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Notícias Congresso Latino-Americano sobre o Solo

Florianópolis será a capital do estudo dos solos no Brasil

No evento também haverá estandes da Caravana Embrapa FertBrasil e da plataforma AgroTag.

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Foto: Divulgação/Embrapa

De 31 de julho a 04 de agosto será realizado, em Florianópolis (SC), o “Solos Floripa 2023”, evento que reúne o 23º Congresso Latino-Americano de Ciência do Solo (CLACS) e o 38º Congresso Brasileiro de Ciência do Solo (CBCS), com o tema “América Latina e a boa governança de seus solos e biomas: possibilidade ou utopia?”.

A Embrapa Solos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) responsável pelos estudos dos solos brasileiros, localizada no Rio de Janeiro-RJ, levará 23 cientistas da sua equipe, entre pesquisadores e analistas, que apresentarão seus trabalhos na forma de palestras, pôsteres, minicursos e vídeos, além de atendimento em estande. “O Congresso Brasileiro de Ciência do Solo (CBCS) é o maior evento que reúne a sociedade brasileira relacionada ao estudo e conhecimento do recurso solo e que, nesta edição, será realizado em conjunto com o Congresso Latino-Americano de Ciência do Solo. Uma oportunidade de ampliar conhecimento, trocar experiências e prospectar oportunidades de parcerias nacionais e internacionais”, ressalta Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin, chefe-geral da Embrapa Solos.

No evento também haverá estandes da Caravana Embrapa FertBrasil e da plataforma AgroTag, liderada pela Embrapa Meio Ambiente, centro de pesquisa localizado em Jaguariúna (SP).

Os temas tratados pelos especialistas da Embrapa Solos abrangerão levantamentos de dados de solos e protocolos, tecnologias disponíveis para mapeamentos, desenvolvimento de métodos inovadores de análise de atributos, estudos determinantes das medições ou determinações de solo e água em diferentes regiões, abordagens, métodos e escalas.

Os trabalhos reúnem estudos ligados a políticas públicas de abrangência nacional, como o Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos), o projeto Tecnologias para a cadeia de fertilizantes: eficiência, diversificação, processos industriais e sustentabilidade ambiental (Rede FertBrasil); além de outras ações em desenvolvimento, como Soluções digitais para criação, estimativa e divulgação de indicadores agro-socioambientais – Inteligência Estratégica para a Sustentabilidade da Agropecuária Nacional (IS_Agro) e o Levantamento de dados e mapeamento da erodibilidade do solo em escala nacional (dentro do GeoABC+).

Serão apresentados também levantamentos em escala estadual, estudos abrangendo o nível de carbono no Cerrado, avaliação, predição e mapeamento de água disponível nos solos e trabalhos com Biochar.

O livro infanto-juvenil “A casa da vida: eu sou um solo vivo”, premiado pela FAO, será mostrado ao público na forma de palestra e com atividades lúdicas.
Serão lançadas também duas publicações no estande da Embrapa Solos no evento: “Proposta de Atualização da 5ª Edição do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos ano 2023” (em formato PDF) e “Guia de Campo da 14ª Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos” (em formato ePUB), que percorreu Goiás e Tocantins, com 86 estudiosos, em 2022.

Caravana Embrapa FertBrasil

A Caravana Embrapa FertBrasil mobilizará especialistas durante o Congresso, com o intuito de promover intercâmbio de conhecimentos para o aumento da eficiência no uso de fertilizantes e de insumos para a nutrição de plantas.

“Com a Caravana Embrapa FertBrasil disponibilizamos informações de qualidade a lideranças, técnicos, consultores e multiplicadores que atuam nas diferentes cadeias produtivas, para que o Brasil adote as melhores tecnologias e aplique as técnicas adequadas de uso de fertilizantes. Trata-se de uma medida importante para que o país tenha condições de enfrentar situações de crise, além de contribuir para a sustentabilidade.” explicou a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Segundo a presidente, a Caravana vai abordar questões práticas e de impacto imediato, que, ao serem adotadas, poderão, junto com outras iniciativas do Plano Nacional de Fertilizantes, promover uma economia de até 20% no uso deste tipo de insumo agropecuário no Brasil, podendo resultar em até um bilhão de dólares de economia para o produtor rural brasileiro.

O Brasil atualmente consome cerca de 8,5% dos fertilizantes do mundo, ocupando a quarta posição no mercado internacional. China, Índia e Estados Unidos aparecem no topo da lista de consumo, mas são também grandes produtores mundiais de fertilizantes, diferente do Brasil, que importou em 2021 cerca de 89% das 43 milhões de toneladas consumidas na produção agrícola. No país, as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes. A Rússia é responsável por fornecer 25% dos fertilizantes para o Brasil. Junto com a Bielorrússia, chega a fornecer mais de 50% do potássio consumido pelo agricultor brasileiro anualmente.

Agrotag

No estande que representa a Embrapa ainda será apresentado o AgroTag, o primeiro aplicativo multitarefa da Embrapa voltado para coleta e análise de dados geoespaciais de campo.

A plataforma Agrotag é formada de app para dispositivos móveis (sistema Android), e sistema de mapas on-line em ambiente WebGis. Um dos grandes diferenciais da iniciativa Agrotag é que a coleta de dados se dá na forma de uma grande rede colaborativa (crowdsourcing), onde o usuário coleta dados e recebe informações importantes para seu uso, entre eles a gestão da propriedade.

Atualmente a plataforma Agrotag conta com 9 módulos, atendendo diferentes cadeias produtivas, sendo que um deles é aberto e totalmente acessível ao público em geral.

Fonte: Assessoria Embrapa Solos

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Notícias

Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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