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Fenasul Expoleite encerra com público de 150 mil pessoas nos cinco dias de evento
Último dia da feira teve solenidade com o desfile dos campeões e lembranças das autoridades sobre crise do setor no Rio Grande do Sul.

Com cerca de 150 mil visitantes, a Fenasul Expoleite 2025 chegou ao fim no último domingo (18). O evento foi realizado no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Marcando o encerramento da feira, desfile dos campeões ocorreu pela manhã, para o público presente e autoridades, na pista do bovino de leite.

Fotos: JM Alvarenga
Representando o Governo do Rio Grande do Sul, o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, afirmou que a Fenasul Expoleite se consolida como um grande evento agropecuário do primeiro semestre no Rio Grande do Sul. “Quando nós podemos observar recordes de produção, isso mostra nossa evolução genética, mostra o compromisso do setor produtivo. E é importante salientar também que nós nos encontramos com o setor no mais alto grau de responsabilidade e maturidade”, destacou.
Madalena não deixou de citar os casos de gripe aviária recentemente confirmados no Estado. “Depois de dois anos fora de eventos, as aves ornamentais participariam da feira. Assim que comunicamos oficialmente, eles mesmos tomaram a iniciativa de seguir todos os protocolos. Isso é maturidade e é isso que nós gostaríamos de comunicar ao mercado internacional”, garantiu, dizendo, ainda que o Rio Grande do Sul possui um setor produtivo maduro, um serviço veterinário oficial com experiência e que tem condições, enquanto agropecuária gaúcha, de manter a segurança alimentar nacional e global.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
Presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, enalteceu a resposta dos criadores e expositores que atenderam ao chamamento para participarem do evento e se disse muito satisfeito, também, por ver a capacidade demonstrada pelos promotores em se unirem para a realização da feira. “E muita gente fez isso, uniu e trouxe o setor e outros setores se agregaram e cada vez mais a Fenasul Expoleite cresce, superando, então, 2023. Nós tínhamos esse desafio”, afirmou Tang.
A importância simbólica e econômica da atividade leiteira foi salientada pelo diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong. “O tambo de leite não tem fim de semana, não tem feriado, não tem carreira. Tem um horário a ser cumprido”, disse, destacando o trabalho diário e invisível de quem está na base do setor.
O presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, destacou a importância da Fenasul Expoleite como
vitrine da produção leiteira e da agricultura familiar no Estado. Segundo ele, os verdadeiros protagonistas do evento são os criadores e produtores rurais, que “da porteira para dentro fazem as coisas acontecerem”, enfrentando secas, enchentes e adversidades com resiliência e reinvenção constante. “A mesma coisa nós não podemos dizer da porteira pra fora. Falta muito da porteira pra fora para que os governos deem resposta aos produtores que precisam”, afirmou.
Carlos Joel reforçou que as entidades representativas seguem cumprindo seu papel, lutando por soluções e cobrando ações concretas das autoridades. “Não confundam o governo não atender com a Farsul e a Fetag não lutarem. Estamos toda semana discutindo em Brasília, mas não adianta só reunião. Tem que ter solução”, destacou.
O prefeito de Esteio, Felipe Costella, destacou a importância do trabalho dos produtores rurais como base do sucesso da Fenasul Expoleite e da Multifeira. “Ninguém coloca a faixa de campeão em um animal de hoje pra amanhã. Esse é um trabalho contínuo, com constância, disciplina, planejamento e enfrentando as dificuldades do dia a dia”, afirmou, valorizando a dedicação de quem está nas propriedades e faz a base da cadeia produtiva.
Costella também ressaltou os avanços conquistados na edição de 2025, que superou as expectativas. “Batemos recordes de público, até recordes para o Guinness Book. E não tenho dúvida de que em 2026 faremos uma Fenasul, uma Expoleite e uma Multifeira ainda maiores”, projetou.

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Garantia-Safra libera pagamento para produtores afetados por seca ou excesso de chuva
Benefício atende agricultores familiares com perdas comprovadas na produção de feijão, milho ou mandioca.

O governo federal divulga no dia 15 de abril a lista dos municípios cujos agricultores receberão, neste mês de abril, parcela do programa Garantia-Safra 2024-2025. A norma entra em vigor nesta quinta-feira (16).

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui agricultores familiares dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minhas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Veja aqui a lista completa.
O benefício, de R$ 1,2 mil, ocorrerá em parcela única. O pagamento começa ainda em abril e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família.
Benefício
O Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado.
O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa.
O benefício pode ser solicitado via aplicativo CAIXA Tem, lotéricas ou agências da Caixa.
Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.
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Fim da escala 6×1 será avaliado em comissão da Câmara dos Deputados
PEC retorna à pauta da CCJ após pedido de vista e tem parecer favorável à admissibilidade.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30. 

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.
Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.
Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.
O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.
Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).
O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.
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Calor extremo já ameaça sistemas de produção de alimentos no mundo
Relatório da FAO e da OMM aponta que mais de 1 bilhão de pessoas já são afetadas pelos impactos do aumento das temperaturas.

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o calor extremo já está colocando os sistemas agroalimentares globais sob forte pressão e ameaçando os meios de subsistência e a saúde de mais de 1 bilhão de pessoas.
O estudo foi elaborado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). As agências destacam que as ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e duradouras, com impactos diretos sobre a agricultura, a pecuária, a pesca e as florestas.
Segundo o relatório, o cenário indica um futuro de maior incerteza, com o aquecimento global em aceleração. Dados recentes mostram que 2025 está entre os três anos mais quentes já registrados, o que tem intensificado eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo.

Foto: Pixabay
O documento aponta ainda que o calor extremo atua como um “multiplicador de riscos”, agravando secas, incêndios florestais, surtos de pragas e reduzindo a produtividade das lavouras quando são ultrapassados limites críticos de temperatura. Em geral, há queda na produtividade das principais culturas quando os termômetros passam de cerca de 30°C.
O relatório também cita casos como o do Marrocos, que enfrenta seis anos consecutivos de seca, seguidos por ondas de calor recordes.
Outro ponto de alerta é o aumento das ondas de calor marinhas. Segundo o estudo, esses eventos estão mais frequentes e têm reduzido os níveis de oxigênio nos oceanos, afetando estoques pesqueiros. Em 2024, cerca de 91% dos oceanos do mundo registraram ao menos uma onda de calor marinha.

Foto: Divulgação/IDR
As projeções indicam que os riscos tendem a crescer com o avanço do aquecimento global. O relatório estima que a intensidade dos eventos extremos de calor pode dobrar com 2°C de aquecimento e quadruplicar com 3°C, em comparação ao cenário de 1,5°C.
Também foi destacado que cada aumento de 1°C na temperatura média global pode reduzir em cerca de 6% a produção das quatro principais culturas agrícolas do mundo: milho, arroz, soja e trigo.
Diante desse cenário, FAO e OMM defendem maior coordenação entre países e o fortalecimento de sistemas de alerta climático para apoiar agricultores e pescadores na tomada de decisões. As agências afirmam ainda que ações de adaptação, isoladamente, não são suficientes para conter os impactos, e que será necessária uma resposta mais ampla diante da intensificação do calor extremo.



