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Fertilizantes retomam alta em 2024: impactos no poder de compra dos produtores

Impulso veio sobretudo da alta de matérias-primas como enxofre e barril do petróleo, além da oferta limitada do MAP.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Depois de caírem com força em 2023, os preços dos fertilizantes registraram certa estabilidade ao longo do primeiro semestre de 2024, subindo a partir da segunda metade do ano. O impulso veio sobretudo da alta de matérias-primas como enxofre e barril do petróleo, além da oferta limitada do MAP.

De janeiro a outubro, os valores do fosfatado MAP acumularam aumentos de 14% no Mar Báltico e de 12,9% no porto de Marrocos. Para o superfosfato triplo, a elevação foi de 5,6% no porto de Casa Blanca no mesmo período. No caso do nitrogenado ureia, as altas foram de 17,9% no porto do Mar Negro e de 15,4% no Egito.

Quanto às matérias-primas, o preço do enxofre subiu expressivos 50% de janeiro a outubro/24, enquanto o barril de petróleo WTI se valorizou apenas 0,1%. Dentre os principais fertilizantes intermediários, o cloreto de potássio acumulou queda de 13,9% em igual intervalo.

No mercado doméstico, os preços da maioria dos fertilizantes acompanhados pelo Cepea também subiram, refletindo as altas externas e a desvalorização do Real. A média do fosfato MAP, por exemplo, acumulou aumentos de 8,9% em Mato Grosso e de 17,1% no Paraná de janeiro a outubro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de out/24). Para o nitrogenado, a cotação média da tonelada da ureia avançou 3,1% em Mato Grosso e 0,1% no Paraná, para o mesmo período. Já o valor médio da tonelada do cloreto de potássio acumulou quedas de 3,7% em Mato Grosso e de 8,6% no Paraná. No mesmo período (de janeiro a outubro/24), o Real se desvalorizou 14,8%, enquanto o preço médio da soja subiu 13,9% em MT e 10,5% no PR.

Nesse cenário, o poder de compra de sojicultores caiu em 2024 frente à ureia, sendo necessárias 25,02 sacas da oleaginosa para a compra de uma tonelada do nitrogenado em Mato Grosso, ante as 24,07 sacas de soja em 2023; no Paraná, a relação foi de 22,52 sacas, também acima das 20,88 sacas no ano anterior.

Quanto ao MAP, o produtor precisou de 35,3 sacas de soja para adquirir uma tonelada do fertilizante em Mato Grosso e de 32,37 sacas no Paraná, contra 30,57 e 27,37 sacas, respectivamente, em 2023.

Já frente ao cloreto de potássio, o poder de compra de sojicultores cresceu. Em Mato Grosso, por exemplo, foram necessárias 23,07 sacas da oleaginosa para a compra de uma tonelada de KCl em 2024, ante as 24,59 sacas em 2023. No Paraná, a relação baixou de 22,66 sacas no ano passado para 20,41 sacas neste.

Embora produtores estejam finalizando o plantio da primeira safra da temporada 2024/25, se faz necessário monitorar alguns indicadores para compra de insumos e outros fatores de produção para estruturar os orçamentos do milho segunda safra, para quem deixou em aberto, bem como planejar a cultura de inverno e a temporada 2025/26.

Acontecimentos exógenos à propriedade rural também devem ser observados, como a intensificação do conflito na Ucrânia, o que pode provocar uma desorganização ainda maior da logística global, levando à alteração nas rotas marítimas, aumento no preço do petróleo, nos custos com fretes e alongamento de prazos. Outro ponto está relacionado à taxa de câmbio. O enfraquecimento da moeda nacional, por conta da deterioração das contas públicas do governo federal, faz com que investidores migrem para países com ambiente econômico e jurídico mais confiável.

Histórico

Em 2023, as cotações dos principais fertilizantes caíram no mercado internacional. Para a ureia, as quedas acumuladas foram de 37,7% no porto do Mar Negro e de 38,1% no do Egito. O fosfatado MAP se desvalorizou 55,4% no porto do Marrocos e 8,7% no do Mar Báltico, e o superfosfato triplo, 27,1% no porto de Casa Blanca/Marrocos. O cloreto de potássio, por sua vez, acumulou baixa de 42,8% no porto de Vancouver/CAN.

Desde o final de 2021, os preços dos fertilizantes têm refletido diferentes fatores, tais como a crise energética naquele período, que elevou a cotação do gás natural, a interrupção no fornecimento de insumos da cadeia de suprimento, o aumento do frete marítimo e a menor oferta de fertilizantes chineses e russos. Quando o mercado começava a registrar desvalorização, o movimento foi interrompido pela invasão russa sobre o solo ucraniano em fevereiro de 2022, que, em seguida impulsionou os preços dos adubos no primeiro semestre daquele mesm ano.

Fonte: Assessoria Cepea

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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