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Avicultura Desafios de Gumboro

Ferramenta avalia o estado do sistema imunológico das aves

Sistema imune dos animais vertebrados é um exemplo de como os animais evoluíram de maneira estratégica e altamente especializada para dar conta dos desafios microbiológicos.

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Artigo escrito por Eduardo Muniz, doutor em Patologia Veterinária e gerente de serviços técnicos e pesquisa aplicada/Zoetis – Aves

O sistema imune dos animais vertebrados é um exemplo de como os animais evoluíram de maneira estratégica e altamente especializada para dar conta dos desafios microbiológicos. Na avicultura industrial os animais são criados em alta densidade e isso faz com que eles tenham que lidar com o alto risco de transmissão de doenças. Dessa forma, é imprescindível uma abordagem preventiva onde o sistema imune deverá funcionar de maneira decisiva na proteção da vida.

Dentre os diversos desafios das aves industriais, a doença de Gumboro exerce papel importantíssimo, pois atinge diretamente um dos principais órgãos do sistema imune: a bolsa de Fabrícius, ou também bolsa cloacal. Logo, esforços relevantes são direcionados à prevenção dessa enfermidade tanto por medidas de biosseguridade como por imunoprofilaxia.

Como medir a condição de saúde das aves relacionado aos desafios de Gumboro?

Existe a necessidade do monitoramento constante do desafio de Gumboro para que possamos proteger a saúde imunológica das aves. A perda da imunocompetência invariavelmente repercute em prejuízo econômico. Sabidamente a imunossupressão resulta em aumento de mortalidade, desenvolvimento de doenças bacterianas secundárias, aumento na condenação das carcaças e gasto excessivo com medicamentos terapêuticos. O custo da imunossupressão é muito alto.

Isso nos responde à pergunta do porquê devemos usar uma ferramenta específica para medir o status do sistema imune. Essa ferramenta proposta é o Z-Immuno Tracking (ZIT), que irá utilizar todo o conhecimento científico relacionado à doença de Gumboro para monitorar a condição de saúde de uma população de aves. A aplicação prática dessa ferramenta é muito clara. Com esse monitoramento podemos tomar decisões importantes para a manutenção da saúde ao longo do tempo. Um exemplo direto é a indicação do momento em que é necessário a mudança do programa vacinal.

Isso nos remete ao conceito da rotação das vacinas. Atualmente essa rotação é feita de maneira empírica e o ZIT irá ajudar na tomada da decisão baseada em uma plataforma de monitoramento da saúde das aves.

Considerando que existem diferentes tecnologias imunoprofiláticas para o controle da doença de Gumboro (vacinas vetorizadas, vacinas de imunocomplexo e vacinas convencionais), o ZIT irá oferecer um aconselhamento para realizarmos uma rotação das vacinas com base em ciência. Quem irá dizer o momento onde a mudança é necessária é a própria ave. E isso estará baseado nos indicadores zootécnicos e laboratoriais utilizados no ZIT.

Para que isso seja possível, essa ferramenta de monitoramento deve utilizar parâmetros relevantes com diferentes pesos para a tomada da decisão em função do desafio de campo. É necessário que os parâmetros utilizados sejam capazes de dizer como é a tendência ao longo do tempo da “pressão de infecção”. Isso dependerá também da amostragem laboratorial e da composição de cada um dos indicadores para convergir em número que represente o status da saúde imunológica das aves.

Muitas vezes nos perguntamos por quanto tempo devemos utilizar um programa vacinal contra a doença de Gumboro? Na verdade, não existe uma resposta universal para atender essa questão. A resposta dependerá de fatores específicos relacionados ao sistema de produção das aves. Em locais onde o reuso da cama é menos frequente haverá naturalmente um maior desafio por vírus de campo resistentes ao ambiente, entre eles o vírus de Gumboro. Com isso, é esperado que a rotação dos programas vacinais seja mais frequente.

Indicadores

Visando oferecer uma ferramenta útil para essa questão, o ZIT, baseia-se nos seguintes indicadores que juntos darão uma visão completa do como está a saúde imunológica das aves e da pressão de infecção frente ao vírus da doença de Gumboro.

  1. Indicadores zootécnicos: Os indicadores zootécnicos são fundamentais para medir o desafio da doença de Gumboro, pois permitem avaliar o impacto da doença na produtividade e saúde das aves. Eles ajudam a monitorar a eficiência das vacinas, a resposta imunológica e a recuperação dos lotes afetados.
  2. Sorologia por ELISA: O teste ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) é utilizado para detectar anticorpos contra o vírus da doença de Gumboro em aves. Na progênie, avalia-se a imunidade materna transferida aos pintinhos, enquanto no abate verifica-se a resposta imunológica após a vacinação e exposição ao vírus.
  3. Histopatologia da bolsa de Fabrícius: Este método envolve o exame microscópico dos tecidos da bolsa de Fabrícius para identificar lesões características da doença de Gumboro, como depleção linfóide, necrose e edema. É essencial para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da infecção.
  4. PCR da bolsa de Fabrícius e da cama da granja: A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é uma técnica molecular usada para detectar o material genético do vírus da doença de Gumboro. Amostras da bolsa de Fabrícius e da cama da granja são analisadas para identificar a presença do vírus e monitorar a contaminação ambiental.
  5. Bursometria: Este método mede o tamanho da bolsa de Fabrícius para avaliar a saúde imunológica das aves. Alterações no tamanho da bolsa podem indicar infecção pelo vírus da doença de Gumboro e a eficácia das vacinas utilizadas.

Esses indicadores quando unificados e utilizados com diferentes pesos de acordo com sua relevância irão nos mostrar como está a saúde imunológica das aves e qual é o desafio de Gumboro em uma determinada região. Essa informação é decisiva para a tomada de decisão e para a manutenção da saúde dentro de uma população ao longo do tempo. Isso é gerenciamento da saúde das aves baseado em informação relevante.

A inovadora ferramenta Z-Immuno Tracking faz uma conexão com conceitos epidemiológicos aplicados ao controle da doença de Gumboro. Nela levaremos em consideração o conceito do “colchão imunitário” que leva ao “esfriamento do galpão”, onde cada ave vacinada com vacinas compostas por vírus vivos é capaz de replicar a cepa vacinal lateralmente. Com essa ferramenta poderemos monitorar o status imune dos lotes levando em consideração a pressão de infecção ambiental e podemos tomar as melhores decisões de rotação dos programas vacinas.

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Fonte: O Presente Rural com Eduardo Muniz

Avicultura Retrospectiva 2025

Impulsionado por exportações e consumo interno mercado de ovos cresce em 2025

Produção avança, preços atingem picos no primeiro trimestre e embarques ao exterior batem recorde, mesmo com ajustes ao longo do ano e desafios pontuais no mercado internacional.

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Em 2025, o mercado de ovos manteve trajetória positiva, com produção e embarques recordes, apesar do caso de gripe aviária em granja comercial, em maio.

Pesquisas do Cepea mostram que as cotações atingiram recordes reais no início do ano; mas, com o aumento da oferta interna ao longo de 2025, passaram a recuar. Ainda assim, o bom ritmo dos embarques ajudou a limitar a baixa interna.

Os preços da proteína iniciaram 2025 abaixo dos praticados em dezembro/24, refletindo a demanda ainda retraída, típica do começo do ano. Em fevereiro, porém, o aumento gradual da procura com o retorno das aulas escolares e a oferta mais limitada elevaram os valores, que atingiram os maiores patamares da série histórica do Cepea. As altas persistiram até março, período em que tradicionalmente a demanda pela proteína é impulsionada pela Quaresma. No entanto, passaram a cair a partir de abril em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, com exceção de agosto.

Foto: Freepik

A produção nacional de ovos para consumo somou 3,04 bilhões de dúzias (de janeiro a setembro/25), volume 6,9% superior ao do mesmo período de 2024 e um recorde, de acordo com o IBGE. No mercado externo, a evolução dos casos de gripe aviária reduziu a oferta de ovos em diversos países.

Nos EUA, um surto significativo levou o país a intensificar as compras da proteína brasileira, cujo volume, entre janeiro e novembro, superou em 825% o total importado no ano anterior.

Segundo a Secex, nos 11 primeiros meses de 2025, os embarques de ovos in natura e processados somaram 38,64 mil toneladas, 109% acima do volume de todo o ano de 2024 e um recorde.

O setor também enfrentou alguns desafios externos. O tarifaço imposto pelo governo norte-americano em agosto reduziu os envios dos ovos aos EUA. Por outro lado, novos mercados foram abertos, como o México. Além disso, a rápida resolução do caso isolado de IAAP permitiu ao Brasil a retomada do seu status sanitário internacional e evidenciou o potencial do País para seguir atendendo as crescentes demandas interna e externa.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura

Nutrição ganha papel estratégico na imunidade e no controle de doenças na avicultura

Ração deixa de ser apenas fonte de desempenho e passa a atuar como ferramenta biológica, reforçando defesas das aves em um cenário de menor uso de antibióticos.

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Por décadas, a nutrição animal foi vista como ferramenta para garantir desempenho, peso e conversão alimentar. Mas, em um cenário de restrição ao uso de antibióticos e pressão crescente por sustentabilidade, a alimentação tem assumido outro papel estratégico na avicultura, que é atuar a favor da imunidade e no controle de patógenos.

Especialista em Imunologia Veterinária e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Breno Castello Branco Beirão: “É possível melhorar como acontecem as defesas se damos alguns nutrientes em momentos específicos. Hoje isso ainda é bastante teórico, pois a ração é fixa dentro de cada empresa, mas há potencial para o futuro” – Foto: Arquivo Pessoal

A ciência vem mostrando que a ração é mais do que combustível, é também um modulador biológico capaz de ajustar o comportamento do sistema imune, tornando as aves mais resistentes a desafios sanitários. Vitaminas, minerais, aminoácidos e aditivos funcionais não apenas nutrem, mas também influenciam como o organismo reage a infecções, inflamações e desequilíbrios intestinais.

O professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Breno Castello Branco Beirão, especialista em Imunologia Veterinária, explica que todos os nutrientes têm papel na modulação do sistema imunológico das aves, alguns de forma mais marcante, como as vitaminas A e D, os aminoácidos triptofano e arginina e os carboidratos.

Esses nutrientes, detalha Beirão, podem mudar de forma significativa a intensidade e a rapidez da resposta imune. “Há aminoácidos especialmente relevantes no controle imune, como glutamina, arginina e triptofano. A alteração deles modifica de maneira importante as defesas”, afirma.

No caso da energia dietética, explica, o essencial é o equilíbrio. “A quantidade total e a velocidade de uso são determinantes. A glicemia elevada constantemente ativa as células imunes, e o uso de fibras pode ajudar a mitigar isso”, menciona.

Mais do que nutrientes

O professor ressalta que a suplementação de vitaminas, minerais e prebióticos pode aprimorar as defesas naturais, mas o ponto-chave é o momento da oferta. “É possível melhorar como acontecem as defesas se damos alguns nutrientes em momentos específicos. Hoje isso ainda é bastante teórico, pois a ração é fixa dentro de cada empresa, mas há potencial para o futuro”, observa.

Na prática, o desafio está na rigidez dos sistemas industriais de alimentação. Cada empresa trabalha com formulações padronizadas, o que limita ajustes pontuais conforme a idade das aves, as condições do lote ou a carga de patógenos. “Talvez estratégias como a nutrição in ovo ou via água possam permitir maior flexibilidade”, expõe Beirão.

Controle de patógenos pelo intestino

As doenças entéricas, como coccidiose e enterites bacterianas, estão entre as principais causas de perdas produtivas. Nesses casos, as estratégias nutricionais buscam suprimir inflamações e, ao mesmo tempo, otimizar a resposta imune, explica o professor. “Sabemos um pouco sobre o uso de aditivos bióticos e nutricionais, mas ainda há espaço para melhorar esse conhecimento. É uma área nova de pesquisa”, salienta.

A ação dos aditivos funcionais, como probióticos, enzimas, óleos essenciais e acidificantes, ocorre em múltiplas frentes. “Eles interagem diretamente com as células imunes e alteram a microbiota intestinal, influenciando a presença de patógenos. Há inúmeros mecanismos, e esses são alguns dos mais conhecidos”, detalha.

Em relação à acidificação intestinal, Beirão observa que, embora muitos microrganismos se tornem resistentes aos ácidos, a técnica ainda provoca mudanças importantes na microbiota, dificultando a colonização por agentes como Salmonella e Escherichia coli.

Imunidade desde cedo

Outro ponto crítico é o início da vida das aves, quando o sistema imune ainda está em formação. “A maturação imune é muito dependente de estímulos nos primeiros momentos da vida. Estímulos com probióticos, leveduras e nutrição que sustente a formação dos tecidos mudam a resposta para toda a vida do animal”, afirma Beirão.

Segundo ele, investir na imunocompetência precoce é um dos caminhos mais promissores para reduzir o uso de antibióticos. “A nutrição pode ajudar, mas não sozinha. É preciso mudar manejo junto. Várias das estratégias que já mencionamos contribuem para isso”, acrescenta.

Avaliar, medir e ajustar

Hoje, nutricionistas contam com ferramentas sofisticadas para monitorar a saúde intestinal das aves. “Já há indicadores tecnificados, como análise de microbioma e permeabilidade intestinal”, menciona o professor, acrescentando: “Contudo, os parâmetros clínicos e zootécnicos ainda são o padrão ouro, embora sejam retrospectivos e não preditivos.”

Mesmo com limitações práticas, a convergência entre nutrição, imunidade e controle sanitário já é uma realidade respaldada pela pesquisa. “Há muitos estudos demonstrando resultados concretos, mas o problema é operacional: como manejar a dieta de uma empresa inteira quando as demandas são localizadas?”, questiona Beirão. A resposta, sugere ele, pode estar em inovações que permitam ajustar a nutrição de forma mais dinâmica e personalizada.

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Avicultura de Santa Catarina reforça liderança e deve fechar 2025 com resultados positivos

Estado amplia produção e receita mantém protagonismo nas exportações de carne de frango e sustenta competitividade mesmo diante de custos elevados e desafios sanitários globais.

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A avicultura industrial de Santa Catarina apresentou desempenho positivo em 2025 e reforçou sua posição estratégica no cenário nacional e internacional, mesmo diante de um ambiente econômico adverso e de desafios sanitários enfrentados pelo setor em âmbito global. A avaliação é do diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Jorge Luiz de Lima, ao analisar os principais indicadores do ano.

O Estado respondeu por 26,3% de todo o volume de carne de frango exportado pelo Brasil e por 22,8% da receita obtida com as vendas externas do produto, números que evidenciam o peso da avicultura catarinense dentro da cadeia avícola brasileira. Enquanto o desempenho nacional foi marcado por produção recorde e leve retração nas exportações, Santa Catarina conseguiu ampliar produção e receita, sustentado pela diversificação de mercados e pela competitividade do setor.

Diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Jorge Luiz de Lima: “Após o caso de influenza aviária no Rio Grande do Sul, a rápida resposta sanitária, o controle da situação e a reconhecida biosseguridade do sistema produtivo brasileiro permitiram a manutenção e a reabertura de mercados, fator que também beneficiou diretamente Santa Catarina”

Em 2025, a produção catarinense de carne de frango cresceu 2,5% em relação a 2024, acompanhando o movimento nacional, que alcançou cerca de 15,4 milhões de toneladas, alta próxima de 3%. A receita do setor em Santa Catarina avançou 6,3% no mesmo período, resultado que compensou, em parte, o aumento de 6,5% nos custos de produção, pressionados principalmente pela logística. Segundo a ACAV, o cenário foi ainda mais desafiador em função da taxa básica de juros em torno de 15%, considerada um fator adverso para investimentos e capital de giro.

No comércio exterior, Santa Catarina manteve protagonismo. Arábia Saudita, Japão, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido figuraram entre os principais destinos da carne de frango produzida no Estado. Ao longo do ano, Reino Unido e México se consolidaram como grandes compradores, ampliando a base de mercados e reduzindo riscos comerciais. Esse desempenho ganha relevância quando comparado ao cenário brasileiro, que registrou uma queda aproximada de 2% nas exportações totais, projetadas em cerca de 5,2 milhões de toneladas, em função de embargos temporários impostos após a detecção de um foco de influenza aviária em maio.

Apesar desse revés pontual, o faturamento da avicultura brasileira com exportações superou US$ 5,4 bilhões em 2025, demonstrando a força do setor no mercado global. “Após o caso de influenza aviária no Rio Grande do Sul, a rápida resposta sanitária, o controle da situação e a reconhecida biosseguridade do sistema produtivo brasileiro permitiram a manutenção e a reabertura de mercados, fator que também beneficiou diretamente Santa Catarina”, observou o diretor executivo.

No mercado interno, o consumo permaneceu elevado, impulsionado pelo frango como proteína de menor custo para o consumidor. De acordo com a ACAV, o setor encerrou 2025 com preços estáveis e margens favoráveis, mesmo diante do aumento de custos e das incertezas econômicas. O desempenho catarinense, que concentra pouco mais de um quarto das exportações brasileiras de carne de frango, confirma a relevância do Estado para a avicultura nacional e sustenta perspectivas positivas para 2026, tanto em produção quanto em mercados.

Fonte: Assessoria ACAV
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