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Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano retorna ao Rio Grande do Sul em 2025

Evento será realizado no mês de abril e pré-inscrições já podem ser feitas. O Paraná já sediou duas edições do evento, em 2018 e em 2023, na cidade de Foz do Iguaçu.

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Foto: Divulgação/UQ Eventos

O Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano retornará ao Rio Grande do Sul, estado de sua origem, em abril do próximo ano. A programação da sexta edição do evento foi finalizada na semana passada, dia 18 de abril, com visitas técnicas em plantas de biogás e biometano nas regiões do Oeste e do Meio-Oeste de Santa Catarina.

O 6º Fórum foi realizado de 16 a 18 de abril. Nos dois primeiros dias, a programação ocorreu no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), e incluiu palestras e debates, apresentações de cases, Espaço de Negócios, premiação aos Melhores do Biogás Brasil, Momento Startups de Biogás, além de eventos paralelos.

Visita técnica durante o 6º Fórum, em laboratório de biogás da Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia (SC) – Foto: Divulgação/FSBBB

A abertura do Fórum teve palestra da diretora-executiva da Associação Mundial de Biogás (WBA), Charlotte Morton OBE. Em sua fala, ela destacou a necessidade de se acelerar a produção de biogás no Planeta, ajudando na redução da emissão de gases de efeito estufa e salientou as oportunidades ao setor do biogás do Brasil.

No terceiro dia, os participantes conheceram plantas de biogás e biometano instaladas nos municípios de Chapecó, Concórdia, Videira e Treze Tílias, todos em Santa Catarina.

O Fórum é realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC) e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera).

Foz do Iguaçu, no Paraná, já sediou duas edições do evento, em 2018 e em 2023. No Rio Grande do Sul, Caxias do Sul foi sede da edição Estadual do Fórum de Biogás e Biometano, em 2017, e, em 2022, recebeu o 4º Fórum Sul Brasileiro. A cidade que vai sediar o Fórum em 2025, ainda não está definida. “Nós ainda estamos vendo um local. Como o evento cresceu muito, não é qualquer espaço que conseguimos para isso”, explicou o coordenador da sexta edição, Airton Kunz, que passou a coordenação para Suelen Paesi, da UCS, anfitriã do 7º Fórum.

Números em Chapecó

Os representantes das instituições realizadoras, no encerramento das palestras e debates, destacaram os números da sexta edição, a maior de todas. O pesquisador Airton Kunz, da Embrapa Suínos e Aves (SC), lembrou que o Fórum é um evento, mas vai além, constituindo-se em um movimento da cadeia do biogás, que vem crescendo. Ele ressaltou o número de 771 pessoas inscritas, entre empreendedores, integrantes de organizações públicas e privadas, pesquisadores, técnicos e estudantes de 16 estados brasileiros e de mais 13 países. Pela primeira vez, o Fórum teve tradução simultânea, devido ao aumento da participação de estrangeiros.

A programação permitiu aos participantes compartilhar conhecimento e inovações desse ecossistema. “Uma característica desse evento é que viemos em um sentido de cooperação muito forte e de conteúdos”, disse o diretor de Desenvolvimento Tecnológico do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), do Paraná, Felipe Marques.

A pesquisadora da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Suelen Paesi, instituição anfitriã do 7º Fórum, em 2025, enfatizou que houve muitos feedbacks positivos que serão considerados para a organização da próxima edição, e que o evento também é um espaço para debates sobre desafios do setor.

Melhores do Biogás

O público conheceu no dia 16 de abril os agraciados da terceira edição do Prêmio Melhores do Biogás Brasil. Mais de 5 mil votos foram contabilizados na escolha. A iniciativa busca distinguir o trabalho desenvolvido por pessoas e organizações que se dedicaram à cadeia do biogás ao longo de 2023 no Brasil. Conheça os vencedores da terceira edição do Melhores do Biogás Brasil em https://biogasebiometano.com.br/conheca-os-melhores-do-biogas-brasil/

Pré-inscrição para 2025

A pré-inscrição para o 7º Fórum já está disponível em Lote Zero, no site do evento.

Biogás na região Sul

O cenário atual do biogás no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, conforme o Panorama do Biogás no Sul do Brasil 2023, levantamento realizado pelo CIBiogás, registra 636 plantas de biogás cadastradas nos três estados. Os dados foram divulgados pela instituição paranaense durante o 6º Fórum, em Chapecó (SC). A versão completa do Panorama do Biogás no Brasil 2023 será lançada no dia 23 de maio.

O documento indica que o volume de produção de biogás nos três estados em 2023 é de 873 milhões de Nm³ (53% de origem na agropecuária, 30% do saneamento e 17% da indústria).

No Rio Grande do Sul estão instaladas 84 plantas, sendo 65 da agropecuária, 8 da indústria e 11 de saneamento. O estado com maior número de unidades é o Paraná, com 426 plantas, seguido por Santa Catarina, com 126.

Nas plantas cadastradas nos três estados do Sul, a energia elétrica tem o maior uso, com 54% de toda a aplicação do biogás. Biometano é o segundo maior uso, com 25%. A agropecuária e saneamento utilizam o biogás principalmente para energia elétrica e a indústria utiliza o biogás principalmente para térmica e biometano.

Os dados Panorama do Biogás no Sul do Brasil 2023 estão disponíveis aqui.

Fonte: Assessoria Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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