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FPA destaca resposta ágil e união do agro no enfrentamento à gripe aviária
Deputados e setor produtivo ressaltam eficiência do sistema sanitário após foco isolado no Rio Grande do Sul. Ministro da Agricultura elogia atuação conjunta e projeta retomada da normalidade.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu na terça-feira (20) para discutir os impactos do foco de Influenza aviária (H5N1) confirmado na última sexta-feira (16) em uma granja no Rio Grande do Sul. O encontro contou com a presença do diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Marcelo Osório, que detalhou o caso e reforçou a confiança na segurança sanitária do Brasil.

Presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR): “A FPA, a defesa agropecuária e os estados atuaram juntos para mitigar os impactos no setor. Existe um reconhecimento mundial em torno disso, diante da eficiência com que agimos para solucionar a questão” – Fotos: Divulgação/FPA
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou a rápida e coordenada resposta diante da ocorrência. “A FPA, a defesa agropecuária e os estados atuaram juntos para mitigar os impactos no setor. Existe um reconhecimento mundial diante da eficiência com que agimos para solucionar a questão”, ressaltou.
Segundo o parlamentar, o trabalho articulado entre diferentes esferas garantiu o cumprimento dos protocolos sanitários e ajudou a preservar a credibilidade da avicultura brasileira.
Coordenador de Defesa Agropecuária da FPA, o deputado Domingos Sávio (PL-MG) ressaltou que a mobilização demonstra a maturidade do setor diante de situações adversas. “Quando há um único objetivo, as coisas funcionam. A defesa sanitária do Brasil é motivo de orgulho”, disse.

Deputado Alceu Moreira (MDB-RS): “Essa é uma lição para mostrar que os ministérios não precisam ter políticas específicas, mas a federação tem que acontecer por inteiro”
Já o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) defendeu que a eficiência demonstrada no controle do foco serve de exemplo para a atuação integrada entre governo federal e estados. “Somos um corpo só, cada um com sua parte no controle sanitário. O resultado é transparente e positivo.”
Confiança no sistema
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, também participou da reunião e elogiou a atuação conjunta que garantiu agilidade na resposta. “Graças ao trabalho técnico do setor agropecuário, o Brasil passou quase duas décadas sem registros da doença. A robustez do nosso sistema está justamente na capacidade de reação rápida”, disse.

Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro: “Graças ao trabalho técnico do setor agropecuário, o Brasil passou quase duas décadas sem registros da doença” – Foto Lula Marques
Segundo ele, a expectativa é de que o Brasil inicie o prazo de 28 dias sem novos casos, condição necessária para retomar exportações suspensas temporariamente por alguns países.
Setor mobilizado e vigilante
Marcelo Osório, da ABPA, reforçou que o foco detectado foi isolado e está sob controle. “Não há risco à saúde pública, e isso precisa ser amplamente divulgado. Estamos trabalhando com transparência e serenidade. A confiança no sistema de defesa sanitária é plena, e estamos no caminho para restabelecer o status sanitário junto aos mercados internacionais”, pontuou.
Ele ainda esclareceu que a suspensão temporária de exportações segue protocolos internacionais e não indica falha do Brasil. “Alguns questionam os bloqueios, mas trata-se apenas do cumprimento de regras pré-estabelecidas. A união entre o setor e a FPA tem sido essencial para lidar com esse desafio”, concluiu.
Na semana passada, em nota oficial, a FPA reafirmou sua confiança na defesa agropecuária do Ministério da Agricultura, destacando a competência técnica e a eficiência do sistema diante de emergências sanitárias.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





