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Fernando Penteado Neto é empossado como presidente da Asbram
O zootecnista substitui Juliano Sabella no biênio 2024/2025 e tem como vice-presidente Rodrigo Miguel, além de Leonardo Matsuda como diretor financeiro.

Executivos de empresas de suplementação mineral do Brasil, profissionais ligados ao segmento e ex-presidentes da entidade representativa do setor participaram no dia 21 de fevereiro, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, da posse do zootecnista Fernando Penteado Cardoso Neto, como presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (Asbram).
Fernando é de família de produtores rurais e empresários do agronegócio, além de neto de um ícone do segmento, o engenheiro agrônomo e empresário Fernando Penteado Cardoso. Filho do engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso Filho, que já presidiu a Asbram.

Juliano Sabella deixou o cargo de presidente da Asbram após dois anos: “Conseguimos chegar a 88 empresas filiadas, mais de 75% do mercado nacional no segmento, que é responsável por um faturamento de R$ 16 bilhões” – Fotos: Kika Damasceno
Fernando Penteado Neto substitui Juliano Sabella no biênio 2024/2025 e tem como vice-presidente Rodrigo Miguel, além de Leonardo Matsuda como diretor financeiro.
No discurso de despedida da presidência, Sabella enfatizou os quatro pilares que marcaram a sua gestão. “Temos o dever de ajudar a nutrir o maior rebanho bovino comercial do mundo, com mais de 200 milhões de cabeças. E disseminar o conceito de que não há mais espaço para quem não seguir o caminho de investir em novas tecnologias. Para isso, atuamos fortemente em Marketing, aperfeiçoamos o nosso Painel de Estatísticas, investimos no trabalho de aumentar a representatividade da Associação e viabilizamos a pesquisa sobre a importância da desoneração da cadeia produtiva para aumentarmos a oferta de alimentos para a sociedade brasileira”, resumiu Sabella. “E, nesse tempo, conseguimos chegar a 88 empresas filiadas, mais de 75% do mercado nacional no segmento, que é responsável por um faturamento de R$ 16 bilhões, quase 14 mil colaboradores e comercialização de 2,36 milhões de toneladas de suplementos minerais em 2023”, emendou.

Fernando Penteado Neto assume a presidência da Asbram para o biênio 2024/2025: “Vamos seguir nos trilhos dos pilares enaltecidos pelo Juliano Sabella e ficarei imensamente orgulhoso se fecharmos nosso trabalho com uma centena de indústrias atuando dentro da Asbram”
Em sua fala, Fernando Penteado Neto reforçou o valor do agronegócio para a economia brasileira, e reiterou que hoje a Asbram é respeitada como uma entidade aberta e transparente, além de confidenciar o grande sonho de sua administração. “Somente em 45 dias de trabalho neste ano, conseguimos três novas indústrias filiadas à entidade. Vamos seguir nos trilhos dos pilares enaltecidos pelo Juliano Sabella e ficarei imensamente orgulhoso se fecharmos nosso trabalho com uma centena de indústrias atuando dentro da Asbram”, enfatizou.
A vice-presidente executiva da Associação, Elizabeth Chagas, manifestou sua alegria em poder trabalhar com Fernando. “Eu sei que a minha tarefa na Asbram é fazer e não falar. Mas não posso deixar de frisar que considero esse momento histórico. Vou trabalhar com um amigo meu na presidência, ele que é o filho de outro grande amigo meu de mais de 40 anos. Vocês não se enganem sobre o meu amor ao boi, sobre o meu amor a Asbram”, falou emocionada.
Primeiro compromisso como presidente
Na última quinta-feira (22), Fernando Penteado Neto liderou a primeira reunião do ano da Asbram ao lado de representantes das indústrias do Brasil inteiro. Juntos, eles debateram intensamente o ano pecuário em 2024, a virada no ciclo produtivo, a economia brasileira, o painel de comercialização de suplementos minerais para gado de corte e leite.
E foram unânimes ao vislumbrar o novo período com otimismo e na certeza de que os problemas graves enfrentados em 2023 já ficaram para trás. “A economia brasileira vai crescer pouco, mas vai evoluir. As exportações vão muito bem em volume apesar das receitas menores. O ano vai ser de prudência e fazer o básico. Água, suplemento, cerca, cocho, curral, pasto, sanidade, coleta e análise de dados para a melhor tomada de decisões”, concordaram especialistas como o pecuarista e analista de mercado Rodrigo Albuquerque, e o professor de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Felippe Cauê Serigati.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



