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Fomento à suinocultura viabiliza investimento de R$ 400 milhões para ampliar indústria no Mato Grosso do Sul
Com os novos investimentos viabilizados por meio do FCO e pelas cooperativas, a Aurora aumentará sua capacidade de abate de suínos em São Gabriel do Oeste. Atualmente, a unidade processa 3,2 mil suínos por dia e a expectativa é que esse número chegue a 5 mil.

O Governo do Estado assinou termo de acordo para concessão de incentivos fiscais à cooperativa Aurora, que vai investir R$ 400 milhões na ampliação de sua unidade em São Gabriel do Oeste, com projeto de expansão previsto para ser concluído até abril de 2026.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
A região já conta com a atuação de outras cooperativas, como a Alfa, Copérdia e Coasgo, que também têm investido no aumento da atividade de suinocultura em Mato Grosso do Sul.
“Para viabilizar essa expansão, foi necessário um forte investimento na suinocultura no Estado. Somente no ano de 2024, por meio do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste), foram destinados R$ 187,6 milhões, um recurso significativo voltado à produção de suínos. Esses investimentos viabilizados por meio de cooperativas como a Alfa e a Copérdia, são fundamentais para atender à crescente demanda da Cooperativa Aurora”, ressaltou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Com os novos investimentos viabilizados por meio do FCO e pelas cooperativas, a Aurora aumentará sua capacidade de abate de suínos em São Gabriel do Oeste. Atualmente, a unidade processa 3,2 mil suínos por dia e a expectativa é que esse número chegue a 5 mil.
O projeto de expansão está previsto para ser concluído até abril de 2026. O investimento total, considerando as fases 1 e 2, é estimado em aproximadamente R$ 400 milhões, focado exclusivamente na parte industrial, sem incluir investimentos realizados pelas cooperativas na produção de suínos.
“Além da ampliação da indústria, houve também um investimento significativo em infraestrutura de suporte. A Coasgo, por exemplo, recentemente finalizou a construção de uma fábrica de ração para atender à crescente demanda do sistema de produção em São Gabriel do Oeste”, acrescenta Verruck.
Atualmente, a unidade da Aurora na cidade gera 2.358 empregos diretos. Com a expansão da planta industrial, serão criadas mais de 800 novas vagas. Além de São Gabriel do Oeste, a ampliação beneficiará municípios vizinhos, como Rio Negro, Bandeirantes, Camapuã e Rio Verde, que já fornecem mão de obra para a unidade.
Cooperativas reforçam investimentos em Mato Grosso do Sul
O titular da Semadesc lembra também do pacote de R$ 1,1 bilhão em investimentos a serem realizados por cooperativas do Paraná em Mato Grosso do Sul e que foi anunciado em reunião da Ocepar, realizada em Cascavel (PR) no dia 12 de fevereiro. Segundo ele, o interesse do setor no Estado é resultado do Procoop (Programa Estadual de Desenvolvimento e Fortalecimento do Cooperativismo do Mato Grosso do Sul).
“No Paraná, durante das cooperativas no Paraná, a Ocepar, o governador Eduardo Riedel apresentou as potencialidades do Mato Grosso do Sul. Além disso, há uma série de investimentos sendo realizados por cooperativas locais, bem como a ampliação de outras cooperativas oriundas de estados como Santa Catarina. Agora, o Procop segue cumprindo seu objetivo de fomentar e apoiar o desenvolvimento do cooperativismo em Mato Grosso do Sul. As cooperativas, por sua vez, desempenham um papel essencial na agregação de valor à produção, na diversificação da base produtiva e na geração de empregos, contribuindo significativamente para o crescimento econômico do estado”, finalizou Jaime Verruck, da Semadesc.

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.





Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.
Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.