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Notícias Nos dias 13 a 15 de maio

Fenagra é palco de oportunidades, negócios, atualização e tendências da agroindústria Feed & Food

Evento vai contar com 230 empresas expositoras e 11 congressos técnicos para a troca de informação, conhecimento, inovação, tecnologia e investimento.

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Fotos: Divulgação/Fenagra

A Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) vai reunir, no mesmo local, grandes players do setor de pet food, nutrição e reciclagem animal, graxaria, biodiesel, óleos e gorduras,além de congressos técnicos, realizados paralelamente à feira e promovidos pelas próprias Associações dos setores que representam.

O evento acontece de 13 a 15 de maio, das 11 às 19 horas, no Pavilhão principal do Distrito Anhembi, em São Paulo.

“A Fenagra é o maior encontro da agroindústria Feed & Food na América Latina. De um lado, expositores trarão o que há de mais inovador em tecnologia, insumos, maquinários, equipamentos e soluções. Do outro, congressos técnicos reunirão especialistas, tendências, desafios, estratégias e insights que nortearão o futuro do setor. Essa junção torna a Fenagra um ambiente completo para oportunidades, negócios, investimentos, conhecimento, atualização e expansão de networking”, declara Daniel Geraldes, diretor da Fenagra.

Em sua 18ª edição, a Fenagra contará com 230 expositores, de 17 países, vindos da Europa, Ásia, América do Sul, além dos Estados Unidos e da Austrália, que ocuparão uma área de 16 mil m2, abrangendo os setores de Biodiesel, Frigoríficos e Graxarias, Nutrição Animal (Pet Food, Aqua Feed, Animal Feed – Aves, Suínos e Bovinos), Óleos e Gorduras Vegetais, Grãos e Derivados. Segundo os organizadores, estima-se receber cerca de nove mil visitantes e gerar R$ 880 milhões em negócios, um acréscimo de 10% em relação à última edição.

Sobre os eventos paralelos, serão 11 congressos técnicos e cerca de 200 palestrantes convidados, vindos também do exterior. Um dos destaques será o 2º Fórum Biodiesel e Bioquerosene – Tecnologia e Inovação, realizado pela Ubrabio – União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene, que acontecerá nos dias 14 e 15 de maio e reunirá líderes e especialistas para debater os avanços tecnológicos e os desafios da produção de combustíveis sustentáveis no país.

 A grade de programação inclui temas, como: a viabilidade técnica do biodiesel; a Lei do Combustível do Futuro; a rastreabilidade e qualidade dos combustíveis; a Nova Indústria Brasil; a produção de alimentos; as novas tecnologias no ciclo diesel; o reflexo de fraudes; e os novos biocombustíveis, como HVO, SAF e marítimo.

Para Donizete Tokarski, diretor superintendente da Ubrabio, o Fórum é um marco para o futuro da energia sustentável e para o crescimento contínuo da indústria no país, reunindo especialistas que vão contribuir com soluções inovadoras e essenciais para o avanço do setor.

Diretor da Fenagra, Daniel Geraldes: “Fenagra é o maior encontro da agroindústria Feed & Food na América Latina. De um lado, expositores trarão o que há de mais inovador em tecnologia, insumos, maquinários, equipamentos e soluções”

Representa uma oportunidade de extrema relevância para fortalecer o setor de biocombustíveis no Brasil e acelerar a transição energética no contexto global. “Neste ano, o foco será aprofundar as discussões sobre a viabilidade do biodiesel, a Lei do Combustível do Futuro, a rastreabilidade e a qualidade dos combustíveis, além de debater a produção de alimentos e biocombustíveis. Também vamos explorar as grandes oportunidades que surgem com os novos combustíveis renováveis, como o HVO e o SAF”, ressalta.

Outro evento a ser realizado nos dias 14 e 15 de maio será o 8º Congresso de Óleos e Gorduras, promovido pela – Sociedade Brasileira de Óleos e Gordura (SBOG). O congresso visa debater novas tecnologias, processos, equipamentos, insumos, aditivos, nutrição, saúde e reunirá acadêmicos, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas instituições públicas e privadas.

As palestras englobarão diferentes áreas de destaque no campo de óleos e gorduras assim como dados sobre a cadeia produtiva da soja e as perspectivas para os biocombustíveis no Brasil; a esterificação enzimática na produção de biodiesel e o pré-tratamento de matérias-primas destinadas à produção de HVO e SAF. Outro tema será a evolução da aplicação industrial das gorduras e como suas propriedades térmicas determinam o seu uso pela indústria de alimentos, além do avanço e dos desafios da aplicação de oleogéis. Ademais serão discutidas a ação inflamatória e anti-inflamatória mediada por ácidos graxos e os feitos metabólicos da gordura interesterificada. A novidade, neste ano, é a parceria inédita com a ExpoAzeite, que fará palestras sobre azeite de oliva.

Para Jane Block, presidente da SBOG e coordenadora geral do evento, a realização do 8º Congresso de Óleos e Gorduras mostra a importância da Fenagra, que vai muito além de um evento que impulsiona o setor da agroindústria no Brasil. “Serão dois dias intensos de aprendizado e interação, trazendo para o debate os principais avanços da ciência e da tecnologia na área de óleos e gorduras”, destaca.

Haverá ainda a 10ª edição do Diálogo Técnico – Setor de Reciclagem Animal, promovida pela ABRA – Associação Brasileira de Reciclagem Animal. O evento, gratuito e aberto ao público, contará com apresentações dos patrocinadores: Eurotec Group, Fast Tecnologia Industrial e Oestergaard Feed & Food. A empresa Di Nardo e Cossi Advogados participará como palestrante e abordará o tema ‘Reciclagem Animal na Era da Reforma Tributária’, enquanto o Departamento de Saúde Animal (DSA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), encerrará o evento com a palestra ‘Novo Programa Nacional de Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB) e a estratégia de retirada da obrigatoriedade da esterilização de farinhas de ruminantes’.

Para Pedro Bittar, presidente do Conselho Diretivo da ABRA, participar da Fenagra é uma oportunidade estratégica para unir e fortalecer alianças com associados, patrocinadores e demais envolvidos no setor. “A Fenagra é o ponto de encontro da reciclagem animal e, para valorizar ainda mais a feira, realizaremos, com exclusividade para os associados da ABRA, no dia 13 de maio, a Assembleia Geral Ordinária e, no dia 14 de maio, teremos o Seminário Habilita Chile, com a presença de representantes do Servicio Agrícola y Ganadero do Chile (SAG)”, destaca.

Já o Congresso ABISA Sudeste 2025 – Saneantes, Cosméticos e Afins, realizado pela Associação Brasileira de Produtos de Higiene & Limpeza e Afins (Abisa), aberto ao público e gratuito, contará com palestras técnicas, fornecedores, matérias-primas, maquinários, tecnologia da informação, equipamentos de laboratórios, entre outros. Dentre os temas, estarão: O Poder de Compra do Consumidor 50+; Neurotecnologia e Inteligência de Dados – Redução de Custos e Riscos para Novos Produtos; Matérias-primas (Sebo, Plásticos, Láuricos); Tecnologia para Sabão em Pó, entre outros.

“Serão várias palestras e a expectativa é que o evento atraia um público qualificado e que participe ativamente das discussões e atividades. É uma grande oportunidade de intensificar o networking, fechar negócios e formalizar propostas, reunindo, no mesmo espaço, produtores de matérias-primas, fabricantes, vendedores, revendedores, representantes comerciais, entre outros. Sem contar que ainda poderão visitar os demais eventos realizados em paralelo e conhecer novas parcerias”, declara Zoé Morés, executiva da Abisa.

A Fenagra vai receber os congressos promovidos pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), entre os quais a 35ª Reunião Anual CBNA, o 5º Workshop CBNA sobre Nutrição em Aquacultura, o 8º Workshop CBNA sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet) e o XXIV Congresso CBNA PETMais informações sobre esses eventos clique aqui.

Confira a agenda dos Congressos Técnicos:

2º Fórum Biodiesel e Bioquerosene – Tecnologia e Inovação, da Ubrabio

https://forumbiodieselbioquerosene.com.br/

8º Congresso de Óleos e Gorduras, da Sbog

https://oleosegorduras.org.br/viii-congresso-de-oleos-e-gorduras

10° Diálogo Técnico – Setor de Reciclagem Animal, da Abra

https://abra.ind.br/eventos/

Congresso Abisa Sudeste 2025 – Saneantes, Cosméticos e Afins, da Abisa

https://abisa.com.br/sudeste-2025

Mais informações sobre a Fenagra acesse aqui.

Fonte: Assessoria Fenagra

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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