Bovinos / Grãos / Máquinas
Financiamentos para pecuária leiteira ultrapassam R$ 164 milhões em um ano no Paraná
Recursos liberados pelo BRDE superam média histórica e reforçam modernização e expansão da cadeia leiteira no Estado.

Com linhas específicas e condições diferenciadas para o segmento, incluindo operações com juro subsidiado, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) direcionou R$ 164,5 milhões a 1.627 contratos de financiamento para a pecuária leiteira paranaense nos últimos 12 meses. O volume representa um patamar 84% superior à média anual registrada nos últimos cinco anos e reforça uma aceleração dos investimentos em criação e beneficiamento do leite no Estado. Desde 2021, as operações de crédito do BRDE para essa cadeia produtiva somam R$ 471,3 milhões.
O movimento acompanha a fase de expansão do setor no país. Em 2025, a produção brasileira registrou crescimento estimado de 7,2% em relação ao ano anterior, com impactos diretos sobre a oferta e sobre o ambiente de mercado para 2026, de acordo com análise da Embrapa. No recorte estadual, o Paraná detém a segunda posição no ranking nacional e responde por quase 13% do total produzido, conforme dados oficiais organizados a partir de estatísticas do IBGE.

Foto: Fernando Dias
Além das linhas tradicionais de financiamento, produtores e agroindústrias do setor também podem acessar operações por meio do Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em abril de 2021, com juros subsidiados para incentivar investimentos, modernização e ganho de competitividade no campo.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, o avanço do crédito reflete uma mudança de perfil na atividade. Segundo ele, a pecuária leiteira do Paraná busca cada vez mais qualidade de gestão e de produto, mais tecnologia e uma preocupação crescente com eficiência e previsibilidade. “O papel do BRDE é dar escala a esse salto, com financiamento de longo prazo e foco em produtividade, sustentabilidade e renda no campo. Esses ganhos de produtividade ajudam a reduzir custos e ampliam a capacidade de competir, inclusive no mercado externo”, afirma.
Entre os produtores atendidos pelo BRDE está Marius Bronkhorst, de Arapoti, nos Campos Gerais. Ele iniciou a atividade leiteira em 1982 com 20 vacas e, ao longo de quatro décadas, ampliou a estrutura até alcançar 600 vacas em lactação e uma produção diária de 18 mil litros. Há cerca de 15 anos, acessou uma linha de crédito do BRDE, com juros de 2,5% ao ano, que possibilitou modernizar a propriedade, investir em confinamento total do rebanho e em tecnologias de ordenha e monitoramento. A produção saltou de 6 mil para 18 mil litros por dia, com expectativa de atingir 7 milhões de litros no ano.
“Antes do apoio do BRDE conseguíamos viver bem, mas era sem estrutura e perspectiva de crescimento. Com o crédito, passamos a crescer de forma gradativa e sustentável, com ganhos na produção e na satisfação dos funcionários”, diz Bronkhorst.
Além das operações voltadas à produção primária, o banco também fechou 25 contratos direcionados ao beneficiamento e à industrialização do leite nos últimos cinco anos, com R$ 59 milhões em recursos. A avaliação do BRDE é que essa segunda frente — agregação de valor, qualidade industrial e logística — é decisiva para sustentar o ciclo de investimentos na fazenda e melhorar a resiliência do setor em momentos de oscilação de preços.
Regiões

Foto: Shutterstock
Dentro do Estado, as mesorregiões Centro-Sul Paranaense e Sudoeste Paranaense concentram mais de 50% dos contratos firmados pela Agência Paraná do BRDE. A maior parte das operações é voltada à criação de bovinos para produção de leite, e 99,44% dos financiamentos têm como beneficiários produtores rurais.
O diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, observa que a capilaridade do crédito ajuda a explicar a consistência do avanço. “Não se trata apenas de financiar uma compra pontual. O que vemos é um ciclo de modernização. Quando o investimento chega na ponta com condições adequadas, ele vira produtividade e estabilidade para a propriedade”, afirma.
A série histórica recente indica dois momentos de maior aceleração no crédito para o setor leiteiro. O primeiro ocorreu entre 2022 e 2023, quando o volume contratado passou de R$ 51,8 milhões para R$ 94,9 milhões. Um novo avanço foi registrado entre 2024 e 2025, com alta de R$ 100 milhões para R$ 150,7 milhões, o maior valor anual do período de cinco anos. Em 2026, apenas nos dois primeiros meses, já foram formalizados 246 contratos, que somam R$ 24,8 milhões.

Foto: Pablo Aqsenen/Adapar
O superintendente da Agência do BRDE no Paraná, Paulo Starke, avalia que os números traduzem uma mudança de patamar. “O que observamos é um movimento consistente de profissionalização da atividade leiteira. O produtor está investindo em tecnologia, eficiência e escala”, disse Starke. “E o crédito é um instrumento para viabilizar essa transição, especialmente quando combinado a mecanismos de juro subsidiado, que reduzem o custo financeiro do investimento e aceleram a adoção de tecnologia, permitindo ganho de produtividade e maior estabilidade econômica para as propriedades”, afirma.
Produtores interessados em acessar os recursos do Banco do Agricultor Paranaense devem procurar uma das cooperativas de crédito conveniadas ao BRDE. A lista completa de instituições está disponível no site do BRDE:
Projetos com valor acima de R$ 800 mil podem ser submetidos diretamente pelo internet banking do BRDE.
Confira as linhas de financiamento:
– Pronaf Mulher: juro zero
– Cooperativas da agricultura familiar: juro zero
– Agroindústria familiar: juro zero
– Produção, captação e armazenamento de água: juro zero
– Erva-mate, pinhão, seda, café, orgânicos, apicultura e horticultura: juro zero
– Turismo rural: juro zero
– Pecuária de corte e leite: juros de 1% a 4%
– Piscicultura: juros de 1% a 4%
– Projetos de energia renovável: juro zero para projetos de até R$ 500 mil. Acima desse valor, juros variam de 2% a 5,5%
– Biogás: juro zero para projetos de até R$ 2 milhões para pessoas físicas e de até R$ 20 milhões para CNPJs. Acima desses valores, juros de 5%
– Projetos de irrigação: juro zero para projetos de até R$ 1 milhão para pessoa física e de até R$ 4,5 milhões para pessoa jurídica. Acima desses valores, os juros variam de 3% a 5,5%
– Demais linhas do Pronaf: redução de cinco pontos percentuais nos financiamentos, cujas taxas variam de 8,5% e 10,5%, devendo ficar entre 3,5% e 5,5%.

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Sul busca ampliar exportações para fortalecer cadeia do leite
Lideranças discutem incentivos aos laticínios, defesa comercial e medidas para aumentar a competitividade do setor.

Os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva do leite foram tema de reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira (ALSB), realizada na tarde de segunda-feira (6), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em Florianópolis. O encontro, em formato híbrido, reuniu especialistas do setor lácteo, lideranças dos três Estados do Sul e representantes do Mato Grosso do Sul para discutir medidas voltadas à competitividade, à sanidade, à abertura de mercados e à proteção da produção.

O encontro, em formato híbrido, reuniu especialistas do setor lácteo, lideranças dos três Estados do Sul e representantes do Mato Grosso do Sul – Foto: Silvania Cuochinski/MB Comunicação
A programação foi conduzida pelo coordenador geral da Aliança Láctea, Ronei Volpi. A abertura contou com a participação do superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, que representou o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo; da representante da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, Daniela Cordeiro do Carmo; e do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios de Santa Catarina (Sindileite/SC) e coordenador do Conseleite/SC, Selvino Giesel. As lideranças destacaram a relevância da articulação institucional para fortalecer a cadeia leiteira e construir respostas conjuntas aos entraves enfrentados por produtores e indústrias.
Para Ronei Volpi, a reunião foi extremamente produtiva e reforçou dois eixos estratégicos para o setor. O primeiro é a abertura de novos mercados, com a possibilidade de exportação de produtos lácteos da Região Sul. O segundo envolve avanços nas questões sanitárias do rebanho leiteiro, especialmente no controle da brucelose e da tuberculose.
“Temos a expectativa de conseguir alavancar o setor leiteiro no Sul do Brasil. A atividade passa recorrentemente por crises, principalmente de preços, e, com essas ações, pretendemos reduzir a dependência de um mercado bastante incerto”, avaliou.
Gilmar Antônio Zanluchi ressaltou a importância dos temas tratados e a preocupação da Faesc com a busca de soluções para a cadeia leiteira. “Tive a oportunidade de representar o presidente José Zeferino Pedrozo em uma reunião com assuntos de alta relevância. Temos grande preocupação em dar sequência às soluções para a cadeia de lácteos, que é muito desafiadora junto ao produtor rural, à indústria e também na comercialização interna. Nossa expectativa é que, no futuro, possamos exportar produtos lácteos”, afirmou.
Exportação como alternativa estratégica
O consultor da ALSB, Airton Spies, apresentou atualizações sobre o Programa de Incentivo à Exportação de Leite pelo BRDE, estruturado para os três Estados da Região Sul. A proposta busca ampliar a presença dos lácteos brasileiros no mercado internacional e reduzir os impactos da crescente concorrência das importações.

Foto 06 – Lideranças ressaltaram a importância do encontro para discutir estratégias para fortalecer o setor – Foto: Silvania Cuochinski/MB Comunicação
Spies destacou que a região Sul responde por 41,1% do leite industrializado do país e possui produção muito superior ao consumo regional, o que exige a abertura de novos mercados. O elevado custo de produção e a forte concorrência internacional estão entre os principais desafios para ampliar as exportações.
Para enfrentar esse cenário, a Aliança Láctea propõe a criação de incentivos via BRDE, com recursos estaduais aportados pelo Codesul, destinados ao financiamento de projetos de laticínios interessados em exportar. O objetivo é viabilizar o envio de leite em pó, queijos, manteiga e gordura anidra aos portos, abrindo caminho para que a região Sul se consolide como exportadora de lácteos, a exemplo do que já ocorre com as cadeias de aves e suínos.
O plano foi apresentado aos governadores e às secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico dos três Estados em dezembro do ano passado e diversas ações já estão em andamento para sua implementação. Segundo Spies, a exportação representa um caminho estratégico para o crescimento sustentável da cadeia. Ao alcançar maior competitividade e aproximar os preços dos padrões internacionais, o setor poderá enfrentar a concorrência externa com mais eficiência, reduzir a instabilidade de preços aos produtores e atenuar crises recorrentes. A maior eficiência produtiva também pode contribuir para ampliar o acesso dos consumidores brasileiros a produtos mais competitivos e estimular o aumento do consumo per capita de leite, atualmente em torno de 180 litros por ano, para patamares próximos de 220 litros anuais.
Proteção à produção e agregação de valor
A secretária de Estado de Articulação Nacional de Santa Catarina e secretária do Codesul-SC, Vânia Oliveira Franco, destacou que a Aliança Láctea Sul Brasileira representa um espaço fundamental para a construção de soluções conjuntas voltadas a essa cadeia estratégica. Ela mencionou ações desenvolvidas em Santa Catarina para fortalecer o setor, entre elas o Programa Leite Bom SC e o decreto do governador Jorginho Mello que suspende a concessão de incentivos fiscais para a importação de leite e derivados em Santa Catarina, medida considerada importante para proteger a produção local diante de práticas de concorrência desleal.

Reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira ocorreu na sede da Faesc – Foto: Silvania Cuochinski/MB Comunicação
Além das ações emergenciais, Vânia defendeu que a cadeia leiteira avance em novas oportunidades de agregação de valor. Nesse contexto, apresentou a proposta de criação de uma estratégia voltada ao aproveitamento econômico do soro de leite e à produção de proteínas lácteas de alto valor agregado, especialmente o whey protein.
Vânia sugeriu, ainda, que a Aliança Láctea avance na realização de um estudo de viabilidade técnica, econômica e logística, com apoio do BRDE, para dimensionar o potencial regional, identificar investimentos necessários, avaliar modelos de governança e apontar alternativas de financiamento.
Antidumping e mercado futuro do leite
A atualização sobre o processo antidumping relacionado ao leite em pó importado foi apresentada por João Paulo Franco da Silveira, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O tema integra a agenda de defesa da produção nacional diante dos impactos provocados pelas importações e pela instabilidade de preços no mercado interno.
O Mercado Futuro do Leite foi outra pauta em destaque com explanação de Caio Toledo, da StoneX. Ele apresentou a nova ferramenta para lácteos da StoneX Leite Brasil, uma solução inédita no mercado nacional, que conta com apoio da CNA e parceria do Cepea. A iniciativa foi criada para auxiliar na gestão de riscos e na proteção de margens em um cenário global cada vez mais volátil.
Também integraram a programação temas como o Plano de Trabalho do Grupo de Sanidade, apresentado pelo presidente da Adapar, Otamir Martins, além de debates sobre políticas de proteção, competitividade, inovação e outras alternativas para fortalecer a cadeia produtiva.
Faesc comprometida com o setor leiteiro
O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, é defensor permanente de ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do leite. Ele destaca a relevância da Aliança Láctea Sul Brasileira como espaço de articulação regional, capaz de integrar lideranças, instituições e especialistas em torno de soluções para os desafios imediatos do setor e para a construção de uma agenda para fortalecer a cadeia produtiva do leite no Sul e no País.
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Expoleite encerra edição com público de 35 mil visitantes
Feira destacou tendências para o agronegócio, premiou produtores e reuniu cerca de 250 animais em julgamentos.

Entre os dias 2 e 4 de julho, 35 mil pessoas visitaram a 52ª Expoleite, feira agropecuária promovida anualmente pela Capal Cooperativa Agroindustrial, que consolidou-se como um dos principais palcos de debate macroeconômico, tendências de mercado e valorização do produtor rural na região dos Campos Gerais. A programação técnica deste ano uniu conhecimento prático e análises de mercado, além de atrações para toda família, com eventos musicais e gastronômicos.
O ciclo de palestras desta edição trouxe à tona discussões fundamentais para o planejamento das próximas safras. Um dos destaques foi a análise do economista Alexandre Mendonça de Barros, que traçou um panorama detalhado sobre a macroeconomia do mercado agrícola brasileiro e internacional, oferecendo informações estratégicas para os produtores em um cenário global dinâmico. Guilherme Cioccari, consultor da StoneX, falou sobre gestão de riscos e o mercado de grãos.

Foto: Stephanie Gobbi
Paralelamente, os desafios da comunicação no ambiente digital e a conexão do campo com a sociedade foram debatidos pelo produtor rural e influenciador Murilo Groth, cuja palestra reuniu um público expressivo e diversificado, formado por produtores rurais, estudantes e profissionais do setor. O tema também foi abordado pela palestrante Roberta Leite durante o Encontro de Suinocultores.
A programação da 52ª Expoleite contemplou outros segmentos da cadeia produtiva da Capal. Além do Encontro de Suinocultores, o evento promoveu o Encontro de Cafeicultores e abriu espaço para a difusão de tecnologias na agricultura por meio do campo experimental de cultivares de cevada.
A feira contou com a participação de aproximadamente 120 expositores que apresentaram novidades em maquinários, soluções agrícolas, nutrição animal e medicamentos. No âmbito social, o público desfrutou de um cardápio variado na praça de alimentação, onde restaurantes, lanchonetes e instituições beneficentes locais ofereceram diferentes opções gastronômicas.
É uma sensação de missão cumprida. A Capal fez e continua fazendo investimentos no Parque para receber toda a população, e é muito prazeroso ver os espaços cheios de visitantes conferindo as atrações da programação. Acreditamos que foi mais uma edição da Expoleite para entrar para a história, conta o presidente-executivo, Adilson Roberto Fuga.
Premiações
Além da difusão de conhecimento, a 52ª Expoleite também foi palco para o reconhecimento de cooperados que se destacam pela qualidade e eficiência na produção. Durante a Rodada Técnica Pecuária, a etapa Capal do Concurso de Silagem de Milho da Fundação ABC premiou os produtores com os melhores resultados na produção de silagem. O cooperado Marius Cornélis Bronkhorst conquistou a primeira e a segunda colocação da etapa.
O reconhecimento aos produtores também marcou o Prêmio Leite de Qualidade, que premiou cooperados do Paraná e de São Paulo com os melhores indicadores de qualidade do leite, considerando os resultados obtidos entre junho de 2025 e maio de 2026. A premiação contemplou oito categorias (quatro no Paraná e quatro em São Paulo), divididas por faixa de produção diária, com três produtores premiados em cada uma delas. A avaliação levou em conta critérios técnicos relacionados à sanidade e à qualidade da matéria-prima.
Gado holandês

Foto: Giovanna Santolin
A Expoleite é uma vitrine da excelência genética e do vigor do rebanho leiteiro dos Campos Gerais, região que se destaca como uma das principais bacias leiteiras do Brasil. Durante esta edição, a pista principal recebeu cerca de 250 animais que participaram dos julgamentos.
No campeonato da variedade Vermelho e Branco (HVB), o título de Grande Campeã ficou com CONSTENTATION LOLITA SWINGMAN, do produtor João Cornelio Los. Já na variedade Preto e Branco (HPB), a Grande Campeã foi ARM LETTI MITCHELL 99, de Armando Rabbers. Na classificação geral por pontuação, o cooperado da Capal Adriaan Frederik Kok foi reconhecido como Melhor Criador e Melhor Expositor nas duas variedades, HVB e HPB.
O jurado responsável pelas avaliações foi o canadense Mike West, natural de Ontário, e com vasta experiência em avaliações de exposições regionais, estaduais e internacionais. O julgamento realizado na Expoleite é credenciado junto à Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) e integra o Circuito Nacional da Raça Holandesa.
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Inscrições de animais da raça Holandesa para a Expointer seguem até 28 de julho
Criadores têm até o fim do mês para confirmar participação na exposição, que será realizada entre 29 de agosto e 6 de setembro, em Esteio (RS).

A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) abriu as inscrições de animais da raça Holandesa para a 49ª Expointer. Os criadores interessados em participar da feira têm até 28 de julho para realizar o cadastro junto à entidade.
O processo exige o envio de informações como número de registro e do brinco dos animais, datas de cobertura e do último parto, além do número de partos. A Expointer será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Foto: JM Alvarenga/Divulgação
A feira também marca a etapa obrigatória e decisiva do Circuito Exceleite, promovido pela Gadolando. A competição soma a pontuação obtida nos torneios leiteiros e nos julgamentos morfológicos realizados ao longo do ano no Rio Grande do Sul.
O presidente da Gadolando, Marcos Tang, afirma que a expectativa é de um encerramento em alto nível para o circuito e destaca a presença dos animais na programação da feira. “A Expointer é a festa magna da agropecuária. A razão de ser da Expointer são os animais. A raça Holandesa sempre fez bonito por meio de seus criadores e expositores, e não há de ser diferente nesta edição”, diz.
Durante visitas a propriedades do interior do Estado, Tang relata ter acompanhado animais que estão sendo preparados para a exposição. “Temos visto animais de alta qualidade. O produtor fez um trabalho magnífico e, por isso, as expectativas são muito boas tanto para o concurso morfológico quanto para os torneios de produção”, acrescenta.
No julgamento de pista, os exemplares são comparados de acordo com as características morfológicas e o padrão racial da Holandesa. Já os torneios leiteiros medem o desempenho produtivo dos animais. “Não se trata apenas de beleza racial. São animais que estão aí para produzir e produzem muito. A Holandesa é a raça que mais produz leite no mundo”, observa Tang.
O dirigente também cita as dificuldades enfrentadas pela cadeia leiteira nos últimos anos e a dedicação dos produtores que permaneceram na atividade. “O produtor que ficou na atividade sabe o que faz e produz com excelência. Nós tiramos o chapéu para esse criador”, reconhece.
Tang admite que a participação na Expointer exige investimentos em estrutura, equipe e logística, mas avalia que a exposição permite apresentar o trabalho genético desenvolvido nas propriedades. “É o melhor lugar para mostrar a genética e o trabalho que está sendo feito em casa. A Expointer reúne uma amostra da genética regional, estadual, nacional e, muitas vezes, internacional”, afirma.
A Gadolando informa que o prazo de inscrições não será prorrogado. Segundo Tang, a data limite considera o envio das informações à Secretaria da Agricultura e a preparação do catálogo oficial da feira. “Entendemos que o prazo é antecipado, mas não temos prerrogativa para prorrogá-lo. As inscrições precisam ser encaminhadas dentro do período estabelecido e não serão aceitas após 28 de julho”, alerta.




