Bovinos / Grãos / Máquinas Rebanhos zebuínos
Ferramenta de seleção para facilidade de parto em novilhas Nelore reduz distocias e aumenta a rentabilidade
Nos últimos tempos há uma preocupação emergente sobre a seleção focada em características de crescimento em idades jovens e o impacto no tamanho adulto, composição da carcaça, fertilidade e produtividade nos rebanhos zebuínos.

Tradicionalmente, a seleção genética nas raças zebuínas é focada em características relacionadas ao crescimento, devido à importância produtiva, econômica e por apresentarem resposta favorável à seleção quando aplicadas como critério de seleção. Contudo, nos últimos tempos há uma preocupação emergente sobre a seleção focada em características de crescimento em idades jovens e o impacto no tamanho adulto, composição da carcaça, fertilidade e produtividade nos rebanhos zebuínos.
A seleção para precocidade sexual e fertilidade também tem notoriedade dentro do melhoramento genético de zebuínos. A antecipação da prenhez é uma característica que possibilita melhorar a fertilidade e a precocidade sexual, e apresenta alta variabilidade genética aditiva, justificando sua aplicação como critério de seleção na pecuária de corte.
Diante disso, na seleção para maiores taxas de crescimento e precocidade sexual, nota-se que a incidência de problemas ao parto (distocia) aumentou nos últimos anos, provavelmente devido ao maior peso ao nascer do bezerro e menor idade ao primeiro parto de novilhas precoces, como consequência do incremento da precocidade sexual dos rebanhos. A distocia em novilhas tem efeitos desfavoráveis na fertilidade, proporcionando menores taxas de reconcepção, descarte de matrizes, além de prejudicar a viabilidade e aumentando a taxa de mortalidade de bezerros.
Atualmente, a característica peso ao nascer (PN) é o critério de seleção adotado para indicar dificuldade de parto nas raças zebuínas. As estratégias de acasalamento envolvem o uso de DEPs (diferença esperada na progênie) moderadas a baixas para PN visando menor incidência de distocias. No entanto, estudos evidenciam que a seleção para baixo PN pode interferir no desenvolvimento animal, prejudicando o ganho de peso e peso vivo em idades mais avançadas. Em vista disso, são necessárias alternativas de seleção genética que possibilitem solucionar essa questão.
Nas raças taurinas, a característica facilidade de parto (FP) é um componente essencial da eficiência reprodutiva. Já nas raças zebuínas ainda são escassos relatos dessa característica. Embora a seleção indireta para baixo PN possa contribuir para reduzir distocias, a seleção direta para fp associada com a seleção para pn seria uma interessante alternativa e resultaria em ganho genético em longo prazo.
Importância da facilidade de parto
O cenário da pecuária de corte atual busca aumentar de forma sustentável a rentabilidade do rebanho e reduzir a incidência de problemas ao parto. Diante disso, a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) em parceria com a USP, Unesp e Embrapa Cerrados realizou um estudo com o intuito de analisar a importância da adoção da facilidade de parto como critério de seleção, quantificar a variabilidade genética dessa característica e a associação genética entre fp e outras características como crescimento, reprodução, carcaça e eficiência alimentar em primíparas da raça Nelore.
O conjunto de dados fenotípicos utilizados foi fornecido pelo programa de melhoramento genético Nelore Brasil da ANCP. Os dados de fp de novilhas primíparas foram coletados de 21 rebanhos distribuídos pelo Brasil. Os animais foram classificados quanto à necessidade de assistência ao parto, sendo 88% dos partos sem assistência e 12% necessitaram de assistência.
O estudo, que teve início em 2019, comprovou que a correlação genética estimada entre fp e características indicadoras de precocidade sexual das fêmeas foi moderada, sugerindo que a seleção para antecipação do parto em novilhas aumentaria a incidência de problemas de parto nessa categoria, o que traz consequências negativas para a fertilidade, reforçando a importância da seleção para facilidade de parto como critério auxiliar de seleção, principalmente em rebanhos selecionados para precocidade sexual.
Entre peso ao nascer e facilidade de parto as estimativas de correlação genética foram moderas e negativas, indicando que a seleção para menor peso ao nascer reduziria a incidência de distocia. Apesar da correlação genética moderada com fp, a estimativa não é alta o suficiente para afirmar que a característica pn possa substituir ou servir como indicador direto de fp em bovinos Nelore. Além disso, a seleção para baixo pn pode proporcionar impacto negativo nos pesos subsequentes após o desmame. Assim, é possível inferir que a fp é um componente crucial a ser considerado para reduzir problemas de parto em vacas primíparas da raça Nelore.
Pós-desmame
Para características de crescimento pós-desmame, as estimativas de correlação genética foram baixas e próximas de zero, indicando que a seleção para desempenho pós-desmame não influenciaria a fp. Esses resultados reforçam que se o objeto de seleção é reduzir problemas de parto, é mais vantajoso aplicar a seleção direta para fp ao invés da seleção para pn, uma vez que a seleção para baixo pn poderia potencialmente retardar o crescimento animal, dada a sólida e favorável correlação genética entre pn com peso ao desmame e sobreano.
Carcaça
Em relação às características de carcaça, as estimativas de correlações genéticas com fp foram baixas, sugerindo que a seleção para facilidade de parto não afetaria o rendimento de carcaça, a deposição de gordura intramuscular ou a espessura da gordura subcutânea. Da mesma forma, as estimativas de correlações genéticas obtidas entre fp com características indicadoras de eficiência alimentar foram baixas. Assim, se é desejável obter seleção genética para carcaça, eficiência alimentar e bom desempenho ao parto, todos esses critérios de seleção devem ser trabalhados em conjunto, uma vez que essas características apresentam correlações desfavoráveis.
Pontos importantes
A seleção para FP em primíparas é um critério importante a ser considerado na raça Nelore, dado o impacto dos efeitos genéticos diretos e maternos sobre esta característica. As estimativas de herdabilidade para FP obtidas no estudo indicaram que a seleção para essa característica é viável para reduzir os problemas ao parto em novilhas precoces.

Maria Paula Marinho de Negreiros Foto: Arquivo pessoal
Outro ponto importante evidenciado neste estudo é a seleção e acasalamento de fêmeas precoces, onde a fp deve ser levada em consideração para reduzir problemas de parto nessa categoria. Além disso, a associação genética entre fp e pn apontou que selecionar apenas para baixo peso ao nascer para reduzir problemas de parto não é a estratégia mais adequada para aumentar a facilidade de parto em novilhas Nelore.
Portanto, os resultados indicam que a adoção de um modelo de seleção multicaracterística combinando à seleção para fp com características reprodutivas e de crescimento melhoraria a seleção para precocidade sexual, resultando em maior sucesso reprodutivo, com menor incidência de problemas ao parto, sem prejudicar o desempenho das características de crescimento, eficiência alimentar e de carcaça.
Os cinco anos de estudo científico resultaram na criação da DEP para facilidade de parto para a raça Nelore que será lançada de forma inédita ao mercado brasileiro no 28° Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores da ANCP, que acontece no dia 16 de agosto, em Uberaba (Minas Gerais).
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock
A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

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alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.
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Salvaguarda da China à carne bovina impõem teste à estratégia exportadora do Brasil
Medida eleva tarifas, expõe dependência do mercado chinês e pressiona a diversificação dos destinos da carne brasileira.

A decisão da China de impor medidas de salvaguarda às importações de carne bovina adiciona um novo grau de complexidade ao comércio global da proteína e expõe, de forma direta, a elevada dependência brasileira do mercado chinês. A partir de 2026, volumes que excederem a cota de 1,1 milhão de toneladas estarão sujeitos a tarifas que podem chegar a 67%, o que inclui um adicional de 55 pontos percentuais sobre a alíquota já vigente de 12%.

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O impacto potencial é relevante. Em 2025, a China absorveu cerca de 1,7 milhão de toneladas da carne bovina exportada pelo Brasil, respondendo de longe pelo principal destino do produto nacional. O segundo maior mercado, os Estados Unidos, importou pouco mais de 200 mil toneladas de carne in natura no mesmo período, evidenciando a dificuldade de uma realocação rápida e volumosa dos embarques brasileiros.
Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, a necessidade de diversificação dos destinos se torna inevitável, ainda que operacionalmente desafiadora. O relatório destaca que o cenário global de escassez de proteína bovina tende a amortecer parte dos efeitos adversos da medida chinesa, especialmente em um momento em que a oferta mundial encontra limitações estruturais.
Do lado doméstico, a perspectiva é de retração. A projeção aponta para uma queda de aproximadamente 2% na produção brasileira de carne bovina em 2026, o equivalente a cerca de 200 mil toneladas a menos de oferta. Esse volume corresponde a cerca de um terço do excedente que precisaria ser redirecionado caso as compras chinesas repitam, no próximo ano, o recorde observado em 2025. Após quatro anos consecutivos de elevado descarte de fêmeas, analistas não descartam que essa estimativa de redução possa, inclusive, ser conservadora.
No tabuleiro internacional, a imposição das salvaguardas tende a provocar uma reorganização dos fluxos comerciais. Argentina e Uruguai

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receberam cotas superiores aos volumes que efetivamente exportaram para a China em 2025, o que abre espaço para ajustes regionais. Nesse contexto, o Brasil pode ampliar o fornecimento ao mercado argentino, liberando parte da produção daquele país para atender a demanda chinesa.
Os Estados Unidos aparecem como outro vetor relevante. Com o déficit norte-americano de carne bovina projetado em 1,3 milhão de toneladas em 2026, cerca de 100 mil toneladas acima de 2025, há margem para expansão das exportações brasileiras, especialmente após a retirada de entraves tarifários. Ainda assim, esse movimento não seria suficiente, isoladamente, para compensar uma eventual redução abrupta dos embarques à China.
No curto prazo, a expectativa é de aceleração dos envios ao mercado chinês até o preenchimento da cota sujeita à tarifa reduzida. Após esse ponto, pode haver maior pressão sobre os preços do boi gordo, sobretudo em períodos de maior oferta sazonal, como a transição das águas para a seca e o pico dos confinamentos. A avaliação do Itaú BBA, contudo, é de que esses efeitos tendem a ser moderados pela retração da oferta brasileira ao longo do ano e pelas limitações de expansão da produção nos principais países exportadores.
Em síntese, a salvaguarda chinesa funciona como um alerta estratégico. Mais do que um choque conjuntural, a medida reforça a urgência de o Brasil avançar na diversificação de mercados e na consolidação de uma agenda comercial menos concentrada, em um momento em que o ciclo pecuário e o equilíbrio global da oferta impõem limites claros à expansão da produção.
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Leite A2 chega gratuitamente à população e melhora qualidade de vida no interior paulista
Projeto pioneiro beneficia cinco mil moradores em Novo Horizonte e amplia acesso a alimento de melhor digestibilidade.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), foi parte determinante para que a cidade de Novo Horizonte, localizada no interior paulista, distribuísse, gratuitamente, leite do tipo A2 para a população. De acordo com os dados do município, o projeto pioneiro no Estado já beneficiou cerca de 5 mil habitantes, com o fornecimento de mais de 13 mil litros de leite.
Esta variedade é recomendada às pessoas que sofrem com desconforto gastrointestinal ao ingerir a bebida e derivados. Pioneiro na identificação do leite A2 no país, o laboratório de Genética e Biotecnologia do IZ realiza análises que garantem a pureza, possibilitando sua certificação e garantindo mais segurança ao consumidor.
“A parceria foi fundamental para consolidar o que nós temos em Novo Horizonte. O Instituto disponibilizou o espaço (Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Genética e Biotecnologia do IZ) para realizar os exames nas vacas e identificá-las como A1 e A2, além de realizar a aferição da qualidade e pureza do leite A2”, relatou o prefeito da cidade, Fabiano Belentani.

Pesquisador do Instituto de Zootecnia, Anibal Eugênio Vercesi Filho: “Em alguns indivíduos, a BCM-7 é considerada fator de risco, pois pode afetar o processo digestivo e desencadear a inflamação das mucosas gástrica e intestinal” – Foto: Divulgação/IZ-APTA
Inicialmente, o projeto beneficiou os alunos matriculados na rede de ensino municipal e depois se expandiu para os demais setores, como unidades de saúde e postos de assistência social. “Nós fornecemos o alimento na merenda escolar, na saúde para pacientes crônicos e idosos e também na assistência social”, comenta o prefeito.
Como é o caso da senhora Fátima Aparecida, beneficiada com a distribuição do leite A2 no município. Há cinco anos, ela precisou passar por uma cirurgia delicada por conta de um câncer de intestino. Depois do procedimento, Fátima até tentou o consumo da bebida, e somente com o A2 foi possível a ingestão sem ocasionar qualquer desconforto intestinal. “Eu tinha tomado vários tipos de leite, e nenhum deu certo. Até chegar o A2, que foi muito bom para mim, porque, se eu tomo, de fato, não acontece nada: não tenho diarreia, cólica, nem nada”, relata.
Variedade do leite A2
Estimativas apontam que parte dos brasileiros tem algum tipo de problema intestinal com o consumo de leite. O pesquisador Aníbal Eugênio Vercesi Filho, diretor da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Genética e Biotecnologia do IZ, ressalta que, durante a digestão do leite que contém beta-caseína A1, se forma um peptídeo, a beta-casomorfina 7 (BCM-7), e isso pode inflamar o intestino. “Em alguns indivíduos, a BCM-7 é considerada fator de risco, pois pode afetar o processo digestivo e desencadear a inflamação das mucosas gástrica e intestinal, causando sintomas como inchaço, gases, dor abdominal e diarreia. Este peptídeo não é formado com a digestão do leite A2”, menciona.
A nutricionista da Diretoria de Segurança Alimentar da SAA, Sizele Rodrigues, explica que esse problema é muito comum logo nos primeiros anos de vida. “A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é o tipo de alergia alimentar mais comum em crianças até três anos de idade e é caracterizada pela reação do sistema imunológico às proteínas do leite, principalmente à caseína e às proteínas do soro”, aponta.
Sizele ainda ressalta que pesquisas realizadas sobre esta variedade trouxeram resultados positivos, mas é fundamental manter a constância para novas descobertas e confirmações. “Alguns estudos já sugerem diversos benefícios na troca do consumo do leite comum pelo A2, que pode fortalecer a imunidade e evitar o aumento da inflamação e dos problemas gástricos. Esse tipo de leite pode sim ser uma alternativa para pessoas com maior sensibilidade no sistema digestivo, por ser notoriamente de mais fácil digestão”, expõe.
Investimento na Pecuária Paulista de Leite
Com a finalidade de apoiar o desenvolvimento da pecuária leiteira paulista, por meio da modernização de técnicas de manejo e da adoção de tecnologias de produção, a Secretaria de Agricultura, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP), mantém a linha de crédito Leite Agro SP.
Em 2025, mais de 60 produtores foram beneficiados pela linha. “A linha representa uma oportunidade para o produtor modernizar sua atividade, melhorar a qualidade do leite e reduzir custos de produção. Com crédito acessível, em condições diferenciadas, o produtor consegue investir em genética, nutrição e infraestrutura, garantindo mais produtividade e competitividade. É o apoio direto do Governo, por meio da SAA, para fortalecer a pecuária leiteira no Estado e assegurar o sustento das famílias no campo”, destaca o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves.
Além da linha de financiamento para o produtor, a SAA também possui uma iniciativa que permite ao poder público estadual adquirir produtos diretamente de agricultores familiares, por meio de suas cooperativas: o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS). O leite está entre os produtos que integram o programa. Somente este ano, foram mais de R$ 53 milhões em compras públicas da agricultura familiar.



