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Forte alta de preço do boi em janeiro pode ter chegado ao limite

Movimento aparenta ter alcançado o seu limiar

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo tiveram uma forte valorização ao longo do mês de janeiro. Porém, para o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, esse movimento aparenta ter alcançado o seu limiar. “A margem apertada da agroindústria pode ser apontada como um fator chave para o entendimento desse cenário de exaustão do movimento de alta. Para que os frigoríficos possam ter condições de trabalhar com preços ainda mais robustos por parte dos pecuaristas, haveria necessidade de uma compensação no preço da carne no mercado doméstico, ou melhora dos preços de exportação. Mas nenhuma dessas possibilidades parece plausível neste momento”, sinaliza.

De modo geral, Iglesias ressalta que a oferta de gado permanece restrita e essa premissa deve se sustentar por pelo menos mais 40 dias, quando deve haver a entrada mais significativa de animais de pasto no mercado doméstico. “Esse fator deve seguir preponderante para a sustentação dos preços do boi”, afirma.

No mercado atacadista, os preços seguiram acomodados ao longo de todo o mês e a tendência de curto prazo oferece pouco espaço para reajustes dos preços em São Paulo. “A dificuldade de repasse do adicional de custo ao longo da cadeia produtiva é evidente, pois o consumidor médio permanece descapitalizado. Esse movimento remete a um maior consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, que causa um menor impacto na renda média”, pontua. Com esse cenário, ao longo do mês, o corte traseiro seguiu precificado a R$ 20,80 por quilo, a ponta de agulha a R$ 15,50 por quilo, e o corte dianteiro a R$ 15,50 por quilo.

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 28 de janeiro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 300,00 a arroba, contra R$ 271,00 a arroba em 30 de dezembro (subindo 10,7%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 254,00 a arroba (14,17%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 295,00 a arroba, ante R$ 265,00 a arroba, subindo 11,32%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 288,00 a arroba, ante R$ 254,00 a arroba (13,39%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 285,00 a arroba, contra R$ 248,00 a arroba (14,92%).

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 383,306 milhões em janeiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 25,553 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 85,065 mil toneladas, com média diária de 5,671 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.506,00.

Em relação a janeiro de 2020, houve perda de 0,04% no valor médio diário da exportação, ganho de 6,68% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,29% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS

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Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, avalia governo

Comércio restrito com o Irã e cenário internacional complexo sustentam avaliação de baixo impacto para a economia brasileira.

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Foto: Shutterstock

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

Foto: Jonathan Campos

Segundo Alckmin, a proposta de uma super tarifação enfrenta obstáculos práticos e políticos. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, afirmou.

O ministro destacou ainda que, até o momento, não houve a edição de uma ordem executiva pelo governo norte-americano que efetivamente imponha sanções ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ressalta.

Ao citar o comércio europeu com o país do Oriente Médio, Alckmin reforçou que a relação não é exclusiva de economias emergentes. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, explicou, complementando: “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”.

O vice-presidente também ressaltou o posicionamento histórico do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país não mantém

Foto: Claudio Neves

litígios e tem tradição diplomática pacífica. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, enfatizou.

Para Alckmin, o atual contexto internacional exige maior protagonismo brasileiro. Ele classificou o momento como delicado para o mundo, mas estratégico para o país. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, reforçou.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Drones ganham escala no campo e desafiam a hegemonia dos aviões agrícolas

Equipamentos já entregam o mesmo desempenho, com mais segurança e menor custo operacional.

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Foto: Lucas Fermin/SEED

A evolução tecnológica dos drones profissionais é tão notória que não se questiona mais se os drones substituirão os aviões agrícolas. A questão que se coloca agora é quando isso acontecerá. E a resposta pode ser surpreendente: os drones já são capazes de fazer o mesmo trabalho que os aviões de pulverização e a um custo muito mais baixo e de forma mais segura para as pessoas.

A última fronteira para os drones de pulverização são mesmo os aviões. Isso porque eles se tornaram mais vantajosos do que os métodos tradicionais no campo para aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos, como pulverização costal, equipamento e produtos carregados nas costas pelos trabalhadores, pulverização de arrasto feita por tratores e pulverização de autopropelidos, grandes máquinas agrícolas.

Mais do que a capacidade, que cresceu consideravelmente nos últimos anos, saindo de reservatórios de 20 litros para atuais que superam os 100 litros, o que permite aos drones competir em igualdade com os aviões é o chamado ‘voo em enxame’, que é a operação de mais de um equipamento ao mesmo tempo a partir de uma única estação de pilotagem. Dessa maneira, os drones podem trabalhar sobre uma área maior que antes era alcançada somente por aviões agrícolas. “A possibilidade de vários drones operarem como enxame de forma automática monitoradas por um piloto remoto apenas e dos avanços tecnológicos permitirem a operação em áreas maiores para a aplicação de defensivos vão garantir a supremacia das aeronaves remotamente pilotadas na agricultura”, afirma o engenheiro cartógrafo, Emerson Granemann.

De acordo com um estudo da ResearchAndMarkets, o setor de drones agrícolas vai crescer exponencialmente nos próximos anos. De um mercado de US$ 2,68 bilhões em 2024, vai saltar para US$ 80,94 bilhões em 2034, com um crescimento anual de 40,6% no período entre 2025 e 2034. No Brasil, calcula-se que existam 35 mil drones de pulverização em operação, em 2021 a estimativa era de 3 mil drones.

Fonte: Assessoria MundoGEO
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Poder de compra do produtor recua com queda das commodities e pressão cambial

IPCF sobe para 1,31 em dezembro, refletindo desvalorização agrícola, dólar mais forte e ajuste nos preços dos fertilizantes.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou dezembro em 1,31, acima dos 1,12 registrados em novembro, refletindo a combinação de fatores adversos no mercado agrícola e de insumos. O avanço do índice foi influenciado pela desvalorização das commodities agrícolas, pelas variações nos preços dos fertilizantes e pela valorização do dólar, que acumulou alta de 2% no período, impulsionada por incertezas políticas no cenário global e pelos indicadores econômicos mais recentes da economia doméstica.

Esse ambiente reforça a necessidade de monitoramento contínuo das variáveis internacionais, especialmente no que diz respeito ao enxofre, insumo estratégico para a cadeia de fosfatados, cujo equilíbrio entre oferta e demanda ainda não sinaliza uma normalização no curto prazo.

No mercado de commodities, os preços recuaram, em média, 0,8% em dezembro, movimento puxado principalmente pela soja, que caiu 2,3%, e pelo algodão, com retração de 2%. A desvalorização esteve associada à expectativa de uma safra elevada e ao avanço da colheita nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Cana-de-açúcar e milho apresentaram estabilidade no período, embora o milho continue sob pressão diante da perspectiva de uma safrinha robusta no Brasil.

Os fertilizantes, por sua vez, registraram recuo médio de 0,3%, em um cenário marcado por baixa liquidez e pressão de inventários, com destaque para a queda de 2% nos preços da ureia. Em sentido oposto, o superfosfato simples apresentou valorização de 3,8% e o cloreto de potássio avançou 2,6%, sustentados pela maior demanda associada aos requerimentos de safra e pelo aumento dos custos de produção.

No mercado interno, o foco permanece concentrado na colheita da soja e no início do plantio da safrinha, fatores que devem seguir influenciando a dinâmica de preços nos próximos meses. Já no cenário internacional, as cadeias de fosfatados continuam operando em um ambiente ajustado, impactado pela redução temporária das exportações chinesas. Ao mesmo tempo, os preços globais do enxofre seguem firmes, sustentados pela maior demanda de outros segmentos industriais, como o de baterias. Esse contexto adiciona pressão gradual aos custos de produção dos fertilizantes fosfatados, ainda que de forma administrada pelo mercado.

Ao longo de 2025, o IPCF registrou média anual de 1,18, refletindo um ano marcado por elevada volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos. Apesar desse ambiente desafiador, o índice demonstrou resiliência, evidenciando a capacidade de adaptação do setor às condições internacionais e a manutenção de um ambiente competitivo para o produtor brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com Mosaic
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