Conectado com

Notícias Safra 2018/19

FCStone projeto safra de 113 milhões de toneladas no Brasil

Rio Grande do Sul deve ultrapassar o Paraná como segundo maior produtor da oleaginosa

Publicado em

em

Divulgação/MAPA

A safra de soja 2018/19 do Brasil deverá totalizar 113 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira (01) a INTL FCStone, em um aumento ante a previsão anterior, de 112,2 milhões, conforme rendimentos melhores do que o esperado são registrados em algumas áreas do país.

Ainda assim, a produção nacional de soja seria 5,2% inferior ao recorde de 2017/18 e a mais baixa em três anos, já que em 2016/17 o Brasil colheu cerca de 114 milhões de toneladas. “Com o avanço da colheita, têm sido observados resultados variados e a produtividade da soja em algumas regiões tem surpreendido, como nos lotes de ciclo mais tardio no Mato Grosso”, destacou a consultoria em relatório.

“Destaque para o Rio Grande do Sul, onde a colheita ainda está muito no início, mas as expectativas estão excelentes, com o Estado devendo colher uma safra próxima do recorde, estimada atualmente em 18,5 milhões de toneladas”, disse a INTL FCStone, acrescentando que, com isso, os gaúchos devem mesmo ultrapassar os paranaenses e ocupar a vice-liderança em produção nacional.

O Paraná foi muito castigado pelo tempo adverso entre janeiro e dezembro. Mato Grosso do Sul e partes de Goiás e Mato Grosso também foram, o que deve impedir o país de colher um volume histórico de soja apesar de um plantio recorde, estimado pela INTL FCStone em 36 milhões de hectares.

Nesse cenário de revisão para cima na produção, a consultoria disse que o Brasil, maior exportador mundial de soja, deve embarcar 68,7 milhões de toneladas da oleaginosa em 2018/19, ligeiramente acima dos 68 milhões considerados em fevereiro, mas bem aquém dos quase 84 milhões do ano passado.

Milho

A INTL FCStone estimou que os produtores brasileiros vão colher 65,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra 2018/19, avanço ante os 64,9 milhões da previsão de fevereiro e bem acima dos 53,9 milhões de 2017/18. “O clima, que foi mais chuvoso em fevereiro e favoreceu o desenvolvimento inicial das lavouras, deve continuar sendo acompanhado nos próximos meses”, afirmou a consultoria.

Com a revisão na chamada “safrinha”, em processo de plantio, a consultoria prevê produção total de milho do Brasil em 2018/19 de 93,8 milhões de toneladas. Para a primeira safra, em colheita, houve pouco ajuste, e a consultoria prevê um volume de 27,9 milhões de toneladas.

A INTL FCStone projeta exportações de 32 milhões de toneladas de milho em 2018/19, estável ante a previsão anterior e acima dos 24,7 milhões do ciclo passado.

Fonte: Reuters
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

13 − 2 =

Notícias Mercado

Preços do boi dispararam em junho com oferta curta e Fator China

Preços do boi gordo dispararam no mercado físico em junho, e continuaram subindo nos primeiros dias de julho

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo dispararam no mercado físico em junho, e continuaram subindo nos primeiros dias de julho. ” Há dois motivos que explicam toda essa situação, o primeiro deles e mais relevante é do acentuado apetite chinês no mercado internacional, comprando volumes bastante substanciais de proteína animal”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

A China continua com um significativo déficit no mercado local de proteínas animais, provocado pelo surto de Peste Suína Africana (PSA) que dizimou o rebanho suíno doméstico.

Ao mesmo tempo, no Brasil a oferta de animais terminados, prontos para o abate, avaliando a ausência de incentivos para o pecuarista confinar as boiadas no primeiro giro (a decisão de confinamento no primeiro giro começa em março, período em que o mercado atingiu seu ponto de mínima no ano).

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 02 de julho:

  • São Paulo (Capital) – R$ 220,00 a arroba, contra R$ 193,00 a arroba em 30 de abril, subindo 14%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 211,00 a arroba, ante R$ 185,00 a arroba (14%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 214,00 a arroba, contra R$ 187,00 a arroba (14,4%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 212,00 a arroba, ante R$ 178,00 a arroba (19%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 200,00 a arroba, contra R$ 174,00 a arroba (+15%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 655,475 milhões em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 31,213 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 152,476 mil toneladas, com média diária de 7,260 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.298,90.

Na comparação com junho de 2019, houve ganho de 34,14% no valor médio diário, alta de 20,47% na quantidade média diária e avanço de 11,35% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Mercado

Plantio de trigo teve bom avanço no Brasil e na Argentina em junho

Comercialização neste primeiro semestre foi lenta no mercado interno

Publicado em

em

Cleverson Beje

O foco do mercado brasileiro de trigo no mês de junho permaneceu sobre os trabalhos de plantio e o clima para as lavouras. Para este final de semana, há possibilidade de geadas em algumas regiões que, dependendo da intensidade, podem prejudicar o desenvolvimento e afetar a produtividade.

A comercialização neste primeiro semestre foi lenta no mercado interno. A oferta foi reduzida e o câmbio elevou os preços de importação do grão. A indústria está bem abastecida e não deve voltar às compras até a entrada da safra nova. Com o início da colheita, os preços devem começar a cair.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2020 de trigo do estado atinge 94% da área estimada de 1,13 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 10%. Segundo o Deral, 89% das lavouras estão em boas condições 9% em situação média e 2% em condições ruins. As lavouras se dividem entre as fases de germinação (7%), crescimento vegetativo (84%), floração (8%) e frutificação (1%).

A produção deve ficar em 3,672 milhões de toneladas, 72% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A produtividade média é estimada em 3.250 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

O plantio de trigo atinge 87% da área, estimada em 915.712 hectares. Na semana passada, os trabalhos atingiam 74%. Em igual período do ano passado, o implante cobria 84% da área. A média para os últimos cinco anos é de 83%. Todas as lavouras estão em fase de germinação ou desenvolvimento vegetativo.

Argentina

O plantio de trigo atinge 79,1% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 7,8 pontos percentuais na semana e estão 5,3 pontos adiantados em relação ao ano passado. A projeção de área foi cortada para 6,5 milhões de hectares. Até o momento, os trabalhos cobrem 5,142 milhões de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo

Notícias Segundo Safras

Comercialização de soja perde ritmo, mas segue bem acima da média

Comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 92,9% da produção projetada

Publicado em

em

Divulgação/MAPA

A comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 92,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 3 de julho. No relatório anterior, com dados de 5 de junho, o número era de 88,7%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 71,1% e a média para o período é de 74,8%. Levando-se em conta uma safra estimada em 124,609 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 115,806 milhões de toneladas.

A venda antecipada para 2020/21 pulou de 35,6% no início de junho para 39,8%. Como SAFRAS ainda não tem projeção de safra para a próxima temporada, a base para cálculo foi a de uma produção igual a desse ano. Ou seja, cerca de 49,6 milhões de toneladas já foram comprometidas.

A comercialização da safra futura está bem acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 14,7%, e também supera a média normal para o período, de 12,4%.

O analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque, ressalva que a perda no ritmo dos negócios no período é reflexo dos grandes volumes já comercializados, tanto para a safra disponível como para a safra nova.

Fonte: Agência SAFRAS
Continue Lendo
Farma Talks- Farmabase

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.