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Fazenda discute fundo para proteger produtores endividados após perdas climáticas
Modelo em análise prevê renegociação de dívidas rurais com prazo de até dez anos.

O governo federal estuda criar um fundo garantidor voltado ao agronegócio para enfrentar o aumento das perdas causadas por eventos climáticos extremos e o crescimento do endividamento rural no país. A proposta foi confirmada nesta quarta-feira (20) pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com parlamentares e representantes do setor agrícola em Brasília.
A medida integra o conjunto de negociações em torno do projeto de renegociação das dívidas rurais e busca criar um mecanismo permanente de proteção financeira para produtores afetados por secas, enchentes e outras adversidades climáticas.
Segundo Durigan, a equipe econômica trabalha na elaboração de um texto final nos próximos dias. O modelo em discussão prevê participação financeira da União, das instituições bancárias e também dos produtores rurais, em menor proporção.
Modelo semelhante ao FGC

Foto: Freepik
A proposta do novo fundo segue estrutura semelhante à do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), utilizado no sistema financeiro para cobrir parcialmente perdas em casos de quebra de instituições bancárias. A principal diferença é que, no caso do agro, haveria aporte direto de recursos públicos.
De acordo com o Ministério da Fazenda, o fundo faria parte de uma estratégia mais ampla de reestruturação do crédito rural e de mitigação dos riscos enfrentados pelo setor produtivo.
Renegociação terá prazo maior

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
O principal eixo do projeto em discussão no Congresso é a criação de uma linha especial para renegociação de passivos rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de outros fundos administrados pela Fazenda. O texto em negociação prevê condições mais amplas para pagamento das dívidas, incluindo prazo de até dez anos para quitação e carência de dois anos para o início dos pagamentos.
Inicialmente, o governo trabalhava com proposta mais restritiva, prevendo apenas um ano de carência e até seis anos para pagamento. Após reunião com parlamentares nesta quarta-feira, a equipe econômica concordou em ampliar os prazos. Segundo Durigan, o consenso sobre carência e prazo já foi alcançado. O debate agora se concentra nos critérios de enquadramento dos produtores que poderão acessar o programa.
Critérios devem limitar acesso

Foto: Antonio Carlos Mafalda
A equipe econômica pretende restringir o acesso às medidas de renegociação a produtores que comprovem perdas efetivas causadas por fatores climáticos ou crises econômicas. A intenção do governo é evitar adesões indiscriminadas ao programa. O relator do projeto no Senado, Renan Calheiros, afirmou que o endividamento rural deixou de ser um problema pontual e passou a representar uma questão estrutural da economia agrícola brasileira.
Segundo o senador, a construção de uma solução de longo prazo é necessária para preservar a produção agropecuária, o abastecimento interno e os empregos ligados ao setor. A senadora Tereza Cristina, que participou das negociações, também acompanhou as discussões sobre os impactos fiscais da proposta.
Pressão das perdas climáticas
O avanço das discussões ocorre em meio à sequência de eventos climáticos severos registrados nos últimos anos em diferentes regiões produtoras do país. Parlamentares ligados à bancada ruralista argumentam que sucessivas quebras de safra agravaram a capacidade de pagamento dos produtores que contrataram crédito rural em anos anteriores.
Nesse cenário, o fundo garantidor é visto como uma tentativa de criar uma rede permanente de proteção financeira para o agronegócio diante da crescente volatilidade climática.
Impacto fiscal preocupa governo
Apesar do apoio político no Congresso, a proposta enfrenta resistência dentro da área econômica devido ao potencial impacto nas contas públicas. Estimativas discutidas por parlamentares apontam que o volume de dívidas rurais passíveis de renegociação pode chegar a R$ 180 bilhões. Entre as fontes de recursos avaliadas estão até R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal, além de outros fundos públicos.
A votação do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado acabou adiada após o Ministério da Fazenda solicitar mais tempo para negociação de pontos considerados sensíveis. Após a reunião desta quarta-feira, parlamentares informaram que os cálculos sobre o impacto fiscal da proposta serão refeitos antes da retomada da tramitação.

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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho
Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária
Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.
Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação
A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.
Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.
A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.
A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.
Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.
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Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas
Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.
O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.
Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.
Áreas amplas de vendas
O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.
Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.
A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.
Bem-estar dos colaboradores
Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.
Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.
Desenvolvimento econômico e geração de empregos
O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.
O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.
A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.
Investimento com olhar para o futuro
O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.
Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.
Desafios e oportunidades
O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.
Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.







