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Fotos do clima auxiliam no planejamento da lavoura
Produtor pode encaminhar as imagens pelo site ou app do Sistema Faep/Senar-PR. Ferramenta já reúne mais de 400 registros de municípios do Paraná e de outros Estados.

Ficar de olho no céu faz parte da rotina dos produtores rurais. Afinal, é preciso estar atento a qualquer mudança no tempo que possa interferir na produtividade das lavouras. Diante dessa preocupação, o Sistema Faep/Senar-PR conta com uma ferramenta de previsão do tempo em seu site e aplicativo, nos quais os agricultores têm acesso às informações em tempo real dos 5.568 municípios do Brasil.

Fotos: Divulgação/Faep
A seção disponibiliza informações para um período que abrange 30 dias – tempo maior que a média de outros sites, que contam com dados de até 15 dias. Além de acompanhar a previsão do tempo, a ferramenta permite o envio de fotos do clima pelos usuários.
Desde a implantação da funcionalidade, em 2022, já foram publicadas mais de 400 imagens, registradas em diversos municípios do Paraná e até mesmo em outros Estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
As fotos são publicadas diariamente e podem ser visualizadas no site e no aplicativo do Sistema Faep/Senar-PR, na seção Clima, abaixo do espaço com as informações de previsão do tempo.
Participação dos usuários
O produtor Márcio Rogério Precybelovicz, de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), é o maior colaborador da seção Clima. Desde a implantação da ferramenta de envio de fotos pelos usuários, ele já enviou mais de 50 imagens. “Gosto de postar o clima e registrar os momentos bonitos da natureza”, diz. “É um hobby. Sempre que possível eu faço os registros”, complementa o agricultor, que também costuma postar as fotos no status do WhatsApp e no Instagram.
Precybelovicz começou a enviar seus registros há um ano, em fevereiro de 2022. Ao entrar no site para baixar o certificado de um curso do
Senar-PR, o produtor descobriu o aplicativo e a possibilidade de enviar as fotos. Foi quando passou a acompanhar a previsão do tempo diariamente pelo aplicativo. “Em época de plantio, ajuda a saber sobre volumes expressivos de chuvas. Desta forma, posso jogar fertilizante antes. Em tempo de colheita, também acompanho, para poder me organizar”, aponta Precybelovicz, que planta soja, milho e feijão.
O técnico do Instituto do Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR–Paraná) Matheus Ribeiro, de Salto do Lontra, na região Sudoeste do Estado, enviou recentemente seu primeiro registro, após descobrir a ferramenta em uma capacitação do Senar-PR realizada com os agricultores do município. “O instrutor do curso mostrou o aplicativo e eu baixei, pois é muito interessante. Agora estou usando para acompanhar a previsão do tempo e as notícias”, conta.
Com isso, Ribeiro também passou a usar o aplicativo para auxiliar no dia a dia do seu trabalho, repassando informações da previsão do tempo para os agricultores que atende. “Ajuda bastante no manejo das lavouras. O compartilhamento das fotos ainda ajuda a divulgar a ferramenta e a manter os produtores atualizados sobre o clima”, afirma.

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Safra de soja 2026/27 dos EUA começa com estoques elevados
Enquanto os EUA avançam com oferta confortável, no Brasil a aquisição de fertilizantes segue abaixo da média histórica.

A safra norte-americana 2026/27 começou com projeções de aumento de área de soja, estoques confortáveis e condições climáticas favoráveis ao início do plantio. Ao mesmo tempo, no Brasil, a piora na relação de troca tem desacelerado as compras de fertilizantes para a próxima safra de verão.
No fim de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório de intenção de plantio, baseado em entrevistas com produtores. O levantamento indica que os EUA devem semear 34,3 milhões de hectares de soja na safra 2026/27. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, de 34,6 milhões de hectares, mas ainda representa um crescimento de 4% em relação à safra 2025/26.

Além da área projetada, o USDA também trouxe os dados de estoques trimestrais de grãos. As reservas norte-americanas seguem em patamar considerado confortável e acima do registrado no mesmo período do ano passado, reforçando um cenário de oferta mais folgada.
No campo climático, as condições também são consideradas positivas para o início do plantio. Apesar de áreas com algum nível de seca estarem ligeiramente maiores do que no ano anterior neste período, os mapas de precipitação no Meio-Oeste indicam boa distribuição de chuvas nas próximas semanas. O período entre abril e meados de maio, que concentra os trabalhos de plantio, deve contar com volumes adequados de chuva no Cinturão de Grãos. Já as projeções para junho e julho também apontam precipitações bem distribuídas, o que, caso se confirme, pode favorecer o desenvolvimento da safra.
No Brasil, o cenário é de maior cautela no campo dos insumos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a alta dos fertilizantes, influenciada pelo conflito no Oriente Médio e pela piora na relação de troca, tem travado o ritmo de compras para a safra 2026/27. Até o final de março, cerca de 38% dos fertilizantes haviam sido adquiridos, abaixo da média de cinco anos, de 51%.
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Exportações de insumos agrícolas somam US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026
Sementes alcançam US$ 63 milhões e se destacam no crescimento, com melhor resultado para o período.

As exportações brasileiras de insumos agrícolas, como defensivos químicos, bioinsumos e sementes, somaram US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026, recorde no período. Em volume, foram embarcadas cerca de 30,9 mil toneladas de produtos. O valor representa um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado e reflete o avanço da inserção internacional do setor.
As sementes agrícolas atingiram US$ 63 milhões, um terço do total das vendas externa, melhor resultado para os três primeiros meses do ano. O destaque reforça a trajetória observada nos últimos cinco anos. “O Brasil consolidou sua posição como exportador de insumos agrícolas e os números do primeiro trimestre de 2026 comprovam que o setor está em plena expansão, com recordes históricos e uma novidade importante, a diversificação. O portfólio exportador de sementes cresceu e se renovou. Culturas que antes mal figuravam nas estatísticas, hoje chegam a novos mercados em quatro continentes. Esse movimento não é isolado, acompanha a trajetória do agronegócio brasileiro que segue batendo marcas expressivas a cada trimestre”, analisou o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

A abertura e ampliação de novos mercados contribuiu para o desempenho dos setores, avaliou o gerente-executivo. Do valor total exportado de insumos, defensivos químicos representou US$ 105 milhões e os bioinsumos, US$ 21 milhões.
Comércio exterior
Em 2022, as exportações de sementes estavam concentradas em forrageiras, milho e hortaliças, que representavam 92% do total das vendas. Em 2026, essas culturas ainda lideram, mas com participação reduzida para 82%, dando o espaço para novos produtos. Neste 1º trimestre, por exemplo, o Brasil exportou sementes de nabo para o Uruguai, ricino para Congo e Quênia, sorgo para a Bolívia e melão para os Estados Unidos, movimentos que já representam 14% das vendas externas do segmento.

Sob outra perspectiva, as importações de defensivos químicos somaram US$ 2,3 bilhões, queda de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A retração foi observada em todos os segmentos, produtos formulados, técnicos e matérias-primas, e acompanhada por redução de 8% no volume importado. Esse movimento, já notado anteriormente, reflete, entre outros fatores, a maior participação de produtos genéricos nas compras externas, contribuindo para a queda dos preços médios.

Registros de produtos
No 1º trimestre de 2026, o segmento de defensivos químicos contabilizou 186 produtos com registros ativos. Desse montante, 107 são produtos formulados e 79 produtos técnicos. Já entre os 19 registros ativos biológicos, o detalhamento apresenta 12 novos produtos de agente microbiológicos, 4 de agentes macrobiológicos e 3 de bioquímicos. Os dados da CropLife Brasil utilizam informações oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Bioinsumos
A mercado de bioinsumos, que atingiu desempenho inédito em 2025, manteve trajetória de crescimento. Em janeiro de 2026, o setor movimentou R$ 445 milhões, alta de 3% na comparação anual. A área tratada também se destacou, com 12 milhões de hectares no mês, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O segmento dos bioinseticidas liderou tanto em valor de mercado (R$ 264 milhões), quanto em área (5,3 milhões).
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Brasil abre novos mercados para carne bovina e suína
Filipinas e Cuba passam a importar cortes brasileiros, enquanto acordos elevam número de aberturas para 600 desde 2023

O governo brasileiro concluiu novas negociações que ampliam a exportação de produtos agropecuários para três países.
Para as Filipinas, foi autorizada a exportação de carne bovina resfriada, com e sem osso. A medida fortalece a presença do Brasil no mercado do Sudeste Asiático. Com cerca de 115,8 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Foto: Freepik/Divulgação
Em Cuba, o acordo libera a exportação de carne bovina com osso e carne suína com osso. A autorização amplia o fornecimento de proteína animal para o país, que tem aproximadamente 11 milhões de habitantes. A medida se soma ao sistema de pre-listing já vigente entre os dois países, que agiliza o comércio desses produtos.
Para a Coreia do Sul, foi aberta a exportação de castanha-do-brasil, com e sem casca, castanha de baru e castanha de caju. Os produtos fazem parte da sociobiodiversidade brasileira e são reconhecidos pelo valor nutricional. O país asiático tem 51,7 milhões de habitantes e importou mais de US$ 2,4 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025.
Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro chega a 600 aberturas de mercado desde 2023. As negociações são resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).




