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Feicorte confirma edição 2025 em Presidente Prudente, no mês de junho

Retomada do evento, após 10 anos, reforça importância da feira com público de 8 mil pessoas em cinco dias.

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Fotos: Arart

A retomada da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne – Feicorte, após 10 anos desde a última edição na capital paulista, foi visitada por 8 mil pessoas em cinco dias em Presidente Prudente (SP). O número de visitantes não considera o festival Beef Hour by Cacá, que foi realizado no último sábado (23/11), no Recinto de Exposições Jacob Tosello. A próxima edição da Feicorte será de 17 a 21 de junho, em Presidente Prudente.

“Atingimos nossa meta. Até o momento, 8 mil pessoas passaram pela Feicorte, e ainda teremos no sábado a Beef Hour by Cacá. Em pouco tempo, desde que anunciamos a volta do evento, reunimos cerca de 100 empresas, 10 raças diferentes, seis delas com julgamentos e cinco leilões. Agora, convocamos todos para junho, com ainda mais força, para dar continuidade ao sucesso desta edição e transformar a Feicorte no grande encontro da cadeia produtiva da carne em um evento anual”, declarou a CEO da Verum, empresa promotora do evento, Carla Tuccilio.

“Pensamos com muito carinho e calma para escolher uma data assertiva para o ano que vem. Optamos por junho, um mês um pouco mais frio, já que o calor de Prudente não é para qualquer um. Escolhemos uma data que coincide com o Plano Safra, o que também torna o período mais propício para a realização de negócios. A data escolhida está entre a Agrishow e a Expointer, de forma que não haja interferência com nenhuma dessas grandes feiras. Além disso, essa data dá tempo para o novo prefeito fazer as melhorias necessárias no recinto. A ideia é continuar evoluindo e melhorando a estrutura a cada ano”, afirmou o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Guilherme Piai.

Reprodução bovina e eficiência produtiva

O 2º Simpósio ReprodOeste, promovido na última sexta-feira (22/11), em parceria com a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), durante a trouxe para debate os avanços da reprodução bovina. Especialistas e técnicos se reuniram para discutir sobre tecnologias e estratégias que impactam a eficiência reprodutiva e fortalecem a competitividade da pecuária.

Organizado pelo grupo de estudos em Reprodução Animal da Unoeste (ReprodOeste), que envolve os cursos de graduação em Medicina Veterinária e Zootecnia, além de Pós-graduação (mestrado e doutorado em Ciência Animal), o simpósio colocou em foco como as biotecnologias podem impulsionar a produtividade.

O mediador do painel e responsável pela captação de expositores, animais e leilões do evento, Alex Arikawa Miyasaki pontuou a relevância do tema para a cadeia produtiva. “Aqui estamos falando do início de tudo. Precisamos produzir o bezerro para que ele chegue à carne. Este é o momento de mostrar como as ferramentas disponíveis podem trabalhar a favor do aumento da produção e da eficiência no setor”, ressaltou, reforçando a importância da reprodução como alicerce para toda a cadeia.

A cobertura completa do Seminário, acesse clicando aqui.

Vivência de crianças com o agro

Ao longo da manhã da última sexta-feira (22/11), a Feicorte recebeu cerca de 200 estudantes que visitaram o evento pelo projeto “Vivenciando na Prática”, uma das iniciativas da associação De Olho no Material Escolar, que busca aproximar os jovens do agronegócio por meio de atividades educativas e visitas a propriedades rurais e feiras.

Segundo a representante do projeto no evento, Guta Alonso, a ação tem como objetivo mostrar que tanto o campo quanto a cidade são unidos e que não existe uma separação entre os dois. “Nós, da associação De Olho no Material Escolar temos, ao longo dos últimos três anos, trabalhado nessa aproximação do campo com a cidade para que os jovens conheçam as oportunidades e como produzimos o alimento consumido por eles. Nosso objetivo é realmente que as crianças vivam, sintam o nosso mundo e saiam encantadas por ele, perdendo vários dos preconceitos que existem sobre o agro”, afirmou.

Os detalhes das visitas, podem ser acessados aqui.

Julgamento do Guzerá destaca qualidade genética 

Nos dias 21 e 22 de novembro, o julgamento da raça Guzerá reuniu os destaques da raça na Feicorte. O diretor técnico da Guzerá Centro-Sul, Felipe Cavalcante ressaltou a importância do evento e da expertise do jurado, o vice-presidente da ABCZ, Arnaldo Machado Borges, para orientar os rumos da seleção genética da raça.

Saiba os resultados, acessando aqui.

ABCB Senepol promove interação com apresentação de animais 

A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) apresentou durante a Feicorte, no dia 22/11, uma amostra de 20 animais de alta qualidade genética, que passaram por rigorosos processos de seleção. Esses animais, já avaliados em provas de performance, foram apresentados em baias, permitindo uma interação mais próxima com o público, como explicou o médico-veterinário e criador da raça, Silter Fadel.

Clique aqui para mais informações.

Animais da raça Sindi são avaliados em julgamento

O julgamento da raça Sindi, realizado no dia 22/11, elegeu Nera FIV da Estiva como Grande Campeã entre as fêmeas, e Porlo FIV da Estiva, vencedor no Grande Campeonato de Machos. Outros destaques incluem Saudoso da Estiva, Campeão Bezerro, e Sereno FIV da Estiva, Campeão Júnior Menor. Os animais são da Fazenda Tabaju, de Adaldio José de Castilho Filho, localizada em Sales (SP), evidenciando a crescente participação da raça na pecuária brasileira e internacional.

Confira os campeões, clicando aqui.

Leilão da Confraria da Carcaça Nelore arrecadou mais de R$ 1 milhão

Na noite da quinta-feira (21/11), a Feicorte 2024 foi palco do Leilão da Confraria da Carcaça Nelore, que registrou 100% de liquidez nos lotes. O evento superou as expectativas, alcançando um faturamento total de mais de R$ 1 milhão.

Segundo o diretor de comunicação da Confraria, João Paulo Teles, as médias alcançadas foram de R$ 48 mil para fêmeas e R$ 28 mil para machos, reafirmando a relevância do leilão no cenário pecuário. “Realizar o Leilão da Confraria dentro da Feicorte foi uma ótima ideia. Primeiro, porque é uma feira internacional de pecuária de corte e segundo porque o evento tem a carne como tema central. A energia do leilão dentro da feira foi excelente e conseguimos oferecer animais que entregam carne de qualidade, fortalecendo ainda mais a proposta do evento”, afirmou.

Clique aqui para mais informações.

Qualidade da carne em foco

Destacar a qualidade e a origem da carne brasileira. Esse foi o objetivo da Beef Hour, um espaço na Feicorte dedicado à valorização da carne nacional que, ao longo de três dias, levou ao palco projetos inovadores, marcas consolidadas e profissionais que promovem a confiança no produto, abrangendo toda a cadeia produtiva até o consumidor final.

No último dia de programação no espaço, o tema “Beef on Dairy – O uso de raças leiteiras na produção de carne de qualidade” foi abordado pelo agrônomo e proprietário da BBQ Secrets, Roberto Barcellos e pelo zootecnista e gerente Nacional de Corte da Semex do Brasil, Antonio Carlos Sciamarelli. Já o painel “Os próximos dias do mercado de qualidade” contou com a moderação do médico-veterinário e fundador da PRADO, além de idealizador do projeto “O Cara da Carne”, Roberto Grecellé; com o zootecnista e diretor executivo de originação da JBS, com vasta experiência em protocolos de qualidade e marcas premium, Eduardo Krisztan Pedroso e a CEO da Verum, que promove a Feicorte, Carla Tuccilio.

O médico, cirurgião vascular e especialista em nutrologia, Dr. Rondó fechou a programação de palestras com o tema “Sinal Verde Para a Carne Vermelha”, fornecendo insights sobre saúde e alimentação, com base em sua expertise e publicações na área.

Para encerrar a programação, os participantes foram convidados a desfrutar de uma degustação de carne Angus comandada pela chef Helô Palacio.

Celebração da carne fecha a Feicorte 2024

Para finalizar a edição de 2024 da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne – Feicorte, o evento Beef Hour by Cacá ofereceu uma experiência única, combinando churrasco e entretenimento. A festa foi realizada no sábado, (23) das 13h às 22h, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente. Forão seis horas de open food, acompanhadas de apresentações musicais ao vivo que prometem animar o público.

Assinado pelo sócio do Varanda Boa Vista – restaurante oficial da feira – Carlos Guedes, conhecido como “Cacá”, o evento proporcionará uma experiência imperdível para os amantes de boa carne e diversão.

A Feicorte 2024 foi realizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com promoção da Verum. Conta ainda com a curadoria da Myia Consultoria e da Prado Estratégia para Agronegócio, além do patrocínio de empresas como Unoeste, Frigorífico Bom-mart, Unimed Presidente Prudente, Bradesco, Corteva, Matsuda, MSD Saúde Animal, Minerva Foods, entre outras.

Fonte: Assessoria Feicorte

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NOAA vê risco de super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras

Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

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Foto: Divulgação

A possibilidade de um novo e intenso episódio de El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade, no chamado “super El Niño”, até 2027.

Foto: Divulgação

Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.

Mudanças no clima afetam produção agrícola

Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.

Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando

no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.

Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.

Mercado acompanha riscos para as commodities

Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação

Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.

A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.

Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.

Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.

Fonte: O Presente Rural
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil

Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

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Foto: Shutterstock

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

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A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.

As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.

Acesso a recursos

A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.

Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.

Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

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Reconhecimento cultural

A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.

Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.

Importância econômica

O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

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No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.

Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.

Fonte: O Presente Rural
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Chuvas reduzem áreas de seca e favorecem milho e trigo no Paraná

Monitor de Secas mostra recuo da estiagem em regiões produtoras do Estado. Com maior umidade do solo, milho alcança área recorde de 2,9 milhões de hectares e trigo já foi semeado em 67% da área prevista.

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Foto: Fernando Dias

As chuvas registradas nos últimos meses no Paraná reduziram as áreas afetadas pela seca e melhoraram as condições para importantes culturas agrícolas do Estado. O cenário mais favorável já se reflete no campo: o milho de segunda safra ocupa área recorde de 2,9 milhões de hectares e o plantio do trigo alcançou 67% da área prevista, impulsionado pela maior disponibilidade de umidade no solo.

Foto: Divulgação/Pixabay

Os dados constam no Boletim Agroclimático do Simeagro e no Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com instituições estaduais, entre elas o Simepar.

Segundo o levantamento, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e a região Central do Paraná deixaram de registrar qualquer nível de seca relativa. Também houve redução das áreas classificadas com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e em municípios do Sul próximos à divisa com Santa Catarina.

Foto: Jaelson Lucas/AEN

Por outro lado, a estiagem ganhou intensidade em parte do Oeste e do Sudoeste, especialmente nas áreas de fronteira com Paraguai e Argentina. “A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, que participa da elaboração do Monitor de Secas.

Milho e trigo são beneficiados

A melhora das condições climáticas ocorre em um momento decisivo para duas das principais culturas do inverno paranaense.

De acordo com o Simeagro, o milho segunda safra se aproxima da colheita ocupando uma área estimada em 2,9

Foto: Aires Mariga

milhões de hectares, a maior já registrada para a cultura no Estado.

O trigo também apresenta bom ritmo de implantação. Favorecida pela umidade do solo, a semeadura já alcançou 67% da área prevista para a safra 2026.

Apesar do cenário mais favorável, os impactos da seca ainda exigem atenção em algumas regiões. Segundo o Monitor de Secas, os efeitos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, podendo influenciar a produtividade agrícola. Nas demais áreas afetadas, os impactos são considerados de curto prazo.

Maio teve chuva acima da média

Os dados meteorológicos reforçam a mudança de cenário observada no campo.

Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica em maio. Em 18 delas, o acumulado médio esperado para todo o mês foi atingido já nos primeiros dez dias.

Foto: Divulgação/Freepik

Com mais chuva, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica em todas as regiões do Paraná.

As menores temperaturas do ano até agora ocorreram entre os dias 11 e 13 de maio, período em que também houve registro de geadas em municípios da metade Sul do Estado e chuva congelada em General Carneiro.

A menor temperatura foi registrada em Guarapuava. No distrito de Entre Rios, os termômetros marcaram -2,4°C às 7 horas do dia 11. Em General Carneiro, a sensação térmica chegou a -7°C devido à intensidade dos ventos.

Situação no Brasil

O Monitor de Secas mostra que o Paraná segue em situação menos crítica do que a observada em anos anteriores e

Foto: Marco Favero

também em comparação com outros estados.

No mapa divulgado em junho, referente às condições de maio, não há registro de seca extrema ou excepcional em nenhuma unidade da federação.

A seca grave aparece apenas em uma pequena área do Estado de São Paulo. Já a seca moderada atinge, além do Oeste e Sudoeste paranaense, regiões de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Tocantins e diversos pontos do Nordeste.

A seca fraca está presente em praticamente todas as regiões brasileiras. Apenas Roraima, Amapá e Mato Grosso aparecem sem qualquer registro de seca relativa no levantamento mais recente.

Fonte: O Presente Rural
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