Notícias Alívio para os pecuaristas
Fim do embargo de carne da China atende pleito da FAESP
Muitos produtores estavam enfrentando dificuldades de comercialização em decorrência da paralisação das vendas.

Fábio de Salles Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), salientou ter sido muito importante o fim do embargo da China à importação da carne brasileira, anunciado nesta quarta-feira (15). Muitos produtores estavam enfrentando dificuldades de comercialização em decorrência da paralisação das vendas.
“Por essa razão, mesmo reconhecendo os esforços do governo brasileiro, havíamos enviado ofício ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e ao das Relações Exteriores, pedindo esforço diplomático ainda maior para restabelecer os embarques ao país asiático, hoje o maior comprador da carne brasileira”, lembra Meirelles.
O fim do embargo representa um alívio para os pecuaristas, pois a demanda crescente dos chineses foi determinante para o investimento de muitos produtores brasileiros. Assim, seriam crescentes e significativos os prejuízos para o setor com a manutenção do embargo. Sua adoção foi responsável por acentuar a queda no preço dos animais de abate, considerando que o ambiente de especulação ganhou força e pressionou bastante os pecuaristas. Para que se tenha uma ideia do impacto, o preço da arroba do boi, por conta da suspensão das vendas, alcançou o patamar de R$ 265,00.
O presidente da FAESP comemora o fim do embargo e reitera que a medida foi desnecessária e descabida, pois os dois casos suspeitos de vaca louca que motivaram a paralisação das compras pelos chineses foram isolados e atípicos, acometendo animais velhos, que sequer haviam sido encaminhados à produção. O serviço veterinário oficial brasileiro constatou não haver quaisquer ameaças, diagnóstico corroborado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), que concluiu rapidamente relatório sobre a questão, enfatizando não haver risco algum no produto brasileiro.

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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027
Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock
Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.
A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.
A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.
O que é a PGPM?
A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.
As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
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Colheita de milho fica abaixo da média de 5 safras
Cepea aponta baixa liquidez no mercado spot e compradores aguardam maior oferta da segunda safra.

As cotações do milho continuam firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado spot segue com baixa liquidez, influenciado pelo ritmo das negociações entre vendedores e compradores.
De acordo com o Cepea, muitos produtores priorizam os trabalhos de campo neste período, enquanto os compradores permanecem cautelosos e aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta do cereal. As altas registradas nas cotações internacionais também contribuem para sustentar os preços no mercado interno.

O Centro de Pesquisas informa que, embora fossem esperadas quedas nas cotações durante o período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta de milho. A colheita da segunda safra segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, mas permanece abaixo da média das últimas cinco safras.
Outro fator apontado pelo Cepea é a valorização da soja, que levou parte dos produtores a priorizar a comercialização da oleaginosa, adiando as vendas de milho à espera de melhores oportunidades de mercado.
Para as próximas semanas, o Cepea destaca que a previsão de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão avaliar com maior precisão a produtividade da segunda safra, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso.
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SOMEVESC celebra 65 anos com homenagem a profissionais da medicina veterinária catarinense
Evento reuniu lideranças e representantes regionais, incluindo integrantes do Nucleovet, em Florianópolis.

Representando a medicina veterinária e a zootecnia do oeste catarinense, uma comitiva do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) participou, na última quinta-feira (09), em Florianópolis, da solenidade em homenagem aos 65 anos da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (SOMEVESC). A cerimônia ocorreu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reuniu representantes de entidades de classe, lideranças da profissão e médicos-veterinários de diferentes regiões do Estado para celebrar a trajetória da instituição.

A cerimônia ocorreu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reuniu representantes de entidades de classe, lideranças da profissão e médicos-veterinários de diferentes regiões do Estado para celebrar a trajetória da instituição
Integraram a comitiva a presidente do Nucleovet e vice-presidente da SOMEVESC, Aletéia Britto da Silveira Balestrin; o 1º secretário do Nucleovet, Nilson Sabino da Silva, que também representa a entidade como conselheiro eleito do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC); o segundo tesoureiro do Nucleovet, Evandro Gandini; o médico-veterinário Mauro Flores Polenz, integrante da diretoria da SOMEVESC e da diretoria eleita do CRMV-SC; o vice-presidente do conselho deliberativo do Nucleovet e homenageado da entidade na solenidade, Luis Carlos Farias, o zootecnista Lawrence Luvisa, conselheiro eleito do CRMV-SC e o médico-veterinário Lucas Piroca, integrante da diretoria da SOMEVESC.

Durante a solenidade, cada núcleo regional da SOMEVESC prestou homenagem a um profissional que contribuiu significativamente para o desenvolvimento da medicina veterinária em sua região. O Nucleovet indicou, por decisão unânime da diretoria executiva, o médico-veterinário Luis Carlos Farias
Segundo Aletéia, participar desse momento histórico representa reconhecer a importância da entidade para o fortalecimento da medicina veterinária catarinense. “A SOMEVESC completa 65 anos de uma trajetória marcada pela valorização dos profissionais, pela defesa da medicina veterinária e pelo incentivo ao desenvolvimento científico e técnico da nossa área. Para o Nucleovet é uma honra participar dessa celebração, representando os nossos associados e fortalecendo as entidades da classe”, destacou.

A cerimônia ocorreu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reuniu representantes de entidades de classe, lideranças da profissão e médicos-veterinários de diferentes regiões do Estado para celebrar a trajetória da instituição
Durante a solenidade, cada núcleo regional da SOMEVESC prestou homenagem a um profissional que contribuiu significativamente para o desenvolvimento da medicina veterinária em sua região. O Nucleovet indicou, por decisão unânime da diretoria executiva, o médico-veterinário Luis Carlos Farias, em reconhecimento à sua contribuição para a história da entidade.
“Farias participou ativamente da construção do Nucleovet desde seus primeiros anos. Foi presidente da entidade em duas oportunidades e continua sendo uma referência pelo espírito voluntário e pela dedicação permanente ao fortalecimento da instituição”, ressaltou Aletéia.

A cerimônia ocorreu na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e reuniu representantes de entidades de classe, lideranças da profissão e médicos-veterinários de diferentes regiões do Estado para celebrar a trajetória da instituição
A presidente da SOMEVESC Cristhiane Stecanella de Oliveira Cattani, destacou que os 65 anos da entidade representam uma trajetória construída pela união dos médicos-veterinários em prol do fortalecimento da profissão. Segundo ela, a SOMEVESC é uma instituição essencial para a valorização da medicina veterinária catarinense, incentivando a qualificação profissional, a integração da categoria e o desenvolvimento técnico-científico. Cristhiane também ressaltou o momento histórico de ser a primeira mulher a presidir a Sociedade, refletindo a crescente presença feminina em espaços de liderança da profissão.

Representando a medicina veterinária e a zootecnia do oeste catarinense, uma comitiva do Nucleovet participou em Florianópolis, da solenidade em homenagem aos 65 anos da SOMEVESC
Em seu pronunciamento, a presidente enfatizou que o trabalho dos médicos-veterinários foi decisivo para conquistas sanitárias que tornaram Santa Catarina referência nacional e internacional, como o reconhecimento de área livre da peste suína clássica e o controle da influenza aviária. Ela também reforçou a importância das entidades de classe, dos núcleos regionais e dos eventos científicos para fortalecer a categoria, destacando os 55 anos do Nucleovet como exemplo de compromisso com a qualificação profissional e o desenvolvimento da medicina veterinária catarinense.

Representando a medicina veterinária e a zootecnia do oeste catarinense, uma comitiva do Nucleovet participou em Florianópolis, da solenidade em homenagem aos 65 anos da SOMEVESC
Após a cerimônia na Alesc, ocorreu um coquetel de confraternização reunindo representantes dos núcleos regionais de todo o Estado. Na ocasião, também foi entregue uma placa comemorativa alusiva aos 65 anos da SOMEVESC, que posteriormente passará a integrar o acervo da entidade.
“Enquanto a SOMEVESC celebra seus 65 anos de história, o Nucleovet comemora 55 anos de atuação. São instituições que compartilham o mesmo propósito de fortalecer a medicina veterinária, a zootecnia e contribuir para o desenvolvimento da produção animal em Santa Catarina. Estar presente nesta homenagem é reconhecer essa trajetória construída por tantas pessoas que dedicaram seu tempo, conhecimento e trabalho voluntário em benefício da profissão”, conclui Aletéia.



