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Peixes 2º IFC Amazônia

Feira de tecnologias e negócios impulsiona a produção sustentável de pescados na Amazônia

Belém do Pará será novamente o palco do IFC Amazônia, que acontece de 23 a 25 de abril de 2025, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia. Para a segunda edição do evento espera-se reunir mais de cinco mil participantes.

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Fotos: Divulgação/IFC

Com público formado por produtores, pescadores e profissionais do setor, o IFC Amazônia reúne empresas de todo o país para apresentar soluções inovadoras que vão desde nutrição e genética até equipamentos de beneficiamento e logística. O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva do pescado, agregando valor e promovendo a sustentabilidade na produção aquícola e pesqueira.

“A proteína vinda da água pode posicionar o Brasil e os países da região amazônica no mercado global. O IFC Amazônia é a oportunidade para transformar a forma de produzir, gerir e comercializar pescados, com foco em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade”, destaca Eliana Panty, CEO da Fish Expo no IFC Amazônia.

Potencial da Amazônia para a produção de pescados

A região amazônica, com sua abundância de águas doces e salgadas, é um cenário ideal para a produção de pescados. O Pará, sede do evento, é um dos grandes expoentes do setor no país, com potencial para se tornar um dos maiores produtores de peixes do Brasil.

“Temos água doce, salgada e salobra em abundância, além de uma biodiversidade única. O IFC Amazônia é a chance de alavancar a produção de pescados e mostrar ao mundo o que a Amazônia tem a oferecer”, afirma Giovanni Queiroz, secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (SEDAP).

“A adoção de tecnologias de produção e gestão no setor de aquicultura e pesca é essencial para aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a rentabilidade da atividade”, destaca o presidente do IFC Amazônia, Altemir Gregolin. “A implementação de práticas inovadoras, como o uso de sistemas de recirculação de água, manejo alimentar eficiente, monitoramento digital da produção e certificações de sustentabilidade, permite o aumento da produtividade e a preservação dos ecossistemas aquáticos”, completa.

Empresas e instituição aderem à feira de tecnologias e negócios no IFC Amazônia

A feira de negócios contará com a participação de empresas da cadeia do pescado, desde a produção até o beneficiamento. De acordo com a CEO do International Fish Congress Brasil, Eliana Panty, esta edição promete atrair empresas de várias regiões do Brasil interessadas em investir na Amazônia e no seu potencial aquícola.

“A Amazônia conta com uma abundância de recursos naturais – terra, água e grãos – ideais para a piscicultura. A proteína de origem aquática é sustentável, economicamente viável e essencial para alimentar o mundo nos próximos 30 anos, como projeta a FAO”, afirma.

Entre as empresas já confirmadas para a segunda edição do IFC Amazônia, destacam-se grandes nomes do setor de pescados. Uma delas, a multinacional Imeve – Saúde e Nutrição Animal, que em 2025 completa 45 anos já confirmou sua participação como expositora.

Foto: Divulgação/C.Vale

A feira de tecnologias e negócios terá ainda a participação da Aquaplus, referência em soluções para otimizar a produção aquícola, retorna ao evento com um portfólio diversificado que inclui aeradores de alta performance, tanques de geomembrana, probióticos, alimentadores automáticos e consultoria especializada.

A Braspeixe, líder na fabricação de tanques-rede de polietileno de alta densidade (PEAD), segue consolidando sua atuação na piscicultura, oferecendo equipamentos de alta durabilidade para tilápia, tambaqui, pirarucu e outras espécies. Já a Bernauer Aquacultura apresentará sua nova linha de aeradores Beraqua Aeration Plus, que garantem eficiência energética e elevadas taxas de transferência de oxigênio, reduzindo custos operacionais. Em breve divulgaremos a participação das demais empresas já confirmadas.

Cozinha Show e Corredor do Sabor: valorizando a gastronomia amazônica

O IFC Amazônia 2025 traz novamente a Cozinha Show, um festival de sabores e saberes que promove aulas gratuitas de gastronomia com chefs renomados. A programação, realizada em parceria com a Universidade da Amazônia (UNAMA) e a CODEM, valoriza o patrimônio cultural alimentar da região e incentiva o consumo de pescados, apresentando receitas que exploram a biodiversidade local.

Além disso, o Corredor do Sabor será um espaço dedicado à valorização de produtos locais, incluindo aqueles com Indicações Geográficas (IG) ou em processo de certificação. A curadoria do espaço é realizada em parceria com a SEDAP, destacando a riqueza e a diversidade da produção amazônica.

IFC Bio Fashion: moda sustentável em destaque

A 2ª edição do IFC Amazônia inova com o IFC Bio Fashion, que reúne expositores que buscam materiais sustentáveis oriundos da aquicultura e pesca. Ainda, promove um desfile de moda sustentável que apresenta roupas, calçados, acessórios e decorações produzidos com bioprodutos da região. O evento, realizado em parceria com o Amazônia Fashion Week, contará com a participação de dez marcas consagradas, reforçando a conexão entre moda, sustentabilidade e biodiversidade.

“A moda pode ser uma ferramenta para a preservação da Amazônia, pois a indústria da moda utiliza muitos recursos naturais e humanos e a região é uma mina de grandes talentos”. Eliana Panty, diretora do IFC Amazônia.

A embaixadora do IFC Bio Fashion, Amanda Hoch, é considerada a Rainha do Couro da Tilápia no Brasil, com vários prêmios de reconhecimento ao empreendedorismo feminino, entre eles, o prêmio do SEBRAE: Mulher de Negócio do SEBRAE. “Estamos realizando um trabalho com o couro de pirarucu na moda desde o ano passado e este ano iniciamos um trabalho com o couro da arraia. E, um dos motivos que nos levam a inserir o movimento da moda no IFC Brasil é conectar produtores e estilistas com o intuito de gerar negócios”.

“Com o IFC Bio Fashion, o IFC Amazônia abre espaço para que artistas renomados insiram-se no universo da cadeia produtiva do pescado”, afirma Amanda. Para ela, como criativos, os profissionais da moda podem ter uma maior compreensão da importância do aproveitamento desse resíduo de alto valor agregado, que é o couro do peixe. “Já muito valorizado no mercado externo, precisa desenvolver-se por aqui. Hoje, grandes marcas procuram a pele do pirarucu. E, através do desfile, é possível mostrar o valor agregado dessas peles e as oportunidades de negócios que o IFC Amazônia proporciona”.

Inscrições gratuitas

As inscrições para a segunda edição do IFC Amazônia – congresso e feira – são gratuitas e devem ser realizadas no site do evento, clicando aqui. Vagas limitadas!

Fonte: Assessoria IFC

Peixes

Brasil e Chile investigam nanoplásticos, bactérias e risco ao pescado na Antártica

Instituto de Pesca (IP-Apta) participa do consórcio binacional que avaliará como nanoplásticos e bactérias resistentes podem afetar a saúde do pescado e do consumidor.

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Foto: Divulgação/IP-Apta

O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, integra um ambicioso projeto de pesquisa binacional entre Brasil e Chile que investigará a presença de bactérias resistentes a antibióticos e contaminantes emergentes, como nanoplásticos, em ecossistemas antárticos.

A iniciativa, denominada Latin American Antarctic Research Consortium on Antimicrobial Resistance and Emerging Contaminants (LARCARE), é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Agencia Nacional de Investigación y Desarrollo (ANID), do Chile. O estudo é estratégico para avaliar riscos potenciais à segurança de produtos pesqueiros e à saúde pública, em alinhamento com a abordagem “Saúde Única”, que integra saúde humana, animal e ambiental na análise de riscos globais.

Foco no pescado e na segurança alimentar

Com expertise consolidada em saúde animal, ecotoxicologia aquática e segurança de alimentos, o IP contribuirá especialmente nas frentes relacionadas aos organismos marinhos, como moluscos bivalves e peixes, considerados sentinelas ideais para monitorar a contaminação ambiental e seus possíveis impactos na cadeia pesqueira.

A participação da instituição no consórcio internacional posiciona o estado de São Paulo e o Brasil na vanguarda de pesquisas que conectam a saúde de ecossistemas polares remotos à segurança dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Esse conjunto de competências técnicas será fundamental para transformar os achados científicos em subsídios concretos para políticas públicas de vigilância sanitária, normas de biosseguridade e boas práticas voltadas aos setores aquícola e pesqueiro, fortalecendo a proteção do consumidor e a sustentabilidade da produção. De acordo com o pesquisador do IP, Edison Barbieri, “estamos indo ao lugar mais remoto da Terra para encontrar problemas criados por nós mesmos. Os nanoplásticos são como ‘cavalos de Troia’ minúsculos: eles podem carregar poluentes e bactérias para dentro do organismo de peixes e moluscos que, mais tarde, podem chegar ao nosso prato. Com as bactérias resistentes, o risco é igualmente sério: se elas chegarem aos nossos recursos pesqueiros, podemos estar diante de um problema de saúde pública de difícil solução. O que acontece na Antártica não fica na Antártica”, alerta.

O que o projeto vai investigar

Entre os principais objetivos do projeto está a investigação da presença e dos efeitos ecotoxicológicos de partículas plásticas, especialmente nanoplásticos, em organismos filtradores da fauna bentônica antártica. Esses organismos, ao acumularem contaminantes, podem indicar riscos de transferência ao longo da cadeia alimentar marinha, com implicações diretas para a segurança do pescado destinado ao consumo humano.

A pesquisa também identificará e caracterizará bactérias resistentes a antibióticos em espécies da fauna antártica, incluindo aves marinhas, pinípedes e invertebrados bentônicos. O IP terá papel relevante na análise dos riscos associados à possível disseminação dessas bactérias ou de seus genes de resistência para ambientes costeiros, com potencial impacto sobre recursos pesqueiros e sistemas de aquicultura.

Paralelamente, o consórcio buscará, na biodiversidade microbiana antártica, novas soluções biotecnológicas, como probióticos e bactericinas, que possam futuramente ser aplicadas no controle de patógenos na aquicultura, promovendo uma produção mais sustentável e segura.

O projeto empregará técnicas avançadas capazes de identificar microrganismos, seus genes e partículas microscópicas, como os nanoplásticos. Parte das análises será realizada no Sirius, em Campinas (SP), no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o único acelerador de partículas da América Latina, além da aplicação de modelagem ecológica. As amostras coletadas na Antártica serão comparadas a amostras provenientes de áreas costeiras do Brasil e do Chile, permitindo um panorama inédito sobre como a poluição e a resistência antimicrobiana se dispersam ao longo das diferentes regiões marinhas.

Fonte: Assessoria IP-Apta
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Peixes

Quaresma de 2026 terá tilápia mais barata para os paranaenses, aponta Deral

Principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O início da Quaresma em 2026 tem uma boa notícia para os consumidores paranaenses. Segundo a pesquisa de preços do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, divulgada no boletim semanal, o principal produto da piscicultura paranaense, a tilápia, apresentou uma redução de 5% no preço do filé no varejo em relação a janeiro de 2025. Dados do IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam essa tendência apontando uma queda de cerca de 12%. O movimento de preços favorece o aumento das vendas em supermercados e peixarias no momento de pico de procura por peixes.

Fotos: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

O Paraná é um dos principais polos pesqueiros do País justamente pela liderança na produção e exportação de tilápia, uma das espécies mais procuradas pelos consumidores. Em 2024, o Estado alcançou produção de 250 mil toneladas, alta de 17% em comparação com 213 mil toneladas no ano anterior.

No setor de ovos, que acompanha a tradicional migração do consumo de carnes vermelhas para proteínas alternativas, houve aumento no valor de comercialização em Curitiba, impulsionados pela volta às aulas e pela queda sazonal na produção nacional. Esse movimento é explicado pela combinação da demanda aquecida pelas compras institucionais para merenda escolar e pelo período religioso, que se estende até o início de abril.

“Mas apesar da elevação recente, o preço dos ovos não deve alcançar os mesmos patamares observados em 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade, movimento que deve permanecer até o encerramento da Quaresma”, diz a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz. O boletim do Deral aponta que o valor atual ainda é 22,4% inferior ao registrado em 2025.

Fonte: AEN-PR
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Peixes

Setor de piscicultura se prepara para Aquishow Brasil 2026

Evento apresenta tecnologias, debates técnicos e premiações para impulsionar a produção de tilápia no Triângulo Mineiro.

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Fotos: Divulgação/Aquishow Brasil

A Aquishow Brasil, o maior evento da aquicultura nacional, será realizada mais uma vez em Uberlândia (MG), entre 9 e 11 de junho de 2026, no Castelli Master. O objetivo é avançar nas conquistas já realizadas e contribuir ainda mais para o crescimento da piscicultura em Minas Gerais, que já é uma das mais fortes do Brasil.

Para isso, o evento está maior, com discussões técnicas e completas e conta com a presença de mais de 100 empresas dos vários segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de tilápia.

“A Aquishow Brasil é o maior evento do setor e tem uma missão estratégica: contribuir para o fortalecimento da atividade no país, especialmente em regiões de alto potencial. O Triângulo Mineiro pode se tornar ainda mais relevante na produção de tilápia e estar em Uberlândia pelo segundo ano nos possibilita ajudar nesse processo”, diz Marilsa Patrício, diretora da Aquishow Brasil e secretária executiva da Peixe SP – Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União.

A expectativa da Aquishow Brasil 2026 é receber 7 mil visitantes de todas as partes do país e do exterior. A edição de 2025 atraiu participantes mais de 20 países – especialmente da América Latina. No ano passado, o evento movimentou R$ 115 milhões e o objetivo para 2026 é crescer pelo menos 10%.

A Aquishow reúne todos os elos da cadeia produtiva da aquicultura brasileira e apresenta as mais modernas tecnologias em genética, insumos, equipamentos, serviços e produtos. Uma completa agenda de apresentações técnicas contribui para atualizar os produtores e apresentar novas tecnologias.

Destaque também às premiações especiais para reconhecer quem contribui para o contínuo crescimento da aquicultura, como o Prêmio Inovação Aquícola e o Prêmio Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernardino.

Mais informações clique aqui e e-mail peixesp@peixesp.com.br. Organização (17 99616-6638 e 17 98137-8657), Departamento Comercial (Eder Benício, 11 97146-9797)

Fonte: Assessoria Aquishow Brasil
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