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Fenasul Expoleite começa quarta-feira com mais de 1,4 mil animais

Concurso leiteiro, Fenovinos, rodeio, provas equestres, feira da agricultura familiar, atrações culturais e festival gastronômico movimentam o Parque Assis Brasil até o próximo domingo (17) em Esteio (RS).

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Foto: Divulgação

A Fenasul Expoleite 2026 começa nesta quarta-feira (13), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), reunindo programação técnica, pecuária, cultural e gastronômica até domingo (17). Com entrada gratuita, a feira contará com concursos leiteiros, julgamentos de animais, rodeios, provas equestres, feira da agricultura familiar, multifeira e apresentações culturais.

Os portões estarão abertos diariamente das 08 horas à meia noite. O acesso de pedestres poderá ser feito pelos portões 3 e 7, enquanto os visitantes que utilizarem veículos terão estacionamento disponível nos portões 5 e 10.

Foto: Fernando Dias/Seapi

Ao todo, a edição deste ano contará com 1.453 animais, incluindo bovinos leiteiros, bubalinos, equinos, caprinos, ovinos, coelhos, chinchilas e pássaros.

Entre os destaques da programação técnica estão os concursos de ordenha das raças Holandesa e Jersey, realizados entre quarta e quinta-feira (14). O encerramento ocorre na quinta-feira, às 17 horas, com o tradicional banho de leite.

A edição de 2026 também marca a primeira realização conjunta da Feira Nacional dos Ovinos (Fenovinos) com a Fenasul Expoleite. O evento contará com 483 ovinos e terá julgamentos, Campeonato Cabanheiro do Futuro e leilão multirraças.

As competições equestres também terão espaço na programação. Os cavalos Árabes disputam a segunda etapa Fenasul de Domados do Pampa, enquanto os Mangalargas participam das provas de três tambores e seis balizas no sábado (16) e no domingo, nas pistas 14 e 15.

Já o Cavalo Crioulo terá programação intensa a partir da quinta-feira, com a realização da Classificatória Gaúcha Sul e da Exposição Outonal 2026 na pista da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

De quinta-feira a domingo, a pista PP1 recebe o 11º Rodeio Fenasul.

Agricultura familiar e diversidade econômica

Fotos: JM Alvarenga/Divulgação

A Feira da Agricultura Familiar reunirá 40 expositores de agroindústrias familiares gaúchas no Pavilhão da Agricultura Familiar. O espaço terá comercialização de alimentos e produtos artesanais em horários específicos durante a feira.

Já a Multifeira de Esteio ocupará os Pavilhões Internacional, do Artesanato e parte do Pavilhão da Agricultura Familiar, reunindo 116 empresas, entidades, instituições e órgãos públicos. A proposta é apresentar a diversidade econômica de Esteio e de municípios gaúchos.

Programação cultural e festival gastronômico

As atividades culturais também integram a programação da feira. Entre quarta-feira e sábado, o palco do Pavilhão da Agricultura Familiar receberá shows musicais a partir das 20 horas.

No sábado e no domingo, a partir das 08 horas, será realizado o Rodeio Artístico Esteio, com competições de danças tradicionais, declamação, intérprete solista e chula.

Outro destaque será o Festival Brasa & Prosa, instalado no Pavilhão Internacional. O espaço sediará o Torneio Ibero-Americano de Assadores Ancestrais, além de workshops, cursos e atrações culturais. As disputas do torneio ocorrem no sábado e no domingo.

Eventos técnicos discutem sustentabilidade e manejo

A programação também inclui seminários e palestras técnicas voltadas ao setor agropecuário. Na sexta-feira (15), às 08h30, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) promove um seminário sobre tecnologias para mitigação de gases de efeito estufa na cadeia leiteira, na Casa do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

Também estão previstas apresentações técnicas sobre manejo sanitário, desmama e mercado na sede da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (AGPTEA).

A Fenasul Expoleite é realizada pela Seapi e pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), com copromoção da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Prefeitura de Esteio.

Para conferir a programação completa da Fenasul Expoleite 2026 clique aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa

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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Fundesa-RS adia início da cobrança de taxas sobre rebanhos por instabilidade em sistema

Emissão de boletos foi suspensa após identificação de problemas técnicos. Nova data para o início da arrecadação ainda não foi definida.

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Foto: Adapar/Paraná

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) adiou o início da arrecadação das taxas incidentes sobre a existência de animais declarados na Declaração Anual de Rebanho. A cobrança estava prevista para começar na quarta-feira (15), mas foi suspensa devido a instabilidades técnicas no novo sistema de emissão de boletos.

Foto: Maurílio Fernandes de Oliveira

Segundo o Fundesa-RS, os problemas identificados impedem, neste momento, a operacionalização do processo de arrecadação junto aos produtores rurais.

Em nota, o fundo informou que a equipe técnica e os responsáveis pelo processamento das informações fornecidas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) trabalham em caráter prioritário para corrigir as inconsistências do sistema.

Nova data ainda não foi definida

De acordo com o Fundesa-RS, o objetivo é restabelecer o funcionamento da plataforma de forma que a arrecadação ocorra com transparência, agilidade e segurança jurídica para os contribuintes.

Até o momento, não foi divulgada uma nova data para o início da cobrança. O fundo informou que o cronograma atualizado será comunicado pelos canais oficiais da instituição e também pelas entidades que integram o Fundesa-RS, assim que o sistema estiver plenamente operacional.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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