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Fórum de Genética destaca avanços e desafios do melhoramento genético na pecuária de corte

Durante o Universo Pecuária, especialistas e produtores debateram inovação, genômica e programas de avaliação que impulsionam a qualidade da carne e a eficiência dos rebanhos, conectando ciência e campo.

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Foto: Tamires de Moraes/AgroEffective

Durante a programação do Universo Pecuária, realizado na sexta-feira (07), o Palco de Inovação sediou o Fórum de Genética, que discutiu os avanços e desafios do melhoramento genético na pecuária de corte. O encontro abriu com a palestra “O Hologenoma e a Pecuária do Futuro”, ministrada pela médica-veterinária e pesquisadora da Embrapa Sudeste, Luciana Regitano, que abordou a evolução genética aplicada à produção de carne de excelência. A pesquisadora apresentou resultados de estudos sobre genomas e compartilhou uma visão sobre o papel da genética na pecuária do futuro.

Na sequência, o produtor rural Vinícius Lampert, da Agropecuária Girassol, apresentou a palestra “Desempenho de Rendimento Observado na Matriz”, em que compartilhou a experiência de desenvolvimento do seu rebanho de Brafords, destacando a importância da análise de dados, das estratégias de manejo e da integração entre genética e ambiente.

O Fórum também contou com o painel “Futuro dos Programas de Melhoramento Genético”. O primeiro a apresentar foi Gabriel Barros, representando a Associação Brasileira de Brangus, a Associação Brasileira de Angus e a Ultraback. Em sua explanação, abordou o melhoramento genético voltado à qualidade da carne, o panorama das raças no país e a parceria entre o Sebrae e a Associação Brasileira de Angus para fortalecer os programas de avaliação genética.

Em seguida, o presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Paulo Azambuja, apresentou os resultados da entidade, destacando o marco de 1 milhão de animais registrados e o desempenho do programa PampaPlus ao longo de sua trajetória.

Ao detalhar o funcionamento do PampaPlus, Azambuja explicou que o programa é focado no melhoramento genético para a produção de carne premium, com ênfase no índice real de carcaça e na parceria com o Sebrae. “A importância está em dois pontos fundamentais: o aumento do uso da genômica — especialmente entre produtores de genética, que disseminam esse material — e o incremento nas avaliações de ultrassonografia de carcaça. Esses dados são essenciais para avançarmos na qualidade da carne”, destacou.

O sócio-fundador do GenSys, Vanerlei Roso, apresentou os programas de melhoramento genético Conexão Delta G, Natura, Nelore e o sistema de certificado especial de identificação animal, ferramenta que concentra informações genéticas e produtivas. “Os criadores utilizam essas ferramentas para selecionar os melhores animais, substituindo os de menor desempenho. Usamos também programas de acasalamento dirigido, que indicam as melhores combinações — como o touro ideal para cada vaca —, permitindo evolução genética geração após geração”, explicou Roso.

Encerrando o encontro, a superintendente do Conselho Deliberativo Técnico da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), Sílvia Freitas, destacou o papel da entidade na qualificação dos rebanhos, com ações como a entrega de relatórios para acompanhamento de matrizes, sumário online, catálogo de remates e ferramentas de acasalamento. Ela ressaltou ainda a aproximação da associação com os criadores, buscando simplificar o acesso aos resultados e fortalecer o vínculo técnico: “Então as nossas principais ações que estão sendo mostradas aqui, os nossos principais projetos, a simplificação dos resultados do melhoramento genético, enquanto produtor rural, então esse é o nosso principal objetivo, simplificar tudo isso e aumentar o nosso número de usuários”.

Sílvia também apresentou as próximas ações da ANC e convidou o público para a Fenagen Promebo 2026, que será realizada de 1º a 4 de julho de 2026. Ao final, os painelistas responderam às dúvidas e debateram o tema, sob a moderação da presidente do Desenvolve Pecuária, Antônia Scalzilli. O Universo Pecuária é uma realização do Sindicato Rural de Lavras do Sul, com correalização de Cotrisul, Farsul, Senar, Sebrae e Prefeitura Municipal de Lavras do Sul, projeto e execução da SIA, e patrocínio de CEEE Equatorial, Banrisul, Sicredi, BRDE, Badesul e Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul.

Fonte: Assessoria AgroEffective

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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