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Feicorte abre debates sobre o futuro da pecuária e o protagonismo do Brasil no mercado global

Especialistas nacionais e internacionais analisam tendências e soluções para impulsionar a produtividade e a qualidade da pecuária brasileira

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Carla Tuccilio, CEO da Verum e organizadora da Feicorte destacou o esforço coletivo para a realização do evento - Foto e texto: Assessoria

O futuro da produção pecuária no Brasil será debatido ao longo desta semana, na Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que teve início nesta terça-feira (23), em Presidente Prudente (SP). O evento, que segue até sexta-feira (26), tem como tema central “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” e reúne especialistas nacionais e internacionais para abordar genética, sustentabilidade, nutrição, sanidade, manejo, tecnologias de precisão e o papel do Brasil no abastecimento global.

A abertura do encontro contou com a presença da CEO da Verum e organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, que destacou o esforço coletivo para a realização do evento. “Essa edição nasce de um esforço coletivo e tenho certeza de que teremos um grande encontro. Agradeço a todos que contribuíram para essa Feicorte, especialmente à nossa equipe, que vem trabalhando incansavelmente”, destacou.

Segundo ela, o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, tem na pecuária uma de suas principais forças econômicas ao movimentar mais de R$600 bilhões ao ano. Nesse contexto, o tema desta edição propõe um olhar estratégico sobre como transformar a vocação produtiva do país em rentabilidade real, com a tecnologia como fator decisivo dentro da porteira.

“Para 2026, esperamos que a Feicorte seja o espelho da evolução da carne brasileira, sustentada em três pilares: força, que representa a potência produtiva do maior rebanho comercial do mundo; brasilidade, valorizando nossa identidade, genética e forma única de fazer pecuária; e inovação, porque o futuro exige tecnologia, sustentabilidade e visão estratégica”, afirmou.

 

DNA feminino da carne

Iniciada pelo painel DNA feminino da carne, a programação do evento foi pensada nos principais elos da cadeia produtiva. “A mulher representa força e dedicação na atividade e em diversos setores da economia. Por isso, iniciamos o encontro com um debate de alto nível, evidenciando a história e experiência das profissionais que ajudam a construir a pecuária nacional”, realçou.

O espaço reuniu profissionais do setor que abordaram as transformações da pecuária brasileira e trouxeram perspectivas sobre temas estratégicos relacionados à qualidade da carne, genética, hábitos de consumo, saúde, experiência gastronômica e à contribuição das mulheres para uma cadeia cada vez mais alinhada às demandas do mercado.

Participaram do painel a especialista em churrasco e primeira sommelier de carnes do Brasil, Larissa Morales, que compartilhou sua experiência na gastronomia e destacou que sua relação com o churrasco começou ainda na infância, acompanhando os preparos em família; a pecuarista Clélia Pacheco, selecionadora da raça Bonsmara, que trouxe ao debate uma reflexão sobre a presença feminina no agro e os desafios enfrentados por mulheres que assumem a gestão das propriedades rurais; a nutricionista Letícia Moreira, pioneira mundial na adoção da dieta carnívora em modalidades de alta resistência; e a diretora técnica da DGT Brasil e referência em avaliação de carcaça, Liliane Suguisawa, que relembrou sua atuação profissional, marcada por uma relação histórica com o evento e com a pecuária de corte brasileira.

Confira o conteúdo completo em https://www.feicortesp.com/noticias/do-campo-ao-prato-mulheres-mostram-como-a-carne-de-qualidade-comeca-na-fazenda.  

 

Novas ferramentas de seleção genética são destaque no Fórum Feicorte

O cientista norte-americano e Chief Scientific Officer da Acceligen, Tad Sonstegard, apresentou os avanços da edição gênica aplicada ao desenvolvimento de bovinos de corte mais eficientes, sustentáveis e adaptados às condições tropicais. Com ampla experiência internacional em biotecnologia animal, o pesquisador detalhou o cronograma de introdução das primeiras soluções comerciais no Brasil, com destaque para linhagens voltadas à tolerância ao calor e à resistência a doenças.

“Os primeiros produtos de sêmen e embriões chegarão ao mercado nos próximos anos, começando pelo Angus Slick, que foi classificado como não transgênico pela CTNBio no Brasil e terá os dados iniciais de sua descendência nacional consolidados em 2027”, explicou.

A cobertura completa do painel está disponível em https://www.feicortesp.com/noticias/genetica-molecular-abre-caminho-para-bovinos-mais-resistentes-ao-calor-e-a-doencas 

 

Beef Hour das Raças celebra diversidade genética e qualidade da carne

A Beef Hour das Raças foi um dos momentos de maior destaque do primeiro dia da Feicorte. A tradicional degustação reuniu 18 variedades, proporcionando aos participantes uma experiência que conectou genética, pecuária e atributos de qualidade dos diferentes produtos apresentados.

Participaram da edição deste ano as raças bovinas Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir, Guzerá, Brangus, Senepol, Angus, Bonsmara, Montana, Wagyu, Caracu, Canchim e Texas Longhorn. Como novidade, a Beef Hour também contou com cortes de búfalo e de cordeiro da raça Suffolk, ampliando a diversidade de experiências gastronômicas e sistemas produtivos representados no evento.

Detalhes sobre a participação das raças estão em https://www.feicortesp.com/noticias/beef-hour-das-racas-celebra-diversidade-genetica-e-qualidade-da-carne-na-feicorte-2026

A edição 2026 da Feicorte segue até sexta-feira, 26/6, com programação técnica de palestras, degustações de carnes de diferentes raças bovinas, feira de negócios e exposições de animais.

Fonte: Assessoria

Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária sustentável ganha selo oficial e incentivo no crédito rural

Certificação em boas práticas amplia a competitividade das fazendas e assegura benefício financeiro para produtores de médio e grande porte.

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Foto: Rodrigo Alva

O Programa Boas Práticas Agropecuárias para Bovinos e Bubalinos de Corte (BPA Bovinos e Bubalinos de Corte), desenvolvido pela Embrapa, recebeu reconhecimento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A homologação foi publicada no Diário Oficial da União em 08 de junho e representa um marco para a pecuária brasileira, tornando o BPA o primeiro programa de produção animal do país a obter esse tipo de chancela do governo federal.

Foto: Divulgação

Criado em 2015 por pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, o manual passou por atualização em 2023, incorporando novas diretrizes voltadas à sustentabilidade, ao bem-estar animal, à eficiência produtiva e ao uso de tecnologias digitais nas propriedades.

Segundo a pesquisadora da Embrapa, Vanessa Felipe de Souza, o reconhecimento fortalece a credibilidade da iniciativa e amplia sua importância para a cadeia pecuária. “Esse programa se destaca porque poderá servir como referência para outros guias de boas práticas, além de gerar mais confiança para o produtor e conceder benefícios às fazendas certificadas”, afirma.

Produção mais eficiente e sustentável

O BPA Bovinos e Bubalinos de Corte reúne um conjunto de normas e procedimentos destinados a tornar os sistemas produtivos mais competitivos e rentáveis, ao mesmo tempo em que busca garantir a oferta de alimentos seguros e produzidos de forma sustentável.

As orientações abrangem áreas como manejo sanitário, bem-estar animal, gestão da propriedade e adoção de ferramentas digitais para aumentar a eficiência da atividade.

Por apresentar diretrizes adaptáveis a diferentes realidades, o programa pode ser implementado por produtores de pequeno, médio e grande porte, em diversas

Foto: Divulgação

regiões do país e em distintos sistemas de produção.

Além do manual técnico, a Embrapa também desenvolveu dois aplicativos específicos: um voltado aos produtores rurais e outro destinado aos técnicos credenciados responsáveis pelo acompanhamento das propriedades.

Certificação pode reduzir juros do custeio

Entre os benefícios da adesão ao programa está a possibilidade de acesso a incentivos financeiros. Produtores de médio e grande porte certificados pelo BPA terão direito a desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros do custeio agrícola previstas no Plano Safra 2026.

Além do incentivo econômico, a certificação contribui para a organização da propriedade, melhoria dos processos produtivos e fortalecimento da sustentabilidade da atividade pecuária.

Como participar

Os produtores interessados podem conhecer as diretrizes do programa por meio do site oficial do BPA Bovinos e Bubalinos de Corte ou procurar a Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), além das unidades descentralizadas da instituição espalhadas pelo país.

A rede de apoio inclui centros da Embrapa nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo que a iniciativa alcance diferentes sistemas produtivos e realidades da pecuária brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Em menos de um ano

Indonésia se torna segundo maior destino dos miúdos bovinos do Brasil

País asiático importou mais de 12 mil toneladas do produto entre janeiro e maio, movimentando US$ 19,5 milhões.

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Foto: Divulgação

Menos de um ano após a abertura do mercado para os miúdos bovinos brasileiros, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores do produto, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o país asiático importou mais de 12 mil toneladas, movimentando US$ 19,5 milhões.

O rápido avanço das compras está ligado ao tamanho do mercado indonésio. Com população superior a 284 milhões de habitantes, a Indonésia importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos em 2025, em negócios que ultrapassaram US$ 150 milhões.

Os embarques brasileiros para o mercado internacional também seguem em expansão. Nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil exportou mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 países, gerando receita de US$ 256 milhões. Em 2025, as exportações do produto alcançaram 267 mil toneladas, com faturamento de US$ 605 milhões.

Foto: Divulgação/Freepik

A autorização para a entrada dos miúdos bovinos brasileiros na Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Desde então, o número de frigoríficos habilitados a exportar para o país aumentou gradualmente. Em setembro do ano passado, 17 plantas foram incluídas na lista de exportadores autorizados, elevando para 38 o total de unidades aptas a atender o mercado indonésio. Em janeiro deste ano, outras 14 plantas foram habilitadas, totalizando 52 estabelecimentos autorizados.

O crescimento das exportações ocorre em meio à ampliação das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia é o 11º principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio deste ano, as compras de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e derivados.

Embora tenham consumo mais restrito no mercado brasileiro, os miúdos bovinos encontram demanda significativa em diversos mercados internacionais. As exportações desses produtos ampliam o aproveitamento comercial dos animais abatidos e representam uma importante fonte adicional de receita para a cadeia da carne bovina.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Reinserção de produtores é caminho estratégico para fortalecer a pecuária sustentável no Brasil

Regularização ambiental, rastreabilidade, assistência técnica e acesso ao crédito são apontados como fatores decisivos para ampliar a inclusão produtiva e manter a competitividade da carne bovina brasileira.

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Brasil ocupa posição estratégica na produção mundial de alimentos, com o maior rebanho comercial bovino do mundo e liderança nas exportações de carne bovina - Foto: Divulgação

A reinserção de pecuaristas na cadeia formal da carne bovina deixou de ser apenas uma discussão sobre conformidade socioambiental e passou a ocupar espaço estratégico nas agendas ligadas ao futuro da pecuária brasileira. Em um ambiente de negócios cada vez mais influenciado por exigências de rastreabilidade, regularização ambiental e transparência, ampliar as condições para que produtores retornem aos mercados formais é visto como uma forma de fortalecer a inclusão produtiva, ampliar a sustentabilidade e aumentar a competitividade da carne bovina nacional.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “Encontrar soluções para apoiar esses produtores é fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade” – Foto: Clever Freitas

Mais do que retomar relações comerciais, esse processo envolve a criação de mecanismos que permitam aos produtores se adequar às novas exigências do setor. Isso inclui acesso à assistência técnica, regularização ambiental, instrumentos de monitoramento, crédito e maior segurança jurídica.

Segundo a presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes, o Brasil reúne características que o colocam em posição privilegiada na produção mundial de alimentos, mas enfrenta desafios importantes para garantir que um número maior de produtores consiga atender às exigências atuais. “O Brasil ocupa posição estratégica na produção mundial de alimentos, com o maior rebanho comercial bovino do mundo e liderança nas exportações de carne bovina. Ao mesmo tempo, o segmento enfrenta desafios ligados à regularização ambiental, à rastreabilidade e ao cumprimento de critérios socioambientais cada vez mais valorizados pelos compradores”, afirma.

Foto: Divulgação

Ela destaca que muitos pecuaristas acabam afastados dos mercados formais não por falta de capacidade produtiva, mas por dificuldades de acesso às ferramentas necessárias para se adequar às novas regras. “Nesse contexto, muitos pecuaristas acabam afastados dos mercados formais por dificuldades em atender a essas demandas, especialmente em regiões onde o acesso à informação, à assistência técnica e aos instrumentos necessários para adequação ainda é limitado”, explica.

Para Ana Doralina, a exclusão desses produtores produz efeitos que ultrapassam os limites das propriedades rurais e afetam toda a cadeia produtiva. “Estamos falando de desafios relacionados à inclusão produtiva, ao acesso ao conhecimento e à construção de uma pecuária cada vez mais alinhada às expectativas da sociedade e dos mercados. Encontrar soluções para apoiar esses produtores é fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade”, ressalta.

Ela acrescenta que é preciso oferecer condições para que o processo de adequação ocorra com

Foto: Divulgação

maior previsibilidade. “Também é necessário criar condições para que eles avancem em seus processos de regularização e requalificação com segurança jurídica, acesso a crédito e instrumentos que ampliem a previsibilidade, o que contribui para fortalecer toda a cadeia”, diz.

Requalificação exige cooperação e instrumentos de apoio

Nos últimos anos, ganharam espaço programas voltados à requalificação de fornecedores, iniciativas de monitoramento socioambiental, instrumentos de regularização ambiental e linhas de crédito destinadas à adequação produtiva. Essas ações têm permitido que propriedades antes afastadas dos mercados formais retomem relações comerciais e ampliem sua capacidade de atender às exigências dos compradores.

Foto: Shutterstock

Apesar disso, especialistas avaliam que os avanços ainda precisam ganhar escala para acompanhar a dimensão da pecuária brasileira.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão a ampliação da assistência técnica, o acesso a tecnologias de monitoramento e rastreabilidade, a oferta de crédito compatível com as necessidades dos produtores e a criação de incentivos capazes de reconhecer os avanços obtidos nas propriedades.

A cooperação entre empresas, instituições financeiras, governos e organizações da sociedade civil também é apontada como fundamental para ampliar o alcance dessas iniciativas. “A reinserção é possível e gera resultados positivos para toda a cadeia, mas, para avançarmos de forma consistente, é necessário ampliar a cooperação entre os diferentes atores, garantindo condições para que mais produtores possam se adequar e permanecer competitivos em um ambiente de negócios cada vez mais exigente”, afirma Ana Doralina.

Segundo ela, o fortalecimento dessa agenda depende da construção de instrumentos capazes de

Foto: Shutterstock

atender às diferentes realidades da produção pecuária brasileira. “Isso passa pelo fortalecimento de mecanismos de monitoramento, pela ampliação da assistência técnica e pela construção de instrumentos que deem escala aos processos de regularização e requalificação, sempre respeitando as particularidades dos diferentes territórios e sistemas produtivos”, destaca.

A presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável avalia que a reinserção de produtores deve ser encarada como uma estratégia de longo prazo, capaz de gerar ganhos econômicos, sociais e ambientais. “A reinserção de produtores deve ser encarada como uma agenda de futuro para a pecuária brasileira. Quanto maior for nossa capacidade de incluir, orientar e apoiar esses profissionais, mais preparada estará a cadeia para responder aos desafios globais e fortalecer sua posição competitiva”, afirma.

Ela conclui que a combinação entre regularização ambiental, rastreabilidade, assistência técnica, instrumentos financeiros e segurança jurídica pode ampliar o alcance dessa agenda e fortalecer a imagem da carne bovina brasileira nos mercados nacional e internacional. “Ao combinar regularização ambiental, rastreabilidade, assistência técnica, acesso a instrumentos financeiros e segurança jurídica, criamos as condições necessárias para ampliar a escala dessa agenda e gerar valor para todos os elos da cadeia, fortalecendo a imagem da carne bovina brasileira e contribuindo para uma produção cada vez mais sustentável”, salienta.

Fonte: O Presente Rural
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