Avicultura Artigo
Frango: a proteína que conecta culturas, conquista paladares, é estrela do Super Bowl nos EUA e em todo o mundo
Das receitas na brasa às asinhas nos dias de jogos, proteína agrada a todos, une fãs e famílias à mesa

Artigo escrito por: Equipe Aviagen® Global, adaptado pela equipe Aviagen América Latina
Todos sabemos que o frango é uma fonte de proteína de alta qualidade, leve e nutritiva, mas sejamos honestos: nem tudo o que é bom é popular. O frango, no entanto, é uma exceção. É a carne mais consumida no mundo e amada por várias culturas por ser versátil, acessível e deliciosa!
Os dados são prova disso. Segundo a Royal Society of Open Science, o consumo de carne de frango cresce mais rapidamente do que o consumo de outros tipos de proteína. A cada ano, consomem-se ao redor de 50 bilhões de aves no mundo, uma soma de 137 milhões por dia. Durante o último século, o frango tem ultrapassado a carne bovina e suína como a proteína favorita no mundo.
Os americanos não se cansam de frango, especialmente as asinhas
Os Estados Unidos lideram o mundo em consumo de frango, com um total anual de 21,19 milhões de toneladas métricas. Segundo análises recentes, os restaurantes especializados em frangos superam o resto do setor de food service. As cadeias de frango frito, especificamente, aumentaram as visitas em 4,3%, enquanto serviços rápidos e cadeias de fast food cresceram entre 1,3% e 2,4% (fonte).
Um dos maiores banquetes de frango ocorre todo ano, no domingo do Super Bowl. Os americanos devoram aproximadamente 1,47 bilhões de asinhas de frango, segundo o Meatingplace.com (mais do que os 1,45 bilhões do ano passado). Segundo o National Chicken Council (NCC), essa projeção marca um aumento de 1,5% em comparação ao ano passado, o que equivale a aproximadamente 4,5 asinhas de frango por pessoa. O NCC faz uma analogia divertida: 1,47 bilhões de asinhas seriam suficientes para dar três voltas ao redor do planeta Terra ou cobrir todas as poltronas nos 30 estádios da NFL com 693 asinhas em cada poltrona.
Um fenômeno global
Os EUA não são o único país com um apetite voraz por frango. A China e o Brasil estão perto, com um consumo entre 15,1 e 14,9 milhões de toneladas métricas por ano, respectivamente.
Na China, o frango é um ingrediente-chave nos pratos tradicionais, como o frango hainanese, o kung pao e o “frango do mendigo”. O amor do país pelo frango também está ligado a percepções de saúde: muitas pessoas o consideram uma opção mais magra e saudável.
Na Europa, o consumo de frango praticamente duplicou desde 1990. Segundo uma pesquisa de 2024, os europeus hoje comem em média 25,04 kg por pessoa ao ano. O amor do Reino Unido pelo frango é evidente no mercado pujante de frango frito, com cadeias como KFC, Wingstop e Popeyes em rápida expansão.
Na África, o frango tem sido um ingrediente básico durante milhares de anos. Foi introduzido no Egito no ano 2500 a.C. Hoje em dia, continua sendo uma das proteínas mais consumidas no continente, valorizada pela acessibilidade, disponibilidade e capacidade de absorver sabores ousados.
No Oriente Médio, onde comer fora é uma parte integral da cultura, o frango reina como a proteína mais popular nos menus dos restaurantes. Seja nos wraps de shawarma, nos suculentos kebabs assados ou no frango de cocção lenta, o frango é a estrela, tanto na cozinha tradicional quanto na moderna.
Por que o frango é tão popular e a primeira opção entre as proteínas no mundo?
Sua acessibilidade e disponibilidade fazem dele uma escolha econômica e fácil de encontrar. Além disso, não existem barreiras culturais, pois é consumido por praticamente todas as culturas e religiões. Saudável e nutritivo, o frango é uma carne magra, rica em proteína e adaptável a diversas dietas. Para completar, sua versatilidade na cozinha é imbatível – seja assado, grelhado, frito ou temperado, ele combina com qualquer culinária.
Seja o frango indiano tikka masala, o frango italiano com ervas, espetado com curry tailandês ou coq au vin francês, o frango une as pessoas por meio sabores, tradições e culturas. Independentemente de onde você esteja no mundo, é muito provável que um delicioso prato de frango esteja esperando por você. E no domingo do Super Bowl nos Estados Unidos, o frango sempre ganhou como o lanche preferido do dia do jogo, unindo fãs em todos os lugares.
As referencias bibliográficas estão com os autores, contato: [email protected]

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



