Notícias
Ferramenta nacional calcula emissões de GEE na produção animal e apoia Plano ABC+RS
Apresentada em treinamento da Seapi, a calculadora desenvolvida pelo Mapa, Instituto 17 e Embrapa Suínos e Aves permite monitorar metano e óxido nitroso, estimulando tecnologias como biodigestão e compostagem para reduzir impactos ambientais.

Uma ferramenta para calcular a quantidade de resíduos de metano e óxido nitroso da produção animal, e monitorar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), foi apresentada, nesta quarta-feira (17), durante o Treinamento em Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA) na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O evento faz parte da agenda de ações do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono no Rio Grande do Sul (Plano ABC+RS).
A ferramenta foi desenvolvida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto 17 e a Embrapa Suínos e Aves, e o objetivo é que seja utilizada em todos os estados brasileiros. Ao preencher os dados em uma planilha, os pesquisadores podem ter uma rede de soluções práticas para mitigar os efeitos do gás metano, mas também agregar valor aos resíduos do MRPA captados por biodigestores.
O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, participou da abertura do treinamento e disse que “solucionar problemas e desafios faz parte da área da ciência e da tecnologia, especialmente para atender as demandas mundiais da agricultura de baixo carbono”, ponderou.
De acordo com o coordenador do Comitê Gestor Estadual do Plano ABC+RS, engenheiro florestal da Seapi, Jackson Brilhante, o MRPA faz parte das metas de redução de emissões de GEE dentro do Plano ABC e estimula duas tecnologias que são redutoras de emissões de gases convencionais: a biodigestão e a compostagem, que podem reduzir a emissão de metano quando comparado, por exemplo, com esterqueiras, buscando agregar valor e produzir de maneira sustentável.
Segundo o pesquisador, o estudo apresentado durante o treinamento fez um filtro no Rio Grande do Sul utilizando dados reais informados pelos Departamentos da Seapi. “Com esta calculadora vai se ter uma ideia de como o Estado vem manejando estes resíduos, agregando valor na produção de biogás, biofertilizantes e energia a partir da produção do metano.”
A especialista em infraestrutura – engenheira florestal da Seapi, Juliana Gomes, destacou que “acessamos como exemplo dados reais do RS inteiro com produtores de suínos que já têm biodigestores em suas propriedades. E estes indicadores servirão para auxiliar no monitoramento da tecnologia do MRPA do Plano ABC+”, explicou.
Capacitação dos gestores
Para o auditor do Mapa, Kléber Villela, o treinamento no MRPA “vem contribuir de forma mais assertiva, trabalhando o monitoramento dos dados pela calculadora ABC+Calc em nível nacional”.
Já a coordenadora técnica do Instituto 17, Deisi Tapparo, destacou que “além de discutir panoramas técnicos e futuros, a calculadora visa apoiar o monitoramento da política pública do MRPA. Neste início, a ferramenta contempla quatro cadeias: aves, suínos e bovinos de corte e de leite e ao longo do tempo, tem como objetivo entender os volumes de emissões em números de metano e dióxido de carbono”, explicou.
O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz, ressaltou que o treinamento já passou por dez estados e “tem impacto na geração de gases de resíduos para mitigar o efeito estufa, sendo a calculadora importante no sistema de produção, resultado da cooperação de vários órgãos e entidades”, concluiu.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



