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Suínos

Fitocomplexos na nutrição de suínos: inovação natural com potencial para saúde, desempenho e rentabilidade

Inovadores e sustentáveis, os fitocomplexos unem múltiplos compostos bioativos das plantas para fortalecer a saúde intestinal, imunidade e desempenho dos suínos, especialmente em fases desafiadoras como a creche.

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Fotos: Shutterstock

Foto: Divulgação/Trouw Nutrition

Artigo escrito por Gustavo de Amorim Rodrigues, zootecnista e nutricionista de Suínos da Trouw Nutrition no Brasil

Nos últimos anos, o uso de aditivos fitogênicos na nutrição animal tem ganhado destaque, especialmente pela crescente demanda por alternativas naturais em resposta à crescente demanda pelo uso responsável de antibióticos na produção animal. Dentro dessa categoria, os fitocomplexos despontam como uma tecnologia inovadora, oferecendo benefícios ampliados e multifuncionais para a saúde intestinal, a imunidade e o desempenho dos suínos, especialmente na fase crítica da creche.

O termo “fitogênico” designa uma ampla gama de aditivos vegetais aplicados na nutrição animal capazes de atuar como melhoradores de desempenho, palatabilizantes e influenciar respostas metabólicas e imunológicas. Esses produtos podem ser apresentados de forma isolada ou em blends, a partir de moléculas específicas, extratos ou óleos essenciais de plantas diferentes, e são frequentemente associados à ação antimicrobiana e à promoção da saúde intestinal.

Os fitocomplexos, embora pertencentes à classificação de aditivos de origem vegetal, se diferenciam por manter a matriz natural de substâncias bioativas presentes na planta, como flavonoides, alcaloides, terpenoides, entre outros compostos primários e secundários produzidos pelo metabolismo vegetal. Nesse contexto, o efeito benéfico não é resultado de uma molécula isolada, mas da interação entre múltiplos ativos, que podem atuar de forma complementar e sinérgica em diversos processos fisiológicos e imunológicos de forma integrada e multifatorial.

Enquanto alguns fitogênicos atuam principalmente por meio de compostos isolados com efeitos específicos, os fitocomplexos ampliam esse espectro, reunindo múltiplos ativos com propriedades complementares. Essa sinergia resulta em um efeito mais abrangente e multifacetado, atuando simultaneamente na digestão, na microbiota, na imunidade e na redução do estresse oxidativo.

Benefícios práticos dos fitocomplexos para suínos

A fase de creche é crítica na produção de suínos devido às mudanças nutricionais, sociais, fisiológicas e ambientais que os leitões enfrentam simultaneamente. Nesse período ocorre a transição do leite materno para dietas sólidas e do ambiente materno para o alojamento coletivo, enquanto o sistema digestivo e imunológico ainda não está plenamente maturado, criando uma janela de vulnerabilidade a distúrbios entéricos que afetam diretamente o desempenho produtivo.

Estudos indicam que os fitocomplexos podem contribuir com a integridade da mucosa intestinal, reduzindo a permeabilidade paracelular, promovendo a homeostase do ambiente intestinal, melhorando assim a absorção dos nutrientes e limitando a translocação bacteriana e a passagem de endotoxinas para a circulação sistêmica.

Paralelamente, estimulam mecanismos de defesa. Os fitocomplexos podem modular os mecanismos de defesa do animal, favorecendo a maturação da imunidade adaptativa e regulando respostas inflamatórias. Dessa forma, podem promover respostas mais eficientes do sistema imune, potencialmente aumentando a produção de imunoglobulinas e limitando inflamação excessiva e disfunção intestinal.

Além disso, atuam como antioxidantes naturais, pois em situações de desafio sanitário, o acúmulo de espécies reativas de oxigênio pode comprometer a integridade e função intestinal, bem como células do sistema imune. Os fitocomplexos podem potencialmente aumentar a atividade de enzimas antioxidantes endógenas, auxiliando na proteção do animal contra o estresse oxidativo e a preservar a função intestinal e imunológica. De forma geral, a utilização de fitocomplexos pode proporcionar:

• Melhoria da saúde intestinal e da integridade da mucosa

• Maior imunocompetência e modulação das respostas inflamatórias

• Maior resistência aos desafios fisiológicos e ambientais

• Redução da incidência de diarreias e outras desordens gastrointestinais

• Melhora no ganho de peso, consumo e conversão alimentar

Sinergia e complexidade

Foto: Ari Dias

A principal inovação dos fitocomplexos está na sua abordagem multifatorial e sinérgica. Enquanto fitogênicos podem focar em ações específicas, muitas vezes antimicrobianas, os fitocomplexos valorizam a interação entre vários compostos bioativos, que atuam em conjunto para modular múltiplos sistemas fisiológicos e imunológicos, potencialmente aumentando a resiliência do animal aos desafios fisiológicos e ambientais e contribuindo para a manutenção da saúde e do desempenho produtivo.

Essa visão está alinhada com as tendências globais que buscam soluções naturais, sustentáveis e eficientes para a produção animal. Um centro de inovação na Suíça reúne profissionais especializados em fitomedicina, agronomia e fitoquímica para explorar plantas ainda pouco utilizadas e aplicar novas metodologias em espécies conhecidas. As pesquisas envolvem triagem de plantas candidatas, análise de quimiotipos, modelagem biológica, desenvolvimento de protocolos de cultivo e definição de processos para transformar plantas em aditivos ou matérias-primas. O objetivo é identificar combinações ideais de bioativos e metabolitos secundários das plantas, visando apoiar de forma precisa e sustentável a saúde e o desempenho animal.

Conclusão

O uso de fitocomplexos representa um avanço significativo na nutrição animal, oferecendo uma ação complexa, multifatorial e sinérgica, que atua diretamente no animal para promover melhoria da saúde intestinal, imunocompetência e desempenho. Essa tecnologia inovadora é especialmente relevante para a fase crítica da creche, onde os desafios característicos dessa fase exigem soluções robustas que aumentem a resiliência dos animais aos desafios do sistema de produção.

Para produtores, profissionais da agroindústria e nutricionistas, os fitocomplexos representam uma estratégia eficiente e sustentável para maximizar a produtividade, o bem-estar animal e a eficiência de produção, integrando desempenho e responsabilidade ambiental.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: gustavo.rodrigues@trouwnutrition.com

Com distribuição nacional nas principais regiões produtoras do agro brasileiro, O Presente Rural – Suinocultura também está disponível em formato digital. O conteúdo completo pode ser acessado gratuitamente em PDF, na aba Edições Impressas do site.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Exportações sustentam desempenho da suinocultura brasileira no início de 2026

Embarques crescem mais de 14% e ajudam a equilibrar o setor, conforme análise da Consultoria Agro Itaú BBA, mesmo diante do aumento da oferta interna.

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Foto: Shutterstock

O início de 2026 registrou queda significativa nos preços do suíno, reflexo da expansão da produção observada ao longo do ano anterior. Mesmo com a pressão no mercado interno, o setor manteve resultados positivos, sustentado pelo bom desempenho das exportações e pelo controle nos custos de produção, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

As cotações do animal vivo em São Paulo apresentaram forte recuo no começo do ano, passando de R$ 8,90/kg em 1º de janeiro para R$ 6,90/kg em 9 de janeiro, queda de 23% no período. Com o ajuste, os preços retornaram a níveis próximos aos registrados no início de 2024 e ficaram abaixo do observado no começo do ano passado, quando o mercado apresentou maior firmeza nas cotações, com valorização a partir de fevereiro.

O avanço da produção de carne suína ao longo de 2025 foi impulsionado pelas margens favoráveis da atividade. A expectativa é de que esse ritmo tenha sido mantido no primeiro mês de 2026, embora os dados oficiais de abate ainda não tenham sido divulgados.

No mercado externo, o setor iniciou o ano com desempenho positivo. Os embarques de carne suína in natura somaram 100 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os principais destinos, destacaram-se Filipinas e Japão, responsáveis por 31% e 13% das exportações brasileiras no mês, respectivamente.

Mesmo com os custos de produção sob controle, a queda de 5% no preço do animal na comparação entre janeiro e dezembro resultou na redução do spread da atividade, que passou de 26% para 21%. Ainda assim, o resultado por cabeça terminada permaneceu em nível considerado satisfatório, com média de R$ 206.

No comércio internacional, o spread das exportações também apresentou recuo, influenciado pela redução de 0,8% no preço da carne suína in natura e pela valorização cambial. Com isso, o indicador convergiu para a média histórica de 40%, após registrar 42% no mês anterior.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Suínos

Brasil intensifica ações para ampliar reconhecimento internacional como país livre de Peste Suína Clássica

Estratégia envolve monitoramento epidemiológico e integração entre serviços veterinários e entidades do setor.

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Foto: Ari Dias

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética Suína (ABEGS) participaram, na última terça-feira (10), de reunião híbrida no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com foco no debate sobre a erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) no Brasil.

Foto: Divulgação/ABCS

O encontro ocorreu na sede do Mapa, em Brasília, no âmbito do Departamento de Saúde Animal (DSA), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e foi conduzido pelo diretor do DSA, Marcelo Motta.

Entre as prioridades debatidas estiveram as estratégias de intervenção nos municípios dos estados do Piauí e do Ceará que compõem a Zona Não Livre (ZnL) de PSC e que registraram ocorrência da doença nos últimos cinco anos, com o objetivo de erradicar a circulação viral.

A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, reforçou que a agenda foi positiva, com encaminhamentos concretos para a expansão da Zona Livre. Segundo ela, as equipes do DSA/Mapa irão atuar, em conjunto com os Serviços Veterinários Estaduais, na realização de inquéritos soroepidemiológicos para avaliação da circulação viral. “Diversos estados que integram a Zona Não Livre têm a perspectiva de, até 2028, apresentar o pleito de reconhecimento internacional à Organização Mundial de Saúde Animal, avançando no Plano Brasil Livre de PSC”, afirmou.

Para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, o avanço sanitário é decisivo tanto para o crescimento sustentável da suinocultura brasileira

Diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke: “Alguns mercados estratégicos exigem que o Brasil seja reconhecido como livre de Peste Suína Clássica para autorizar a importação de material genético” – Foto: Divulgação/ABCS

quanto para a abertura de novos mercados internacionais, especialmente para a exportação de material genético. “Alguns mercados estratégicos exigem que o Brasil seja reconhecido como livre de Peste Suína Clássica para autorizar a importação de material genético. Por isso, avançar na erradicação da PSC é fundamental para ampliar o acesso a esses mercados, fortalecer a competitividade da genética suína nacional e consolidar, no cenário internacional, a qualidade da sanidade brasileira”, destacou.

Na avaliação das entidades, o alinhamento técnico e institucional entre o Mapa e o setor produtivo é decisivo para consolidar um ambiente sanitário seguro e competitivo para a cadeia suinícola. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforçou que a atuação integrada entre o poder público e a iniciativa privada é essencial para o sucesso do plano de erradicação da PSC. “O trabalho conduzido pelo MAPA, em diálogo permanente com o setor produtivo, é fundamental para avançarmos de forma segura na erradicação da PSC. A construção conjunta de soluções técnicas fortalece a defesa sanitária, dá previsibilidade ao produtor e preserva a credibilidade da suinocultura brasileira nos mercados nacional e internacional”, ressaltou.

Participaram da reunião, de forma online, representantes da ABEGS, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Embrapa Suínos e Aves e da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves). Presencialmente, estiveram presentes representantes da ABCS e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Fonte: Assessoria ABCS
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Show Rural

Show Rural exibe robô alimentador de suínos

Sistema analisa dados zootécnicos e comportamentais para reduzir perdas, ajustar ambiência e apoiar decisões rápidas nas granjas.

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Foto: Divulgação/Show Rural

O 38º Show Rural Coopavel destaca a suinocultura em um pavilhão repleto de inovações que prometem revolucionar a gestão de granjas. A principal atração é a demonstração de um robô alimentador de suínos, uma tecnologia de ponta que integra inteligência artificial e visão computacional para otimizar a produção.

O supervisor de Fomento de Suínos da Coopavel, Gustavo Bernart, ressalta a importância do equipamento. “Esse robô não apenas monitora o consumo de ração nas baias, mas também realiza a pesagem automática dos animais por meio de câmeras. Isso permite uma melhor conversão alimentar e padroniza o peso para a indústria”, ressalta.

Foto: Divulgação/Show Rural

Além disso, o sistema analisa o comportamento dos suínos, permitindo que o produtor, via smartphone ou tablet, tome decisões rápidas e eficazes, como identificar animais doentes ou ajustar a ambiência, reduzindo perdas e otimizando o manejo.

Além do robô, o pavilhão apresenta painéis controladores da qualidade da água, importante para a saúde dos animais e soluções avançadas em ambiência, que garantem o conforto térmico e o bem-estar dos suínos, resultando em melhor desempenho. “Muitas granjas ainda carecem de inovações em ambiência. Trouxemos tecnologias que tornam esse aspecto mais atrativo e eficiente para o produtor”, comenta Bernart.

A receptividade do público tem sido muito boa. “Produtores e até mesmo empresários de outros setores demonstram grande interesse em entender o potencial de investimento e as práticas inovadoras da suinocultura”, expôs.

Como funciona?

O robô faz todo o acompanhamento de consumo de ração nas baias, determinado pela própria Coopavel para a parte de consumo de ração e estímulo dos animais. É dotado de câmeras que fazem a leitura de indicadores importantes sobre a saúde do animal. Isso ajuda tanto no processo para fazer uma melhor conversão alimentar quanto até para a indústria em trazer os animais com um peso padrão. Além disso faz outra leitura, do comportamento desse animal.

O produtor numa tela de celular ou num tablet consegue ver tanto o consumo de ração, peso dos animais e comportamento, fazendo com que ele tome uma ação mais rápida num tratamento mais efetivo, melhorando a ambiência. “Então tudo isso é uma inovação dentro do Show Rural”, menciona Bernart.

Há ainda painéis controladores de qualidade de água oferecida aos animais.

Fonte: Assessoria Show Rural
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