Avicultura
Frango congelado inicia dezembro com preços estáveis no mercado brasileiro
Cotações do Cepea/Esalq permanecem em R$ 8,11/kg pelo terceiro dia seguido, indicando equilíbrio entre oferta, demanda e consumo de fim de ano.

Os preços do frango congelado no mercado paulista seguem estáveis no início de dezembro, de acordo com dados do Cepea/Esalq divulgados na quarta-feira (03). Pelo terceiro dia consecutivo, o produto é negociado a R$ 8,11/kg, sem variação diária ou mensal registrada até o momento.
Os números mostram que, entre esta segunda e quarta-feira, o valor permaneceu inalterado. A última movimentação no indicador ocorreu no fim de novembro, quando, nos dias 27 e 28, houve avanço de 1,25% no mês, elevando o preço justamente para o patamar atual de R$ 8,11/kg.
A estabilidade sugere um mercado ajustado entre oferta e demanda, sem pressões significativas capazes de alterar as cotações nos primeiros dias de dezembro. Segundo analistas, esse comportamento costuma ser comum no período, quando a indústria observa sinais do consumo de fim de ano e calibra a produção à procura do varejo.

Avicultura
Exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul atingem US$ 731 milhões no semestre
Volume embarcado cresceu 7,8% na comparação anual, enquanto junho registrou alta de 41,2% nas vendas externas.

As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul seguiram em ritmo de recuperação no primeiro semestre de 2026, consolidando o avanço da avicultura gaúcha no mercado externo. Os resultados registrados em junho e no acumulado do ano demonstram a manutenção da demanda internacional pela proteína produzida no Estado, refletindo a competitividade, a qualidade e a segurança sanitária da produção gaúcha.

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “Os resultados do primeiro semestre confirmam a força da avicultura do Rio Grande do Sul e a confiança dos mercados importadores na qualidade dos nossos produtos” – Foto: Divulgação/Asgav
No comparativo entre junho de 2025 e junho de 2026, o volume exportado de carne de frango passou de 40.152 toneladas para 56.696 toneladas, representando crescimento de 41,2%. A receita acompanhou esse desempenho, saltando de US$ 69,6 milhões para US$ 115,5 milhões, alta de 66%.
No acumulado de janeiro a junho, as exportações gaúchas totalizaram 374.593 toneladas, frente às 347.618 toneladas embarcadas no mesmo período de 2025, avanço de 7,8%. Em receita, o setor alcançou US$ 731 milhões, crescimento de 17,1% em relação aos US$ 624,2 milhões obtidos no primeiro semestre do ano anterior.

Foto: Divulgação
Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, os números demonstram a trajetória da recuperação do setor e a capacidade da avicultura gaúcha de ampliar sua presença no mercado internacional.
“Os resultados do primeiro semestre confirmam a força da avicultura do Rio Grande do Sul e a confiança dos mercados importadores na qualidade dos nossos produtos. O crescimento expressivo tanto em volume quanto em receita, evidencia o fator resiliência das indústrias locais e reforça o compromisso do setor com a excelência produtiva, a biosseguridade e o abastecimento regular dos mercados internacionais”, destaca.
Mercado internacional
No cenário nacional, as exportações brasileiras de carne de frango também encerraram o primeiro semestre de 2026 com desempenho histórico. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 2,936 milhões de toneladas entre janeiro e junho, volume 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 5,7 bilhões, crescimento de 17%, configurando o melhor resultado da série histórica tanto em volume quanto em faturamento. Somente em junho, os embarques brasileiros somaram 482,8 mil toneladas, com receita de US$ 985,5 milhões, altas de 40,6% e 54,7%, respectivamente, em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Avicultura
Cotações dos ovos têm variação de até 1,73% nas principais praças
Ovos brancos registraram baixas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, enquanto vermelhos alternaram altas e quedas.

Os preços médios dos ovos registraram variações discretas nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na segunda-feira (6).
No mercado de ovos brancos, as cotações recuaram em todas as regiões pesquisadas. A maior queda foi registrada em Recife (PE), de 0,89%, com o produto cotado a R$ 144,38. Em seguida aparecem Santa Maria de Jetibá (ES), com recuo de 0,60% e preço médio de R$ 140,56, Grande São Paulo, com queda de 0,29% e cotação de R$ 141,82, Bastos (SP), com baixa de 0,03% e preço de R$ 133,21, e Grande Belo Horizonte (MG), onde o valor ficou em R$ 146,17, após leve recuo de 0,02%.
Para os ovos vermelhos, o comportamento foi misto. A maior alta ocorreu na Grande São Paulo, onde a cotação avançou 1,73%, para R$ 155,27. Também houve valorização em Grande Belo Horizonte (0,40%), com preço médio de R$ 157,88, e em Recife (0,25%), onde o produto foi negociado a R$ 163,14. Já em Santa Maria de Jetibá (ES), a cotação apresentou leve recuo de 0,02%, para R$ 160,46, enquanto em Bastos (SP) a queda foi de 0,40%, com preço médio de R$ 149,29.
Avicultura
Simpósio da Facta debate tecnologia e dados na produção de matrizes avícolas
Evento programado para os dias 16 e 17 de setembro reúne especialistas para discutir manejo, incubação, automação e uso de indicadores na avicultura.

A integração entre tecnologia, análise de dados e práticas de manejo tem redefinido a produção de matrizes avícolas no Brasil. O tema estará no centro das discussões do Simpósio de Incubação e Matrizes, marcado para os dias 16 e 17 de setembro, em Chapecó (SC), promovido pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (Facta).
O encontro reunirá técnicos, pesquisadores, especialistas e profissionais da cadeia avícola para atualização sobre fatores que influenciam o desempenho de matrizes pesadas e incubatórios, com foco em eficiência produtiva e qualidade da progênie.
A programação inclui debates sobre manejo de recria, fertilidade, nutrição, programas de iluminação, controle ambiental, sanidade, vacinação e automação. Também entram na pauta o uso de indicadores de desempenho e ferramentas de análise de dados para apoiar a tomada de decisão e aprimorar resultados.
No segmento de incubatórios, os debates vão abordar manejo de ovos, ventilação, embriodiagnóstico, monitoramento de incubação e controle de qualidade, além de estratégias de gestão operacional.
Questões como gestão de pessoas, retorno sobre investimento em tecnologias e uso de dados na rotina produtiva também fazem parte da programação.
Para o presidente da Facta, Ariel Mendes, o simpósio busca aproximar conhecimento técnico e aplicação prática no campo. “A produção de matrizes e a incubação são etapas fundamentais para a eficiência de toda a cadeia avícola. O simpósio reúne especialistas e profissionais do setor para discutir tecnologias, práticas de manejo e ferramentas de gestão capazes de contribuir para ganhos consistentes de produtividade, qualidade e sustentabilidade na produção”, afirmou.
A programação completa está disponível aqui.



