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Fish Expo Brasil reunirá tecnologia de ponta e as principais empresas do setor de pescados
“O Brasil pode transformar o pescado em alimento popular e fazer do País o maior exportador do mundo, competindo com os atuais players com vantagem”

O International Fish Congress & Fish Expo Brasil chega no Brasil com o objetivo de reunir a cadeia do pescado de 17 a 19 de setembro em Foz do Iguaçu, PR. Com o lema “Do mundo das águas ao universo do consumo” o evento conseguiu um feito inédito de reunir as principais entidades do setor ABIPESCA – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PEIXEBR, SINDIPI – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, ABRAPES – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal. As discussões têm o apoio da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e MAPA através da Secretaria da Aquicultura e Pesca.
O evento internacional que reúne congresso e feira de negócios tem como foco empresas e empresários de pequeno, médio e grande porte, pesquisadores, estudantes, investidores, aquicultores, cooperativistas, pescadores e representantes de toda a cadeia produtiva do pescado, desde o campo até a mesa. O IFC vai contar ainda com rodadas de negócios e com a presença de representantes dos principais países compradores, produtores e competidores do mercado global de pescados que movimenta mais de 110 bilhões de dólares e é o principal item da pauta de exportações significando 60% comercio de proteína animal no mundo. Hoje os 10 maiores exportadores são: China, Noruega, Vietnã, Tailândia, Estados Unidos, Chile, Índia, Dinamarca, Holanda e Canadá, que juntas exportaram 37,6 milhões de toneladas (22% do total), obtendo faturamento de 78 bilhões de dólares (53% do total).
A primeira edição da feira de negócios Fish Expo Brasil vai reunir os principais fornecedores de tecnologia, nutrição, equipamentos e sanidade do segmento explica a Diretora Executiva Eliana Panty “O Brasil é um dos países com um dos maiores potenciais do mundo na produção de pescados, especialmente através da aquicultura. A FAO estima que o país tem condições de produzir 20 milhões de ton/ano. Hoje produz 1,4 milhões de toneladas. Ou seja, temos muito por crescer. E isso deve acontecer de maneira muito tecnificada, principalmente através do modelo cooperativado, como está acontecendo no Paraná, com muito sucesso”.
A Executiva Eliana Panty cita ainda que o Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo (13%). Possui 10 milhões de há de lâmina d’água represadas, uma costa marítima de 8,4 mil km de extensão, espécies nobres, clima favorável, matéria-prima em abundância para rações e aditivos. “O ambiente é favorável para isso. Segundo a FAO, o pescado é a proteína animal mais consumida no mundo, representando 35% do total. E é o principal item da pauta de exportações mundiais com 60% das proteínas animais exportadas. Oportunidade de ouro para o Brasil”.

Diretora Executiva Eliana Panty
Panty destaca ainda a oportunidade gerada para as empresas e a possiblidade de divulgação na Feira Fish Expo Brasil de pequenos negócios, sejam eles empresas de processamento, comercialização ou na aquicultura e pesca, desenvolvendo o espírito empreendedor dos participantes dos diversos elos da cadeia produtiva, oferecendo estandes à preços acessíveis e estande compartilháveis. E desta forma, fazer com que os participantes, sejam eles de micro, pequeno e médio empreendedor aquícola e pesqueiro, possam acessar investidores e conhecimento que possa colaborar com sua formação empresarial para que capacitados consigam melhor acesso ao mercado, e a serviços financeiros, por exemplo, e principalmente que a feira de negócios possa ser a ferramenta para aproximá-los da tecnologia e da inovação dos negócios, tão necessários para seu crescimento.
Parcerias de apoios
A Comissão Organizadora do evento firmou parcerias importantes e significativas com as principais entidades de desenvolvimento regionais, instituições de ensino e associações focadas no desenvolvimento da cadeia do pescado como MAPA através da Secretaria de Pesca e Aquicultura, Abipesca, ABRAPES e ABPA, além de pequenos empreendedores do setor que compõem a associação de desenvolvimento Fundação Terra, EMATER, e pequenas industrias de beneficiamento do pescado do estado do Paraná, como negócio local. Além da participação efetiva da Copacol e CVale que são cooperativas que estão oportunizando uma nova fonte de renda para os agricultores familiares, através da piscicultura.
Buscamos ainda instituições financeiras como BRDE, BNDES, Banco do Brasil e CRESOL que estarão disponibilizando financiamentos, durante o evento, para empresas e produtores como para reforma, adequação e/ou ampliação de viveiros, contemplando a recuperação de taludes, fundos de viveiros, sistemas de abastecimento e escoamento e ampliação da área de viveiros; aquisição e instalação de aeradores, comedouros automáticos, kits, equipamentos para análise de águas e medição de parâmetros de segurança alimentar, redes e tralha de pesca, bem como outros itens necessários, de acordo com o projeto técnico; compra de alevinos, para o primeiro povoamento e aquisição de ração que garanta boas taxas de conversão alimentar e de ganho de peso dos peixes.
“O evento tem por objetivo reunir todos os elos da cadeia produtiva de pescados em um só tempo e lugar, e desta forma criar um ambiente positivo para os diferentes atores se conhecerem melhor, estreitarem relações, reconhecerem suas dificuldades e assim debaterem temas relevantes para o desenvolvimento do conjunto da cadeia, sejam de caráter institucional, regulatório ou tecnológico” destaca Altemir Gregolin – Consultor e Ex. Ministro da Pesca, presidente do evento. O objetivo também é apresentar CASES de sucesso em diversas áreas, e ao mesmo tempo, através da FISH EXPO BRASIL, expor novas tecnologias e estreitar as relações entre quem oferta e quem demanda tecnologias e serviços.
Eventos neste formato já ocorrem com sucesso nos segmentos de frango, suínos e leite a mais de uma década e tem sido fundamentais para o aprofundamento das relações entre os elos da cadeia e a busca de soluções para superação dos entraves ao seu desenvolvimento. Não há no Brasil nenhum evento desta natureza de cadeia produtiva. Por isso o IFC vai reunir a Pesca e Aquicultura e o conjunto da cadeia do pescado, incluindo a produção, indústria, mercado e serviços, que é o que o IFC pretende fazer.
International Fish Congress
Com o lema “Das águas ao consumo” o evento tem o apoio das principais entidades do setor ABIPESCA – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PEIXEBR – Associação Brasileira da Piscicultura, SINDIPI – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, ABRAPES – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal,CNA/SENAR e ABRAS – Associação Brasileira de Supermercadistas. As discussões têm o apoio da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e MAPA através da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estão ainda BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, ADAPAR e EMATER. O evento tem ainda o apoio científico da UNILA, UNIOESTE, UFFS, UNIVALI e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol.

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O que está sustentando a alta do milho mesmo com a chegada da safra
Oferta restrita, expectativa de melhores preços nas exportações e postura cautelosa dos vendedores mantêm as cotações do cereal em alta.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra em todas as regiões produtoras, o mercado brasileiro de milho continua registrando oferta restrita, cenário que tem sustentado a alta dos preços em diversas praças do país.

Foto: Shutterstock
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, embora os trabalhos de campo avancem, a média nacional da área colhida ainda está abaixo da observada nas temporadas anteriores. Além disso, muitos produtores têm adiado novas negociações, aguardando uma valorização maior do cereal.
Segundo os pesquisadores do Cepea, a estratégia é influenciada pelo comportamento do mercado internacional. A alta das cotações externas pode elevar a paridade de exportação, tornando as vendas ao mercado externo mais atrativas e fortalecendo os preços no mercado doméstico.

Foto: Gilson Abreu
Como resultado, as cotações do milho avançaram em boa parte das regiões monitoradas pelo Cepea nos últimos dias.
Compradores recorrem aos estoques
Enquanto os vendedores reduzem o ritmo de comercialização, os consumidores adotam uma postura mais cautelosa. De acordo com o Cepea, muitas indústrias e demais compradores têm priorizado o consumo dos estoques disponíveis, evitando novas aquisições no mercado.
A expectativa desses agentes é de que o aumento do volume colhido nas

Foto: Gilson Abreu
próximas semanas amplie a oferta e pressione os preços. Outro fator considerado é a necessidade de parte dos produtores comercializar a produção para liberar espaço nos armazéns ou reforçar o caixa, movimento que pode aumentar a disponibilidade de milho no mercado interno.
Nesse cenário, o mercado segue dividido entre a estratégia dos produtores, que apostam em preços mais altos impulsionados pelo mercado externo, e a expectativa dos compradores de que o avanço da colheita aumente a oferta e contribua para uma acomodação das cotações.
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Tensões no Oriente Médio e risco de El Niño elevam preços da soja no mercado brasileiro
Alta do petróleo, valorização dos prêmios de exportação e expectativa de impactos climáticos na safra 2026/27 fortalecem as cotações da oleaginosa e alteram o comportamento de compradores e vendedores.

As cotações da soja voltaram a ganhar força no mercado brasileiro, impulsionadas por uma combinação de fatores externos e internos. O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo, somou-se à valorização dos prêmios de exportação e ao aumento da demanda pela soja brasileira, sustentando os preços no mercado spot, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Foto: R.R.Rufino
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento observado no Brasil acompanha o cenário internacional. A valorização do petróleo tende a dar suporte às cotações da soja, especialmente em razão da relação entre a oleaginosa e a produção de biocombustíveis, além de influenciar as expectativas dos agentes que atuam no mercado global de commodities.
No mercado doméstico, a demanda aquecida pela soja brasileira também contribuiu para a elevação dos preços. Outro fator relevante foi o fortalecimento dos prêmios de exportação, que aumentam a competitividade do produto nacional e reforçam a remuneração dos vendedores.

Foto: Divulgação
Além do cenário geopolítico, o mercado acompanha com atenção as previsões climáticas para a próxima safra. A expectativa de intensificação do fenômeno El Niño ao longo do ciclo 2026/27 ampliou as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção mundial da oleaginosa.
Segundo o Cepea, esse ambiente de incerteza já influencia as estratégias de comercialização. Parte dos consumidores tem antecipado compras para reduzir o risco de enfrentar preços mais elevados ou dificuldades de abastecimento caso ocorram problemas climáticos durante o desenvolvimento da safra.
Ao mesmo tempo, produtores e demais vendedores vêm restringindo a oferta de grandes volumes no mercado, aguardando condições consideradas mais favoráveis para a comercialização.
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Cooperativas respondem por 27,4% das exportações de Santa Catarina
Receita com vendas internacionais superou US$ 2,18 bilhões em 2025, impulsionada principalmente pelas exportações de carnes de aves e suínos.

Maior produtor e exportador de carne suína e segundo maior produtor e exportador de carne de frango Brasil, Santa Catarina tem no cooperativismo um dos pilares de sua força no mercado internacional. Em 2025, as cooperativas agropecuárias catarinenses foram responsáveis por 27,45% do valor total exportado pelo estado, com uma receita que superou os US$ 2,18 bilhões. Em volume, 17,9% das exportações catarinenses são oriundas do cooperativismo agropecuário.

Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc): “Santa Catarina é referência internacional em produção de alimentos, e o cooperativismo tem papel fundamental na conquista deste posto”
“Santa Catarina é referência internacional em produção de alimentos, e o cooperativismo tem papel fundamental na conquista deste posto. Os resultados das exportações são reflexo da capacidade do cooperativismo de gerar desenvolvimento econômico aliado à organização produtiva e à competitividade global. Levamos qualidade, eficiência e confiança aos mercados mais exigentes do mundo sem perder sua essência colaborativa”, afirma o presidente do Sistema Ocesc, Vanir Zanatta.
Além da forte participação no volume e valor exportado, as cooperativas respondem por cerca de 39% dos embarques de suínos e aves realizados por Santa Catarina. A proteína animal lidera a pauta exportadora das cooperativas catarinenses, com participação de 76,59% no valor total comercializado internacionalmente. No ano passado, o segmento movimentou R$ 9,18 bilhões e embarcou mais de 717 mil toneladas de proteína.
Na sequência aparecem os cereais in natura, responsáveis por 22,29% das exportações em valor, o equivalente a R$ 2,67 bilhões, e mais de 1 milhão de toneladas exportadas.
Perfil das exportações
O perfil das exportações demonstra a força das cadeias produtivas ligadas ao agronegócio. Embora a proteína animal concentre a maior participação financeira das exportações, os embarques internacionais também abrangem segmentos como cereais, fertilizantes, sementes, frutas e derivados e produtos lácteos.

Foto: Claudio Neves
Em volume, os cereais in natura lideram os embarques realizados pelas cooperativas, respondendo por 56,7% do total exportado em toneladas. Os fertilizantes representam 1,46% do volume comercializado internacionalmente, enquanto sementes cereais alcançam 1,08%. Frutas e derivados, leite e derivados e cereais processados complementam a pauta exportadora cooperativista.
A presença internacional alcança diferentes continentes e mercados estratégicos. O Oriente Médio lidera entre os destinos das exportações cooperativistas de SC, concentrando 14% dos embarques. Na sequência aparecem Japão e África, ambos com 12%, além de China, América Centro-Sul e Ásia, cada um com participação de 11%. A América do Norte representa 10% das exportações cooperativistas, enquanto Hong Kong e Coreia do Sul somam 5% cada. Também fazem parte dos mercados atendidos Cingapura e Pacífico (4%), Eurásia (3%) e Europa (2%).
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.



