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FIDC Agro Paraná recebe R$ 261 milhões e inicia nova era do crédito rural no Estado

Instrumento inédito criado pelo Governo do Estado visa alavancar até R$ 2 bilhões em financiamentos para o agronegócio, com foco em inovação e infraestrutura no campo, em parceria com cooperativas e empresas integradoras.

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O Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná), primeiro instrumento de crédito rural criado por um governo estadual no Brasil, recebeu nesta terça-feira (17) o seu aporte inicial, no valor de R$ 261 milhões. A operação foi formalizada pela Fomento Paraná, instituição estadual responsável pela estruturação do fundo, em parceria com a cooperativa C.Vale e o Sicredi.

Fotos: Felipe Henschel

Criado pelo Governo do Estado e lançado em abril na B3, em São Paulo, o FIDC Agro Paraná visa alavancar até R$ 2 bilhões para o financiamento de projetos estruturantes no campo. A proposta é impulsionar o agronegócio com apoio direto ao cooperativismo, à modernização tecnológica e ao fortalecimento da renda em regiões produtoras.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o aporte inicial é um marco inédito para a agricultura paranaense e brasileira. “Pela primeira vez, um governo estadual lidera a criação de um fundo estruturado de crédito rural com gestão profissional e foco direto nos produtores. O FIDC Agro Paraná nasce com o objetivo de garantir financiamento acessível, com juros mais baixos que o Plano Safra e prazos de até dez anos para pagamento, permitindo que pequenos e médios produtores invistam em infraestrutura, tecnologia e geração de renda com previsibilidade e segurança”, afirmou.

O governador destacou que este primeiro aporte com a C.Vale integra uma rede maior de investimentos previstos em

negociação com outras cooperativas. “O Paraná sai na frente com um modelo inovador que conecta o mercado de capitais ao campo, fortalecendo cooperativas, ampliando a produção de matéria-prima e destravando o crescimento agroindustrial. Estamos abrindo uma nova porta de crédito para milhares de agricultores, com impacto direto na geração de emprego, no aumento da competitividade e no desenvolvimento regional”, acrescentou.

Os recursos desta primeira operação serão destinados à construção de 96 aviários, tanques de piscicultura mais eficientes e sustentáveis, além de matrizeiros – espaços voltados à criação de aves reprodutoras, que abastecem incubatórios com pintinhos para a produção de frango de corte.

A Fomento Paraná atua como cotista sênior, oferecendo estabilidade à operação, enquanto a gestão dos recursos é feita pela Suno Asset. Do total investido nesta etapa, R$ 52 milhões são da Fomento Paraná, R$ 112,8 milhões da C.Vale e R$ 96,2 milhões do Sicredi.

Para o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Alfredo Lang, o FIDC representa um marco na relação entre o mercado de capitais e o setor produtivo. “Esta primeira emissão em parceria com o Governo do Estado representa não apenas uma inovação financeira, mas uma nova fonte de financiamento para os produtores integrados da C.Vale”, afirmou.

Segundo Lang, o foco será o fomento das cadeias de frango, suínos e peixes, com crédito mais previsível, competitivo e menos sujeito às oscilações de mercado. “Isso reforça a sustentabilidade financeira do produtor, garante liquidez à cadeia e reduz riscos sistêmicos em toda a operação”, completou.

Características

Com taxas de juros equivalentes as do Plano Safra, o FIDC se apresenta como uma alternativa complementar ao

crédito rural federal, cuja demanda tem superado a oferta. O foco do fundo são investimentos de capital – ou seja, não há cobertura para custeio de safras nem compra de terras. Os recursos podem ser usados para modernização da cadeia produtiva, desde estruturas físicas até equipamentos agrícolas e industriais.

A Fomento Paraná já está em processo de estruturação de novos fundos com outras cooperativas e agroindústrias. Os projetos em análise somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos previstos para os próximos meses.

Somente a C.Vale prevê aplicar R$ 375 milhões em projetos dos seus cooperados até o fim de 2025, por meio do FIDC. “O Paraná sai na frente mais uma vez ao estruturar o primeiro FIDC Agro estadual do Brasil, conectando governo, cooperativas e mercado financeiro em um modelo inovador de crédito. É uma solução que nasce da confiança entre os atores envolvidos e que vem para suprir lacunas do sistema tradicional, com agilidade, previsibilidade e foco no desenvolvimento do agro”, avaliou o presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile.

O foco inicial é nas cooperativas, integradoras que possuem uma estrutura financeira e administrativa mais robusta, como a própria C.Vale, mas a partir da consolidação do Fundo, diversas outras organizações poderão ser atendidas. “O Estado tem recursos e disposição para ampliar sua participação, desde que novas propostas sigam critérios técnicos e de governança. A ideia é pulverizar o acesso ao crédito de investimento no campo, alcançando também outras cooperativas, agroindústrias e agentes da cadeia produtiva”, complementou Stabile.

Fonte: AEN-PR

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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia

Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/OP Rural/ChatGPT

O avanço das negociações para um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China esteve entre os temas tratados em uma conversa telefônica realizada no domingo (26) entre os governos dos dois países. A discussão ocorreu em meio ao esforço para ampliar a integração econômica e a cooperação em áreas estratégicas.

Foto: Divulgação

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), houve convergência sobre a necessidade de acelerar as tratativas para um acordo que envolva os dois blocos comerciais. O comunicado informou que as partes defenderam a importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades.

Além da agenda comercial, a conversa abordou projetos nacionais de desenvolvimento e a ampliação da cooperação em setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Os dois governos também destacaram o desempenho das relações comerciais bilaterais e avaliaram iniciativas recentes de aproximação, como a isenção de visto para viagens de curta duração entre os países, em vigor desde maio, e as ações previstas no Ano Cultural Brasil-China 2026.

Conflitos internacionais

Os impactos dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética também fizeram parte da pauta. Segundo

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

a Secom, os dois países manifestaram preocupação com a continuidade da crise humanitária em Gaza. “Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza”, informou o comunicado.

Outro ponto discutido foi a instabilidade provocada pelas restrições à navegação em importantes rotas marítimas, como os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb. Na avaliação dos governos, eventuais interrupções nesses corredores podem afetar a economia mundial.

Brasil e China também destacaram a atuação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa liderada pelos dois países na Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à busca de soluções diplomáticas para conflitos internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia.

Apesar das críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises globais, os dois governos reafirmaram a defesa do multilateralismo e o compromisso de ampliar a coordenação em fóruns internacionais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira

Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

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Foto: Divulgação

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar

Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.

Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.

Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.

O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.

Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.

Fonte: Assessoria ANDA
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Copagril vai investir R$ 200 milhões em novo complexo industrial para ampliar armazenagem e produção de rações

Empreendimento em Maripá (PR) terá capacidade para armazenar um milhão de sacas de grãos, produzir 25 mil toneladas mensais de rações e gerar cerca de 120 empregos diretos.

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A Copagril deu mais um passo em seu plano de expansão ao detalhar o projeto do novo Complexo Industrial de Grãos que será implantado em Maripá, no Oeste do Paraná. Com investimento estimado em R$ 200 milhões, o empreendimento integra o planejamento estratégico da cooperativa para o período de 2026 a 2030 e tem como objetivo ampliar a capacidade de armazenagem, fortalecer a industrialização da produção agrícola e agregar valor aos grãos produzidos pelos cooperados.

Foto: Divulgação/Copagril

O projeto prevê a construção de uma unidade de recebimento de grãos com capacidade estática para armazenar 1 milhão de sacas, o equivalente a 60 mil toneladas. O complexo também contará com uma fábrica de rações capaz de produzir 15 mil toneladas mensais de ração bovina e outras 10 mil toneladas destinadas à piscicultura, ampliando a atuação da cooperativa na industrialização da produção agropecuária.

Além de reforçar a estrutura operacional da Copagril, a nova planta deverá gerar aproximadamente 120 empregos diretos e impulsionar a economia de Maripá e de municípios da região.

De acordo com o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, o empreendimento faz parte da estratégia de fortalecer a área de cereais e ampliar a capacidade industrial da cooperativa. “Esse investimento faz parte do planejamento estratégico da Cooperativa para o período de 2026 até 2030. Por esse motivo, estamos fortalecendo a área de negócios de cereais, bem como a industrialização da produção agrícola, visando atender à demanda de mercado por rações. Com esse complexo, ampliamos nossa capacidade de atender o mercado, fortalecemos nossos negócios e criamos condições para um crescimento sólido e sustentável”, afirmou.

O diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, destaca que o novo complexo ampliará tanto a capacidade de recebimento e armazenagem quanto o processamento da produção dos cooperados. “Este complexo representa mais oportunidades para os nossos cooperados e produtores, maior capacidade de processamento e a certeza de que a Copagril continua investindo para gerar desenvolvimento e renda em toda a nossa região”, disse.

Na avaliação do diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, o investimento reforça a estratégia de verticalização da

Foto: Divulgação/Copagril

produção, permitindo agregar valor às matérias-primas produzidas pelos cooperados. “A verticalização da produção é um caminho importante para agregar valor aos produtos dos nossos cooperados, assim como para gerar oportunidades de trabalho e desenvolvimento no campo e na cidade”, ressaltou.

O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, afirma que o empreendimento é resultado de um planejamento voltado ao crescimento de longo prazo da cooperativa. “Cada investimento realizado pela Copagril tem como principal objetivo oferecer mais segurança e oportunidades aos cooperados. O novo Complexo Industrial reforça esse compromisso e demonstra que a Cooperativa segue preparada para acompanhar a evolução do agronegócio e continuar crescendo com responsabilidade”, pontuou.

O projeto foi apresentado ao público durante a Expo Rondon 2026, por meio de uma maquete instalada no Salão Agro, permitindo que cooperados e visitantes conhecessem a estrutura prevista para o novo complexo. Para o prefeito de Maripá, Rodrigo Schanoski, o investimento tende a impulsionar o desenvolvimento econômico do município. “Para Maripá, é motivo de grande satisfação receber um empreendimento desta dimensão. Além de fortalecer o agronegócio, o complexo irá gerar empregos, movimentar a economia local e contribuir para o desenvolvimento de toda a região. É um investimento que demonstra a confiança da Copagril no potencial do nosso município”, salientou.

Fonte: O Presente Rural com Copagril
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