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Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano Região Sul respira biogás e mira o futuro
Próxima edição do FSBBB está confirmada para os dias 14 a 16 de abril de 2026, em Foz do Iguaçu (PR), cidade que sediou a primeira edição do evento no formato sul-brasileiro.

O Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), um dos principais eventos do setor no país, reuniu 764 participantes entre os dias 08 e 10 de abril, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul (RS). A 7ª edição do encontro contou com representantes de 22 estados brasileiros, além de delegações de 17 países.
Entre os participantes estavam especialistas, pesquisadores, empresários, representantes do setor público e privado, e instituições de cooperação internacional. Ao longo de três dias, o evento promoveu dez painéis temáticos, visitas técnicas, espaço para negócios e apresentação de projetos inovadores no Momento Startups de Biogás. “Houve grande entrega de inovação, conceitos atuais e uma visão de futuro para o setor”, enalteceu a pesquisadora da Universidade de Caxias do Sul e coordenadora do evento, Suelen Paesi.
Melhores do Biogás
Durante o evento, foram reconhecidos os destaques nacionais do setor em 2024 com a entrega do prêmio Melhores do Biogás. A premiação contemplou três categorias e os vencedores foram eleitos por votação popular. Os homenageados receberam troféu e certificado em reconhecimento ao trabalho desenvolvido.

Fórum premiou com troféus e certificados os Melhores do Biogás 2024, nas categorias Melhor Planta de Biogás; Melhor Profissional e Melhor Organização – Fotos: César Silvestro Fotografia
Na categoria Melhor Profissional, o primeiro lugar ficou com Marina Linck, seguido do segundo colocado Pedro Kohler; e de Christian Etzkorn, que conquistou a terceira posição.
Entre as organizações, a Archea Biogás foi eleita a Melhor Organização, enquanto a 3DI Engenharia LTDA ficou com o segundo lugar e a AWITE com o terceiro.
Já na categoria Planta/Unidade Geradora de Biogás, a premiação foi dividida por segmentos. A Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol) venceu como Melhor Planta na Indústria. Na categoria Pecuária, a Fazenda Trevisan foi a vencedora, e, no segmento de Saneamento, o reconhecimento foi para a unidade da CRVR localizada em Minas do Leão.
Espaço para conexões e inovação
O Fórum promoveu debates sobre temas como resiliência climática, potenciais do biogás, certificação verde, redução da emissão de gases de efeito estufa e geração de energia limpa a partir de resíduos orgânicos urbanos, industriais e agropecuários. Também buscou garantir a equidade de gênero nos painéis, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Além dos debates, a programação incluiu visitas técnicas a plantas produtoras de biogás nas cidades gaúchas de Vila Flores, Casca, Ibiraiaras, Estrela e Minas do Leão, com destaque para iniciativas de reaproveitamento de resíduos nos setores industrial e da pecuária.

A planta industrial da Folhito, em Estrela (RS), foi um dos roteiros da visita técnica: biogás é usado para gerar energia elétrica, energia térmica e utilizado como biometano na frota da empresa
Realizado anualmente de forma itinerante nos três estados do Sul, o Fórum oportuniza conexões e interação entre os diferentes elos da cadeia do biogás. “O evento conecta academia, centros de pesquisa e empresas que geram produtos ou serviços para as usinas. E essa tecnologia empregada no setor precisa constantemente de inovação, por isso que a universidade junto com as instituições de pesquisa vem aportar novas tendências e novas formas de produzir biogás”, expôs o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz.
Próxima edição será no Paraná
A próxima edição do FSBBB está confirmada para os dias 14 a 16 de abril de 2026, em Foz do Iguaçu (PR), cidade que sediou a primeira edição do evento no formato sul-brasileiro. O Paraná lidera em número de plantas de biogás no Brasil, com mais de 400 unidades geradoras entre as 1.365 cadastradas, conforme o Panorama do Biogás Brasil 2023. Já está aberto o lote zero para pré-inscrição da edição 2026 no site www.biogasebiometano.com.br. “Os nomes desta lista vão receber primeiro o convite para inscrições, com os menores preços para a próxima edição”, antecipa o diretor de Estratégias de Mercado do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), Felipe Souza Marques, que será o coordenador da edição de 2026.
Quem faz acontecer
O Fórum é realizado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS/RS), Embrapa Suínos e Aves e Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), com organização da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).
O evento teve patrocínio máster da Conveco, Grupo Energisa, Itaipu Binacional e Sulgás; patrocínio ouro da 3DI Biogás, Adicomp Brasil, Armatec Brasil, Brasuma, Galileo Tecnologia para Gás, Scania, UBE, Vogelsang Brasil e Volvo Penta; e apoio do CNPq/MCTI.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



