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FecoAgro/RS reivindica ações imediatas para auxiliar produtores atingidos pela estiagem

Entidade congrega 42 cooperativas agropecuárias gaúchas, representando 173 mil produtores, na sua maioria formada por pequenos agricultores, pede medidas severas e urgentes para auxiliar o campo.

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Foto: Divulgação/FecoAgro/RS

O cenário de perdas severas em todas as culturas no Rio Grande Sul, entre elas milho, soja, criação de gado de corte e produção leiteira, motivou manifestação pública da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). A entidade, que congrega 42 cooperativas agropecuárias gaúchas, representando 173 mil produtores, na sua maioria formada por pequenos agricultores, pede medidas severas e urgentes para auxiliar o campo.

A nota traz o dado divulgado pela Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL) de que as perdas na soja serão de 43%. O percentual foi calculado após levantamento realizado no dia 6 de março de 2023 em 21 cooperativas.

Entre as reivindicações, a FecoAgro/RS pede repactuação de todos os compromissos de custeio e investimento das culturas de verão que tiveram perdas devido à estiagem. “O produtor não vai ter colheita para pagar seus compromissos. Essa repactuação deve ser feita e estimulada pelo governo, Banco Central e Conselho Monetário Nacional. O problema este ano é no Rio Grande do Sul, mas é muito grave”, afirma Paulo Pires, presidente da Federação. Além disso, a entidade quer recursos para custeio das culturas de inverno, para irrigação e condições legais de reservação de água.

A nota também pede recursos emergenciais para as cooperativas repactuarem com os associados compromissos financeiros e que seja dada uma atenção especial para a questão da subvenção do seguro rural para a próxima safra. Conforme o presidente da FecoAgro/RS a cooperativa “tem que alcançar uma condição para o produtor continuar sua atividade, porém não pode comprometer seu capital de giro para suas atividades que são importantes geradoras de emprego e renda na sociedade gaúcha”.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), que congrega 42 cooperativas agropecuárias gaúchas, representando 173 mil produtores, na sua maioria formada por pequenos agricultores, traz a seguinte manifestação:

Conforme divulgação da Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL) em levantamento realizado no dia 6 de março de 2023 em 21 cooperativas prevê o que segue: na soja, as perdas serão de 43%. Baseando-se nas perdas da soja, milho, produção leiteira, gado de corte e outras culturas, reivindicamos com urgência:

– Repactuação de todos os compromissos de custeio e investimento das culturas de verão que tiveram perdas devido à estiagem;

– Recursos emergenciais para as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul para repactuarem com seus associados compromissos fora do sistema financeiro;

– Recursos para custeio das culturas de inverno, pois o produtor deve já olhar para a próxima safra;

– Recursos para investimentos em irrigação e condições legais de reservação de água, já que esta é uma saída estritamente efetiva para mitigar os efeitos da seca no Rio Grande do Sul;

– Dar uma atenção especial para a questão da subvenção do seguro rural para os produtores gaúchos para a próxima safra;

Atenciosamente,

Paulo Pires, presidente da FecoAgro/RS

Fonte: Assessoria FecoAgro RS

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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