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Ferramenta permite cálculo simples de custos da pecuária de corte

Embora o aplicativo seja primordialmente uma ferramenta de controle, voltado a avaliar situações reais, também é possível usá-lo como auxílio nos processos de planejamento e tomada de decisões

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O cálculo do custo de produção da pecuária de corte ganhou uma nova ferramenta para facilitar o trabalho dos pecuaristas. Recém-lançado pela Embrapa, o sistema CUSTObov, permite calcular as margens que refletem o desempenho econômico da propriedade e fornece ao produtor uma série de análises que permitem o controle financeiro de seu negócio. Desenvolvido no formato de planilha eletrônica (MS Excel), uma vez que esse programa está instalado em grande parte dos computadores em uso, a ferramenta permite reprodução sem limites, podendo-se criar quantos arquivos sejam necessários para representar diferentes fazendas ou diferentes exercícios (anos) para uma mesma propriedade.

De acordo com o idealizador do CUSTObov, o pesquisador da Embrapa Gado de Corte (MS), Fernando Paim Costa, usualmente fala-se que a pecuária de corte tem baixo nível de gestão, e um dos indicadores disso é que um grande número de produtores não tem na ponta do lápis os gastos para produzir uma arroba de boi ou um bezerro que ele vende. “Isso acontece, primeiro, porque o produtor tem certa dificuldade de registrar todo o movimento financeiro, todas as compras que faz de insumos, pagamentos… E mesmo que ele registre tudo isso, não existe uma ferramenta na qual possa inserir esses dados e, a partir daí, conhecer os custos de produção. Por isso, o CUSTObov pode ajudar bastante por ser um aplicativo simples e estar disponível de forma fácil e gratuita no site da Embrapa”, explica.

Embora o aplicativo seja primordialmente uma ferramenta de controle, voltado a avaliar situações reais, também é possível usá-lo como auxílio nos processos de planejamento e tomada de decisões. “Ao longo do tempo trabalhando com a planilha, o produtor consegue criar parâmetros para realizar o planejamento, pois conhecendo o custo de produção é possível prever, para o ano seguinte, mais ou menos quanto será gasto”, complementa a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte na área de socioeconomia, Mariana Pereira. Ela enfatiza que quanto mais eficientemente o produtor fizer o controle financeiro dentro da propriedade e inserir as informações no CUSTObov, o resultado do custo de produção vai ser mais preciso e mais adequado para a tomada de decisões.

Para o pecuarista de Dourados (MS), Rogério Goulart, o aplicativo da Embrapa é bem simples e fácil de ser utilizado. Ele destaca que os custos de produção são a linguagem do negócio e a fazenda só funciona quando o produtor conhece todos os itens que compõem a atividade rural. “Uma coisa é engordar o animal, outra coisa é saber o lado financeiro desse animal como quanto ele custou versus por quanto ele vai ser vendido. É muito comum saber quanto é o preço de venda do boi, mas menos comum calcular o custo de produção e sem essa informação não se pode saber quanto é o lucro, então por mais simples que seja a lógica da coisa, ainda são poucos os produtores que sabem calcular os custos de produção porque não sabem por onde começar”, diz. 

Ele considera que a maneira mais simples de começar é tendo a disciplina de anotar, todos os dias, tudo que é gasto. “Quando você sabe calcular seus custos de produção, você tem muito mais segurança de fazer seu negócio crescer”, afirma. 

Como usar o CUSTObov

Após o interessado salvar o CUSTObov no computador, ele deverá ler o manual para entender como usar o aplicativo. Paim explica que para cada uma das quatro planilhas que devem ser preenchidas, existe uma sessão explicativa no manual. 

O aplicativo foi estruturado de forma que os usuários obtenham resultados mesmo quando não contam com dados detalhados sobre cada componente do sistema. Assim, por exemplo, no caso dos produtos veterinários, basta informar o total gasto no ano com vacinas, vermífugos e outros medicamentos, sem especificar produtos, dosagens, consumos por categoria animal e preços unitários pagos. O mesmo ocorre com os suplementos (mineral e ração), para os quais basta digitar o valor total desembolsado no ano.

Estrutura do aplicativo

O CUSTObov é constituído de várias planilhas. Por meio das planilhas “abertura”, “dados do rebanho”, “dados dos recursos”, “dados das despesas” e “dados das receitas” são inseridas as informações, portanto, são as únicas que permitem digitação. As demais planilhas apresentam relatórios com a consolidação dos resultados, apresentados na forma de números e gráficos. Esses últimos, além de expostos nas respectivas planilhas, estão reunidos, sintetizando os resultados, na planilha "resumo em gráficos". A planilha “coeficientes” oferece alguns dados referentes à vida útil e valor residual de instalações e equipamentos, caso o usuário tenha dificuldades em defini-los. 

Fonte: Embrapa

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Paraná concentra 46% do crédito do BRDE no Sul; banco fecha ciclo do Plano Safra com R$ 2,8 bilhões em financiamentos

Estado recebeu R$ 1,3 bilhão em operações de crédito voltadas à modernização, armazenagem, irrigação e inovação no campo. Novo Plano Safra 2026/27 começa em julho com R$ 608 bilhões disponíveis para a agropecuária brasileira.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O Paraná foi o principal destino dos recursos liberados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no último ciclo do Plano Safra. Dos R$ 2,8 bilhões contratados pelo banco na Região Sul durante o Plano Safra 2025/26, R$ 1,3 bilhão foi destinado ao estado, o equivalente a 46% de todo o volume financiado.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com R$ 888,7 milhões em operações de crédito, e Santa Catarina, com R$ 624,5 milhões. O BRDE também destinou R$ 184 milhões ao Mato Grosso do Sul por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural).

Os recursos foram direcionados a investimentos em modernização de propriedades, aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação, sustentabilidade, fortalecimento de cooperativas e agroindústrias. O objetivo é ampliar a capacidade produtiva, aumentar a eficiência das propriedades rurais e elevar a competitividade do agronegócio.

Segundo o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, os resultados refletem o papel do banco no financiamento do setor produtivo. “O Plano Safra é um instrumento essencial para transformar planejamento em investimento. O desempenho do BRDE mostra que o banco está presente onde o crédito tem impacto direto: na modernização das propriedades, no fortalecimento das cooperativas, na expansão das agroindústrias e na geração de desenvolvimento para os estados em que atuamos”, afirma.

Programa amplia linhas para toda a cadeia do agro

Além das operações vinculadas ao Plano Safra, o BRDE mantém o programa Meu Agro, que reúne linhas de financiamento para diferentes segmentos da cadeia

Foto: Shutterstock

produtiva, desde o fornecimento de insumos até a distribuição e comercialização.

O programa contempla crédito para armazenagem, irrigação, modernização de estruturas, aquisição de máquinas e equipamentos, cooperativas agroindustriais, produção sustentável e projetos empresariais ligados ao agronegócio.

Banco do Agricultor reduz custo do crédito no Paraná

No Paraná, parte das operações do BRDE pode ser complementada pelo Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado que concede subvenção econômica para reduzir o custo dos financiamentos destinados ao setor rural.

A iniciativa beneficia produtores rurais, cooperativas, associações, agroindústrias familiares e projetos considerados estratégicos, como irrigação, geração de energia renovável, modernização produtiva e diversificação das atividades agropecuárias. O programa também atende investimentos na pecuária, especialmente na cadeia leiteira, incluindo recursos para aquisição de matrizes, construção e melhoria de instalações, compra de equipamentos e implementos.

Combinado às linhas do Plano Safra, o programa estadual pode reduzir significativamente o custo do crédito. Em modalidades específicas, produtores enquadrados no Pronaf, cooperativas da agricultura familiar e agroindústrias familiares podem obter financiamentos com juros zerados, conforme o projeto financiado e os limites estabelecidos pelo programa.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Nas demais linhas, o benefício pode representar redução de até cinco pontos percentuais nas taxas de juros para produtores rurais, cooperativas e associações produtivas, de acordo com o porte do beneficiário, a atividade financiada e os critérios de enquadramento.

Para o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, a política estadual fortalece o acesso ao crédito rural. “O Plano Safra oferece a base nacional de financiamento, e o Banco do Agricultor Paranaense reforça essa política no Paraná ao melhorar as condições para quem investe no campo. Essa combinação permite que mais produtores, cooperativas e empresas avancem em projetos de modernização e aumento de produtividade”, diz.

Novo Plano Safra começa em julho

O novo Plano Safra 2026/27 terá início em julho e permanecerá em vigor pelos próximos 12 meses. O programa

Foto: Gilson Abreu/AEN

oferecerá novas condições de financiamento para custeio, investimento, comercialização e modernização da produção agropecuária.

Em âmbito nacional, o governo federal anunciou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e cerca de R$ 83 bilhões destinados à agricultura familiar, totalizando aproximadamente R$ 608 bilhões em recursos para o novo ciclo.

Segundo o BRDE, as condições operacionais do Plano Safra 2026/27, incluindo taxas de juros, limites de financiamento, programas e critérios de enquadramento, serão incorporadas pelo banco à medida que forem regulamentadas as fontes de recursos e disponibilizadas as linhas para contratação nas próximas semanas.

Fonte: AEN-PR
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Mapa destaca uso de tecnologia e dados na agricultura durante conferência da FAO em Roma

Brasil apresentou avanços em agricultura inteligente e experiências com sistemas integrados de produção.

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Foto: Divulgação

OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, nesta quarta-feira (01º), da Conferência Global sobre Agricultura Inteligente (Global Conference on Smart Farming), promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. O Brasil foi representado pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, que participou do segmento ministerial por meio de mensagem em vídeo, e pela embaixadora Carla Barroso Carneiro, representante permanente do Brasil junto à FAO.  

Em sua participação, Cleber Soares destacou que a agricultura inteligente terá papel cada vez mais determinante para o desenvolvimento de sistemas agropecuários e agroalimentares mais resilientes, sustentáveis e eficientes. Segundo ele, o uso de dados, plataformas, sistemas e tecnologias digitais amplia a capacidade de otimizar a produção, promover adaptações, implementar medidas de mitigação e impulsionar o desenvolvimento da agricultura em escala global. 

O secretário-executivo ressaltou a evolução da agropecuária brasileira nas últimas décadas, lembrando que o Brasil deixou de ser importador líquido de alimentos para se consolidar como um dos principais protagonistas da produção e exportação agrícola mundial. Também destacou que o país alia aumento da produção, sustentabilidade, descarbonização e uso crescente de dados e informações estratégicas para apoiar a tomada de decisão no campo. 

Ao apresentar a experiência brasileira, Cleber Soares enfatizou o potencial das tecnologias digitais para reduzir os gargalos da agricultura, especialmente nos países tropicais. Entre as soluções citadas estão robótica, gêmeos digitais, conectividade, integração e análise de dados, aplicativos móveis e sensores, ferramentas que contribuem para aumentar a eficiência e modernizar a produção agropecuária. 

O secretário-executivo também apresentou os sistemas integrados de produção desenvolvidos no Brasil, que permitem combinar agricultura, pecuária, florestas, piscicultura e aquicultura em uma mesma propriedade. Segundo ele, o avanço da computação, da transformação digital e da gestão de dados tende a ampliar ainda mais a produtividade, a sustentabilidade e a eficiência desses sistemas. 

Ao encerrar sua participação, Cleber Soares colocou à disposição dos países membros da FAO a estrutura do Mapa, da Embrapa e das instituições brasileiras de pesquisa, ciência e tecnologia para fortalecer a cooperação internacional em agricultura inteligente e inovação. 

A Conferência Global sobre Agricultura Inteligente reúne ministros, especialistas, representantes de organismos internacionais, instituições de pesquisa, setor privado e produtores rurais para discutir o papel da ciência, da inovação, da digitalização e da governança na transformação dos sistemas agroalimentares. A programação do primeiro dia incluiu a cerimônia de abertura, o segmento ministerial e mesas-redondas sobre inovação digital, ciência, dados e governança voltadas à construção de uma agricultura mais sustentável e inclusiva. 

A programação completa do evento está disponível em Programa da Conferência Global sobre Agricultura Inteligente. 

A transmissão da cerimônia de abertura e do segmento ministerial pode ser acessada em Webcast da Conferência Global sobre Agricultura Inteligente. 

Fonte: Assessoria Mapa
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Copacol investe R$ 1,6 bilhão em modernização de estruturas de grãos no Paraná

Cooperativa amplia capacidade de estocagem e destaca avanços em unidades do Oeste e Sudoeste do estado.

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Fotos: Divulgação/Copacol

Infraestrutura avançada para recebimento e classificação de grãos garante à Copacol ampla capacidade para a estocagem em cada safra no Oeste e Sudoeste do Paraná. Ao todo, a Cooperativa investiu R$ 1,6 bilhão nos últimos seis anos na modernização das instalações proporcionando agilidade e melhor fluxo para a entrega de soja e milho. O balaço esteve em evidência em mais um ciclo de reuniões dos Comitês Educativos realizadas em Formosa do Oeste, Jesuítas, Nova Aurora e Cafelândia.

“Estamos instalados em uma área de atuação formada por um milhão de hectare e temos muitos projetos em andamento para avançarmos, tanto no desempenho produtivo das lavouras, quanto na estocagem dos grãos. Esse investimento realizado no decorrer dos anos reflete em segurança a cada safra para o recebimento das safras. Tivemos um crescimento significativo em produtividade, o que é fundamental para a produção de ração que mantém as nossas integrações”, explica o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

Ao todo, a Cooperativa possui 41 Unidades de Grãos, Insumos e Sementes. Entre os recentes investimentos estão as estruturas de Brasilândia do Sul, Jesuítas, Corbélia e Nova Aurora. Em breve, uma nova instalação será inaugurada em Realeza. Só neste ano estão em andamento obras que totalizam R$ 228,3 milhões. Os projetos estão alinhados ao planejamento da Cooperativa, que estima o recebimento de 22,5 milhões de sacas de milho.

Orientações na colheita

Para garantir a segurança e prevenir acidentes durante o ciclo de recebimento da safra, medidas de segurança estão sendo reforçadas nas Unidades da Copacol. Para acessar as estruturas, o visitante deve seguir as recomendações de trânsito, ficar atento a movimentação de veículos, estar utilizando calçados fechados, usar corrimão ao subir/descer escadas e antes do tombamento da carga, o motorista deve descer do caminhão e ficar em local seguro. É proibido fumar nos ambientes da Cooperativa, tocar nas máquinas em movimento, bem como acessar os pátios acompanhado de visitantes e menores de idade.

Prevenção é essencial

Para evitar incêndios é fundamental a prevenção dos equipamentos e estruturas. Manter faixas limpas de três a dez metros ao redor dos cultivos é uma forma de prevenir grandes perdas. A vegetação seca, ventos fortes e baixa umidade do ar são agravantes neste período. É fundamental limpar as colheitadeiras, com retirada de palha e poeira perto do motor. É importante seguir recomendações, como armazenar combustíveis de forma adequada, verificar instalações elétricas de aviários e barracões, evitar queimadas sem autorização/controle, e utilizar EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).

Os trabalhadores rurais devem ter atenção redobrada com animais peçonhentos, como cobras, escorpiões, aranhas e lagartas. “Esses animais costumam se esconder em locais com vegetação alta, pilhas de madeira, locais de armazenamento de rações, pedras, entulhos e depósitos. Para evitar acidentes, é importante usar botas, perneiras e luvas durante o trabalho, além de verificar roupas, calçados e equipamentos antes de utilizá-los. Em caso de picada ou ferroada, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente, evitando práticas caseiras”, afirma Lucas Pereira de Brito, bombeiro líder da Copacol.

Em caso de emergência, é preciso acionar o Corpo de Bombeiros (193), Samu (192), Polícia Militar (190) e Defesa Civil (199). A Copacol possui também a Brigada de Incêndio (45 3241-8000), que realiza serviços de apoio à comunidade.

Fonte: Assessoria Copacol
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