção do mercado, já que o primeiro trimestre costuma registrar menor intensidade de compras externas, com maior concentração das exportações no segundo semestre.

Pesquisadores do Cepea destacam que o volume surpreendeu inclusive agentes do setor, especialmente em um período marcado por preocupações com o cenário internacional, incluindo possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o comércio global de proteínas.

Apesar do desempenho recorde no mercado externo, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços internos da carne de frango ao longo de março, quando foram registradas quedas nas cotações.

Em abril, no entanto, o comportamento do mercado doméstico indica reação. Segundo o Cepea, os preços vêm registrando alta, influenciados pelo reajuste dos fretes, pressionados pela elevação dos combustíveis, e pelo tradicional aumento da demanda no início do mês. Os valores atuais se aproximam dos patamares observados em fevereiro, sinalizando recuperação parcial das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março

Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos

Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.

Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.

Fonte: O Presente Rural
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