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FPA decide pela derrubada de vetos presidenciais que atingem o agro

Bancada aponta impacto sobre regularização em faixa de fronteira, seguro rural, Embrapa e custos de produção, com foco em segurança jurídica para 2026.

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Fotos: Divulgação/FPA

O retorno das reuniões semanais da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), na terça-feira (03), marcou o início das articulações para a derrubada de vetos presidenciais que devem ser analisados pelo Congresso Nacional nas próximas semanas.

Entre as prioridades do setor agropecuário estão os vetos à Faixa de Fronteira e a dispositivos inseridos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). No caso da LDO, a bancada atua pela recomposição de recursos estratégicos para o agro, com destaque para a subvenção econômica ao Prêmio do Seguro Rural, fundamental para a mitigação de riscos climáticos e a garantia de renda ao produtor.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), destacou a importância da derrubada dos vetos para garantir segurança jurídica, previsibilidade e condições adequadas de trabalho ao produtor rural em 2026. “Temos o veto da Faixa de Fronteira que precisamos derrubar com urgência, pois ele vem gerando problemas para produtores e municípios. Afeta diretamente a segurança jurídica e o sustento dos trabalhadores do campo. O Brasil está vivendo um processo silencioso e contínuo de desconstrução de políticas públicas essenciais ao agro”, afirmou.

Deputado Rodolfo Nogueira: “Infelizmente, é um tema ao qual o governo atual dá pouca atenção, mas seguimos lutando porque impacta diretamente o crédito e o financiamento do produtor rural”

A avaliação foi reforçada pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), que apontou a segurança jurídica como uma das principais pautas do primeiro semestre. Segundo ele, a Faixa de Fronteira será determinante para a proteção do setor produtivo. A área corresponde a uma faixa de até 150 quilômetros de largura ao longo das fronteiras terrestres do Brasil, o que representa cerca de 16,77% do território nacional. “Infelizmente, é um tema ao qual o governo atual dá pouca atenção, mas seguimos lutando porque impacta diretamente o crédito e o financiamento do produtor rural”, enfatizou.

Lupion também ressaltou a relevância da derrubada do veto à LDO, especialmente no que se refere ao Seguro Rural, à Embrapa e às políticas de assistência técnica e extensão rural. Segundo o parlamentar, nos últimos anos houve redução do apoio do governo federal à pesquisa agropecuária e aos instrumentos de proteção ao produtor diante das adversidades climáticas. “É um total descaso”, avaliou.

Para o presidente da FPA, quando o Executivo torna o seguro rural, a defesa agropecuária e a inovação vulneráveis a contingenciamento, desmonta o tripé que sustenta a produção e coloca em risco a segurança alimentar, a sanidade, a tecnologia e o crédito no campo.

Lei de Proteção de Cultivares

Durante a reunião, a Lei de Proteção de Cultivares foi debatida como agenda estratégica para o fortalecimento da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico no campo. Lupion lembrou que a proposta foi amplamente discutida pelas entidades do setor produtivo e destacou a necessidade de avançar na tramitação do tema no Congresso Nacional.

A ampliação do prazo de proteção da LPC é considerada essencial para estimular a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento de novas variedades vegetais no país.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabrício Rosa, a legislação atual permite que o agricultor adquira sementes sem a obrigatoriedade de remunerar o melhorista. Segundo ele, embora o modelo preserve a liberdade de compra do produtor, a ausência de remuneração compromete o investimento em pesquisa. “Se não criarmos uma forma de apoiar as empresas de melhoramento genético, elas vão quebrar”, alertou.

Tabela de frete

Outro tema debatido foi a tabela de frete, que, segundo parlamentares, tem elevado os custos de escoamento da produção agrícola e pressionado o custo de produção no campo.

Dados apresentados à bancada mostram que a intensificação da fiscalização eletrônica do piso mínimo, iniciada em outubro de 2025, provocou um aumento expressivo no número de autuações, muitas delas motivadas por pequenas divergências de valores. Em 2025, foram registradas 419.474 fiscalizações e 64.158 multas. Apenas nos primeiros 20 dias de janeiro de 2026, já foram contabilizadas 35.362 multas, o equivalente a 55% de todo o volume do ano anterior, mesmo com um número proporcionalmente menor de fiscalizações.

Parlamentares e entidades do setor apontam que a tabela vigente, instituída pela Lei nº 13.703/2018, não considera a sazonalidade, as diferenças regionais nem operações com múltiplos Manifestos Eletrônicos de Documentos Fiscais (MDF-e), além de se basear em metodologia considerada imprecisa e desatualizada.

O deputado Sérgio Souza (MDB-PR), ex-presidente da FPA, demonstrou preocupação com o impacto da política de pisos mínimos e avaliou que o produtor rural tem sido o principal prejudicado. “O grande desafio do agro neste ano é o custo de produção. O risco fica todo com o produtor rural, enquanto o preço final cresce na ponta da venda e quem acaba ganhando é o atravessador. Precisamos encontrar uma solução, mesmo sabendo que não é simples. O problema da tabela de frete é parte central desse desafio e onera justamente quem mais trabalha pelo país”, analisou.

Fonte: Assessoria FPA

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Inovação ganha protagonismo na estratégia das empresas do agronegócio brasileiro

Estudo revela que 63% dos líderes do setor consideram o avanço tecnológico essencial para manter competitividade e gerar novos modelos de negócio.

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Fotos: Shutterstock

A interação entre tecnologia, fatores climáticos e geopolíticos viabiliza novos modelos de negócio e redefine as fronteiras entre as indústrias. O agronegócio brasileiro acompanha este movimento global: metade dos CEOs do setor afirma que suas empresas passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos. Os dados estão no recorte setorial da 29ª Global CEO Survey da PwC, estudo que ouviu mais de 4,4 mil líderes empresariais em 95 países, incluindo o Brasil.

O percentual das empresas que romperam as fronteiras do setor está alinhado à média nacional (51%) de organizações que passaram a competir em novos mercados e demonstra que o Agronegócio acompanha a busca por novas oportunidades estruturais e de inovação. Para 63% dos CEOs do agro brasileiro, a inovação é considerada um
componente crítico, ou seja, essencial, da estratégia de negócios. O indicador está acima da média global (50%) e levemente acima da média brasileira quando considerados todos os setores (56%).

Além disso, o setor avança por meio da colaboração: 38% dos executivos colaboram com parceiros externos, como fornecedores, startups e universidades, para acelerar a inovação — patamar acima da média global (33%).

Embora busquem a reinvenção, a gestão do tempo dos CEOs do agronegócio brasileiro ainda se mostra fortemente concentrada em ações de curto prazo. A pressão por resultados imediatos permanece elevada, restringindo o espaço na agenda para discussões de caráter mais estrutural. A pesquisa revela que 54% do tempo dos CEOs do agronegócio no Brasil são dedicados a temas de curto prazo (até um ano), uma concentração superior à média global do setor (47%) e alinhada ao padrão nacional. Apenas 15% do tempo desses executivos é destinado a questões de longo prazo
(cinco anos ou mais).

“Liderar nesse contexto exige capacidade de alternar rapidamente entre agendas e horizontes de tempo. Resta avaliar se essa alocação de tempo atual é a mais adequada para sustentar o desempenho e a competitividade no curto e no longo prazos”, avalia Mayra Theis, sócia e líder do setor de Agronegócio da PwC Brasil.

Inteligência Artificial

Foto: Freepik

A Inteligência Artificial (IA) começa a se consolidar como vetor de crescimento para parte das empresas do agronegócio. De acordo com 33% dos CEOs, houve aumento de receita após adoção da tecnologia, enquanto 58% indicam pouca ou nenhuma alteração. Ainda assim, quando analisados os custos, os efeitos são equilibrados: 33%
indicam redução, associada a ganhos de eficiência e automação, enquanto quase metade dos líderes, 48%, afirmam que sentiram pouca ou nenhuma alteração nos custos. Na média geral brasileira, mais de um quarto (28%, em contraste com 26% globalmente) indica redução de custos.

A tecnologia traz impactos para a força de trabalho: 60% dos CEOs do agronegócio avaliam que suas empresas precisarão de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos. Para cargos de nível médio e sênior, espera-se um impacto bem menor na redução de pessoal.

Otimismo moderado e riscos latentes

A 29ª edição da CEO Survey revela um recuo no otimismo dos líderes do setor do agronegócio em relação à economia global e local, comparado ao ano anterior. Para os próximos 12 meses, 50% projetam aceleração do crescimento global, abaixo dos 66% registrados na edição passada.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Quando o foco se volta para o crescimento do próprio país, a percepção permanece majoritariamente positiva, mas com cautela: 58% esperam aceleração da economia nacional, abaixo dos 76% registrados no ano anterior. A confiança no crescimento da receita da própria empresa no curto prazo também diminuiu de 48% para 38%, sinalizando uma acomodação das expectativas.

O perfil de risco do agronegócio brasileiro se mostra fortemente concentrado em fatores inflacionários e climáticos. A inflação é a principal preocupação, com 35% dos CEOs indicando alta exposição, percentual acima da média brasileira de todos os setores (29%). As mudanças climáticas também figuram entre os riscos mais relevantes (33%), com a exposição percebida pelo agro significativamente superior à observada na média do Brasil (18%) e global (23%). A instabilidade macroeconômica também chega a 33% entre os executivos do setor, porém, inferior à média brasileira (38%) e acima da média global (31%). Em contraste, ameaças cibernéticas e tecnológicas têm peso relativamente menor que em outros setores.

“Hoje, observamos que os riscos no setor ainda são menos complexos, mas com a conectividade das máquinas e a maior complexidade na automatização dos processos, observamos que existe uma tendência cada vez maior de vermos a preocupação com o risco cibernético e com as ameaças tecnológicas crescerem em um horizonte de médio a longo prazo”, acrescenta Mayra Theis.

Fonte: Assessoria PwC
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Área e produtividade elevam nova revisão da safra de grãos

StoneX projeta soja em 181,6 milhões de toneladas e revisa para cima a produção de milho nas duas safras do ciclo 2025/26.

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Foto: Shutterstock

A StoneX revisou para cima suas estimativas para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, com destaque para a soja, segundo relatório divulgado hoje. A produção de soja agora é estimada em 181,6 milhões de toneladas, um aumento de 4 milhões em relação à projeção anterior.

O crescimento da produção decorre de ajustes tanto na área cultivada, estimada em 48,7 milhões de hectares, quanto na produtividade média nacional, projetada em 3,73 toneladas por hectare. “Com a colheita avançando, as perspectivas seguem bastante positivas, apesar de algumas áreas apresentarem maior variabilidade, em função das irregularidades climáticas ocorridas ao longo do ciclo”, realça a especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi.

Para o milho primeira safra, a StoneX também realizou uma revisão positiva. A produção da safra 2025/26 pode alcançar 26,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 2,3% em relação ao último número e pouco mais de 1 milhão de toneladas acima do registrado no ciclo 2024/25.

Essa elevação foi motivada principalmente por revisões de produtividade, com ajustes positivos em estados do Nordeste, além do Paraná. No Sul do país, a expectativa é de um rendimento médio bastante elevado, podendo atingir 11,5 toneladas por hectare na safra paranaense. No caso do milho verão, os estados do Norte e Nordeste ainda apresentam um ciclo mais tardio, mantendo o clima no radar.

Milho | Estimativas para a 1ª safra 2025/2026

No caso do milho segunda safra, a revisão na produção no reporte de janeiro foi sutil, 0,5%, saindo de 105,8 milhões de toneladas estimadas em janeiro para 106,3 milhões de toneladas neste mês. Houve aumento de área no Tocantins e Pará, enquanto Maranhão e Piauí registraram redução, com produtores atentos ao período de plantio da segunda safra de milho.

Milho | Estimativas para a 2ª safra 2025/26

Oferta e demanda com projeções inalteradas

Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX: “Com o ano-safra 2024/25 encerrado no final de janeiro, os embarques brasileiros de milho devem totalizar cerca de 42 milhões de toneladas, com os dados oficiais previstos para divulgação em 5 de fevereiro” – Foto: StoneX

No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve inalterada a estimativa de demanda de soja para o ciclo 2025/26. Ainda assim, com o avanço da colheita, as compras chinesas da oleaginosa brasileira devem ganhar cada vez mais relevância nos próximos meses. “O maior importador mundial cumpriu os termos iniciais do acordo com os Estados Unidos, mesmo com a soja norte-americana menos competitiva. A expectativa é que a China volte seu foco para o Brasil a partir de agora”, explicou.

Com isso, o aumento da estimativa de produção de soja acabou se revertendo em estoques finais mais elevados, já que não houve alterações na demanda. Para o milho, também não houve ajustes nas variáveis de demanda da safra 2025/26, mas o aumento da produção estimada foi compensado pela queda dos estoques iniciais, reflexo da elevação das exportações no ciclo 2024/25. “Com o ano-safra 2024/25 encerrado no final de janeiro, os embarques brasileiros de milho devem totalizar cerca de 42 milhões de toneladas, com os dados oficiais previstos para divulgação em 5 de fevereiro”, reforçou Ana.

Fonte: Assessoria StoneX 
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Prêmio Melhores do Biogás Brasil recebe indicações até 08 de fevereiro

Escolha será feita por votação do público e a entrega durante o 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em abril, em Foz do Iguaçu (PR).

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Registro da Premiação Melhores do Biogás 2025 realizada durante o 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Bento Gonçalves (RS) - Foto: César Silvestro

As indicações ao Prêmio Melhores do Biogás Brasil 2026 podem ser feitas até o dia 08 de fevereiro. O objetivo da premiação é reconhecer profissionais, organizações, cases de mobilidade com biometano, consumidores de biogás e biometano e plantas de biogás que são destaque no setor de biogás no Brasil.

Melhores do Biogás Brasil é uma iniciativa do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB). Podem ser apresentadas candidaturas nas seguintes categorias: Consumidor de Biogás/Biometano e Mobilidade com Biometano, que são novidades nesta quinta edição; além das três tradicionais Profissional do Setor do Biogás; Organização; e Plantas/Unidades Geradoras de Biogás (organizada nas subcategorias Saneamento, Pecuária e Indústria).

A escolha ocorrerá em etapas, a partir das indicações, que devem ser feitas por meio do site do evento, acesse clicando aqui, até 08 de fevereiro. A votação pública dos classificados, de maneira online, começará no dia 05 de março.

O regulamento completo com todas as informações pode ser acessado clicando aqui.

Os Melhores do Biogás serão conhecidos no dia 14 de abril, durante a abertura do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. O evento vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril, e inclui na programação painéis temáticos, Espaço de Negócios, Momento Startup e visitas técnicas.

O Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano é realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR), pela Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC) e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS). O evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA).

As inscrições à participação no 8º Fórum já estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Fonte: Assessoria 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano
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