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Notícias Na pesquisa, no campo e na indústria

Fórum Nacional de Trigo debate impactos dos novos limites de DON

Realizado em Passo Fundo (RS), Fórum traz para o debate a resistência genética, o manejo no campo, o beneficiamento, a visão do moinho e os métodos de redução da micotoxina no trigo pela indústria

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O trigo é um dos alimentos mais consumidos na dieta humana, contribuindo com cerca de 20% das calorias diárias. Por isso, há uma legislação específica que controla os níveis para a micotoxina Desoxinivalenol (DON) no trigo e em outros grãos. Atualmente, está em vigor a Resolução nº 138 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os Limites Máximos Tolerados (LMT) para a presença da micotoxina em todos os pacotes de farinha e farelo de trigo, biscoitos e massas já estão em vigor desde 2012, mas foi a partir de 1º de janeiro de 2019 que os níveis ficaram mais restritivos para esse contaminante.

Para debater as estratégias de melhor controle de DON e os impactos na pesquisa, cadeia produtiva e na indústria de pães, biscoitos e massas, a Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale realiza no dia 2 de julho, em Passo Fundo,  o painel da Giberela – doença frequente nas lavouras de trigo no Sul do Brasil em anos de primavera chuvosa que eleva os níveis da micotoxina Desoxinivalenol. O painel acontece durante o Fórum Nacional de Trigo 2019, realizado pela Comissão, paralelamente à 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (RCBPTT), que acontece nos dias 3 e 4 de julho, no auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (FEAC) da Universidade de Passo Fundo (UPF).

O objetivo da legislação, que também está presente em outros países, é a proteção à saúde humana e animal. “A Anvisa exige que grãos e produtos à base de trigo, como farinha, farelo, alimentos infantis, pães, massas e biscoitos passem por análise laboratorial e restringiu os limites máximos de micotoxinas para 3000 ppb (partes por bilhão) para trigo em grão e 750 ppb para farinha de trigo e derivados. No entanto, os impactos da norma atingem toda a cadeia, podendo gerar perdas para os produtores e para a indústria em anos de alta incidência de Giberela”, comenta. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), a aquisição de trigos com limites de DON, até 3.000 ppb, geram perdas entre 7 a 10%, pois o resíduo não poderá ser reaproveitado.

Segundo o fitopalogista da Biotrigo Genética, Paulo Kuhnem, que participa do painel falando a visão da pesquisa sobre a norma e a busca pela resistência genética, o manejo para a adequação destes níveis de DON é a principal ferramenta do produtor. “Por não se dispor ainda de cultivares totalmente imunes é muito importante que produtores e assistência técnica estejam monitorando o desenvolvimento da cultura e as condições climáticas para realizar aplicações de fungicidas no florescimento e reduzir os teores de micotoxinas nos grãos colhidos”, comenta.

O painel também conta com a participação da pesquisadora da Embrapa Trigo, Casiane Salete Tibola, que falará sobre o beneficiamento e redução de DON e da supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi, que comentará a visão do moinho e métodos de redução de DON na indústria moageira.

13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale

Após o Fórum Nacional do Trigo, nos dias 3 e 4 de julho, a Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale promove 13ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, também na Universidade de Passo Fundo. No evento, pesquisadores de todo o país se reúnem em subcomissões técnicas para discutir os resultados e analisar as pesquisas desenvolvidas nas áreas de Ecologia, Fisiologia e Práticas Culturais; Fitopatologia; Entomologia; Melhoramento, Aptidão Industrial e Sementes; Solos e Nutrição Vegetal e Transferência de Tecnologia e Socioeconomia. A partir destes estudos será elaborado o livro com as Informações Técnicas para Trigo e Triticale – Safra 2019.

As inscrições para os dois eventos estão abertas até o dia 28 de junho e podem ser realizadas através de formulário disponível no site da Reunião do Trigo. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail reuniaodetrigo2019@fbeventos.com ou pelos telefones (54) 3327-2002 e (43) 3025-5223.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Internacional

Na Índia, ministra busca ampliar e diversificar comércio e cooperação

Está prevista assinatura de declaração conjunta para troca de experiências em saúde animal e melhoramento genético

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Divulgação/MAPA

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) inicia nesta quarta-feira (22) a agenda de compromissos na Índia com objetivo de ampliar e diversificar o comércio e a cooperação com o país asiático. Estão previstas reuniões com os ministros que tratam da agricultura e alimentação no país, além da participação em encontros empresariais.

No dia 24, a ministra se integra à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, quando participará da cerimônia de troca de atos e reunião com integrantes do governo local.

Tereza Cristina irá se encontrar com Harsimrat Kaur Badal (ministra do Processamento de Alimentos), Giriraj Singh (ministro da Pecuária, Pesca e Lácteos), Narendra Singh Tomar (ministros da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores) e Ram Vilas Paswan (ministro de Abastecimento, Alimentos e Distribuição Pública).

Está prevista a assinatura de uma declaração conjunta entre o Mapa e o Ministério da Pecuária, Pesca e Lácteos para cooperação em saúde animal e melhoramento genético. A cooperação, com duração de três anos, prevê que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá oferecer capacitação para técnicos indianos em fertilização in vitro e transferência de embriões, além de apoiar a instalação e operacionalização de um Centro de Excelência em Pecuária de Leite na Índia.

Um dos encontros empresariais tratará de parcerias entre os dois países na área de segurança alimentar, com a participação do setor privado brasileiro e indiano. Além de negociações para aumentar a oferta de produtos agropecuários brasileiros para o mercado indiano – que tem a segunda maior população do mundo (mais de 1,2 bilhão de pessoas), o modelo produtivo brasileiro, a qualidade dos produtos, status sanitário e a sustentabilidade da produção serão abordados.

Oportunidades na área de energia é o tema de outra agenda com empresários. A ministra participará ao lado do ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Uma das pautas é o apoio do Brasil para o aumento da produção de etanol na Índia.

No dia 27, último dia da agenda naquele país, Tereza Cristina estará na abertura do seminário India-Brazil Business Forum, que terá a presença do presidente Jair Bolsonaro e mais ministros brasileiros. O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em parceria com o governo e entidades empresariais indianas.

Cerca de 70 representantes de empresas brasileiras e de associações, de diversos setores, integram a missão. Desse total, há 16 empresas do agronegócio, como de carnes, frangos, suínos, etanol, algodão, feijão, pulses (lentilha e grão de bico) e cítricos. Eles terão a oportunidade de fazer visitas técnicas e conhecer empresários indianos, o que poderá facilitar a realização de futuros negócios entre os dois países.

Ao menos sete projetos setoriais de promoção de exportações desenvolvidos pela Apex-Brasil em parceria como setor privado tem hoje a Índia como mercado prioritário, entre os quais os de carnes suínas, frangos e ovos; suco de laranja; couros; alimento, acessórios médicos e cosméticos para animais e o de etanol e derivados.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participa do encontro, o mercado indiano já está aberto para o frango brasileiro, porém cobra tarifas de 30% para produtos inteiros, 100% para cortes de frangos e 27% para suínos.

Balança comercial

Em 2019, as exportações agropecuárias para a Índia somaram US$ 676 milhões. Os dez produtos agrícolas mais vendidos foram: óleo de soja (bruto), açúcar de cana (bruto), algodão, feijão seco, pimenta piper (seca ou triturada em pó), óleo essencial de laranja, óleos essenciais, maçãs (frescas), sucos e milho.

As importações resultaram em US$ 85 milhões no ano passado. Os produtos indianos mais comprados foram: óleos essenciais, cominho (semente), cebola, chocolate e preparações à base de cacau, sementes oleaginosas (com exceção da soja), ração para animais domésticos, óleos vegetais, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos, muciloginosos e espessantes e substâncias de animais para produtos farmacêuticos.

Fonte: MAPA
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Notícias PIB-Agro

Movimento de alta segue firme, com sustentação vinda da pecuária

PIB do ramo agrícola continuou pressionado especialmente pela queda dentro da porteira

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Arquivo/OP Rural

O PIB do agronegócio brasileiro cresceu 1,15% no acumulado de janeiro a outubro de 2019, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). Esse resultado segue atrelado à expressiva alta de 13,09% no ramo pecuário no acumulado de 2019, tendo em vista a queda de 3,24% no agrícola.

Segundo pesquisadores do Cepea, o PIB do ramo agrícola continuou pressionado especialmente pela queda dentro da porteira. A renda do segmento primário agrícola tem sido prejudicada por quedas de preços na comparação anual para diversos produtos (como algodão, café, mandioca, milho e soja) e pelo aumento dos custos de produção, apesar das boas safras de culturas como milho, algodão, laranja, banana e mandioca. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar da queda do PIB do segmento no período, houve melhora do cenário e crescimento em outubro. O bom resultado da agricultura em outubro, por sua vez, se deve aos avanços nos preços do milho e da soja e a um reajuste positivo expressivo realizado pela Conab para a produção anual de cana-de-açúcar.

Quanto ao ramo pecuário, seguindo a tendência dos meses anteriores, continuou crescendo significativamente, acumulando alta em todos os segmentos no período. Segundo pesquisadores do Cepea, a ocorrência da PSA em países asiáticos e o consequente forte aumento das importações chinesas de carnes suína, bovina e de aves têm favorecido as cadeias pecuárias brasileiras. Além de impulsionar os preços, o bom desempenho das exportações tem estimulado também a produção, dentro e fora da porteira. Como os casos da PSA foram duradouros até o final de 2019, os seus efeitos devem continuar impulsionando o PIB nos próximos meses.

Fonte: Cepea
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Notícias Gestão de Risco

Publicado zoneamento da soja para estados do Norte e Nordeste

Calendário de plantio nessas regiões tem início nos meses de março ou abril

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Paulo Pires/Divulgação

Foram publicadas no Diário Oficial da União de segunda-feira (20) as portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2019/2020, para a cultura da soja nos estados de Alagoas, do Amapá, de Roraima e Sergipe. O calendário de plantio nessas regiões tem início nos meses de março ou abril, período contrário ao recomendado em outras regiões produtoras do país.

O zoneamento agrícola da soja para Amapá e Roraima foi feito respeitando as áreas sem florestas, de cerrado e desmatamento até 2008. Com base no Projeto Prodes – monitoramento por satélite do desmatamento na Amazônia Legal –, a Embrapa verificou as áreas em que pode ocorrer o plantio, levando em conta áreas florestais e as normas do Código Florestal.

Alagoas e Sergipe se destacam pelo potencial para produção de soja, assim o Zarc foi renovado para safra que será semeada em 2020, o que confirma a aprovação do Mapa e da Embrapa para essa importante área de produção.

Fonte: MAPA
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