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Suínos / Peixes Nutrição

Fitogênicos: Quais ganhos com o uso nas diferentes fases de produção de suínos

Uso de aditivos fitogênicos tem mostrado melhora no consumo de ração, na modulação da microbiota, na melhoria da digestibilidade dos alimentos e no equilíbrio da saúde intestinal

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Arquivo/OP Rural

 Artigo escrito por Vladimir Borges MV Sc, gerente Técnico Comercial para Suinos da Biomin LatAm

A suinocultura necessita se adaptar aos desafios sanitários, se manter rentável e produtiva. No cenário atual, outro fator que ganha destaque é a necessidade de um uso racional dos antibióticos, em especial a diminuição do uso dos mesmos como aditivos promotores de crescimento (APC). Isso se faz necessário para diminuir os problemas potenciais de criação de resistência bacteriana aos antibióticos, que não afetaria somente a saúde dos animais de produção, mas também teria reflexos na saúde humana e no meio ambiente. Essa diminuição do uso dos APCs e um uso mais prudente dos antibióticos abriu espaço para muitos aditivos nutricionais naturais, que buscam reduzir as perdas de produtividade e status de saúde causados pela sua retirada. Dentre esses aditivos temos um grupo especial chamado de fitogênicos. Nosso objetivo aqui é comentar alguns dos vários benefícios dos fitogênicos nas diferentes fases da produção de suínos.

Primeiramente, quando falamos em uma granja diminuir o uso de antibióticos, deve-se ter em conta que a mesma deve ser acompanhada de melhorias no manejo, ambiente, biosseguridade, bem-estar animal e programa de vacinação, entre outros. A nutrição e o uso aditivos naturais como os fitogênicos podem contribuir para esta mudança. Muitas vezes a melhor estratégia dependendo da sanidade do plantel será a associação do uso de diferentes aditivos e não o seu uso isolado.

O uso de aditivos fitogênicos, elaborados a partir de elementos da natureza, como óleos essenciais, especiarias ou extrato de plantas, tem mostrado melhora no consumo de ração, na modulação da microbiota, na melhoria da digestibilidade dos alimentos e no equilíbrio da saúde intestinal. Os fitogênicos podem ser administrados em qualquer etapa da vida dos suínos, sem contraindicações ou resíduos. Uma de suas principais ações está na melhora da palatabilidade da ração, o que contribui para o aumento do consumo de ração. Seu poder de ação também se estende ao controle de bactérias patogênicas, diminuição de inflamação do trato digestivo e proteção antioxidante, o que resulta em uma melhoria de desempenho com mais saúde.

Plantel de Reprodução

O principal benefício que se busca com o uso de fitogênicos na fase de reprodução é a melhoria no consumo de ração de lactação e, consequentemente, na maior produção de leite e diminuição das perdas de reservas corporais das matrizes. A melhoria na qualidade e quantidade de leite produzido irá ajudar no desenvolvimento dos leitões durante a lactação, com maior peso no desmame, resultando em melhoria do índice de quilos de leitões produzidos por fêmea/ano. Quando se utiliza os fitogênicos durante todo o ciclo reprodutivo (gestação, lactação e intervalo desmana cio) se nota também melhorias nos índices reprodutivos e no peso dos leitões ao nascimento. Atualmente as matrizes estão amamentando cada vez um número maior de leitões e se busca um plantel que tenha um menor número possível de fêmeas gordas ou magras demais. Garantir uma maximização do consumo durante a lactação tem se mostrado um fator importante para os planteis hiperprolíferos. Soma-se a isso o desafio de ter consumo quando nossos animais estão submetidos a temperaturas elevadas que provocam uma queda do consumo voluntário. Alguns fitogênicos têm a capacidade de contornar parcial ou totalmente essa dificuldade extra.

Leitões na fase de maternidade

A aplicação de fitogênicos nos leitões via oral nas primeiras horas de vida, após a ingestão do colostro, mostrou que auxilia no controle de diarreias bacterianas comuns nos primeiros dias de vida, devido ao seu efeito antimicrobiano pelos óleos essenciais, e, em especial do orégano, anis e citrus. Os benefícios encontrados são a diminuição da mortalidade e da diarreia pré-desmame, com melhoria de peso dos leitões ao desmame, em especial dos leitões com baixo peso ao nascer e filhos de primíparas. Outro ponto importante para salientar é que com uso de  aditivos naturais fitogênicos nos primeiros dias de vida evita a prática cada vez menos recomendada e condenável de uso de antibióticos de forma massal dos leitões ao nascimento, que terão uma ação de diminuição significativa das bactérias tanto patogênicas como as benéficas, o que resultará em um atraso na formação da população bacteriana intestinal dos leitões e, por consequência, um atraso na maturação do sistema imunológico ativo como pode ser visto na foto. Já os fitogênicos terão um papel positivo, pois estimulam a modulação da microbiota dos leitões, ou seja, de forma seletiva estimulam as bactérias benéficas e inibem as patogênicas.

Na fase de produção

Os benefícios dos fitogênicos na creche, crescimento e terminação têm mostrado melhorias no consumo de alimento, aumento na média de ganho de peso diário e uma melhora na conversão alimentar. Esses ganhos se devem ao seu efeito palatabilizante e também aos seus efeitos em nível de trato gastrointestinal, tais como a melhora na digestibilidade de nutrientes, em especial a proteína, modulação da microbiota, diminuição da inflamação no intestino e a maior proteção aos processos de oxidação. Todos esses efeitos irão ajudar na saúde intestinal e consequente na melhora da performance dos animais.

Resumindo, alguns fitogênicos têm se mostrado como uma excelente ferramenta para as diferentes fases da produção de suínos, melhorando a produção e a produtividade, bem como a geração de proteína animal como carne e derivados cada vez mais seguros e saudáveis, atendendo as demandas de um mercado consumidor cada vez mais esclarecido e exigente.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Segundo ABPA

Mercados Asiáticos e EUA fortalecem embarques de carne suína em 2020

Vendas para o mercado asiático foram principal destaque, representando 80% do total das exportações da suinocultura brasileira

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Arquivo/OP Rural

No ano em que as exportações brasileiras de carne suína registraram recorde histórico – com 1,02 milhão de toneladas (+36%), número já divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) – as vendas para o mercado asiático foram o principal destaque, representando 80% do total das exportações da suinocultura brasileira.

Ao todo, a Ásia importou 800,2 mil toneladas em 2020, volume que superou em 66,9% o desempenho registrado ao longo de 2019. A China, líder entre os países importadores (com 50,7% de participação das exportações totais do Brasil) foi destino de 513,5 mil toneladas, volume 106% superior ao exportado em 2019. Vietnã, com 40,3 mil toneladas (+198%), Cingapura, com 52,1 mil toneladas (+50%) e Japão, com 11,5 mil toneladas (+91%) também apresentaram alta nas vendas no ano passado.

Os países da África também se destacaram entre os destinos, com 60,9 mil toneladas (+5,3%). O mercado angolano é o maior destino da região, com 28,4 mil toneladas (+5,6%).

Para os destinos das Américas foram exportadas 128,1 mil toneladas (-5,9%). Os Estados Unidos importaram, no período, 7,9 mil toneladas (+30,4%).

“Os impactos da Peste Suína Africana na Ásia, que determinaram o ritmo das vendas de 2020, devem continuar a influenciar as vendas dos exportadores brasileiros no mercado internacional em 2021”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Conforme os levantamentos da ABPA, foram habilitadas 15 novas plantas exportadoras de carne suína, para destinos como Chile, Filipinas, Singapura, Vietnã e África do Sul.

Fonte: Assessoria ABPA
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Suínos / Peixes Segundo Cepea

Setor suinícola pode registrar mais um ano favorável

Para 2021, a expectativa é de que, mesmo com o custo de produção elevado, o balanço positivo se repita

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Arquivo/OP Rural

Apesar das dificuldades provocadas pela pandemia de covid-19, a suinocultura brasileira encerrou o ano de 2020 com preços, abate e embarques recordes. Para 2021, a expectativa é de que, mesmo com o custo de produção elevado, o balanço positivo se repita.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda externa por carne suína deve continuar firme, sustentada pelas compras chinesas, ao passo que a procura interna deve ser favorecida pela possível retomada econômica.

Os custos de produção, contudo, devem continuar sendo um grande gargalo ao setor em 2021. Isso porque os valores dos dois principais componentes da ração, o milho e o farelo de soja, devem se manter altos neste ano, tendo em vista as aquecidas demandas interna e externa por esses grãos.

Esse cenário tende a pressionar, por mais um ano, o poder de compra dos suinocultores.

Fonte: Cepea
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Suínos / Peixes Segundo ABPA

Exportações de carne suína confirmam recorde em 2020

Vendas internacionais de carne suína totalizaram 1,021 milhão de toneladas

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Arquivo/OP Rural

O resultado consolidado das exportações brasileiras de carne suína e de carne de frango confirmam as previsões feitas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para 2020.

As vendas internacionais de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 1,021 milhão de toneladas nos 12 meses, número 36,1% superior ao registrado em 2019, quando foram exportadas 750,3 mil toneladas.

A receita cambial das vendas chegou a US$ 2,270 bilhões, resultado 42,2% maior que o alcançado em 2019, com US$ 1,597 bilhão.

Em carne de frango, as vendas de 2020 alcançaram 4,230 milhões de toneladas, superando em 0,4% o total embarcado em 2019, com 4,214 milhões de toneladas.

A receita das exportações do ano chegou a US$ 6,123 bilhões, desempenho 12,5% menor em relação aos 12 meses de 2019, com 6,994 bilhões.

“Seja pelo recorde de exportações de suínos, superando 1 milhão de toneladas pela primeira vez na história, como pela alta nos embarques de aves, as projeções setoriais estabelecidas pela ABPA e confirmadas nas vendas finais reforçam o bom momento para o Brasil no mercado internacional, a despeito de um ano desafiador em todos os sentidos. A perspectiva é que o ritmo positivo se mantenha em 2021, com a esperada retomada econômica internacional”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Embarques de dezembro

As exportações de carne suína totalizaram 80,3 mil toneladas em dezembro, volume 5,6% maior em relação às 76 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2019.

Em receita, a alta é de 4,1%, com US$ 191,2 milhões no último mês de 2020, contra US$ 183,6 milhões em dezembro de 2019.

No mesmo período comparativo, as vendas de carne de frango chegaram a 380,8 mil toneladas, volume 2,8% menor em relação ao mesmo período de 2019, com 391,9 mil toneladas. A receita das exportações de dezembro chegou a US$ 579,6 milhões, número 8,9% menor em relação ao saldo do último mês de 2019, com US$ 636,1 milhões.

Fonte: Assessoria
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