Avicultura
Frango de corte e ovos movimentam mais de R$ 140 bilhões e reforçam peso da avicultura no agro brasileiro
Dados do VBP mostram crescimento do setor em 2025, impulsionado por ganhos de eficiência produtiva, expansão do consumo interno e fortalecimento da competitividade nacional e internacional.

A avicultura brasileira encerra 2025 reafirmando sua posição como uma das cadeias mais relevantes, estruturadas e capilarizadas do agronegócio nacional. Dados do Valor Bruto da Produção (VBP), atualizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 16 de janeiro de 2026, mostram que frango de corte e ovos somaram R$ 141,6 bilhões em faturamento no ano, consolidando a avicultura entre os principais motores econômicos do agro brasileiro.
Somente o frango de corte respondeu por R$ 112,4 bilhões em VBP em 2025, enquanto a produção de ovos alcançou R$ 29,2 bilhões. Na comparação com 2024, quando os valores haviam sido de R$ 106,6 bilhões e R$ 26,7 bilhões, respectivamente, o crescimento foi de 5,4% no frango de corte e de 9,3% nos ovos. Em termos absolutos, a avicultura adicionou cerca de R$ 8,2 bilhões ao VBP nacional em apenas um ano.
Mesmo com esse avanço, a participação relativa da avicultura no VBP total do agro apresentou leve recuo. O frango de corte passou de 8,40% do VBP nacional em 2024 para 7,92% em 2025, enquanto os ovos recuaram de 2,11% para 2,06%. O movimento, no entanto, não indica perda de relevância, mas reflete o crescimento mais acelerado de outras cadeias, especialmente soja, bovinocultura de corte e café, que ampliaram significativamente sua fatia no total nacional.
Frango de corte
O frango de corte manteve em 2025 a condição de segunda proteína animal do Brasil em termos de faturamento. O VBP de R$ 112,4 bilhões coloca a atividade à frente da bovinocultura de leite, da suinocultura e da produção de ovos, além de consolidar o frango entre as seis maiores atividades agropecuárias do país.
Na comparação anual, o crescimento de 5,4% reflete uma cadeia madura, com expansão mais moderada, porém consistente. Diferentemente de culturas sujeitas a oscilações climáticas mais severas, o frango de corte apresenta maior previsibilidade produtiva, sustentada por integração vertical, alto nível tecnológico e ciclos curtos de produção.
O desempenho também indica que o avanço do VBP do frango não decorre apenas de preços, mas de ganhos de eficiência produtiva, conversão alimentar, genética e escala industrial. Trata-se de uma cadeia que cresce “por dentro”, com incrementos graduais de produtividade e organização.

Paraná concentra mais de um terço do VBP
No recorte estadual, o Paraná segue como o grande motor da avicultura brasileira. Em 2025, o VBP do frango de corte no estado alcançou R$ 38,9 bilhões, frente a R$ 37,3 bilhões em 2024, crescimento de aproximadamente 4,5%. O valor representa cerca de 34,6% de todo o VBP nacional do frango, evidenciando a forte concentração produtiva.
Santa Catarina mantém a segunda posição, com R$ 15,1 bilhões em 2025, crescimento de 5,6% em relação aos R$ 14,3 bilhões de 2024. O estado reforça seu papel estratégico não apenas pela escala, mas pelo padrão sanitário e pela forte presença no mercado externo.
São Paulo aparece na sequência, com VBP de R$ 13,3 bilhões, crescimento de 5,4% sobre 2024. O Rio Grande do Sul registra um dos avanços percentuais mais expressivos entre os grandes produtores: de R$ 9,9 bilhões para R$ 10,8 bilhões, alta de quase 9%. Goiás fecha o grupo dos cinco maiores, com R$ 9,3 bilhões, crescimento também próximo de 5,4%.
Esse conjunto de estados responde pela maior parte do faturamento nacional da cadeia e reflete um modelo produtivo fortemente baseado em integração, logística estruturada, indústria frigorífica instalada e acesso a mercados.
Avanço fora do eixo tradicional
Além dos líderes históricos, a análise do VBP revela crescimento consistente em estados como Minas Gerais e Mato Grosso. Minas alcançou R$ 8,35 bilhões em 2025, frente a R$ 7,98 bilhões em 2024, enquanto Mato Grosso superou R$ 3,5 bilhões. Esses movimentos indicam a interiorização gradual da avicultura, especialmente em regiões com forte produção de grãos, que reduzem custos de ração e favorecem a competitividade.
Mesmo estados com participação menor no ranking nacional apresentaram crescimento, o que reforça o caráter disseminado da atividade no território brasileiro.
Ovos crescem acima da média
Se o frango de corte avança de forma mais moderada, o VBP da produção de ovos apresentou crescimento mais acelerado em 2025. O faturamento saltou de R$ 26,7 bilhões em 2024 para R$ 29,2 bilhões, alta de 9,3%, quase o dobro da taxa registrada pelo frango.
O desempenho reforça a importância crescente do ovo como proteína acessível, de alto valor nutricional e com consumo per capita em expansão no mercado interno. Diferentemente do frango, a cadeia de ovos é menos dependente do mercado externo e apresenta maior estabilidade de demanda, o que contribui para crescimento contínuo do faturamento.
Apesar do avanço em valor, a participação relativa dos ovos no VBP total do agro recuou levemente, acompanhando a dinâmica geral do setor. Ainda assim, trata-se de uma das atividades pecuárias de maior relevância econômica do país.
São Paulo lidera produção de ovos
O ranking estadual da produção de ovos permaneceu estável entre 2024 e 2025, sinalizando maturidade da cadeia. São Paulo lidera com ampla vantagem, alcançando R$ 6,48 bilhões em VBP em 2025, crescimento de cerca de 9,3% sobre os R$ 5,93 bilhões do ano anterior. O estado responde por aproximadamente 22% de todo o VBP nacional dos ovos.
Minas Gerais consolida a segunda posição, com R$ 2,74 bilhões, crescimento superior a 16% frente aos R$ 2,36 bilhões de 2024, um dos maiores avanços percentuais entre os grandes produtores. Paraná e Rio Grande do Sul aparecem praticamente empatados, com R$ 2,52 bilhões e R$ 2,50 bilhões, respectivamente, ambos com crescimento na casa de 6% a 7%. O Espírito Santo completa o grupo dos cinco maiores, com R$ 2,02 bilhões, reforçando a importância da atividade para a economia estadual.

Perfil complementar
A análise conjunta de frango de corte e ovos mostra cadeias com dinâmicas distintas, porém complementares. Enquanto o frango apresenta maior exposição ao mercado externo e ciclos mais sensíveis a custos e preços internacionais, os ovos se destacam pela estabilidade e forte ligação com o consumo doméstico.
Em diversas regiões, especialmente no Sul e Sudeste, as duas atividades coexistem em sistemas produtivos integrados, compartilhando infraestrutura, logística, mão de obra e conhecimento técnico. Essa complementaridade contribui para diluir riscos e ampliar a eficiência global da avicultura.
Avicultura cresce em valor, mesmo com perda relativa de participação
Embora a participação relativa da avicultura no VBP total do agro tenha recuado levemente em 2025, os números absolutos mostram crescimento robusto. O setor avança em faturamento, amplia presença territorial e mantém papel central na geração de renda, empregos e alimentos.
O comportamento do VBP indica que a avicultura cresce em um ambiente de maior competição entre cadeias, no qual culturas como soja e bovinos ampliaram fortemente sua participação. Ainda assim, frango de corte e ovos seguem entre as atividades mais relevantes do país.
Base sólida para os próximos ciclos
Os dados consolidados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária mostram que a avicultura entra em 2026 com bases estruturais sólidas. A manutenção da competitividade internacional do frango brasileiro, aliada ao crescimento do consumo interno de ovos, tende a sustentar o desempenho do VBP nos próximos ciclos.
Com investimentos contínuos em sanidade, genética, automação, bem-estar animal e sustentabilidade, a avicultura segue como uma das cadeias mais organizadas do agronegócio brasileiro, capaz de transformar eficiência produtiva em valor econômico e manter protagonismo no VBP nacional.
A versão digital está disponível gratuitamente no site de O Presente Rural. A edição impressa já circula com distribuição dirigida a leitores e parceiros em 13 estados brasileiros.

Avicultura
Pesquisadora do Paraná vence Prêmio Nacional de Inovação
Ana Maria da Silva desenvolveu um sorvete a partir da proteína de frango e foi premiada na categoria Pequenos Negócios – Recursos Renováveis.

A inovação do Paraná esteve em destaque com três representantes vencedores do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI). Realizado pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o prêmio reconheceu, na categoria Ecossistema, o Sistema Regional de Inovação (SRI) do Norte Pioneiro (pequeno porte) e o SRI do Sudoeste do Paraná (médio porte). Já na categoria Pequenos Negócios – Recursos Renováveis, a vencedora foi a empresa Nilo & By Lysis, com um sorvete desenvolvido a partir de proteína de frango.

Ana Maria da Silva, vencedora do PNI, na categoria Pequenos Negócios – Recursos Renováveis: “Essa conquista mostra o que uma mãe pode fazer por sua filha”
De Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Estado, a pesquisadora e empreendedora Ana Maria da Silva transformou um desafio pessoal em inovação. Ela desenvolveu uma proteína hidrolisada altamente digestível, inclusiva e de elevado valor nutricional, voltada a públicos com restrições alimentares. A iniciativa nasceu da união entre ciência, propósito e impacto social. “Essa conquista mostra o que uma mãe pode fazer por sua filha. Ela teve câncer de mama gestacional e consumia sorvete para amenizar a dor, mas não conseguia ingerir outros alimentos. Fomos atrás, enfrentamos desafios e encontramos parceiros que nos ajudaram nesse propósito”, relembra.
Inicialmente, o produto tinha base proteica de frango e arroz. Com o crescimento do negócio, a empresa ampliou o portfólio e hoje também produz sopas, caldos, barrinhas de cereais, iogurtes e queijos com proteína de tilápia. Durante a premiação, Ana convidou as mulheres presentes a se levantarem. “Dedico esse troféu a todas as pesquisadoras que, mesmo sem condições, enfrentam obstáculos e seguem em busca de realizar seus sonhos”, destacou.
História com o Sebrae
A pesquisadora é acompanhada pelo Sebrae/PR desde 2019 quando a empresa ainda estava em formação, com outro nome, depois seguiu em 2022 quando iniciou com a By Fish, e segue até hoje com o projeto do Ali Produtividade e Agente Regional de Inovação – ARI.
Para o gerente regional do Sebrae/PR, Augusto Stein, o reconhecimento traduz a força do empreendedorismo e inovação no Oeste do estado. “Nossa equipe está muito feliz. A empreendedora Ana Maria merece esse reconhecimento nacional. Mais uma vez, um empreendedor do Oeste ganha destaque e desta vez, uma empreendedora que já enfrenta todos os desafios de um pequeno empresário no ambiente de negócios do Brasil e que ainda carrega uma característica importantíssima: ser pesquisadora. A pesquisa no Brasil, de modo geral, é cara e demorada. Por isso, o empreendedor que se dispõe a esse caminho para alavancar ainda mais o seu negócio merece ainda mais reconhecimento”, comemora Stein.
Do Paraná

Equipe do Paraná reunia durante o Congresso de Inovação – Foto: Fabio Eufrazio
Ao todo, o Paraná contou com seis finalistas nacionais entre os 59 selecionados. Também participaram da premiação, com apoio do Sebrae/PR ou participação em suas ações, o ecossistema Estação 43 (grande porte), de Londrina; a TecnoSpeed (média empresa – IA para produtividade); e a Protium Dynamics (média empresa – descarbonização), ambas de Maringá. “Essas conquistas representam o trabalho realizado em conjunto entre inúmeros parceiros. Demonstram anos de esforços na metodologia dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), criada e estimulada no Paraná desde 2017. O PNI reconhece aqueles que transformam conhecimento em soluções completas, que impactam os pequenos negócios e a sociedade por meio da inovação”, afirma o diretor técnico do Sebrae/PR, César Rissete.
Os vencedores paranaenses subiram ao palco ao lado dos Agentes Regionais de Inovação que atuam em suas regiões. Resultado de uma parceria entre Sebrae/PR, Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial do Paraná (Seia), Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) e Fundação Araucária, os agentes têm como objetivo fortalecer e fomentar iniciativas nos ecossistemas locais de inovação.
Essas ações também contribuíram para que o Paraná fosse escolhido como sede do ELI Summit 2026, um dos principais eventos nacionais voltados à inovação e ao empreendedorismo, previsto para ocorrer em Londrina, entre 24 e 26 de novembro.
Ecossistemas
Outro destaque foi na categoria Ecossistema de Pequeno Porte, com o SRI Norte Pioneiro chegando à final pela terceira vez consecutiva e conquistando o troféu, repetindo o resultado de 2022. O presidente do SRI, Leandro de Azevedo Lima, destaca que a região é formada por 29 pequenos municípios, todos com menos de 50 mil habitantes. “Temos cidades com cerca de 40 mil moradores, mas também municípios com 3 mil. Por isso, a integração é fundamental. Sozinhos, os pequenos municípios têm mais dificuldade de avançar, mas, quando trabalhamos juntos, ganhamos escala e força, representando uma região com cerca de 400 mil habitantes”, comenta.

Os vencedores Leandro (SRI Norte Pioneiro, Ana Maria (Nilo & by Lysis) e Marcelo Rogério (SRI Sudoeste do PR) celebrando ao lado de César Rissete (Sebrae/PR) – Foto: Eduardo Pereira
Ele também ressalta os impactos econômicos do trabalho conjunto. Em dez anos, os cinco municípios fundadores do ecossistema (Jacarezinho, Santo Antônio da Platina, Cambará, Andirá e Bandeirantes) registraram crescimento médio de 23,17% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita. “Para chegarmos até aqui, foi preciso estruturar o trabalho de cada cidade, com leis de inovação, conselhos municipais e fundos ativos. Isso garante que estejam preparados para fazer parte do ecossistema e acessar oportunidades. Com essa base organizada, conseguimos avançar mais rápido e aproveitar melhor os recursos disponíveis”, finaliza.
Na categoria de médio porte, o SRI do Sudoeste do Paraná também foi vencedor. Para o presidente do ecossistema, Marcelo Rogério da Silva, a conquista reflete a maturidade do trabalho desenvolvido na região. “Esse avanço é resultado de uma construção coletiva que já vem sendo desenvolvida há cerca de 20 anos, com aplicação de metodologia e inteligência institucional no território. O projeto inscrito apresenta justamente esse modelo de articulação do ecossistema, mostrando como diferentes instituições trabalham juntas para gerar oportunidades e novos negócios. O foco é criar conexões, apoiar iniciativas inovadoras e estimular uma cultura de inovação cada vez mais forte no sudoeste do Paraná”, ressalta.
Segundo ele, os resultados são sustentados pela atuação integrada entre diferentes atores do território. “A inovação não acontece de forma isolada. Ela depende de uma base estruturada, que envolve políticas públicas, instituições de ensino e parceiros que apoiam o empreendedor. As universidades têm um papel fundamental, porque são responsáveis pela formação de pessoas, que é o principal ativo dentro da cadeia de inovação. Quando esses atores trabalham de forma alinhada, o ecossistema ganha consistência e consegue gerar resultados mais efetivos para a região”, completa.
Prêmio
Nas oito edições iniciais, o PNI teve 16,5 mil inscritos e 113 vencedores, das 5 regiões do país. A inscrição é gratuita e todos os inscritos recebem um relatório de feedback da avaliação. Além de certificados e do troféu da premiação, os finalistas recebem divulgação em mídia espontânea e participam do Congresso de Inovação da Indústria.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou aos finalistas da premiação que competir, ser reconhecido e premiado alavanca a vontade de persistir. “Que nós possamos estar sempre premiando e estimulando. Hoje são 20 prêmios, vamos considerar que quanto mais [premiados] e mais diversificado melhor. Vamos ter mais inovações para demandar mais setores, mais ideias, mais prêmios e mais entregas. O que é importante da inovação e da tecnologia é que ela venha para a realidade da prática sustentável. Que possamos, sim, com isso, melhorar a produtividade”, disse Ricardo Alban.
A premiação é composta de sete modalidades: descarbonização, recursos renováveis, digitalização de negócios, IA para produtividade e Lei do Bem para pequenas, médias e grandes empresas; ecossistemas de inovação de pequeno, médio e grande porte; e pesquisador empreendedor de pequena, média e grande empresa. O anúncio fez parte da programação do 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC, em São Paulo.
Congresso de Inovação
Além do PNI, o Congresso de Inovação reuniu lideranças empresariais, governo e instituições de ciência e tecnologia (ICTs), para discutir os principais desafios e oportunidades de inovação do país e, assim, contribuir com políticas públicas em torno da agenda.
Realizado bianualmente pela CNI e pelo Sebrae, o Congresso teve também correalização do Sesi, Senai e IEL. Esta edição contou com o apoio estratégico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apoio institucional do INPI e do OCB. Além de patrocínio da Embrapii, Finep, BNDES, Embraer, Petrobras, Itaú, Grupo Boticário, Bosch, Rockwell, Siemens e Vale, na cota prata.
Assista a cerimônia completa pelo YouTube da CNI, clicando aqui.
Avicultura
Adapar intensifica ações de combate à gripe aviária no Litoral do Paraná
Operação realizou mais de 400 fiscalizações e reforçou medidas de prevenção em criações e comércios.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou, entre os dias 16 e 26 de março, uma operação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) nos municípios do Litoral do Estado. Ao todo, 16 servidores da Adapar participaram da operação. Durante o período, foram realizadas 414 fiscalizações em propriedades com aves de subsistência (criações de fundo de quintal) e em estabelecimentos comerciais de produtos veterinários.
Além das ações de fiscalização, a operação também promoveu educação sanitária, levando orientações aos proprietários de aves sobre a doença e reforçando a importância das medidas de prevenção e controle. As ações de conscientização focaram e informar para os moradores sobre os impactos econômicos decorrentes de possíveis embargos e que a influenza aviária de alta patogenicidade é uma zoonose, o que afeta diretamente a a saúde pública.
A ação também contou com a colaboração de médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma ação da Petrobras que faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O projeto é executad pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A participação do PMP-BS aconteceu no início da operação, com os profissionais auxiliando os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais de enfermidades em aves.
Relevância
A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental tanto para a saúde pública quanto para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.
Esse cenário está diretamente relacionado ao conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. O controle de doenças, nesse contexto, impacta diretamente a geração de empregos, o desenvolvimento econômico e o abastecimento alimentar em nível nacional.
Histórico
A operação é parte de um conjunto de ações permanentes realizado em diversas regiões do Estado, organizadas pela Divisão de Sanidade Avícola (Disav). Em 2025, o Sudoeste paranaense foi foco das ações. No Paraná, todas as granjas registradas devem cumprir os requisitos de biosseguridade previstos na Portaria Adapar nº 242/2022 e na Instrução Normativa MAPA nº 56/2007, normas que estabelecem padrões técnicos indispensáveis para garantir a sanidade dos plantéis, prevenir a entrada de agentes patogênicos e assegurar a conformidade dos estabelecimentos junto ao serviço oficial.
Avicultura
Demanda por ovos enfraquece na segunda quinzena de março
Baixa liquidez no mercado pressiona as cotações, enquanto setor projeta retomada da demanda com a chegada da Semana Santa.

A reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda de ovos, que perdeu força com a entrada da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente diminui.
Assim, as cotações registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Trata-se da primeira queda desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro.
Ainda assim, as altas registradas na primeira quinzena têm garantido aumento no preço médio dos ovos de fevereiro para a parcial de março (até o dia 25).
Segundo agentes consultados pelo Cepea, embora a oferta da proteína siga controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o fator determinante para a pressão sobre os preços. O menor volume de negócios intensificou a busca por descontos, resultando na queda das cotações nos últimos dias.
A expectativa do setor, no entanto, é de retomada das vendas na próxima semana, com o início da Semana Santa, período em que a demanda pela proteína tende a se fortalecer, segundo pesquisadores do Cepea.



